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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ANO DA LITERATURA E DA CULTURA DE CABO VERDE EM SÃO PAULO

É com o sentimento de satisfação que publico o texto abaixo enviado pela Profª Drª Simone Caputo Gomes, da Universidade de São Paulo. A seguir, temos uma série de atividades com agentes das artes cabo-verdianas na cidade de São Paulo no decorrer deste ano de 2011.
Que isso vire rotina entre os estudantes paulistanos e seja expandido para outras regiões do país.
Meus parabéns à Profª Drª Simone Caputo Gomes e a todo o seu Departamento de Estudos Cabo-verdianos!
Ricardo Riso


ANO DA LITERATURA E DA CULTURA DE CABO VERDE EM SÃO PAULO


A Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo (USP) teve a honra de receber, este ano, grandes personalidades da literatura e da cultura de Cabo Verde em encontros que se estenderam das turmas de Graduação aos alunos de Pós-Graduação e professores da área.

Já nos visitara no dia 11 de abril o artista plástico e escritor Mito (Hamilton Elias), apresentando sua arte videofonêmica para um público interessado em literatura e artes visuais cabo-verdianas. Alunos e professores participaram também da inauguração de sua exposição “Tempo de Bichos: celebrando as 70 vidas do poeta Arménio Vieira, no Museu Afro-Brasil, no dia 15.

No dia 22 de agosto, a escritora Vera Duarte interagiu com cerca de 210 estudantes de Literatura Cabo-verdiana, em quatro turmas da Graduação, pela manhã e à noite, com a presença de vários professores e ainda pesquisadores pós-graduandos. Temas variados foram desenvolvidos, com alunos já preparados para recebê-la pela responsável pela disciplina, a Prof. Doutora Simone Caputo Gomes, discutindo-se a obra poética e ficcional, as áreas de atuação e a oficina de criação da escritora.


O sucesso dos encontros cabo-verdianos de literatura na USP continuou a anunciar a primavera em setembro, nos dias 19 e 20, com a presença dos escritores Corsino Fortes e Filinto Elísio. Os alunos de 4 turmas da Graduação em Letras, investigadores da Pós-Graduação e professores, agora num total de 230, dialogaram com as personalidades, que foram discorrendo sobre os rumos culturais e políticos de Cabo Verde, sua literatura e as obras poéticas respectivas.


O Cônsul Geral da República de Cabo Verde em São Paulo, Doutor Aguinaldo Rocha, como sempre, prestigiou todas as atividades, interagiu com o público e com os escritores.


E o encontro poético se estendeu à Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura) no dia 20, presidido por Ilo Codognotto, com apresentação dos escritores pela Profa. Simone Caputo Gomes, abrindo os trabalhos.


Neste ano de 2011, as rosas, enfim, desabrocharam, grandes e lindas, no terreno adubado pela seiva da literatura cabo-verdiana. E continuam florindo.

Foi uma honra para os brasileiros poder receber a arte de Cabo Verde na terra da garoa!


E-mail gentilmente enviado pela Profª Drª Simone Caputo Gomes em 23 de setembro de 2011.

Mito Elias - Amor Sta La (exposição - Portugal)


Tudo que na vida fazemos é por uma questão de amor.

Os 8 quadros que esta exposição irá exibir, procuram almejar o amor e as suas infinitas vertentes.
Exposição de pintura de Mito Elias em dueto com Edite Melo na galeria da ordem dos médicos em Lisboa.
A exposição será inaugurada no dia 3 de Outubro pelas 19:00.
Estará patente até ao dia 17 de Outubro.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mito Elias na USP e no Museu Afro-Brasil

Mito Elias no Museu Afro-Brasil e na USP sob a generosa pena da Profa. Dra. Fátima Fernandes em artigo publicado no semanário A Nação, n. 190, de 21/04/2011.


sábado, 9 de abril de 2011

Mito Elias em Elos da Lusofonia (Museu Afro-Brasil - São Paulo)



A exposição apresenta a arte dos países de língua portuguesa a partir da obra de artistas contemporâneos do Brasil, Portugal e Angola e a ligação com a arte ancestral africana, passando pela tradição dos bijagós, da Guiné-Bissau; dos quiocos de Angola; e dos macondes de Moçambique. Todos os países de língua portuguesa estão representados nesta mostra que apresenta cerca de 200 obras, entre fotografias, pinturas, esculturas (máscaras, cerâmica e madeira) e bidimensionais (pinturas, gravuras e colagens) de artistas que compõe a Arte Tradicional dos países de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. A Arte Contemporânea apresenta o trabalho de Agnaldo M. dos Santos (Brasil), António Olé (Angola),Fernando Lemos (Portugal/Brasil), Francisco Brennand (Brasil), José Tarcísio (Brasil), José de Guimarães (Portugal), Matias Ntundu (Moçambique), Maurino Araujo (Brasil), Mestre Didi(Brasil), Renato Spindel (Brasil) e Rubem Valentim (Brasil). Até 29 de maio.


domingo, 20 de março de 2011

MITO ELIAS apresenta PÉ NA BOTI – Testemunhos VideoFónicos

MITO ELIAS apresenta PÉ NA BOTI  Testemunhos VideoFónicos

Screening  de 10 curtas em tom de morabeza digital. 
Mais uma caminhada vídeo nómada junto da comunidade de Cabo Verde na Holanda. 
Este exercício pluri-media versa a estória de gentes Crioulas na sua diaspórica 11ª ilha.





Fonte: e-mail gentilmente enviado por Mito Elias.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Mito Elias - TEMPO DE BICHOS - PRIVATE Z(oo)M

TEMPO DE BICHOS - PRIVATE Z(oo)M

Celebrando as 70 vidas do poeta Arménio Vieira

29 de Janeiro 2011 - 18:30 - Livraria CE BUCHHOLZ - Rua Duque de Palmela, 4 - Lisboa

Mais uma performance do TRIO MAJINA
desta vez sobre os BICHOS na poesia de Conde de Silvenius.

Mito Elias - Poesia, vídeos e sonorizações.
Elmano Caleiro - Contrabaixo e Baixo eléctrico.
José Brazão - Percurssão.
José Cunha - MC & orador residente.

TEMPO DE BICHOS – Projecto MAJINA

O POETA
Que bichos são estes, senão nós mesmos. Sempre o homem, na sua condição mortal e precária, com as suas grandezas e misérias, no centro da obra de Arménio Vieira. Mesmo quando convoca os Bichos do seu animalário, ou sobretudo quando os convoca, para se tornarem no espelho de todas as nossas perplexidades, onde buscamos as impossíveis respostas para este improvável destino de bicho-gente que somos. Para o poeta de Mitografias, à força de querermos ser diferentes transformamo-nos em burros, sem que isso nos dê a dignidade que ser burro, jerico ou asno implica. De tão distraídos, e sonolentos, tornamo-nos “animais de capoeira”. Não galinhas, porque como nos lembra o poeta “as coisas

são o que são”. Fazem de nós galináceos adormecidos e anestesiados. Podemos também ser frustrados e vingativos tubarões, ou tigres sanguinários e sem nobreza. Há uma nobreza de bicho que em nós se transformou em mera animalidade, e que fomos perdendo como em HOMENS-CÃES (E VICE VERSA). Mas desenganem-se. Os homens não são bichos. São meros bichos e animais como os bichos e os animais nunca ousam ser. Sim, porque afinal “as coisas são o que são”, e “mais não digo”, diz o poeta, na forma irónica de quase tudo dizer no que diz não dizer. Irónico, mordaz, corrosivo, com um refinado sentido de humor, são estes alguns dos instrumentos de precisão com que Arménio Vieira nos sonda a alma e põe a nu o sentido da existência. Herdeiro de uma tradição literária maior, Homero, Dante, Shakespear, Camões, Melo Neto ou Sena, é toda uma tradição cultural e literária na qual ele se insere e se assume, “li-os todos” (Arménio dixit), que está no centro da sua obra e nela se prolonga sem angústias.

O PROJECTO
Que nome dar a este espaço de exaltação estética, em que somos convocados para a celebração da palavra, numa ritualização mágica e interactiva, que nos franqueia os domínios do sagrado pela porta profana do fascínio, do prazer e da fruição plásticas?

Domina nestas performances o aparato da sua encenação, e não estamos distantes dos rituais da sagração. Mas sem obediência a um qualquer cânone, que não seja o do improviso, da experimentação, da irrupção do novo. Não faltam também, como nos domínios do sagrado, as técnicas, os instrumentos, os objectos, e até a figura do celebrante, embora aqui estejam estiolados, implodidos na sua missão de ordenamento, regulação e controlo, que dão lugar a uma prática da desobediência, da iconoclastia, de inesperado e até de insólito. É uma atmosfera mais mágica que mística, um território mais estético que religioso mas onde não estão totalmente ausentes o espiritual e o sagrado. Os caminhos é que são outros, diversos, inusuais. Enquanto espaço de ritualização ele obedece a um processo de constante reinvenção, recriação. É a isto que chamamos PERFORMANCE POÉTICA, ou POÉTICA PERFORMATIVA, ou ainda ORAL ACTION (à maneira da Action Painting), território complexo e pluridisciplinar de hibridização pós-moderno, onde as linguagens se fundem num processo fecundo de crioulização e mestiçagem.

O AUTOR
Os trabalhos de Mito obrigam-nos constantemente a um olhar outro sobre a realidade. Um pouco à semelhança de uma certa poesia de Arménio Vieira, aqui celebrada, é um exercício de atenção contra a desatenção a que estamos sujeitos (ver poema ISTO É QUE FAZEM DE NÓS). A procura constante de processos de contaminação, de técnicas e de linguagens, sublinha o carácter experimental de um trajecto ímpar no panorama da arte caboverdiana.

José Cunha

http://www.youtube.com/watch?v=rEUDKQ5Rzqk