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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nei Lopes - Dicionário da Antiguidade Africana (lançamento RJ)


Mais uma obra de referência de Nei Lopes.

sábado, 18 de setembro de 2010

Nei Lopes – Kofi e o menino de fogo


Nei Lopes – Kofi e o menino de fogo
Por Ricardo Riso
Produtor de uma multifacetada obra intelectual e artística, passando pelas composições de samba e pelas variadas investigações acerca das matrizes africanas e afro-brasileira em nossa cultura, o que o torna referência tanto na esfera acadêmica quanto na música popular, este suburbano, sambista, professor, teórico e incansável escritor Nei Lopes, lançou, pela Pallas Editora, em 2008, um novo livro direcionado ao público infantil: Kofi e o menino de fogo.

Com a excelência que lhe é peculiar, Nei Lopes inspira-se na história de um grande pensador africano, o milanês Amadou Hampâte Ba (1899-1991), autor do clássico Amkoullel, o menino fula. A narrativa se passa em Gana no ano de 1950 e o narrador relaciona a época com o contexto histórico do continente africano, ainda dominado pela violenta colonização europeia que escancarava a usurpação na maneira como denominava os países ocupados, tais como Costa do Ouro (o nome de Gana antes da independência), Costa do Marfim e Costa dos Escravos (o atual Benim), e com o Brasil, no caso, a inauguração do estádio de futebol, Maracanã.

A importância dos nomes e como são escolhidos para dá-los às crianças em boa parte da África são revelados pelo narrador: “Na África, de um modo geral, quando uma criança nasce, ela não recebe qualquer nome. Recebe um nome de acordo com o dia da semana, com a ordem do seu nascimento dentro da família ou relacionado a um fato importante que aconteça naquele dia. Por isso Kofi se chama assim. Porque nasceu em uma sexta-feira”. Além de destacar o aprendizado oral no cotidiano da aldeia e o respeito das crianças aos mais velhos.

Entretanto, a essência do livro está na maneira como é descrita a percepção do outro. Isso se dá a partir do momento que a aldeia recebe uma expedição com visitantes brancos. O menino Kofi jamais havia saído de sua aldeia, mas sabia da existência de pessoas diferentes de seus pares. O autor é extremamente habilidoso ao descrever a percepção imaginária desse outro desconhecido a partir dos relatos que foram passados ao jovem africano, que ficam exemplificados na relação com o fogo, pois quando as tais pessoas brancas ficavam irritadas, seus rostos ficavam vermelhos “como as chamas de uma fogueira e que se alguém encostasse nelas morreria de dor... Porque a pele dessas pessoas queimava, como o ferro em brasa da forja do forjeiro”.

Nesse primeiro contato notamos o olhar assombrado de Kofi quando avista um menino branco, que o acompanha em igual medo. A aproximação dos dois meninos e a coragem em reconhecer o outro, conduzindo ao rompimento dos estereótipos transmitidos pelos adultos são tratados com incrível objetividade pelo narrador que mostra a importância do encontro com o outro, de conhecê-lo, de senti-lo e a consequente percepção de que somos todos as pessoas são iguais, “mesmo que sejam, na aparência, muito diferente de nós”. Essa é a generosa mensagem que a narrativa procura transmitir aos pequeninos – e também aos adultos.

As ilustrações são de Hélène Moreau e merecem destaque absoluto as caracterizações de como seria uma pessoa branca na imaginação do pequeno Kofi. Após a narrativa, o livro encerra-se com um esclarecedor resumo acerca de Gana, destacando geografia, história, economia, dados populacionais, fauna, flora, alimentação e aspectos culturais do país.

Kofi e o menino de fogo é uma leitura extremamente didática, estimulante e agradável, para além de prestar uma excelente contribuição ao propor a equiparação das relações étnico-raciais em nossa sociedade, ainda marcadas pelo triste estigma da segregação, principalmente no que se refere a nós, negros.

Aplausos calorosos ao mestre Nei Lopes!


Kofi e o menino de fogo
de Nei Lopes
Ilustrações de Hélène Moreau
Rio de Janeiro: Pallas, 2008.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nei Lopes - Oiobomé - A Epopéia de uma Nação (livro)


Oiobomé - A Epopéia de uma Nação

de Nei Lopes

Editora: Agir
2010

Este livro conta a história de um país fictício fundado no fim do século XVIII pelo ex-escravo Domingos dos Santos, que chegou às terras do Grão-Pará fugindo de represálias por seus suposto envolvimento com os inconfidentes de Vila Rica. Conquistando sua independência no início do século XIX, o país se desenvolveu a ponto de zerar a taxa da analfabetismo e de criar vacinas para a cura do câncer e da AIDS.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

Nei Lopes - História e Cultura Africana e Afro-Brasileira

Terça-feira, Março 10, 2009

‘HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA’ É DISPONIBILIZADA AOS ESTUDANTES BRASILEIROS PELA EDITORA BARSA PLANETA

BARSA lança seu primeiro livro didático. Obra trata exclusivamente do continente africano e de sua influência na história do Brasil

Especialista em cultura afro-brasileira, o pesquisador Nei Lopes assina a obra, indicada para professores e alunos dos ensinos fundamental e médio, além de público em geral. O livro contém Atividades, desenvolvidas pela escritora Carmen Lucia Campos

Apesar de o Brasil ser o País de maior população formada por afro-descendentes fora do continente africano, o País ainda é carente de informações sobre a história deste continente e de seu povo, principalmente, sobre as lutas e realizações dos herdeiros das tradições culturais africanas dos tempos remotos até os dias atuais. Por conta dessa relevância, o Ministério da Educação (MEC), sob a Lei Federal 10.639/03 instituiu que, a partir deste ano, 2009, as escolas de ensino fundamental e médio terão como obrigatoriedade temática a História do povo e do continente africano como conteúdo básico na grade curricular. A tiragem inicial é de 100.000 exemplares – destes, boa parte já vendida para diversos estados do Brasil.

Como reforço dessas diretrizes, a Editora Barsa Planeta lançou este mês o livro didático “História e Cultura Africana e Afro-Brasileira”, escrito por Nei Lopes, referência em pesquisa e material literário de temática africana no Brasil. Obra traz, também, conteúdo de atividades elaborado pela escritora Carmen Lucia Campos (biografia abaixo*). “Conhecer as origens é fundamental para a ampliação da consciência social e histórica do povo brasileiro (...) África, Europa e América percorreram juntas uma tormentosa trajetória, especialmente nos últimos cinco séculos. O futuro para barbárie ou para dar luz, também terá que ser construído em conjunto”, afirma o professor Amauri Pereira, grande incentivador das obras de Lopes.

A obra – que segue a nova ortografia da língua portuguesa – é composta por oito Unidades que explicitam, por meio de imagens, iconográficos, glossário e referências de filmes, livros e sites, todo processo de desenvolvimento da África, desde a origem dessa civilização no próprio continente à identidade afro-brasileira e o processo de formação brasileira a partir desses povos. “Ao longo de suas oito Unidades – que vão da História da África e a chegada dos negros ao Brasil às discussões atuais sobre a multiculturalidade no país –, este livro vem para promover o debate, dentro e fora da sala de aula, e para demonstrar o quanto o continente africano é fundamental para a formação do Brasil, tal o conhecemos hoje e nele vivemos”, afirma Nei Lopes.

Do ponto-de-vista histórico, o livro começa por narrar os feitos do continente, que foi o berço das civilizações, com o Egito representando o auge das conquistas humanas. No campo da ciência, para se ter uma ideia da importância do continente, a África é a única região onde se encontram ininterruptamente vestígios de todos os estágios do desenvolvimento humano. A cultura, por sua vez, também é considerada na obra. “A cultura tradicional africana não conhece a arte voltada apenas para o prazer estético. Nela, a ação artística tem sempre uma finalidade concreta. A música, por exemplo, quase sempre em conjunto com a dança, serve para invocar e louvar divindades, exaltar os feitos de um herói ou de um povo, suavizar um trabalho árduo ou manifestar um sentimento”, atesta Lopes.

Unidades:
1. História da África: Das civilizações e organizações pré-coloniais à intervenção europeia
2. Contribuições para o Brasil: Os povos africanos e a cultura afro-brasileira na construção do país
3. Os quilombos ontem e hoje: De Palmares às comunidades quilombolas remanescentes
4. Heranças culturais: Manifestações fundamentais para a formação do Brasil
5. Ancestralidade e religiosidade: A alma da África no Brasil e o entendimento dos sincretismos
6. Abolicionismo e Lei Áurea: Da rebeldia escrava à abolição e suas consequências nos dias atuais
7. Fim do escravismo: Da discriminação e exclusão à luta pela igualdade e representatividade
8. Identidade afro-brasileira: O mito da democracia racial e a defesa de ações afirmativas

Carmen Lucia Campos é licenciada em Letras pela USP. Editora e consultora editorial, é também organizadora de quatro antologias literárias e autora de 15 obras de ficção para crianças e jovens. Em seus textos, mesclando ficção e realidade, Carmen costuma abordar a identidade racial e a questão das diferenças, como fez nos livros Não tem Dois Iguais (2005) e A Cor do Preconceito (2006).

Barsa Planeta – Um compromisso com a América Latina:
Fundada em 1949, a Barsa Planeta é uma divisão de venda direta do Grupo Planeta. A Editora, localizada na zona oeste da cidade de São Paulo, tem por missão levar conhecimento e cultura aos lares e é conhecida por seu amplo catálogo, nas línguas portuguesa e espanhola, com títulos de interesse geral, por sua qualidade editorial, sua diferenciada forma de venda door to door por meio de seus assessores culturais, além do engajamento com as novas tecnologias como multimídia e Internet, disponibilizada aos seus clientes. A credibilidade da Barsa Planeta faz com que suas obras sejam adotadas em milhões de lares espalhados pela América Latina, bem como sejam utilizadas em bibliotecas e no acervo de renomadas universidades.

Qualidade Barsa:
As obras são todas produzidas com encadernações resistentes e papel de altíssima qualidade, feitas para durar muitos e muitos anos. A missão da empresa é colaborar no desenvolvimento educacional da nação brasileira.

História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, Nei Lopes
1 volume, 144 páginas 20 x 26 cm.
www.barsasaber.com ou 0800 772 1050

Para visualizar o índice, bibliografia e informações sobre os autores, acesse
http://www.palmares.gov.br/_temp/sites/000/2/download/livrohcaab.pdf

Fontes:
http://www.neilopes.blogger.com.br/
E-mail enviado pela Fundação Palmares: Informe Palmares - Número 43 - Ano 3 - 1 a 31 de Março de 2009