Prezadas e Prezados,
Com satisfação apresento outra antologia de poesia cabo-verdiana contemporânea organizada por mim, agora na Revista Laboratório de Poéticas n. 8. A atual pequena edição contempla as poéticas de Filinto Elísio, José Luis Hopffer Almada, José Luiz Tavares e Mário Lucio Sousa.
Agradeço à revista Laboratório de Poéticas e ao poetamigo José Geraldo Neres por oferecerem esse importante espaço para a visibilidade da poesia cabo-verdiana.
A seguir a apresentação da antologia.
Boa leitura para todos e peço ajuda para divulgação.
Ricardo Riso
ANTOLOGIA DE POESIA CABO-VERDIANA CONTEMPORÂNEA - LABORATÓRIO DE POÉTICAS
Apresentação
Ricardo Riso
Esta pequena antologia de poemas apresenta alguns dos substantivos nomes da poesia cabo-verdiana contemporânea. Filinto Elísio, José Luis Hopffer C. Almada, José Luiz Tavares e Mario Lucio Sousa destacam-se no panorama literário e possuem intensa atividade intelectual no arquipélago desde a década de 1980. A produção desses poetas representa as pluralidades estéticas e de estilos, variedade temática e a busca incessante por um verbo depurado, qualidades que norteiam algumas das tendências da poesia em Cabo Verde, mostrando, cada um com suas especificidades, o amadurecimento e a consolidação do sistema literário do país.
A antologia pretende dar a conhecer, ainda que de forma breve, alguns desses poetas, artífices da linguagem, e contribuir para a melhor divulgação da poesia contemporânea de Cabo Verde, ainda de tímida exposição no Brasil. Panorama que se contrapõe à excelente qualidade dos poetas revelados com o país independente, e que aqui trazemos para a apreciação dos leitores. Com isso, estimular um olhar mais atento do público brasileiro para a recente produção poética cabo-verdiana.
Um espaço dedicado à literatura negro-brasileira, às literaturas africanas de língua portuguesa e demais literaturas negro-diaspóricas
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
ANTOLOGIA DE POESIA CABO-VERDIANA CONTEMPORÂNEA - LABORATÓRIO DE POÉTICAS (Ricardo Riso)
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Mario Lucio Sousa – Para nunca mais falarmos de amor (resenha)
Mario Lucio Sousa – Para nunca mais falarmos de amor
Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, n. 184, p. 10, de 10 de março de 2011.
O poeta Mario Lucio Sousa, pseudônimo de Lúcio Matias de Sousa Mendes, nasceu a 21 de outubro de 1964, no Tarrafal, Ilha de Santiago. Já possui uma considerável obra literária que tem se destacado pela variedade estética. De sua lavra são os títulos: Nascimento de Um Mundo (poesia, 1991); Sob os Signos da Luz (poesia, 1992), Para Nunca Mais Falarmos de Amor (poesia, 1999), Os Trinta Dias do Homem mais Pobre do Mundo (ficção, 2000 – prêmio do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa) e O Novíssimo Testamento (ficção, 2010). Além disso, o poeta também atua no teatro e na música, sendo nesta atividade um dos principais nomes de Cabo Verde no estrangeiro.
Em “Para nunca mais falarmos de amor”, sob a chancela da Edições Artiletra, o poeta brinda-nos com uma temática destelurizada do cânone literário cabo-verdiano, poemas breves e concisos em dísticos, tercetos e quadras, para além de agradáveis experiências com os hai-kais e a poesia zen. Destacamos a capa do livro que merece atenção especial por se tratar de uma carta do poeta escrita à mão, indicando o que poderia ser uma dolorosa viagem intimista no decorrer das páginas, condição que somente a leitura avaliará.
Neste livro, em razão das formas curtas optadas pelo poeta, o instante poético é captado com extrema sensibilidade em imagens inusitadas, por vezes irônicas, e em muitos poemas prevalece a melancolia e a amargura. A fugacidade da inspiração é sentida na observação da simplicidade do cotidiano, na harmonia plena com a natureza: “Quando a ave voa/ o vento espreita e monta”. Neste, inferimos a leveza do sujeito lírico apropriando-se do voo e do ar, símbolos da liberdade incorporados à poesia. Liberdade para vivenciar e expressar em matéria poética o que para muitos poderia ser considerado banal: “Manhã/ Palavra que nunca adormece”.
A influência da poesia oriental nos poemas de Mario Lucio é pertinente por apresentar questões que desestabilizam nossos sentidos. O ato de se sentir no mundo é questionado, há uma preocupação de demonstrar a “consciência da nossa fragilidade e da precariedade da nossa existência” no mundo, conforme afirma Octávio Paz no artigo “A tradição do haiku”. Sensação que fica ainda mais evidenciada pelo uso da linguagem coloquial e pela brevidade do poema: “Tudo pode mudar/ o que não sabemos/ é que não”.
Beleza enobrecedora do instante poético, o corte abrupto, perplexidade, silêncio. A dificuldade de dizer conduz à reflexão sobre a linguagem: “Nunca usei esta palavra./ Não há de agora ser. Não há/ Sofro em silêncio”. Obstáculo que transporta para a livre associação, para o absurdo zen: “Voltarei a nadar como dantes/ nem que seja numa mão d’água sobre/ a minha cabeça”.
A dor da perda amorosa gera melancólicos poemas. A brevidade dos versos contrapõe-se ao sofrimento imensurável: “A luz, essa/ fugiu dos teus olhos./ Não vês” ou “Hoje, tenho comigo todas as tristezas do Mundo./ – São assim tantas?” O lirismo amoroso comparece acompanhado de tristeza e solidão: “Mesmo que acabe o amor/ eu estarei aqui./ Fui amado. Amei”. Do angustiante sentir, a continuidade após os estilhaços da dor: “Viverei sozinho esta Eternidade./ Ninguém saberá o que dizer/ que o Mundo quase acabou para mim”.
Assim atravessamos com satisfação os oitenta e quatro pequenos poemas de “Para nunca mais falarmos de amor”, carregados de sinceridade, em alguns momentos dolorosos, reveladores de um artista com a sensibilidade à flor da pele e pronto para desnudar o belo da poesia, o bom de viver. Trata-se de mais uma interessante e gratificante investida de Mario Lucio Sousa na literatura.
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terça-feira, 1 de março de 2011
Quatro poetas de Cabo Verde na revista sèrieAlfa
A revista catalã sèrieAlfa - art i literatura em seu número 49 (março-2011) apresenta a matéria Quatre poetes de Cap Verd (Quatro poetas de Cabo Verde), uma pequena antologia de poesia contemporânea realizada por José Luiz Tavares e traduzidos para o catalão por Joan Navarro. Constam na antologia os nomes de Mario Lucio Sousa, Arménio Vieira, Oswaldo Osório e Valentinous Velhinho.
Para acessar a antologia clique aqui.
Fico feliz por ter colaborado neste trabalho e ajudar a levar a literatura de Cabo Verde a outras paragens.
Ricardo Riso
* Em comentário a este blog, José Luiz Tavares esclarece que "apenas três poetas foram selecionados por mim, e os poemas foram extraídos duma antologia de 10 poetas vivos(em 2008)de Cabo Verde por mim organizada e que demora em ver a luz dos escaparates.O Valentinous declinou o nosso convite, pelo que a sua inclusão é da responsabilidade do editor da série alfa." Agradeço a informação ao poeta!
* Em comentário a este blog, José Luiz Tavares esclarece que "apenas três poetas foram selecionados por mim, e os poemas foram extraídos duma antologia de 10 poetas vivos(em 2008)de Cabo Verde por mim organizada e que demora em ver a luz dos escaparates.O Valentinous declinou o nosso convite, pelo que a sua inclusão é da responsabilidade do editor da série alfa." Agradeço a informação ao poeta!
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Mario Lucio Sousa – Para nunca mais falarmos de amor (livro)
Mario Lucio Sousa – Para nunca mais falarmos de amor (sinopse)
Em 1999 Mario Lucio Sousa concretiza a sua 3ª incursão literária. Este consagrado músico cabo-verdiano possui uma carreira consistente e celebrada tanto na literatura quanto no teatro, como comprova a sua estreia na poesia com o “Nascimento de um Mundo” (1991).
Em “Para nunca mais falarmos de amor”, o autor brinda-nos com uma temática destelurizada do cânone literário cabo-verdiano, poemas breves e concisos, agradáveis experiências com os hai-kais em imagens inusitadas e por vezes irônicas.
Sousa capta na observação da simplicidade do cotidiano a matéria para os seus poemas, embora encontre no ser humano e na beleza da vida as substâncias para a sua poesia. Nesse sentido, inferimos a comovente presença de um lirismo amoroso acompanhado de um respeito à condição humana no que se refere às suas ânsias, angústias e nas suas contradições diante das adversidades.
Com uma singela carta do autor aos editores ilustrando a capa do livro, deparamo-nos com 84 pequenos poemas sinceros, em alguns momentos dolorosos, reveladores de um artista com a sensibilidade à flor da pele pronto para desnudar o belo da poesia, o bom de viver.
Ricardo Riso
Este livro e outros títulos da Artiletra, editora cabo-verdiana, encontram-se à venda na Kitabu - Livraria Negra (Rio de Janeiro - Brasil).
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