O mundo no Black Power de Tayó, de Kiusam de Oliveira e ilustrado por Taisa Borges
Descrição
O mundo no Black Power de Tayó
Ilustrações de Taisa Borges
https://www.facebook.com/blackpowerdetayo?fref=ts
O mundo no black-power de Tayó é a história de uma menina negra que tem orgulho do seu cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar as agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. Mas como pode ser ruim um cab...elo “fofo, lindo e cheiroso”? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”, responde a garota para os colegas.
Com essa narrativa, a autora transforma o enorme cabelo crespo de Tayó numa metáfora para a riqueza cultural de um povo e para a riqueza da imaginação de uma menina saudável.
Apresentação
Não é por acaso que os cabelos Black Power têm o formato circular do universo. A circularidade é a base fundamental das culturas de matriz africana. Deixar os cabelos crescerem livres, soltos, redondos, harmônicos em todos os sentidos, foi a forma encontrada, na distante década de 1960, pela juventude afro-americana e, depois, por homens e mulheres afros do mundo todo, de marcar sua identidade e o orgulho de sua origem africana.
Mesmo tão pequenina, sem esses conhecimentos históricos, Tayó sente isso – sentir é muito mais profundo do que saber. E sente porque se espelha nos cabelos da mãe, para quem “ser bela” é sinônimo de se reconhecer e de ser feliz. Para as pessoas realmente felizes não há limites na criatividade de “brincar” com a própria beleza, tornando-a ainda mais esplendorosa. Sentir a necessidade de buscar outros padrões de beleza pode estar associado a uma insatisfação causada pelo desconhecimento de referências positivas em nossa própria origem. E o Black Power de Tayó é uma boa referência.
Tayó é uma princesinha que chega em forma de espelho para que outras princesinhas se mirem, se reconheçam e cresçam, cumprindo a única missão que nos foi dada, ao virmos viver nesse planeta: a de sermos felizes.
Mais uma vez Kiusam de Oliveira nos presenteia com uma linda história de princesa, como aquelas que ela já contou e muitas outras que, certamente, nascerão da criatividade e dos conhecimentos dessa grande escritora que, há muito tempo, também se descobriu Tayó.
Oswaldo Faustino, jornalista e escritor
Agradecimento
Para escrever uma história como esta, eu precisei percorrer caminhos com o coração nos pés. E caminhar com o coração nos pés não é fácil, você bem deve saber. Exige um caminhar que valorize a jornada épica de cada um, reconhecendo a si próprio como herói ou heroína que luta bravamente para manter-se firme diante de tudo e de todos.
É com o coração nos pés que pulso, agradecendo fontes cristalinas de inspiração: crianças adultas e adultos crianças que me impulsionaram de alguma forma nesse sonho: Dona Erdi (in memorian), Edleuza Ferreira da Silva, Ciciá, Kayo Odê , Iasmin, Isabella, Jardel Coimbra, King Nino Brown, Airton Santos Pinto, José Geraldo Neres, Heloísa Pires Lima e Oswaldo Faustino, além de todas as crianças que compartilham seus conhecimentos comigo, como educadoras e aprendizes que são, e todas as vozes do outro mundo que povoam o meu Black Power até mesmo quando escrevo.
Kiusam de Oliveira
Sobre a autora:
Kiusam de Oliveira é artista multimídia, arte-educadora, bailarina, coreógrafa e contadora de histórias. Doutora em Educação e Mestre em Psicologia pela USP, tem ampla experiência em sala de aula, da educação infantil ao nível superior. Especialista nas temáticas das relações etnicorraciais, de gênero, da corporeidade e candomblé de ketu e educação é ativista do movimento negro há quase 30 anos. Trabalhou pela implementação da lei 10.639/03 (2005-2009) na Secretaria de Educação de Diadema. Especialista na Educação Especial - Deficiência Intelectual. Criadora e diretora do Programa de Rádio Povinho de Ketu – As Africanidades Brasileiras no Ar, transmitido pelas rádios públicas do país. Bailarina do show Tecnomacumba, de Rita Ribeiro há 6 anos. É autora de Omo-Oba: Histórias de Princesas (2009), selecionado pela FNLIJ/2010 e pelo PNBE/2011. Orientadora Espiritual.
Sobre a ilustradora:
Taisa Borges é natural de Sao Paulo, onde mora atualmente. Após cursar artes plásticas na capital paulistana, mudou-se para França, onde deu continuidade aos estudos de pintura na faculdade de Beaux-Arts de Paris. No mesmo período cursou estilismo no Studio Berçot. De volta a São Paulo, desenvolveu desenhos de estamparia para diversas confecções e para sua própria marca a “Motivos Brasileiros”. Desde 2006 dedica-se a ilustração.
É autora de cinco “livros de imagem” e um livro em HQ, “Frankenstein” este que integra a coleção da Editora Peirópolis dos “clássicos em quadrinhos”.
Para conhecer mais o trabalho de Taisa Borges, navegue pelo site: http://taisaborges.com/
Ilustrações de Taisa Borges
https://www.facebook.com/blackpowerdetayo?fref=ts
O mundo no black-power de Tayó é a história de uma menina negra que tem orgulho do seu cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar as agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. Mas como pode ser ruim um cab...elo “fofo, lindo e cheiroso”? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”, responde a garota para os colegas.
Com essa narrativa, a autora transforma o enorme cabelo crespo de Tayó numa metáfora para a riqueza cultural de um povo e para a riqueza da imaginação de uma menina saudável.
Apresentação
Não é por acaso que os cabelos Black Power têm o formato circular do universo. A circularidade é a base fundamental das culturas de matriz africana. Deixar os cabelos crescerem livres, soltos, redondos, harmônicos em todos os sentidos, foi a forma encontrada, na distante década de 1960, pela juventude afro-americana e, depois, por homens e mulheres afros do mundo todo, de marcar sua identidade e o orgulho de sua origem africana.
Mesmo tão pequenina, sem esses conhecimentos históricos, Tayó sente isso – sentir é muito mais profundo do que saber. E sente porque se espelha nos cabelos da mãe, para quem “ser bela” é sinônimo de se reconhecer e de ser feliz. Para as pessoas realmente felizes não há limites na criatividade de “brincar” com a própria beleza, tornando-a ainda mais esplendorosa. Sentir a necessidade de buscar outros padrões de beleza pode estar associado a uma insatisfação causada pelo desconhecimento de referências positivas em nossa própria origem. E o Black Power de Tayó é uma boa referência.
Tayó é uma princesinha que chega em forma de espelho para que outras princesinhas se mirem, se reconheçam e cresçam, cumprindo a única missão que nos foi dada, ao virmos viver nesse planeta: a de sermos felizes.
Mais uma vez Kiusam de Oliveira nos presenteia com uma linda história de princesa, como aquelas que ela já contou e muitas outras que, certamente, nascerão da criatividade e dos conhecimentos dessa grande escritora que, há muito tempo, também se descobriu Tayó.
Oswaldo Faustino, jornalista e escritor
Agradecimento
Para escrever uma história como esta, eu precisei percorrer caminhos com o coração nos pés. E caminhar com o coração nos pés não é fácil, você bem deve saber. Exige um caminhar que valorize a jornada épica de cada um, reconhecendo a si próprio como herói ou heroína que luta bravamente para manter-se firme diante de tudo e de todos.
É com o coração nos pés que pulso, agradecendo fontes cristalinas de inspiração: crianças adultas e adultos crianças que me impulsionaram de alguma forma nesse sonho: Dona Erdi (in memorian), Edleuza Ferreira da Silva, Ciciá, Kayo Odê , Iasmin, Isabella, Jardel Coimbra, King Nino Brown, Airton Santos Pinto, José Geraldo Neres, Heloísa Pires Lima e Oswaldo Faustino, além de todas as crianças que compartilham seus conhecimentos comigo, como educadoras e aprendizes que são, e todas as vozes do outro mundo que povoam o meu Black Power até mesmo quando escrevo.
Kiusam de Oliveira
Sobre a autora:
Kiusam de Oliveira é artista multimídia, arte-educadora, bailarina, coreógrafa e contadora de histórias. Doutora em Educação e Mestre em Psicologia pela USP, tem ampla experiência em sala de aula, da educação infantil ao nível superior. Especialista nas temáticas das relações etnicorraciais, de gênero, da corporeidade e candomblé de ketu e educação é ativista do movimento negro há quase 30 anos. Trabalhou pela implementação da lei 10.639/03 (2005-2009) na Secretaria de Educação de Diadema. Especialista na Educação Especial - Deficiência Intelectual. Criadora e diretora do Programa de Rádio Povinho de Ketu – As Africanidades Brasileiras no Ar, transmitido pelas rádios públicas do país. Bailarina do show Tecnomacumba, de Rita Ribeiro há 6 anos. É autora de Omo-Oba: Histórias de Princesas (2009), selecionado pela FNLIJ/2010 e pelo PNBE/2011. Orientadora Espiritual.
Sobre a ilustradora:
Taisa Borges é natural de Sao Paulo, onde mora atualmente. Após cursar artes plásticas na capital paulistana, mudou-se para França, onde deu continuidade aos estudos de pintura na faculdade de Beaux-Arts de Paris. No mesmo período cursou estilismo no Studio Berçot. De volta a São Paulo, desenvolveu desenhos de estamparia para diversas confecções e para sua própria marca a “Motivos Brasileiros”. Desde 2006 dedica-se a ilustração.
É autora de cinco “livros de imagem” e um livro em HQ, “Frankenstein” este que integra a coleção da Editora Peirópolis dos “clássicos em quadrinhos”.
Para conhecer mais o trabalho de Taisa Borges, navegue pelo site: http://taisaborges.com/










