sábado, 14 de março de 2009

Tania Macedo - Luanda, Cidade e Literatura


LUANDA, CIDADE E LITERATURA

Tania Macêdo
Editora UNESP

SINOPSE:
Este livro analisa as formas de representação da cidade de Luanda - capital de Angola - e sua predominância na literatura desse país. Desde o período anterior à chegada dos europeus até os últimos cinqüenta anos são recuperadas todas as formas de produção literária em Angola, com destaque para aquelas que enfocam espaços e tipos de personagem que percorrem "a cidade da escrita", Luanda, e em que podem ser vistas diversas faces do início da tomada de consciência da colônia que luta por tornar-se sujeito de sua própria história. Por último, há um exame sobre alguns romances em língua portuguesa que tomaram a cidade de Luanda como cenário privilegiado de ação.

ISBN: 9788571398597
Assunto: Literatura
Coleção: PROPG
Idioma: Português
Formato: 14 x 21cm
Páginas: 240
Edição: 1ª
Ano: 2008
Acabamento: Brochura com orelhas
Peso: 285g

Fonte: http://www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=876

Revista Camões on line

O Instituto Camões disponibiliza 15 edições para download da sua Revista Camões na sua Biblioteca Digital.

Em seu acervo, encontramos edições especiais como as Pontes Lusófonas, aos escritores José Saramago, Almeida Garrett e Eça de Queirós, à presença da língua portuguesa em Macau e Timor Leste, e ao 25 de Abril.

Para acessar as revistas, clique em
Ricardo Riso
Fonte: Newsletter nº 16 - março de 2009 do Instituto Camões, recebida em 14/03/2009, às 12h27.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Diálogos Literários – Literatura, Comparativismo e Ensino - Agnaldo Rodrigues da Silva (org.)

Diálogos Literários – Literatura, Comparativismo e Ensino
Agnaldo Rodrigues da Silva (org.)
ISBN: 978-85-7480-416-3

Dialógos Literários: Literatura, Comparativismo e Ensaio, com organização de Agnaldo Rodrigues da Silva, reúne 27 textos sobre literatura, como o próprio título da obra indica. No entanto, não são ensaios fechados em conceitos puramente literários. Os artigos expandem o campo de pesquisa – abordando cinema, história e outras artes contemporâneas – para buscar instrumentos analíticos que ajudem o leitor a entender o momento atual. O livro reúne tanto ensaios sobre obras específicas da literatura lusófona, em geral, e brasileira, em particular, como artigos sobre educação e ensino de literatura, ou sobre documentos e contextos históricos – num leque de assuntos bastante amplo.

No ensaio "A Massificação do Ensino", a professora Nelly Novaes Coelho sugere o eixo das questões teóricas abordadas pelos ensaístas. Segundo ela, uma nova palavra de ordem se impõe aos pensantes nesse começo de século XXI: conscientização. "É organizar o nosso pensamento, nossas ações, projetos etc. sintonizados com os novos tempos-em-mutação. Essa é a nossa tarefa, como professores, educadores, bibliotecários, escritores etc. etc. (todos aqueles que têm na palavra e na cultura a matéria-prima de seu trabalho)".

Ela lembra que vivemos hoje numa encruzilhada "entre um sistema de valores herdados, já esgotados em sua força primitiva, mas ainda vigente na estrutura social, e uma cultura nova em germinação: valores novos que já estão sendo vividos, mas que ainda não puderam ser transformados em sistema". Esta é a unidade que subjaz a esta coletânea de textos. Em cada um dos ensaios, nota-se o esforço de compreender a literatura sob a ótica do homem contemporâneo, o homem da encruzilhada.

Muitos dos estudos aqui coletados tratam da literatura brasileira, portuguesa e dos países africanos de língua portuguesa. Artigos que vem bem a calhar neste momento em que se inicia um processo de unificação com a entrada em vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Como se sabe, o acordo é apenas um passo para a aproximação cultural dos países lusófonos. O outro passo certamente está contido nas páginas de Diálogos Literários, como nos ensaios de Benjamin Abdala Junior, Tânia Macedo, Jane Tutikian, Inocência Mata, Teolinda Gersão, Vera Maquêa, que buscam pontos de contato entre essas literaturas, bem como a fixação de suas identidades culturais. São peças importantes para o estreitamento deste laço que andou por tantos anos esquecido e frouxo.

Como lembra Vera Maquêa, professora da Universidade do Estado do Mato Grosso, ao escrever sobre a organização do livro, "são estes textos, eles mesmos, trechos da história do nosso tempo, compondo o mosaico de nossa vontade de coerência e nos visitando na estrangeirice que experimentamos no mergulho em nossas próprias águas".

Agnaldo Rodrigues da Silva é professor doutor de Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). É também escritor, crítico e ensaísta. Publicou O Futurismo e o Teatro; Ensaios de Literatura Comparada; A Penumbra – Contos de Introspecção.

Medidas: 12,5 x 20,5 cm
Páginas: 472
Edição: 1ª
Ano: 2009
Assunto: Col. Estudos Literários 29, Crítica literária
Encadernação: Brochura
R$ 49,00

Fonte: http://www.atelie.com.br/loja/pagina.php?pag=detl&cdp=1025&categ=ct1&pags=1&page=prod&cl=

terça-feira, 10 de março de 2009

BASTA DE IMAGENS CHOCANTES NA G-BISSAU

A QUEM DE DIREITO

NÓS CIDADÃOS DA GUINÉ-BISSAU,

VIMOS ENCARECIDAMENTE SOLICITAR AS AUTORIDADES GUINEENSES, JORNALISTAS, CAMARA MEN E A TODOS LIGADOS À AREA DA INFORMAÇÃO, FAÇAM QUALQUER COISA PARA TRAVAR ESTA ONDA DE CIRCULAÇÃO E DE MANIPULACAO DE IMAGENS DA GUINE BISSAU!
QUE A NOSSA IMAGEM NÃO TEM SIDO DAS MELHORES NOS ULTIMOS 10 ANOS, TODOS ESTAMOS DE ACORDO, MAS PROMOVÉ-LA COM CENAS CHOCANTES???

JA NÃO É DE HOJE QUE VÊM CIRCULANDO NAS TELEVISÕES PORTUGUESAS E OUTRAS, IMAGENS DRAMATICAS DA NOSSA TERRA. NÃO SE PODE CONSENTIR TAMANHO DESRESPEITO PELA NOSSA DIGNIDADE ENQUANTO POVO!!!!!!!!
ONDE ESTÁ O RESPEITO PELAS NOSSAS INSTITUIÇÕES? ONDE ESTÁ O SEGREDO DO NOSSO ESTADO? O RESPEITO PELO POVO GUINEENSE, PELA DIGNIDADE DOS GUINEENSES? DEIXAR CIRCULAR SEM DÓ NEM RESPEITO IJMAGENS POR VEZES, DE PERSONALIDADES, FIGURAS PUBLICAS, COMO SE DE UM ANIMAL SE TRATASSE?

DESDE A GUERRA DE 7 DE JUNHO, TEM SIDO A NOSSA IMAGEM DE MARCA: RUAS SUJAS, HOSPITAL SEM CONDIÇÕES, ESTRADAS ESBURACADAS...A IMAGEM DA MORTE DE ANSUMANE MANÉ, DE VIRÍSSIMO SEABRA E AGORA DA FORMA CRUEL COMO OS GUINEENSES SAO CAPAZES DE SE MATAR UNS AOS OUTROS? AFINAL QUE QUEREMOS MOSTRAR AO MUNDO?

QUE SOMOS PRIMITIVOS ? LIQUIDAMO-NOS, ELIMINAMO-NOS COM CATANAS, ESTRAGULAMO-NOS...?
E NADA ACONTECE?

ONDE JA SE VIU A RESIDENCIA DE UM PRESIDENTE DA REPUBLICA, DEIXADA À MERCÊ DE QUALQUER UM?
...ENTRAM , PILHAM CARREGAM, NA PRESENÇA DE CÂMARAS DE UMA TELEVISAO ESTRANGEIRA, DIANTE DE UMA JORNALISTA, TODA ORGULHOSA DA SUA MISSÃO ( VENDER NOTICIA E DE FORMA SENSACIONALISTA), COMO SE DE UMA CASA QUALQUER SE TRATA? CONSEGUE ENTRAR NA CASA DO CHEFE DE ESTADO ACABADO DE SER ASSASSINADO...FAZER A RECONSTITUIÇÃO DA SUA MORTE? MOSTRANDO AO MUNDO AS CENAS CHOCANTES DE UMA SALA BANHADA DE SANGUE CONFIRMANDO A ERA DA BARBÁRIE EM QUE VIVIEMOS!???

PORQUE RAZÃO ESSES JORNALISTAS ESTRANGEIROS NUNCA MOSTRAM NA TERRA DELES ESSE TIPO DE IMAGENS? NÃO SE MORRE LÁ?
NÃO HA INCIDENTES OU ACIDENTES QUE VITIMAM PESSOAS? QUANDO É QUE SE VIU NA TELEVISÃO PORTUGUESA BANALISAREM A IMAGEM DE UMA PESSOA MORTA? SEJA ELA QUEM FOR?

TEMOS EXEMPLOS FLAGRANTES DE ACIDENTES DE AVIÃO, COMBOIO, DE ATENTADOS À BOMBA DA ETA, DA IRLANDA ETC? ATÉ CASO 11 DE SETEMBRO NOS EUA, ONDE PODEMOS IMAGINAR O ESTADO EM QUE SE PODIAM ENCONTRAR ALGUNS RESTOS DE PESSOAS, MAS NUNCA EM MOMENTO NENHUM SE MOSTRAOU UM ÚNICO PEDAÇO DE DEDO DE QUEM QUER QUE FOSSE!! TENHAMOS COMPAIXAÃO DA NOSSA TERRA, DOS NOSSOS FILHOS E VELHOS. TENHAMOS VERGONHA DA NOSSA TRAGÉDIA, NÃO PERMITAMOS QUE JORNALISTAS NACIONAIS OU ESTRANGEIROS VENHAM EM NOME DE NADA MOSTRAR CENAS PRIVADAS, SÓ NOSSAS, VERGONHOSAS, TRISTES DA NOSSA TERRA.


BASTA

Maria Domingas Tavares Pinto Cardoso
Lectrice de Portugais
Université Cheikh Anta Diop de Dakar

Faculté des Lettres et Sciences Humaines
Dept de Langues Romanes

Fonte: e-mail enviado pela Profa. Dra. Moema Parente Augel - Subject: FW: BASTA DE IMAGENS CHOCANTES NA G-BISSAU - Date: Mon, 9 Mar 2009 13:26:01 +0000

segunda-feira, 9 de março de 2009

‘Identidades…’ de Abraão Vicente no CCP da Praia

Abraão Vicente é um jovem e intrigante artista plástico cabo-verdiano. Semana passada foi a abertura de uma nova exposição com os seus questionadores trabalhos com passaportes, já comentados aqui neste blog e para ter acesso a este artigo basta clicar no marcador com o nome do artista ao final desta postagem.
Parabéns a este interessante artista de Cabo Verde.
Ricardo Riso
‘Identidades…’ de Abraão Vicente no CCP da Praia
Identidades e ®econstrução é o título da exposição de Abraão Vicente que o IC-CCP da Praia, Cabo Verde, exibe de 5 a 18 de Março, reunindo uma colecção de quadros/objectos/documentos (re)criados a partir de documentos de identificação de vários países, segundo uma nota de imprensa.

«Partindo de componente auto-biográfica, o projecto Identidades... coloca-nos perante linguagens que marcam a modernidade artística e perante temáticas que inquietam, na actualidade, cidadãos e países», afirma a nota.

Numa explicação do trabalho de Abraão Vicente (n. 1980) para a exposição, a nota refere que os objectos/documentos «são destruídos (reconstruídos - reconstituídos) sobre papel de aguarela de 297x420mm e devolvidos a um ‘Frame', que é a própria moldura, que se reconfigura como um novo documento de identificação».

A reflexão do artista plástico cabo-verdiano, que vive e trabalha em Lisboa, segundo o sítio Artafrica, do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, «centra-se [...] no conceito de Identidade(s), sobretudo na Identidade fragmentada, construída, adquirida, forjada, inventada do homem contemporâneo, do cidadão crioulo/global» e «denuncia a Identidade e limites da própria língua como veículo identitário».

Com a utilização de um ‘frame', Abraão Vicente pretende transmitir a ideia de «um limite, um guia de circulação, de pertença e de territorialidade».

«Constituem igualmente linhas orientadoras, o explicitar das discrepâncias entre as vivências geográficas e as pertenças históricas, bem como do papel da burocracia na construção de barreiras, de fronteiras reais e mentais.»


Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Abraão Vicente é um artista plástico autodidacta contemporâneo, que usa como técnicas o Desenho, a Pintura e a Fotografia, tendo começado a expor em Cabo Verde em 1998, segundo o sítio Artafrica. Desde então participou em numerosas exposições, nomeadamente em Lisboa, Londres, Lugo, Paris, Porto e Tunis.

A abertura da exposição está marcada para o dia 05 de Março, às 18h45 no Auditório do IC-CCP Praia.

terça-feira, 3 de março de 2009

II ESPELHO ATLÂNTICO - MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA

Em parceria com o African Film Festival, de Nova York, a mostra traz um panorama contemporâneo de filmes que refletem a herança do continente africano.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, traz mais uma vez ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra.

A mostra proporcionará uma abordagem atual e significativa tanto da produção cinematográfica africana contemporânea quanto a realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.


Para a curadoria dos filmes internacionais a Mostra conta com a parceria da organização sem fins lucrativos AFF – African Film Festival, que contribui para a realização de importantes eventos culturais internacionais, todos de divulgação do cinema africano e da diáspora. Entre esses eventos, podemos destacar a realização do festival de cinema FESPASCO – Festival PanAfricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, o mais importante do continente africano, em Burkina Faso, e do Sidney African Film Festival, na Austrália.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora será uma oportunidade única de assistir a importantes títulos de um acervo praticamente inédito no Brasil, capaz de fomentar discussões e ampliar nosso conhecimento da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes pelo mundo, propondo um novo caminho para a leitura e identificação com a identidade africana por parte do público brasileiro.

PROGRAMAÇÃO – Sempre às 19h

Dia 03
O jardim de outro homem - Dir.: João Luis Sol de Carvalho
(Moçambique/ Portugal/ França, 2006, 80 min.) - (*12 anos)
Maior produção cinematográfica moçambicana realizada até agora, "O Jardim de outro homem" retrata o cotidiano de uma jovem estudante que enfrenta muitas dificuldades para realizar seu maior sonho: tornar-se médica. Na trama, Sol de Carvalho também denuncia a presença da Aids na sociedade local. Indicado ao 3º Cineport, em 2007, na categoria melhor filme.

Cabo Verde, meu amor - Dir: Ana Lisboa
(Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.) - (* 12 anos)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.

Dia 04

Bafata Blues - Dir: Babetida Sadjo
(Guiné Bissau, 2007, 26 min)
Em dezembro de 2004, Babetida volta ao país pela primeira vez desde 8 anos, após viver 13 anos em vários lugares da África, 4 anos no Vietnã e residir na Bélgica, desde 2000. Ela reencontra uma aldeia, um passado, uma família. O filme retrata de modo intimista esse reencontro com seu país de origem, comentado sobre a forma de um livro de viagens.

O Comboio da Canhoca - Dir: Orlando Fortunato
(Angola / Portugal/ França / Tunísia/ Marrocos, 2005, 90 min.) - (*10 anos)
O filme descreve a luta pela sobrevivência de um grupo de angolanos detidos pelas autoridades coloniais portuguesas na província de Malanje. Durante cinco dias, os homens detidos são esquecidos no vagão e chegam a se acusar de traição e morte.

Dia 05

Ossudo - Dir: Júlio Alves
(Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.

Cinderelas, lobos e um príncipe encantado - Dir: Joel Zito Araújo
(Brasil, 2008, 107 min.) - (*12 anos)
O filme vai do nordeste brasileiro a Berlim, buscando entender os imaginários sexuais e raciais de jovens, que se arriscam num caminho até a Europa, para mudar de vida ou encontrar seu príncipe encantado, e que compõem uma realidade de 900 pessoas traficadas para fins de exploração sexual e 1,8 milhões de crianças vítimas de pornografia e turismo sexual.

Dia 06

O som e o resto - Dir: André Lavaquial
(Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.

Cariocas - Dir: Ariel de Bigault
(França, 1989, 57 min.)
"Cariocas" mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.

Dia 07

Doze Discípulos de Nelson Mandela - Dir: Thomas Allen Harris
(EUA/ África do Sul, 2005, 75 min.)
O filme mostra o encontro de 12 amigos que deixaram a cidade de Bloemfontein (África do Sul) nos anos 60 para montar o Congresso Nacional Africano com Nelson Mandela. Com entrevistas, material de arquivo e reconstituições dramáticas, Harris recria essa importante história. Vencedor do Festival de filmes de Pan Africanos de Los Angeles, na categoria melhor documentário, em 2006.

Adeus, até amanhã - Dir: Antonio Escudeiro
(Portugal/ Angola, 2007, 60 min.)
Antonio Escudeiro é conhecido com diretor de fotografia. Forçado a sair de Angola contra sua vontade, a volta só acontece trinta e dois anos mais tarde. O filme é uma viagem pelo tempo, pelas belas paisagens da África e pelas recordações do diretor. Selecionado para a competição o último DocLisboa – Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa.

Dia 08

Graffiti - Dir: Lílian Solá Santiago
(Brasil, 2008, 10 min.) - (* 10 anos)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das noites mais sinistras que essa cidade já viveu. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem (2006), do Governo do Estado de São Paulo, o filme é a estréia na ficção desta premiada documentarista. Com Sidney Santiago e Chico Santo.

Esperando os homens - Dir: Katy Lena Ndiaye
(Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.) - (*12 anos)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Classificação etária livre: exceto quanto indicado *

SERVIÇO:
CAIXA Cultural RJ – Cinema 1 e 2
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
(ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel.: 2544.4080
Ingressos: R$ 4,00 RS 2,00 (meia entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais

CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL
Lilian Solá Santiago, cineasta premiada no Brasil e no Exterior, têm entre seus trabalhos mais recentes o filme curta-metragem "Graffiti" (2008), ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de São Paulo, que também está presente na Mostra.
Seu documentário "Balé de Pé no Chão – a dança afro de Mercedes Baptista" (2006, com Marianna Monteiro) recebeu, entre outras importantes premiações, o prêmio de Melhor Documentário no I Festival de Cinema Brasileiro de Hollywood (fev/2009).
Lilian também produziu e dirigiu o premiado filme documentário "Família Alcântara" (2004, com Daniel Santiago) e, como produtora executiva e assistente de produção, colaborou em vários filmes da retomada do cinema brasileiro, como "Latitude Zero", de Toni Venturi, "Ed Mort" de Alain Fresnot, "Os Matadores", de Beto Brant, entre outros.
Historiadora e Mestre em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo, têm atuado como docente de produção e direção audiovisual em importantes instituições educacionais.
Em 2006, ganhou o prêmio "Zumbi dos Palmares", conferido pela Assembléia Legislativa de São Paulo e o "Prêmio Cooperifa", da Cooperativa Cultural da Periferia, por sua destacada atuação artística em projetos que resgatam e revelam importantes facetas da cultura afro-brasileira e da diáspora.

*Informações enviadas gentilmente pela amiga Denise G. Santos.

Presidente de Guiné-Bissau é assassinado


País africano, que fala a língua portuguesa, fica entre Senegal e Guiné.
Exército nega golpe e diz que ordem constitucional vai ser respeitada.

Do G1, com agências

O presidente de Guiné-Bissau, João Bernardo 'Nino' Vieira, foi assassinado por integrantes do Exército nesta segunda-feira (2) horas após a morte no domingo em um atentado com explosivos do chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmé Na Wai.

Guiné-Bissau, que se tornou independente de Portugal em 1974, tem a língua portuguesa como a sua principal. O país de pouco mais de 36 mil metros quadrados (pouco mais do que o estado de Alagoas) fica em um pequeno território entre a Guinea e Senegal no litoral do Oceano Atlântico.

Veja também: ‘O momento é de não sair de casa’, afirma embaixador brasileiro em Guiné-Bissau

Desde a madrugada, um forte dispositivo militar rodeava a sede da Presidência da Guiné-Bissau, enquanto eram registrados tiroteios na capital, após o atentado que matou Na Wai, segundo emissoras regionais de rádio.

Os tiroteios começaram em diferentes pontos do país, após o atentado e prosseguiram até a madrugada, segundo as fontes.

"O Exército matou o presidente Vieira quando ele tentava fugir da casa dele, atacada por um grupo de militares ligados ao comandante do Estado-Maior, Tagmeh Na Waieh", afirmou o chefe militar de Relações Exteriores, Zamura Induta. Segundo os militares, não se trata de um golpe, e a ordem constitucional vai ser respeitada.

O atentado que causou a morte no domingo à noite do general Na Wai foi realizado com uma bomba colocada na sede do Estado-Maior do Exército, que também deixou cinco feridos, entre eles dois graves, ao mesmo tempo em que derrubou parte do prédio, informaram as mesmas fontes.

Por sua parte, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, tinha convocado para esta segunda-feira uma reunião urgente do governo e anunciado a criação de um comitê de crise para enfrentar a situação, após o atentado do domingo e antes de saber da morte do presidente Vieira.

Na Wai denunciou em janeiro um atentado frustrado do qual responsabilizou membros da guarda do presidente, que disse que abriram fogo durante a passagem de seu veículo diante do Palácio Presidencial.

Em 23 de novembro de 2008 um grupo de militares atacou à noite a residência do presidente Vieira, deixando um saldo de dois mortos.

Nos últimos anos, Guiné-Bissau se transformou em centro da rota do tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa, e altos cargos do governo e chefes militares foram acusados de participar deste negócio ilegal.

Repercussão

O Itamaraty, em nota oficial, repudiou o assassinato . O Ministério de Relações Exteriores informou que o Brasil está em coordenação estreita com os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para apoiar a volta do país à normalidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou de "inaceitável" o assassinato e considerou o crime um atentado à democracia do país africano.

O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, condenou o assassinato e pediu a todos os setores da sociedade guineense que sejam fiéis à ordem constitucional.

"Quero condenar fortemente o assassinato e apelar a todas as partes para que respeitem a ordem constitucional e contribuam para acalmar as tensões no país", disse Solana em comunicado.

A UE oferece desde junho de 2008 assistência e apoio a reformas na área de segurança na Guiné-Bissau por meio da Política Europeia de Segurança e Defesa (Pesd).

A missão tem como objetivo apoiar autoridades locais no processo de reforma das forças de segurança e instruí-las a poder combater o narcotráfico e o crime organizado.

O governo francês condenou os assassinatos. O porta-voz do Ministério de Exteriores da França, Eric Chevalier, ressaltou também que Paris oferece seu "apoio às autoridades democraticamente escolhidas de Guiné-Bissau".

Fonte:

domingo, 1 de março de 2009

Revista África e Africanidades - 4ª edição

Prezados,

Está no ar a quarta edição da revista acadêmica África e Africanidades – www.africaeafricanidades.com.br, mantendo a diversidade temática que a caracterizou desde sua estreia.
Nesta edição, na seção de Crítica Literária falo sobre a revista cabo-verdiana “Sopinha de Alfabeto”, organizada por Mito, na década de 1980.
Artigos para o próximo número deverão ser encaminhados até o dia 01 de maio de 2009. Para maiores informações acesse a seção “Normas para publicação” que se encontra no site da revista.
Espero que gostem da revista e, por favor, ajudem na divulgação.
Abraços,
Ricardo Riso


ARTIGOS

A invenção da África no Brasil: os africanos diante dos imaginários e discursos brasileiros dos séculos XIX e XX.
Anderson Ribeiro Oliva (UnB – Brasil)

Arquitecturas do abandono: espaço-tempo, ruína e memória em O outro pé da sereia de Mia Couto
Tiago Aires (FLUL – Portugal)

Educação Afro-indígena: caminhos para a construção de uma sociedade igualitária
Alexandre Francisco Braga (PUC – MG e UNENEGRO – Brasil)

Corpo negro em liberdade na poética de Ruy Duarte de Carvalho
Isabelita Maria Crosariol (PUC-RIO – Brasil)

O fenômeno da intolerância religiosa – produtor de novas identidades sociais no interior da religião afro-brasileira
Álvaro Roberto Pires (UFMA – Brasil)

A organização do etnoconhecimento: a representação do conhecimento afrodescendente em Religião na CDD
Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda (UNIRIO – Brasil)

RESENHAS
Ancestrais: uma introdução à história da África Atlântica, de Renato Pinto Priore e Mary Del Venâncio
José Alexandre da Silva (SEED/PR - Brasil)

COLUNAS

CARICATURA
Barack Obama
Alexandre Magalhães (Brasil)

CELEBRIDADE
Emanuella de Paula: beleza negra de Pernambuco para o mundo

CHARGE
Feminicídio no Congo
Diego Novaes (UFRJ – Brasil)

CINEMA
Centro Afro Carioca de Cinema
Roberto de Oliveira (Brasil)

CORPO: SOM E MOVIMENTO
Danças brasileiras de matriz africana: “Quem dança seus males espanta!”
Denise Guerra (SME de Queimados - RJ – Brasil)

CRÍTICA LITERÁRIA
Sopinha de Alfabeto – ironia nas artes cabo-verdianas
Ricardo Riso (UES – Brasil)

CRÔNICA
Dal e os peixinhos dourados
Lasana Lukata (Brasil)

DIREITOS HUMANOS
Direito Humano à Liberdade Religiosa e o Povo de Santo
Walkyria Chagas da Silva Santos (UFBA - Brasil)

FINANÇAS
Controle Financeiro Atual, Controle Financeiro Ideal e Previsão Financeira Para Aquisições Futuras
Marcelo Fernando Ferreira Theodoro (Brasil)

JUVENTUDE
Funk carioca: crime ou cultura?
Cidinha da Silva (Brasil)

LITERATURA AFRO-BRASILEIRA
Legados Africanos na Poesia de Autores Afro-Brasileiros
Assunção de Maria Sousa e Silva (NEPA – Brasil)

PERFIL LITERÁRIO
Um breve relato sobre o notável contato com as Literaturas Africanas: conhecer para reconhecer-se e amar ou viagens em vôos, pássaros, árvores, terras e raízes do outro e de si mesmo
Patrícia Camargo (UFF – Brasil)

RODA DOS ORIXÁS
Notas sobre Exu, o deus pós-moderno
Alexandre de Oliveira Fernandes (CEFET-BA e UESC – Brasil)

SUPLEMENTO

ÁFRICA E AFRICANIDADES NA SALA DE AULA

LITERATURA INFANTIL
Questões de Literatura Infantil e Afrodescendência: O Poder de Ação do Personagem Negro nas Áreas de Decisão da Narrativa
Valdinei José Arboleya (SEED do PR - Brasil)

UMA OUTRA HISTÓRIA
“Professor, (...) não gosto da história de negros, eu tenho dó”
Maria Antonia Marçal (SEEPR – Brasil)

ENTREVISTAS
Piedade Marques: mulher negra e militante, sim senhora!

Sonia Rosa: A busca do prazer pela leitura

Sônia Maria Santos: valorização da mulher negra na academia, na política e na mídia

PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS
Afrobrasilidade: Recomendações e Desafios para a Implantação da Lei 10.639/03

120 anos da Abolição da Escravatura no Brasil e lançamento oficial da Revista África e Africanidades

III Encontro de Professores de Literaturas Africanas

Palestra: Representação dos Contratados em São Tomé e Príncipe na poesia de Agostinho Neto, Ovídio Martins e Conceição Lima

Clássicos Africanos Restaurados - CCBB/RJ

Clássicos Africanos Restaurados
Cinema
03 a 08 de março de 2009

O cinema africano, em destaque na última edição do Festival de Berlim, constitui uma das mais belas e sensíveis cinematografias do mundo. É um cinema que, à parte de todas as mazelas políticas e sociais que envolvem aquele grande continente, consegue superar as dificuldades mais imediatas e fazer, de forma leve e poética, um verdadeiro libelo à liberdade de expressão e à aceitação das diferenças. Esta mostra, uma parceria com a Embaixada da França e sua Cinemateca, apresenta, em sessões únicas e exclusivas, 16 filmes – entre curtas, média e longas-metragens - de grandes cineastas africanos, restaurados pela Cinémathèque Afrique, entidade que incentiva a produção e a difusão cinematográfica na África e que faz parte do CulturesFrance, órgão de promoção e cooperação cultural francês.
Apoio: Cinemateca da Embaixada da França
Censura: 14 anos

3 terça
19h30 – E não havia mais neve... (22min) + Jom ou a História de um povo (76min)

4 quarta
17h30 – Os combatentes africanos da Grande Guerra (82min)
19h30 – Cartas camponesas (98min)

5 quinta
17h30 – Finzan (105min)
19h30 – Bako, a outra margem (109min)

6 sexta
17h30 – Taafe Fanga, Poder de saia (103min)
19h30 – Safrana, ou o Direito à palavra (121min)

7 sábado
19h30 – África sobre o Sena (21min) + Paris é bonita (23min) + Os príncipes negros de Saint-Germain-des-Près (14min)

8 domingo
16h - Tabataba (79min)
18h – Fad,Jal (113min)
20h – Fary L’Anesse (21min) + O regresso de um aventureiro (34min) + Os cowboys são negros (15min)
África sobre o Sena (Afrique Sur Seine,Senegal, 1957). De Mamadou Sarr e Paulin Vieyra. P&B. 21min.
A África está na África sobre as margens do Sena ou no Quartier Latin? Interrogações "meio-amargas" de uma geração de artistas e estudantes a procura de sua civilização, sua cultura e seu futuro. Dia 07.

Bako, a Outra Margem (Bako, L'autre Rive, Mali/França, 1978). De Jacques Champreux, Cor. 109min. A lenta imersão na miséria, o desprezo e, por vezes, a morte por que passam milhares de homens deslumbrados pela miragem de "Bako", palavra bambara que significa "a outra margem", utilizada pelos imigrantes nordestinos do Mali para designar a França. Dia 05.

Os combatentes africanos da Grande Guerra (Les combattants africains de la Grande Guerre, África/França, 1983). De Laurent Dussaux. P&B. 82min. Constituído de documentários rodados no Senegal e em Burkina Fasso e de documentos de arquivos, este filme propõe um novo olhar da história, por meio de testemunhos de ex-combatentes sobreviventes e registros históricos e raros, como o embarque das tropas em Dakar, a travessia até a França e a vida nas trincheiras. Dia 04.

Os Cowboys São Negros (Les Cow-Boys Sont Noirs, França, 1966). De Serge-Henri Moati. P&B, 15min. Moustapha Alassane, cineasta nigeriano, realizou “O Regresso de um Aventureiro”, primeiro western africano. Este filme conta a historia da gravação deste filme de ação e de amor e mostra-nos como é tênue a fronteira entre a realidade e a ficção, o cinema e a vida. Dia 08.

Crônica Camponesa (Lettre Paysanne, Senegal, 1975). De Safi Faye. P&B. 98min. Serigne Ibra, um camponês abastado e mau caráter, decide se casar. Sua futura esposa deve possuir beleza perfeita e não ter nenhuma cicatriz. Mas, segundo Ibra, as mulheres de sua aldeia não correspondem aos seus critérios de escolha.
Um dia, uma jovem belíssima de passado misterioso aparece... Dia 04.

E Não Havia Mais Neve... (Et la Neige n'etait plus..., França/Senegal, 1965) . De Ababacar Samb Makharam. P&B. 22 min. Um jovem bolseiro senegalês regressa da França. O que ele aprendeu? O que ele esqueceu? Que caminho ele irá escolher para o contato com as novas realidades africanas? Os problemas que se colocam na juventude africana expostos com franqueza, coragem e humor. Dia 03.

Fad, Jal (Senegal, 1979). De Safi Faye. Cor. 113min. Fad,Jal é a crônica de um povoado sérère da região do cultivo do amendoim no Senegal. Os aldeões testemunham, através da fala dos anciãos, a história do povoado transmitida pela tradição oral, e sobre as dificuldades que eles têm para explorar sua terra e para se alimentar de sua produção. Dia 08.
Fary L’Anesse (Senegal, 1989). De Mansour Sora Wade. Cor. 21min. Ngor e Coumba moram num vilarejo árido no Senegal. Há dois anos Ngor deseja esposar Coumba, mas, uma vez mais, a colheita anual foi ruim: as chuvas irregulares não foram favoráveis para que a colheita do amendoim, única cultura herdada da colonização, proporcionasse ganho suficiente para o casamento. Dia 08.

Finzan (Mali, 1989). De Mali Cheick Oumar Sissoko. Cor. 105 min. Este filme confronta as tradições patriarcais do Mali, incluindo a controversa questão da circuncisão feminina. A viúva recente Nanyuma se sente livre do tratamento cruel de seu falecido marido. Ela sai da aldeia com sua sobrinha Fili, mas é eventualmente forçado a regressar. Nanyuma percebe que sua única chance de reclamar a sua própria liberdade será abandonando a comunidade. Dia 05.

Jom ou a História de um Povo (Jom ou l'Histoire d'un Peuple. Senegal, 1981). De Ababacar Samb Makharam. Cor. 76min. O Jom é a origem de todas as virtudes, a dignidade, a coragem, uma certa beleza do gesto, a fidelidade do compromisso, o respeito pelo outro e por si mesmo. Klaly, o feiticeiro africano, encarnação da memória africana, atravessa as épocas para ser uma testemunha da resistência à opressão: a que opõe o colonizador ao povo escravizado, o senhor ao criado, o patrão aos operários. Dia 03.

Paris é Bonita (Paris c'est joli, Nigeria, 1974). De Inoussa Ousseini. Cor. 23min. Um jovem africano chega à França clandestinamente. Em 24 horas ele será enganado e destituído de seus poucos bens. Mesmo assim, após uma noite na capital francesa e apesar de toda sua família ter ficado na África, ele envia uma carta em que escreve "Paris é bonita". Dia 07.

Os Príncipes Negros de Saint-Germain-de-Près (Les Princes Noirs de Saint Germain de Près, Senegal, 1975). De Ben Diogaye Beye. Cor. 14min. Nas esplanadas de Saint-Germain-de-Près, as jovens brancas que procuram exotismo são as preferidas de efebos elegantes e pretensiosos. A imaginação deles nunca é pouca para entreter e convencer as suas crédulas conquistas. Momentaneamente sem dinheiro, eles não serão ao menos "príncipes" vindos de lendários reinados? Dia 07.

O Regresso de um Aventureiro (Le Retour d'un Aventurier, Nigéria, 1966). De Moustapha Alassane. Cor. 34 min. De regresso de uma viagem aos Estados Unidos, um jovem nigeriano oferece aos amigos da sua aldeia equipamentos de cowboys. A gangue vai perturbar a vida da aldeia e vai transformá-la numa cidade do velho oeste americano. Dia 08.

Safrana, ou o Direito à Palavra (Safrana, ou le Droi à la Parole, França, 1978). De Sidney Sokhona. P&B. 121min. Quatro trabalhadores imigrantes africanos decidem abandonar Paris para frequentar estágios de agricultura numa região rural francesa e depois tentar uma reinserção no seu país de origem. Dia 06.

Taafe Fanga, Poder de Saia (Taafe Fanga, Pouvoir de Pagne, Mali, 1997). De Adama Drabo. Cor. 103min. O ilustre feiticeiro africano Sidiki Diabaté nos convida para a falésia de Bandiagara, ao passado do povo Dogon . L'Albarga, a máscara dos espíritos da falésia, símbolo de poder, cai nas mãos de Yayème, uma adolescente, e provoca uma desordem em Yanda. As mulheres trocam a saia pelas calças dos homens. Maldição? Castigo Divino? O poder das mulheres se instala. A nova ordem resistirá a todas as contradições? Dia 06.

Tabataba (Madagascar, 1987). De Raymond Rajaonarivelo. P&B. 79min.
Em 1947, os habitantes da aldeia de Tanala na costa Este de Madagáscar, participam de revoltas na grande revolta contra a colonização francesa. A história da insurreição e da sua repressão é vencida através dos olhos de Solo, jovem rapaz para quem a vida quotidiana e a infância não serão nunca transtornadas. Dia 08.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Rio de Janeiro - RJ

Fonte: e-mail do Universidarte com a programação do Centro Cultural Banco do Brasil, enviado em 20/02/2009.

Revista Crioula nº 4

Já está em http://www.fflch.usp.br/dlcv/revistas/crioula/ o quarto número da Revista Crioula, publicação dos pós-graduandos da Universidade de São Paulo. Nesta edição, destaco o artigo da Profa. Dra. Moema Parente Augel - "Os segredos da 'barraca' - a representação da nação na literatura de Guiné-Bissau", o dossiê "A poesia africana em língua portuguesa", além de resenhas de "Venenos de Deus, remédios do Diabo" de Mia Couto, "O desafio do escombro - nação, identidades e pós-colonialismo na literatura da Guiné-Bissau" de Moema Parente Augel entre outros.
Ricardo Riso