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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Tânia Tomé - M’bique, conversas com a sombra (lançamento)



POSFÁCIO Uma leitura de “M’bique, conversas com a sombra”
Ricardo Riso, 30 de novembro de 2011.

A expectativa gerada por “Agarra-me o sol por trás”, primeiro livro de poesia de Tânia Tomé, poderá ser saciada por seus leitores com a sua segunda incursão poética que agora se apresenta com o enigmático título: “M’bique, conversas com a sombra”. Após o peso e a pressão da estreia, o livro seguinte de um(a) autor(a) carrega a responsabilidade da confirmação gerada pelo primeiro ou a decepção de um brilho fugaz ao qual o atual não se mostra compatível ao esperado. Caberá ao leitor esse exercício.

Neste novo livro, o conjunto de poemas apresenta questões de ordem ontológica de extremo interesse em um precioso labor com a linguagem, com a palavra poética. No “útero de palavras” aqui proposto, temos a ressignificação dos sentidos inertes empregados no cotidiano a convidar o leitor a refletir a sua existência e por isso as provocações interrogativas direcionadas a nós: “Entendes?”, “Confundiste-te agora?”.

O sujeito lírico de Tânia Tomé expõe suas indagações associando-as a um trabalho de renovação da linguagem, “O meu gosto em falar uma língua que não existe”, o que remete às considerações de Roland Barthes em “Aula” acerca do uso da língua:

Só nos resta, por assim dizer, trapacear com a língua, trapacear a língua. Essa trapaça salutar, essa esquiva, esse logro magnífico que permite ouvir a língua fora do poder, no esplendor de uma revolução permanente da linguagem, eu a chamo, quanto a mim: literatura. (...) porque é no interior da língua que a língua deve ser combatida, desviada: não pela mensagem de que ela é instrumento, mas pelo jogo de palavras de que ela é teatro. Posso portanto dizer, indiferentemente: literatura, escritura ou texto. As forças de liberdade não dependem da pessoa civil, do engajamento político do escritor, (...) mas do trabalho de deslocamento que ele exerce sobre a língua.

O ato de trapacear a língua encontra no fazer poético o seu espaço de excelência, pois o sujeito lírico possui a liberdade para deslocar as palavras do seu sentido usual e, ao mesmo tempo, procurar um novo sentido para a existência: “Aprendi a ser, de maneira difícil,/ sendo à medida que crescia para dentro,/ encolhendo os verbos. Distorcendo-os (...)”. Trata-se de um processo de interiorização do ser, de uma poética do eu para ampliar os sentidos adormecidos das palavras; nessa direção, encontrar a liberdade. Tal procedimento é por demais conhecido e consagrado na literatura moçambicana pelo célebre escritor Mia Couto, mas que neste livro de Tânia Tomé encontramos, em nosso entendimento, ressonâncias maiores na poesia do brasileiro Manoel de Barros.

Barros é autor de uma poesia de extrema criatividade e ludicidade com a palavra, deslocando-a e revelando surpreendentes e inusitados sentidos que espantam por subverter o real de forma radical. Não há como não lembrar do velho Manoel quando lemos o supracitado verso de Tomé: “O meu gosto em falar uma língua que não existe”; enquanto ele versifica da seguinte maneira em seu “Livro das Ignorãças”: “Usar algumas palavras que ainda não tenham idioma.” É nesse processo de desconstruir a linguagem, por conseguinte, descoisificar a realidade que o sujeito lírico de Tomé chama atenção para a urgente necessidade de transgressão do ser, de se ter “jeito de não ser”. Para isso, as imagens retratadas pelo sujeito lírico tornam-se dissonantes, surreais, sendo necessário – e retornamos a Manoel de Barros – desinventar objetos – e que na poesia de Tomé assim aparece: “Na casa tinha um televisor preto e branco. O evidente é que esse televisor só poderia ser de cartolina evidentemente, mais não podia ser.”

Para complementar a visão crítica que se apresenta nesses novos poemas de Tânia Tomé, fundamental é o olhar para as descobertas das crianças: “Há coisas que só as crianças conseguem enxergar. Coisas do acredito”; de um olhar questionador à busca do “criançamento das palavras” de Manoel de Barros, desse olhar para o novo, que se maravilha com o inusitado a ponto do sujeito lírico retomar outro poeta brasileiro, Carlos Drummond de Andrade, e o seu célebre poema “No meio do caminho”. Para o sujeito lírico, “isso era o mais interessante da pedra, o incerto.” A pedra no meio do caminho como obstáculo para movimentar as dúvidas e inquietações do ser, de se tornar a mola propulsora para a investigação que gerará a descoberta, a elevação para um novo ser indagador e criativo. Poeta.

Na sua intensa vontade de desaprender para ser, mergulhado em suas indagações ontológicas ainda assim o sujeito lírico mostra-se político e preocupado com o tempo e com o meio que vive e demonstra ser extremamente moçambicano, vinculado à terra-mãe ao reverenciar sua cultura e a sua literatura relacionada ao macrotema da ilha – “Eu tenho uma ilha dentro de mim, navegando-me inteiro o todo, o tudo./ Oi ilha, dentro de mim!” –, ao encontrarmos ecos de Eduardo White, Mia Couto, Rui Knopfli e Luis Carlos Patraquim, apenas para citar alguns, e apresenta com virulência que a inquietação do ser também passa pela da nação moçambicana e os caminhos tortuosos desde a independência: “a terra tem sintoma, tem problema de existir,/ sofre de sofrer, e tudo por onde fenda/ vive mora numa hemorragia vermelha/ sem pressa de acabar”.

Uma profunda viagem ao âmago do ser é proposta pelo sujeito lírico, assim como as ressonâncias sociais e políticas que acompanham essa desconstrução do antigo ser para o nascimento de um novo ser a desvelar o “nosso futuro por vir”, espaço da utopia, espaço que encontra abrigo na palavra poética, que conduz o sujeito lírico a recordar o ainda necessário poema de José Craveirinha de recusa do real desigual e desumano. Por isso, aqui compartilhamos o sentimento de reconstrução e dizemos SIA-VUMA!

É essa vocação utópica da poesia que Tânia Tomé em “M’bique – conversas com a sombra” convida à reflexão aos constrangimentos do presente, suas incertezas e desenganos, e por meio da palavra poética pensar nossa existência para assim partirmos à constituição de um novo ser, “e aí, só aí seremos. M’bique.”

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tânia Tomé – o desabrochar de um canto poético


Tânia Tomé – o desabrochar de um canto poético
Ricardo Riso

Nas literaturas africanas de língua portuguesa sempre houve discrepância entre a quantidade de vozes femininas atuando nas letras. No caso de Moçambique, dois nomes do período colonial durante o século XX foram de enorme relevância, falamos de Noémia de Sousa e Glória de Sant’Anna. Apesar desses dois nomes históricos, veio a independência do país em 1975 e as décadas de 1980 e 1990, mas poucos nomes femininos despontaram no panorama literário moçambicano, apesar do sucesso da prosa de Paulina Chiziane para além das fronteiras da nação.

Entretanto, onde se encontra a poesia moçambicana de autoria feminina do pós-independência, mais precisamente da virada do século XX para o XXI? Em longo artigo sobre a poesia moçambicana contemporânea, a ensaísta brasileira Carmen Lucia Tindó Secco fez as seguintes considerações:

Ao tecermos o perfil da poesia moçambicana contemporânea, detectamos uma ausência quase completa de mulheres-poetas. Ecoam ainda vozes antigas: algumas questionadas, em determinados aspectos, como a de Noémia de Sousa (...) e outras reverenciadas, entre as quais a de Glória de Sant’Anna. (...) Clotilde Silva (...) é pouco conhecida fora de Moçambique. Concluímos, assim, que, de modo geral, na produção lírica da pós-independência, não há, por enquanto, como já se delineia com visibilidade na ficção, com Paulina Chiziane, Lília Momplé e Lina Magaia, uma significativa dicção ‘no feminino’. Na poesia, o grito de ‘ser mulher’ ainda é o de Noémia de Sousa, de Glória de Sant’Anna. (SECCO, p. 299-300)

Os pertinentes comentários de Tindó Secco são confirmados quando nos deparamos com a relação de títulos publicados na edição comemorativa de 25 anos da Associação dos Escritores Moçambicanos, de 2007. Nela, constatamos a presença dos nomes poéticos consagrados no passado como Noémia de Sousa e novas vozes, casos de Clotilde Silva, Isa Manhinque, Rinkel e Sónia Sulthuane. Ou seja, é realmente tímida a presença de poetisas com a estampa do livro.

Felizmente, uma novíssima voz feminina moçambicana revelou-se neste último decênio. A consagrada cantora e declamadora Tânia Tomé, nascida em Maputo (1981), lança em 2008 o seu livro de estreia em poesia, “Agarra-me o sol por trás”, que, em 2010, ganha uma edição brasileira, agora intitulada “Agarra-me o sol por trás (e outros escritos & melodias)”, organização e prefácio de Floriano Martins, ilustrações de Eduardo Eloy, textos críticos de António Cabrita e Francisco Manjate, e uma entrevista do organizador a poetisa. Trata-se de uma caprichada edição da editora paulista Escrituras, inserida na coleção Ponte Velha, que publicou anteriormente “O osso côncavo e outros poemas”, antologia poética de Luís Carlos Patraquim, “Lisbon Blues seguido de Desarmonia”, de José Luiz Tavares, e “A cabeça calva de Deus”, de Corsino Fortes. Os dois últimos são poetas cabo-verdianos.

A poesia de Tânia Tomé desvela uma nova dicção erótica prenhe em sinestesia, em que a metapoética se torna presente em uma linguagem que mostra o árduo e doloroso trabalho de sua tessitura poética, como em “Poema Impossível”: “Meu corpo impossível/ não me comas inteiro/ o possível poema/ que me subsiste/ deixa/ que deságue,/ que no abrigo/ os seus pedaços/ façam sentido./ Porque aí/ onde mais me dói escrever/ reside a alma.” (TOMÉ, p. 2010, p. 40). Desejo ininterrupto de entrega ao amor: “Não me salves, selva-me” (idem, ibidem, p. 17) e erotização moçambicanamente índica atravessando o jazzístico som do corpo do sujeito lírico: “E tu comigo, cá dentro, lá fora/ amando-me na medida do ritmo/ de um jazz cálido frenético./ Abraço do Índico, o piano/ atravessa as fronteiras que nos distam,/ recria o sopro do teu sax/ no meu corpo” (idem, ibidem, p. 48). Poesia que desabrocha um novo cântico, um novo ser a descobrir: “e não me perguntes/ quem é esta mulher/ que cresce comigo/ nas raízes profundas/ da flor do meu corpo” (idem, ibidem, p. 30).

Viagem ao âmago do ser, a poesia brota de uma vontade visceral e insana ao lapidar o “osso das palavras/ (...) uma asa cede-me a loucura/ e a noite me engole nesse desespero alucinante” (idem, ibidem, p. 13). Força criativa erotizando a linguagem, “despindo os versos um a um no centro deste poema” (idem, ibidem, p. 15), a nudez descontrolada do sujeito lírio manifesta-se na ânsia voraz de escrever, “e há um desejo insano de desfigurar a branca página” (idem, ibidem, p. 15).

Insanidade que conduzirá o sujeito lírico para se desprender da matéria à procura dos elementos do ar, signo da liberdade, da transcendência, é a poesia na busca da ampliação dos sentidos do verbo poético e surge a indagação: “Mas em que lugar da asa/ a palavra poderia ser mais bela?” (idem, ibidem, p. 41). Entretanto, não há resposta, há inquietação, há a incessante carpintaria da palavra e “o voo/ vai completamente fora/ da asa” (idem, ibidem, p. 26) para dizer o indizível. As palavras, tais quais as conhecemos, não cabem mais em seu discurso, por isso o uso de neologismos (cantoema, reflesou, amortradoxo, showesia) tenta suprir a necessidade do sujeito lírico. Sobre o sentido das palavras no poema, Octavio Paz afirma que:

“um poema que não lutasse contra a natureza das palavras, obrigando-as a ir mais além de si mesmas e de seus significados relativos, um poema que não tentasse fazê-las dizer o indizível, permaneceria uma simples manipulação verbal. O que caracteriza o poema é sua necessária dependência da palavra como sua luta por transcendê-la. (PAZ, 1972, p. 52)

E é na tentativa de expressar o indizível que as palavras transcendem imagens inusitadas em metáforas insólitas e impactantes, típicas do surrealismo, reveladas na veemência do poema “Abismo sol adentro”: “Agarra-me/ o sol/ por trás.// Escuta no vento/ a tua mão/ secreta” (TOMÉ, p. 2010, p. 19).

Em depoimento constante no livro, Tânia Tomé afirma que “a música influencia muito na minha poesia, não só nas palavras, mas na escolha das palavras que vêm a seguir, é tudo uma questão musical, é um processo muito natural” (idem, ibidem, p. 107). Seu sujeito lírico procura unir a música e a poesia para cantar a sua terra moçambicana: “Um cântico inteiro em abraços de terra nos lábios/ o poema que ainda irei escrever/ marrabentando-me/ urgente” (idem, ibidem, p. 63); no envolvimento com o seu chão e na valorização dos aspectos culturais tradicionais da dança, da música e seus instrumentos: “Na gala-gala percorrendo-me o tronco/ lentamente/ no toque das timbilas nas mãos,/ ecoando cântico chamamento dos tambores/ E no embrião dos mpipis/ mergulhados nas sílabas das cores deste sangue” (idem, ibidem, p. 55).

Pertencimento ao país que faz recordar o poeta maior José Craveirinha e o seu célebre poema “Hino à minha terra”, amor à terra que é renovado por essa jovem poetisa com o canto intitulado “Meu Moçambique”: “Eu sei-me Moçambique,/ no cume das árvores, na sede incontinente/ da minha falange, do Rovuma ao Incomati,/ no xigubo terrestre dos pés descalços/ e em todos os tambores que surdem/ das mãos coloridas nos braços em chaga” (idem, ibidem, p. 47).

“Escrevendo muhipiti/ no surrealismo do Índico” (idem, ibidem, p. 69), versa o sujeito lírico. Para além do surrealismo por vezes visceral como o de Craveirinha, encontramos ressonâncias de outros grandes poetas moçambicanos, ora nos cantos à ilha de Moçambique e referências ao Índico a recordar Rui Knopfli, ora na lírica erótica e nas citações aos elementos da natureza como o ar e a água de Eduardo White e Luís Carlos Patraquim. Salientamos que o lirismo erótico de Tânia Tomé exacerba em ousadia e inovação, diferindo de vozes femininas do passado e do presente no panorama poético moçambicano.

Na confluência das artes que a poesia de Tânia Tomé desvela um mundo de letras sonoras, de um erotismo pungente e de uma entrega violenta para ressemantizar a palavra. Em suas metáforas dissonantes e viscerais, com poemas que arriscam e transmitem a inquietação de uma poetisa que procura tirar da inércia os sentidos desgastados do verbo, este “Agarra-me o sol por trás (e outros escritos & melodias)” de Tânia Tomé surge como promessa de uma voz feminina que veio para ficar na poesia moçambicana contemporânea, qualidade ratificada por ter sido incluído como referência bibliográfica no curso de pós-graduação em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da UFRJ e selecionado para a primeira fase do Prêmio Portugal Telecom 2011.


BIBLIOGRAFIA:
ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOÇAMBICANOS. Memorial 25 anos. AEMO, 2007.

PAZ, Octavio. A consagração do instante. In: Signos em Rotação. São Paulo: Perspectiva, 1972.


SECCO, Carmen Lucia Tindó. Paisagens, memórias e sonhos na poesia moçambicana contemporânea. In: A magia das letras africanas – ensaios escolhidos sobre as literaturas de Angola e Moçambique e alguns outros diálogos. Rio de Janeiro: ABE Graph Editora, 2003. pp. 280-306


TOMÉ, Tânia. Agarra-me o sol por trás (e outros escritos & melodias). São Paulo: Escrituras Editora, 2010.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tânia Tomé lança "Agarra-me o sol por trás" no Rio de Janeiro

Mais uma parceria com a Kitabu Livraria Negra:

Convite para a noite de autógrafos de AGARRA-ME O SOL POR TRÁS (E OUTROS ESCRITOS & MELODIAS), livro de poesia da moçambicana Tânia Tomé, na Kitabu Livraria Negra, à rua Joaquim Silva, 17 - Lapa - Rio de Janeiro. Dia 12 de julho, a partir das 19h.

Peço ajuda para a divulgação.
Abraços,
Ricardo Riso



sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tânia Tomé lança Agarra-me o sol por trás no Rio de Janeiro

(clique na imagem para ampliá-la)

Em mais uma parceria com a Kitabu - Livraria Negra, a noite de autógrafos de AGARRA-ME O SOL POR TRÁS (e outros escritos & melodias) da jovem moçambicana Tânia Tomé, dia 12 de julho, às 19h, à rua Joaquim Silva, 17 - Lapa, Rio de Janeiro.

Peço ajuda para a divulgação.
Abraços,
Ricardo Riso

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tânia Tomé na 76ª Feira do Livro da Minerva


Minerva Central
Comunicado

No âmbito da Feira do Livro da Minerva, com início marcado para o dia 14 de Abril,  organizar-se-ão,  com o propósito de estimular a leitura, várias actividades. É assim que no dia 15 de Abril, às 18h, a Minerva receberá a  poetisa  e cantora  Tânia Tomé (www.taniatome.com) , que além da apresentação do seu livro “Agarra-me o sol por trás”, fará um breve showesia e assinará autógrafos. A iniciativa é a primeira de muitas que haverá na Minerva, com presenças de João Paulo Borges Coelho, Mia Couto, António Cabrita, Luís Carlos Patraquim, Calane da Silva, Rachel Melanie, Carlos dos Santos, Aurélio Furdela, Sangare Opaki, Domi Chirongo, LucílIio Manjate.
Os encontros realizar-se-ão sempre às 18h, na Livraria Minerva Central, Rua Consiglieri Pedroso, baixa da cidade de Maputo.

Minerva, Livros com história

sábado, 2 de abril de 2011

Tânia Tomé - Agarra-me o sol por trás (e outros escritos & melodias)


Livro: Agarra-me o sol por trás (e outros escritos & melodias)
Autor: Tânia Tomé
ISBN 10: 8575313886
ISBN 13: 9788575313886
Gênero: Literatura Portuguesa Contemporânea/Poesia
Edição: 1ª edição
Páginas: 128
Formato: 14 X 21 cm
Peso: 165 g
Preço: R$ 20,00

A Escrituras Editora, dentro da Coleção Ponte Velha, edição apoiada pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB/Portugal), publica Agarra-me o sol por trás, de Tânia Tomé. A organização e prólogo da obra são de Floriano Martins e ilustrações de Eduardo Eloy.

“O desejo de Tânia Tomé comunicar-se com o mundo é visceral e contagiante...”, nos conta Floriano Martins, “este seu primeiro livro, portanto, revela-se como uma partitura evocada no reino do fogo, nas ruas insuspeitas de um amor incondicional, no caroço da linguagem que busca decifrar em si mesma, em Moçambique (...) Tânia tem difundido não somente a sua poesia mas também a de toda uma tradição lírica de seu país, que inclui nomes entranháveis como os de Noemia de Sousa e José Craveirinha.”

Sobre o autor:
Tânia Tomé (Maputo, Moçambique, 1981). Aos 7 anos, ganhou o prêmio de melhor voz no Concurso de Música organizado pela Who (World Health Organization) em Moçambique. Aos 13 anos, participou de seu primeiro Sarau de Poesia, onde cantou, declamou e tocou ao piano poemas do poeta José Craveirinha, onde ele próprio esteve presente. Com 17 anos, entra para a Universidade Católica Portuguesa (Porto, Portugal), no curso de economia. Em 2002, adere ao Movimento Humanista liderado por Silo, e faz algumas atuações em Portugal para angariar fundos para as crianças desfavorecidas de Moçambique. Em 2003, acaba o curso de economia e ganha o Prêmio de Mérito da Fundação Mário Soares de Portugal pelo bom desempenho acadêmico e por conciliar os estudos com atividades artístico-sociais. Em 2004, participa como coautora da antologia Um Abraço Quente da Lusofonia, juntamente com outros jovens poetas representantes de cada país da CPLP, lançado no mesmo ano em Portugal. Membro da Associação dos Escritores Moçambicanos, da Associação dos Músicos Moçambicanos e dos Poetas del Mundo. Em 2006, produz e apresenta, ao lado de Júlio Silva (músico, produtor e pesquisador cultural), um programa cultural na Televisão de Moçambique (TVM) que, entre outras coisas, tinha Alertas de Prevenção contra AIDS e malária, e enfoque nos problemas sociais. Em 2008, realiza e produz o espetáculo “Poesia em Moçambique”, em Tributo ao José Caveirinha, no qual diversas artes interagem para tornar vivo o poema. O mesmo foi transformado em DVD, o primeiro e único de poesia em Moçambique, que foi lançado em 2009. Introduz o conceito de Showesia (neologismo criado pela artista) em Moçambique, no qual se faz espetáculo de poesia, com uma banda com a qual Tânia canta e recita poemas, envolvidos em teatro e dança com poesia. Lança o website www.showesia.com e integra o Poetry África em Maputo, representando Moçambique, repetindo a atuação e representação no Festival Internacional Poetry África, na África do Sul. Integra a antologia World Poetry Almanac 2009 (com 190 poetas do mundo oriundos de 100 países), representando seu país e os Palop. Participa do primeiro ano de comemoração de Celebração da Língua e Cultura Portuguesa da CLP em Moçambique, ao lado do Mia Couto e Calane da Silva. Participa do livro The bilingual anthology on african poetry (Shangai, China). Atualmente preside a associação “Showesia” com objetivo de resgatar o patrimônio cultural através de uma plataforma de interação entre o tradicional, o tecnológico/ocidental e de um network cultural mundial.

A Coleção Ponte Velha foi criada por Carlos Nejar (Brasil), poeta, ficcionista e crítico, membro da Academia Brasileira de Letras e pelo poeta António Osório (Portugal). Conheça todos os títulos da Coleção.