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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O descontrolado Ian Curtis


Cantor-poeta é retratado com brilhantismo em filme
Texto publicado em http://www.cinemacafri.com/filme.jsp?id=1239

Para encerrar a maratona de filmes proporcionada pelo Festival do Rio, resolvi, como fã assumido do Joy Division e da poesia angustiante de Ian Curtis, rever Control (Controle – a história de Ian Curtis), primeiro filme de Anton Corbijn, famoso pelos clips de U2, Depeche Mode e outras bandas dos anos 1980. O longa-metragem é inspirado no livro Touching from a distance de sua esposa Deborah Curtis e procura retratar o ambiente inglês da década de 1970, daí a opção acertada do diretor pelo preto e branco.

O ator Sam Riley está impecável no papel de Ian Curtis, pois consegue captar o jeito arredio, isolado, triste e inquieto de um jovem em constante crise existencial. Reconhecemos os sons que faziam a cabeça do cantor-poeta como David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed, ou seja, alguns dos principais nomes do que ficou conhecido como glam rock, Sex Pistols entre outras bandas. Vemos o início de seu relacionamento com Deborah Curtis, o precoce casamento, o bizarro emprego onde atende pessoas tão problemáticas quanto ele, o nascimento da filha, os momentos de inspiração para os poemas que seriam futuras músicas do Joy Division, o início da banda com o nome Warszawa, os shows, o contrato com a Factory, a amante linda e a crescente angústia com a aproximação do sucesso e a indecisão típica de uma mente conturbada.

Talvez os grandes momentos do filme estejam nas clássicas apresentações da banda e das performances de Ian Curtis sobre o palco, com sua dança única que inspirou vários vocalistas dos anos 1980, inclusive aqui no Brasil, basta lembrarmos de Renato Russo. Está lá o lendário ataque epilético de Curtis durante uma apresentação, problema que o deprimia, a conseqüente ovação da platéia e o estímulo do produtor Tony Wilson (personagem principal de 24 Hour Party People - A festa nunca termina, filme que também retrata Curtis e o Joy Division) que afirma sobre o caráter positivo que tal acontecimento terá para o grupo junto à mídia e público. Em contrapartida, um desesperado Ian declara o quanto é difícil para ele estar sobre o palco, o quanto se dá, o quanto se entrega. É a pressão da fama a encurralar o artista.

Ingenuidade e precipitação acompanharam a trajetória do sensível Ian em algumas passagens da sua conturbada e curta vida, que vão desde o pedido de casamento inesperado ao rompimento com a esposa, o posterior pedido para retomar a relação e a opção pelo suicídio após a frustrada tentativa de reconciliação às vésperas da primeira turnê pelos EUA, o que os levaria sem sombra de dúvidas ao estrelato.

Control vale como documento histórico de uma personalidade marcante e criativa, da banda que tinha tudo para dominar a década de 1980, fato que, de certa maneira, se concretizaria com o New Order, sendo este bem menos depressivo. Ian Curtis e Joy Division praticamente moldaram o espírito da época com uma sonoridade estridente e temas existenciais, como seriam comuns em The Cure, Echo & The Bunnymen, The Jesus & Mary Chain, The Mission e tantas outras bandas inglesas.

Control é uma bela homenagem ao descontrolado Ian Curtis.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Controle – a história de Ian Curtis

O Festival do Rio traz finalmente o novo filme sobre a vida do vocalista Ian Curtis, da lendária banda inglesa Joy Division, intitulado “Controle – a história de Ian Curtis” (Control), direção do estreante Anton Corbijn, e baseado no livro “Touching From A Distance” escrito pela viúva do músico Deborah Curtis.

O Joy Division foi um grupo fundamental para compreender a cena do rock no decorrer dos anos 1980, mais precisamente o cenário inglês da cidade de Manchester, e a fusão do rock com o eletrônico. De curtíssima duração, surgiu no meio da onda punk em 1979, e deixou lendárias apresentações com direito a ataques epiléticos de Ian Curtis. A banda formou uma legião de fãs enquanto durou até o suicídio de seu vocalista e principal compositor em 1980.

Arredio, solitário e um tanto estranho: Ian Curtis. Suas letras eram carregadas de um lirismo depressivo, angustiante, com temáticas obscuras fortalecidas por uma sonoridade incômoda que influenciou diversas bandas de Manchester. Happy Mondays, Stones Roses... e, claro, New Order. Este, aliás, se tornou um dos mais influentes grupos dos últimos anos e foi formado pelos outros quatro integrantes do Joy Division, que partiram para um som mais eletrônico, porém ainda guardando um certo ar sombrio nas composições, herança de Curtis.

Apesar de sua rápida passagem por este plano, a beleza das composições de Ian Curtis imortalizaram-no, como ficou comprovado com o excelente álbum, que acabou póstumo, “Closer”, lançado três meses após a sua morte aos 23 anos de idade.


Controle, a história de Ian Curtis
Titulo Original: Control
Direção: Anton Corbijn
País: Reino Unido
Ano: 2007
Duração: 119min

Sinopse: Os últimos anos da vida de Ian Curtis, vocalista da lendária banda inglesa Joy Division. Curtis, que teve uma trajetória curta e intensa, ficou famoso por seu talento de letrista e por suas performances épicas à frente da banda. Sofrendo com os ataques de epilepsia, sem saber como lidar com o seu talento e dividido entre o amor por sua mulher e filha e um caso extraconjugal, ele se enforcou em 18 de maio de 1980, aos 23 anos. Baseado no livro de Deborah Curtis, viúva do cantor. Menção Especial na Camera de Ouro da Quinzena dos Realizadores em Cannes 2007.

Mostra: Midnight Movies
Domingo - 30/09/2007 Espaço de Cinema 1 23:30:00 hs EC164
Segunda - 01/10/2007 Palacio 2 16:30:00 hs PL242
Segunda - 01/10/2007 Palacio 2 21:30:00 hs PL244
Quinta - 04/10/2007 Est Barra Point 2 19:00:00 hs BP255


Composições

Love Will Tear Us Apart

When routine bites hard,
And ambitions are low,
And resentments ride high,
But emotions won't grow,
And we're changing our ways, taking different roads.

Then love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.

You cry out in your sleep,
All my failings exposed.
And there's a taste in my mouth,
As desperation takes hold.
Just that something so good just can't function no more.

But love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.


Atmosphere

Walk in silence,
Don't walk away, in silence.
See the danger,
Always danger,
Endless talking,
Life rebuilding,
Don't walk away.

Walk in silence,
Don't turn away, in silence.
Your confusion,
My illusion,
Worn like a mask of self-hate,
Confronts and then dies.
Don't walk away.

People like you find it easy,
Naked to see,
Walking on air.
Hunting by the rivers,
Through the streets,
Every corner abandoned too soon,
Set down with due care.
Don't walk away in silence,
Don't walk away


I Remember Nothing

We were strangers.
We were strangers, for way too long, for way too long,
We were strangers, for way too long.
Violent, violent,
Were strangers.

Get weak all the time, may just pass the time,
Me in my own world, yeah you there beside,
The gaps are enormous, we stare from each side,
We were strangers for way too long.

Violent, more violent, his hand cracks the chair,
Moves on reaction, then slumps in despair,
Trapped in a cage and surrendered too soon,
Me in my own world, the one that you knew,
For way too long.
We were strangers, for way too long.
We were strangers,
We were strangers, for way too long.
For way too long