FRAGMENTO DE BLUES
(A Langston Hughes)
Vem até mim
nesta noite de vendaval na Europa
pela voz solitária de um trompete
toda a melancolia das noites de Geórgia;
oh! mamie oh! mamie
embala o teu menino
oh! mamie oh! mamie
olha o mundo roubando o teu menino.
Vem até mim
ao cair da tristeza no meu coração
a tua voz de negrinha doce
quebrando-se ao som grave dum piano
tocando em Harlem:
– Oh! King Joe
King Joe
Joe Louis bateau Buddy Baer
E Harlem abriu-se num sorriso branco
Nestas noites de vendaval na Europa
Count Basie toca para mim
e ritmos negros da América
encharcam meu coração;
– ah! ritmos negros da América
encharcam meu coração!
E se ainda fico triste
Langston Hughes e Countee Cullen
Vêm até mim
Cantando o poema do novo dia
– ai! os negros não morrem
nem nunca morrerão!
...logo com eles quero cantar
logo com eles quero lutar
– ai! os negros não morrem nem
nem nunca morrerão!
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_africana/s_tome_princepe/francisco_jose_tenreiro.html
Um espaço dedicado à literatura negro-brasileira, às literaturas africanas de língua portuguesa e demais literaturas negro-diaspóricas
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Francisco José Tenreiro - Fragmento Blues, Dia da África 3
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Ricardo Riso: palestra no SESC/Engenho de Dentro
No dia 06/11, fui convidado para ministrar uma palestra no SESC/Engenho de Dentro que antecederia a peça "O Auto da Escrava Anástácia", da companhia Nossa Senhora do Teatro - http://www.nossasenhoradoteatro.com/ -, dirigida por Ricardo Andrade Vassílievitch, com pesquisa histórica realizada pela minha amiga Nágila Santos, editora da revista acadêmica, África e Africanidades - http://www.africaeafricanidades.com/ .
Para esta ocasião, escolhi como o tema a figura do contratado nas lavouras de São Tomé e Príncipe: as mazelas sofridas, angústia, evasão, revolta, identificação com a nova terra. Selecionei poemas de Angola (Agostinho Neto), Cabo Verde (Ovídio Martins) e São Tomé e Príncipe (Conceição Lima), procurando fazer um contraponto com a denúncia durante o período colonial em Neto e Martins, e o revisionismo proposto por Lima no pós-independência. Assim sendo, o título para a palestra foi: "Representação dos Contratados em São Tomé e Príncipe na poesia de Agostinho Neto, Ovídio Martins e Conceição Lima".
Foi uma experiência interessante, pois deparei-me com um público heterogêneo e fora do meio acadêmico.
Agradeço à Nágila e ao Ricardo Andrade pela oportunidade.
Abraços,
Ricardo Riso
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