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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Alma Carioca - Um Choro de Menino (curta)

Alma Carioca - Um Choro de Menino é um belo e emocionante animação do acervo do site www.portacurtas.com.br
Sinopse:
História de um menino que vive na zona portuária do Rio de Janeiro da década de 20 e testemunha o surgimento do Choro, quando encontra os grandes mestres pioneiros desse estilo puramente carioca.
Acesse o endereço abaixo:
Gênero Animação
Diretor William Côgo
Ano 2002
Duração 5 min
Cor Colorido
Bitola Vídeo
País Brasil
Ficha Técnica
Produção Labareda Design Roteiro William Côgo Som Direto Youle Produções Direção de Arte William Côgo Empresa produtora Youle Produções Montagem Youle Produções Música Pixinguinha, Caio César
Festivais
Anima Mundi 2003
CineSul 2003
Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2003
Gramado Cine Vídeo 2003

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Partido Alto (curta) com Candeia, Manacéia e Paulinho da Viola

O carnaval aproxima-se, por isso um curta de uma época do samba que já parece ser muito distante. Neste curta, com direção de Leon Hirszman, Candeia, em um fundo de quintal, apresenta as variações do partido alto, instrumentos de percurssão utilizados e formas de dançar. Em seguida, uma reunião de partido alto na casa de Manacéia com comentários de Paulinho da Viola a respeito da crescente e perigosa perda de raízes do samba, no início da década de 1980.
"Partido Alto", o curta, é um documento histórico por registrar uma maneira de tocar que se foi com o tempo.
Ricardo Riso
Para ver o curta, clique em
Partido Alto
Gênero Documentário
Diretor Leon Hirszman
Elenco Candeia, Manacéia, Paulinho da Viola
Ano 1982
Duração 22 min
Cor Colorido
Bitola 16mm
País Brasil

Com raízes na batucada baiana, o partido alto sofre variações porque, ao contrário do samba comprometido com o espetáculo, é uma forma livre de expressão e comunicação imediata, com versos simples e improvisados, de acordo com a inspiração de cada um. Partido Alto é uma forma de comunhão, reunindo sambistas em qualquer lugar e hora pelo simples prazer de se divertir.

Ficha Técnica
Fotografia Lúcio Kodato, Leon Hirszman
Empresa produtora Embrafilme
Montagem Alain Fresnot

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

É Samba na Veia, é Candeia (Teatro)

É Samba na Veia, é Candeia

Teatro III
De 23 de outubro a 30 de novembro
Quarta a domingo - 19h30
Texto vencedor do concurso de dramaturgia Seleção Brasil em Cena 2007, que obteve aproximadamente 300 inscrições vindas de todo o país, e cuja premiação principal, prevista em edital, é a montagem teatral no CCBB. É Samba na Veia, é Candeia é um musical em homenagem a um ilustríssimo personagem do samba carioca: Antônio Candeia Filho, um dos maiores compositores da Portela.

Elenco: Jorge Maya, Sérgio Ricardo Loureiro, Níva Magno e grande elenco.
Direção: André Paes Leme.
Direção Musical: Fábio Nin.
Preparador Vocal: Pedro Lima.
Texto: Eduardo Rieche.
Indicação Etária: 14 anos.

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL / RJ
Teatro III
Rua Primeiro de Março, 66, Centro (3808-2020). Cap. 140 pessoas. 4ª a dom, às 19h. R$ 10. Estudantes e idosos pagam meia. Duração: 1h. 14 anos.

Fonte: http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/rj/DetalheEvento.jsp?Evento.codigo=33028&cod=1

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Cartola - cem anos

Em comemoração aos cem anos de Cartola, o Canal Brasil (NET) exibirá amanhã o documentário “Cartola – música para os olhos”.

Aproveito para divulgar o site do Centro Cultural Cartola - http://www.cartola.org.br .

Abraços,
Ricardo Riso

Cartola - Música para os Olhos (2007) - BR
Direção: Lírio Ferreira, Hilton Lacerda
Duração: 88 min

A trajetória de Angenor da Silva, o músico, boêmio, mangueirense e patrimônio nacional Cartola (1908-1980). Com detalhada pesquisa de imagens de arquivo, o documentário reconstrói a história do compositor em paralelo à narração da trajetória do samba a partir de um dos seus expoentes mais nobres.

Horários: duração: 88 min
11/10 - 18:00
12/10 - 07:30


Biografia extraída do site do Centro Cultural Cartola - http://www.cartola.org.br/cartola.html, em 10/11/2008.

Cartola (Angenor de Oliveira). Compositor, cantor, instrumentista.

Rio de Janeiro RJ 11/10/1908-id. 30/11/1980.

Cartola nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Tinha oito anos quando sua família se mudou para Laranjeiras e 11 quando passou a viver no morro da Mangueira, de onde não mais se afastaria. Desde menino participou das festas de rua, tocando cavaquinho – que aprendera com o pai – no rancho Arrepiados (de Laranjeiras) e nos desfiles do Dia de Reis, em que suas irmãs saíam em grupos de “pastorinhas”. Passando por diversas escolas, conseguiu terminar o curso primário, mas aos 15 anos, depois da morte da mãe, deixou a família e a escola, iniciando sua vida de boêmio.

Após trabalhar em várias tipografias, empregou-se como pedreiro, e dessa época veio seu apelido, pois usava sempre um chapéu para impedir que o cimento lhe sujasse a cabeça, o qual chamava de cartola. Em 1925, com seu amigo Carlos Cachaça, que seria seu mais constante parceiro, foi um dos fundadores do Bloco dos Arengueiros. Da ampliação e fusão desse bloco com outros existentes no morro, surgiu, em 1928, a segunda escola de samba carioca. Fundada a 28 de abril de 1928, o G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira teve seu nome e as cores verde e rosa escolhidos por ele. Foram também fundadores, entre outros, Saturnino Gonçalves, Marcelino José Claudino, Francisco Ribeiro e Pedro Caymmi. Para o primeiro desfile foi escolhido o samba Chega de Demanda, o primeiro que fez, composto em 1928 e só gravado pelo compositor em 1974, no LP História das escolas de samba: Mangueira, pela Marcus Pereira. Em 1931, Cartola tornou-se conhecido fora da Mangueira, quando Mário Reis, que subira o morro para comprar uma música, comprou dele os direitos de gravação do samba Que infeliz sorte, que acabou sendo lançado por Francisco Alves, pois não se adaptava à voz de Mário Reis. Vendeu outros sambas a Francisco Alves, cedendo apenas os direitos sobre a vendagem de discos e conservando a autoria: assim foi com Não faz, amor (com Noel Rosa), Qual foi o mal que eu te fiz? e Divina Dama, todos gravados pela Odeon, os dois primeiros em 1932 e o último em janeiro de 1933. Ainda em 1932, o samba Tenho um novo amor foi gravado por Carmen Miranda. Do mesmo ano é a gravação do samba Na floresta, em parceria com Sílvio Caldas, lançado por este último, e a primeira composição em parceria com Carlos Cachaça, o samba Pudesse meu ideal, com o qual a Mangueira foi campeã do desfile promovido pelo jornal “O Mundo Esportivo”.

Em 1936, a Mangueira teve premiado no desfile seu samba Não quero mais (com Carlos Cachaça e Zé da Zilda), gravado por Araci de Almeida, na Victor, em 1937, e em 1973 por Paulinho da Viola, na Odeon, com o título mudado para Não quero mais amar a ninguém. Em 1940, participou, ao lado de Donga, Pixinguinha, João da Baiana e outros, de gravações de música popular brasileira para o maestro Leopoldo Stokowski (1882 – 1976), que visitava o Brasil. Realizadas a bordo do navio Uruguai, ancorado no pier da Praça Mauá, essas gravações deram origem a dois álbuns de quatro discos de 78 rpm, lançados nos EUA pela gravadora Columbia. No rádio, atuou como cantor, apresentando músicas suas e de outros compositores. Na Rádio Cruzeiro do Sul, ainda em 1940, criou, com Paulo da Portela, o programa A Voz do Morro, no qual apresentavam sambas inéditos, cujos títulos deviam ser dados pelos ouvintes, sendo premiado o nome escolhido.

Em 1941, formou com Paulo da Portela e Heitor dos Prazeres o Conjunto Carioca, que durante um mês realizou apresentações em São Paulo, em um programa da Rádio Cosmos. A partir dessa época, o sambista desapareceu do ambiente musical. Muitos pensavam até que tivesse morrido. Chegou-se a compor sambas em sua homenagem. Em 1948, a Mangueira sagrou-se campeã com seu samba-enredo Vale do São Francisco (com Carlos Cachaça).

Cartola só foi redescoberto em 1956, quando o cronista Sérgio Porto o encontrou lavando carros em uma garagem de Ipanema e trabalhando à noite como vigia de edifícios. Sérgio levou-o para cantar na Rádio Mayrinck Veiga e, logo depois, Jota Efegê arranjou-lhe um emprego no jornal “Diário Carioca”.

A partir de 1961, já vivendo com Eusébia Silva do Nascimento, a Zica, com quem se casou mais tarde, sua casa tornou-se ponto de encontro de sambistas. Em 1964, resolveu abrir um restaurante, o Zicartola, na Rua da Carioca, que oferecia, além da boa cozinha administrada por Zica, a presença constante de alguns dos melhores representantes do samba de morro. Freqüentado também por jovens compositores da geração pós bossa-nova (alertados para a sua existência desde o show “Opinião”, no qual Nara Leão incluíra o samba O sol nascerá, de Cartola e Elton Medeiros, que mais tarde gravaria), o Zicartola tornou-se moda na época. Durou pouco essa confraternização morro-cidade: o restaurante fechou as portas, reabrindo em 1974 no bairro paulistano de Vila Formosa.

Contínuo do Ministério da Indústria e Comércio, vivendo na casa verde e rosa que construiu no morro da Mangueira, em terreno doado pelo então Estado da Guanabara, somente em 1974, alguns meses antes de completar 66 anos, o compositor gravou seu primeiro LP, Cartola, na etiqueta Marcus Pereira. O disco recebeu vários prêmios. Logo depois, em 1976, veio o segundo LP, também intitulado Cartola, que continha uma de suas mais famosas criações, As rosas não falam, e o seu primeiro show individual, no Teatro da Galeria, no bairro do Catete, acompanhado pelo Conjunto Galo Preto. O show foi um sucesso de público e se estendeu por 4 meses.

Em julho de 1977, a Rede Globo apresentou com enorme sucesso o programa “Brasil Especial” número 19, dedicado exclusivamente a Cartola. Em setembro do mesmo ano, Cartola participou, acompanhado por João Nogueira, do Projeto Pixinguinha, no Rio. O sucesso do espetáculo levou-os a excursionar por São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Ainda em 1977, em outubro, lançou seu terceiro disco-solo: Cartola – Verde que te quero rosa (RCA Victor), com igual sucesso de crítica.

Em 1978, quase aos 70 anos, mudou-se para o bairro de Jacarepaguá, buscando um pouco mais de tranqüilidade, na tentativa de continuar compondo. Neste mesmo ano estreou seu segundo show individual: Acontece, outro sucesso. Em 1979, lançou seu quarto LP: Cartola – 70 anos. Nesta época, descobriu que estava com câncer, doença que causaria sua morte, em 30 de novembro de 1980.

Em 1983, foi lançado, pela Funarte, o livro Cartola, os tempos idos, de Marília T. Barboza da Silva e Arthur Oliveira Filho. Em 1984, a Funarte lançou o LP Cartola, entre amigos. Em 1997, a Editora Globo lançou o CD e o fascículo Cartola, na coleção “MPB Compositores” (n°12).

Fonte: Enciclopédia da Música Popular Brasileira, editada pelo Itaú Cultural.