quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Da palestra no 6º Festival de Teatro de Duque de Caxias

por Ricardo Riso

Aos componentes do CPTDC


Palestra "Ler para encenar: introdução às literaturas de Angola, Cabo Verde e Moçambique" durante o VI Festival de Teatro de Duque de Caxias, no SESC/D.Caxias, em 24/11/2009. À esquerda, Vanessa, integrante do CPTDC.

Fui convidado para apresentar as literaturas africanas de língua portuguesa no 6º Festival de Teatro de Duque de Caxias, organizado pelo Centro de Pesquisas Teatrais Duque de Caxias (CPTDC - www.cptdc.blogspot.com). Como não tinha ideia de que tipo de público encontraria, optei por me escorar em alguns cânones de Angola, Cabo Verde e Moçambique, tais como Agostinho Neto, José Craveirinha, Noémia de Sousa, Manuel Lopes e Jorge Barbosa. Depois, poderia comentar a produção contemporânea representada por nomes como João Tala e Sangare Okapi. Todos os textos com acompanhamento de obras dos artistas plásticos Roberto Chichorro, Tchalé Figueira, entre outros.

Por seu caráter introdutório, a palestra foi estruturada no contexto histórico em que os poemas foram realizados e na fundamental participação dos escritores nos processos de independência de cada país, como Agostinho Neto em Angola e José Craveirinha em Moçambique, figuras emblemáticas nos partidos políticos MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), respectivamente.

Foto do campo de concentração do Tarrafal (Cabo Verde) e poema Anti-evasão de Ovídio Martins, palestra "Ler para encenar: introdução às literaturas de Angola, Cabo Verde e Moçambique" durante o VI Festival de Teatro de Duque de Caxias, no SESC/D.Caxias, em 24/11/2009. À esquerda, Vanessa, integrante do CPT.

Apesar do público pequeno, talvez devido ao horário vespertino, a palestra apresentou bons resultados pois aguçou a curiosidade de várias pessoas vieram-me questionar aspectos históricos e dos textos literários desses países.

Pintura de Naguib na Palestra "Ler para encenar: introdução às literaturas de Angola, Cabo Verde e Moçambique" durante o VI Festival de Teatro de Duque de Caxias, no SESC/D.Caxias, em 24/11/2009. À esquerda, Vanessa, integrante do CPT.

Quero agradecer a maneira como fui recebido, celebrar o belo trabalho desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Teatrais Duque de Caxias (CPTDC) e pela organização de um evento com nove dias de duração. Marca impressionante por causa das dificuldades em realizar um festival sem os apoios necessários, mas que se concretiza pelo empenho, disposição, persistência e amor dos integrantes do CPTDC ao Teatro.

Apresentando tela de Antonio Ole na palestra "Ler para encenar: introdução às literaturas de Angola, Cabo Verde e Moçambique" durante o VI Festival de Teatro de Duque de Caxias, no SESC/D.Caxias, em 24/11/2009.

Congratulo o Grupo Antiga Capital Federal que encenou a peça “Estou indo embora, não me peça para ficar; e depois que estiver ido não me peça para voltar” que trata com delicadeza a fragilidade dos relacionamentos humanos, da solidão imposta e da reestruturação emocional, mostrando que apesar das decepções que a vida coloca em nossos caminhos, o melhor é seguir em frente, fronte erguida e viver. Espetáculo sensível, singelo e universal, como nos melhores textos de Caio Fernando Abreu.

15ª PRIMAVERA DOS LIVROS - Rio de Janeiro - 26 a 29/11

15ª PRIMAVERA DOS LIVROS
Rio de Janeiro
A 15ª Primavera dos Livros acontece de 26 a 29 de novembro, e tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, tradicional parceira do evento.

Este ano, o tema do encontro dos editores independentes é a literatura de Cordel, em homenagem ao centenário de nascimento do poeta e cordelista cearense Patativa do Assaré. Realização da Libre-Liga Brasileira de Editoras, a Primavera dos Livros Rio de Janeiro 2009 vai ocupar o jardins do Museu da República, das 10h às 22h, com lançamentos, atividades para crianças, uma programação especial para professores e profissionais do mercado editorial, e venda de livros com até 40% de desconto. Em cerca de 90 estandes, os editores estarão presentes para trocar ideias com o público. A entrada é gratuita.

15ª Primavera dos Livros
26 a 29 de novembro de 2009 (dia 26, a partir das 18 horas)
Jardins do Museu da República
Rua do Catete, 153 - RJ
Das 10h às 22h
Entrada gratuita

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Da palestra no campus São Gonçalo-UNESA/RJ

Por Ricardo Riso


No dia 18 de novembro tive o prazer de retornar ao campus São Gonçalo da Universidade Estácio de Sá para ministrar uma nova palestra após quatro anos. Naquela ocasião fazia parte de um grupo chamado Roda de Leitura e falei sobre a obra do poeta e agitador cultural tropicalista Torquato Neto. Agora, atendendo ao gentil convite da Profa. Dra. Angela Rego participei do evento África muito além do Tarzã: desfazendo estereótipos, para apresentar as Literaturas Africanas de Língua Portuguesa.

A mesa, com mediação da Profa. Dra. Angela Rego, contou com a participação da Profa. Dra. Luciane Nunes que apresentou uma pertinente comunicação acerca da lei 10.639/2003 e a importância de uma nova postura do professor perante as questões africanas e afro-brasileiras em busca de uma sociedade plural, diversificada e igual. Para abrilhantar ainda mais sua fala, apresentou poemas de Agostinho Neto como Criar e Aspiração. Belos, simplesmente.

Profa. Dra. Luciane Nunes, Profa. Dra. Angela Rego e Ricardo Riso

Em nossa universidade, a disciplina literaturas africanas de língua portuguesa integra o currículo da graduação, porém não é mais presencial como foi na minha época. Entretanto, mesmo sendo uma disciplina on line, a força e o carisma dessas literaturas continuam a atrair diversos alunos como tive o prazer de constatar naquele campus, que preparam seus TCC’s e vislumbram um futuro curso de pós-graduação na área.

Devido ao conhecimento inicial de boa parte do público, decidi apresentar a produção literária de Angola, Cabo Verde e Moçambique surgida nas décadas de 1980, 1990 e 2000 com o intuito de mostrar autores pouco estudados por aqui como João Tala e José Luis Hopffer C. Almada, e nomes conhecidos como Mia Couto e Ondjaki. Além disso, procurei fazer comparações com as artes plásticas desses países, logo, também divulgando esses artistas, tais como Yonamine, Mito, Naguib e Tchalé Figueira.

Esse recorte deve-se ao fato de que, apesar das peculiaridades da produção contemporânea muito marcada pela distopia, não ficamos impedidos de abordar temas recorrentes à história dessas literaturas e como estes são revistos pelos escritores, como na questão da emigração em Cabo Verde e o viés irônico exposto por Arménio Vieira:

Era uma vez
Dois amigos a falar
E começaram pelo mar
A propósito do Suez (...)

- Não é por enjoar
Mas se nos calhar
Uma grande baleia?

- No Suez? Que ideia!
Mas tomara que assim fosse.
Pois tosse,
Mas escuta:
Ora bom dia, dona Baleia!
Olá, companheiros de luta!
Querem ir de boleia?
(Som de piano. Cai o pano)
(VIEIRA, Arménio. Viagem, Rima & Fantasia. In: Poemas. Mindelo: Ilhéu Editora, s/d. p. 44-45)


ou no caso do jovem moçambicano Sangare Okapi, que revisita a tradição lírica da literatura de seu país em um belíssimo jogo intertextual ao prestar uma linda homenagem a dois dos seus maiores representantes, José Craveirinha e Luís Carlos Patraquim no poema Patraquimmiana:

Para J. C.
Não sei com que estranha miragem. Confesso.
Meu lírico cartomante das noitadas pela Mafalala!
Sim, agora que o medo já não puxa lustro na cidade. Velho Zé,
Livre e limpo da morte, regressas pelos carris da memória,
mãos aninhadas nos bolsos rotos. A mesma cartola preta,
Amarrada ao vento e um pássaro que já não cabe no verso
Preso no lembo da língua, desmentem o teu estatuto
De cidadão do futuro e regressas, velho Zé!
Nenhuma epopeia trazida dos escombros se levanta do rosto,
Nenhuma elegia brota do coração, nenhuma!
E regressas, velho Zé, poeta em todas as latitudes!...
(OKAPI, Sangare. Mesmos Barcos. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 2007. p. 39)


Passports. obra de Abraão Vicente, em
http://abraaovicenti.blogspot.com/2007_01_01_archive.html

A inserção das artes plásticas motiva-se pela apropriação de objetos feita pelo cabo-verdiano Abraão Vicente na série Passports, pelos múltiplos meios utilizados pelos artistas aliando harmoniosamente técnicas tradicionais e meios tecnológicos como na obra do moçambicano Naguib e na instalação de Yonamine, que faz da fragmentação e da espacialidade caótica de elementos a maneira para demonstrar o desencanto com a política, presente em imagens de líderes comunistas como Fidel Castro, e o desarranjo do cotidiano angolano enfatizado na grafia errônea que dá título à obra, Phree Style.

Phree Style, instalação de Yonamine, http://www.artafrica.info/Image/Expo/expo_16_179.jpg

Para finalizar, agradeço a oportunidade dada pela Profa. Dra. Angela Rego para apresentar minha pesquisa, o prazer em compartilhar a mesa com a Profa. Dra. Luciene Nunes e, principalmente, agradecer ao carinho e à atenciosa acolhida do público presente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Projeto Difusão Cultural dos Países Africanos de Língua Portuguesa

Projeto Difusão Cultural dos Países Africanos de Língua Portuguesa
Oficina Cultural Regional Cândido Portinari
Coordenação: Fatu Antunes

Homenagem a Leão Lopes

Novembro
24 - Ciclo de filmes seguido de debates com o roteirista e diretor Leão Lopes
15:00 h - Ilhéu de Contenda (Estúdios de Cinema de São Paulo)

19:00h - Mesa: Aspectos da Literatura de Cabo Verde (UNAERP)
Diana Toneto - Unaerp
Aparecidade Frigeri - Fafibe

21h30 - São Tomé, os últimos contratados (UNAERP)

25 - Cabo Verde: do verbo ao vídeo (Biblioteca Padre Euclides)

Maiores informações e inscrições:
(16) - 3625-6430/3625-6161


Fonte: e-mail enviado pela Profa. Dra. Norma Lima (UNESA) em 23/11/2009.

Filinto Elísio - Tácteis outrora (poema inédito)

tão de ti
esses dedos no zipper
e a curiosa geografia
de tua boca

e nos teus olhos
a janela
são vidros moídos
que gemem
corroídos também
além das braguilhas
são os adros
e a procissão de nós

(não digas a ninguém
que os Alpes
são deuses nevados)
soletrados ainda
de verbos arfantes
serás tu
por entre pernas

tuas mãos tantas
sequer as vejo

tácteis outrora...


poema inédito enviado por Filinto Elísio em 18/11/2009.

6º Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias, palestra Ricardo Riso


Acima a programação do 6º Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias, no qual ministrarei a palestra Ler para encenar: introdução às literaturas de Angola, Cabo Verde e Moçambique, terça-feira, dia 24/11, às 14h.
Ricardo Riso

Adinkra:sabedoria em símbolos africanos (livro)


Adinkra vem em boa hora destacar o universo filosófico e estético asante que se tornou patrimônio do país de Gana e que depois viajou ao outro lado do mundo. Ao reunirem os símbolos adinkra, os organizadores deste volume nos propiciaram um recurso exemplar que muito contribuirá para fertilizar o terreno da consciência sobre as cosmovisões da África continental e o seu significado para o Brasil e para as sociedades do hemisfério americano. Em português, inglês, francês e espanhol.

Livro de Elisa Larkin Nascimento Luiz Carlos Gá

Editora: Pallas

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cuti - Torpedo (poema) p/o Dia da Consciência Negra

Para celebrar o Dia da Consciência Negra, um poema de Cuti para as consciências ainda aprisionadas.

Ricardo Riso


torpedo

irmão, quantos minutos por dia

a tua identidade negra toma sol

nesta prisão de segurança máxima?


e o racismo em lata

quantas vezes por dia é servida a ela

como hóstia?


irmão, tua identidade negra tem direito

na solitária

a alguma assistência médica?

ouvi rumores de que ela teve febre alta

na última semana

e espasmos

– uma quase overdose de brancura –

e fiquei preocupado.


irmão, diz à tua identidade negra

que eu lhe mando um celular

para comunicar seus gemidos

e seguem também

os melhores votos de pleno restabelecimento

e de muita paciência

para suportar tão prolongada pena

de reclusão.

diz ainda que continuamos lutando

contra os projetos de lei

que instauram a pena de morte racial

e que ela não tema

ser a primeira no corredor

da injeção letal.


irmão, sem querer te forçar a nada

quando puderes

permite à tua identidade negra

respirar, por entre as mínimas grades

dessa porta de aço

um pouco de ar fresco.


sei que a cela é monitorada

24 horas por dia.

contudo, diz a ela

que alguns exercícios devem ser feitos

para que não perca completamente

a ginga

depois de cada nova sessão de tortura.


irmão, espero que esta mensagem

alcance as tuas mãos.

o carcereiro que eu subornei para te levar o presente

me pareceu honesto

e com algumas sardas de solidariedade.

irmão, sei que é difícil sobreviver

neste silencioso inferno

por isso toma cuidado

com a técnica de se fingir de morto

porque muitos abusaram

e entraram em coma

fica esperto!

e não esquece o dia da rebelião

quando a ilusão deve ir pelos ares.


um grande abraço

deste teu irmão de presídio


assinado:

zumbi dos palmares


(CUTI. Negroesia - antologia poética. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007. p. 92-94)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Jornal A Nação (Cabo Verde) No. 116 - Arménio Vieira resenhado por Ricardo Riso


Prezados(as),

As imagens a seguir são do jornal A NAÇÃO, de Cabo Verde, Nº116 DE 19 DE NOVEMBRO DE 2009. Nesta edição, na página 14, encontra-se minha resenha crítica: Arménio Vieira – o poeta que não se corrompe.
Para quem quiser conferir a versão em .pdf do jornal, basta deixar um recado em qualquer texto do blog ou enviar e-mail para risoatelie@gmail.com

Abraços,
Ricardo Riso

Arménio Vieira – o poeta que não se corrompe
Por Ricardo RisoA literatura de Cabo Verde recebeu um reconhecimento internacional que há muito lhe era devido com o merecido Prêmio Camões ao escritor Arménio Vieira, detentor de uma obra escassa, dispersa, multifacetada e de altíssima qualidade.

Escreveu quatro livros, dois de poemas, “Poemas” (trechos citados são deste livro) e “Mitografias, e dois romances, “O eleito do sol” e “No inferno”, além de textos publicados em revistas como "Fragmentos" e "Vértice", sobretudo, em Cabo Verde.

Vieira nasceu na Praia, ilha de Santiago, em 29/01/1941. Surgiu na geração dos anos 1960, tendo participado do histórico suplemento Seló (1962). Pelo seu envolvimento na luta de libertação amargou dois anos de clausura nas cadeias da PIDE. Talvez por isso a opção por um sujeito lírico transfigurado em “touro onírico”, irônico, irreverente, libertário, indignado com os desvios éticos de seus contemporâneos: “e lá no alto, rente ao tecto / fazer chichi na presunção / de tantas bestas juntas / santos beatos e jumentos” (p. 37).

O “poeta de vento sem tempo” se compara a um gato: “o espírito de um gato / é como o canto de um poeta / – não atende nem escuta / a ordem de ninguém” (p. 30). Compromissado com seus valores e com o fazer poético, versa: “ser poeta a sério / implica uma espécie de suicídio” (p. 106). Com isso, temos um ilimitado e criativo mundo: “é pela metaforização do discurso / que se salva o pensamento” (p. 9).

Sua poesia é de forte cariz existencial, metafísico e metapoético. Na década 1970, o cantalutismo predomina e o sujeito lírico indaga seus pares com questões de liberdade existencial, como em “Didáctica Inconseguida”: “ensino-te caminhos / que não passam pela porta de ninguém / e dizes que sou louco” (p. 59).

Rompimento estético assumido e a própria dificuldade do fazer poético é desnudada em “Canto final ou agonia de uma noite infecunda” em que “a flor desfeita / não embala o coração do poeta” (p. 69). Logo, imagens corrosivas ilustram a agonia de pertencer a um “tempo devassado por insectos cor de cinza / A voz suspensa e negada / cede a vez à letra amorfa / inscrita no silêncio / Com seu peso de chumbo e olvido / acaba o poema / e um ponto final selando tudo” (p. 70).

Uma característica marcante é o uso inventivo da metalinguagem, além do seu profundo conhecimento dos cânones literários ocidentais. O sujeito lírico apropria-se da literatura grega e dos mitos greco-latinos em imagens irônicas e inusitadas, como em “Fábula de Esopo”:

Um touro, ignorante de cabeça,
mas rijo de couro e carcaça,
quis ser elefante

Engoliu vento, inflou...
e já feito imenso balão
(de meter medo à selva e ao leão)
deu um estouro e tombou
(...)

(p. 33)


Apesar do existencialismo, encontra-se a denúncia das desigualdades de seu tempo: “o tempo que perdemos atrás dos mortos / sem nunca pensarmos nos mortos que somos” (p. 27). Revolta-se com a crueldade humana: “Na face / de certos homens / tanta vez / um retrato / a plena luz / de cão perfeito / e feroz / (até espanta / não ladrarem)” (p. 31), e beira o sarcasmo em “Caviar, champanhe & fantasia” ao citar a esplanada da Cidade da Praia que “seria um oásis magnífico e fresco (...) / teria um leite mais branco / e clientes catitas e empregadas bonitas / e baixaria para uma média razoável o número de pedintes / (...) e haveria por certo uma clínica ali perto / e remédios para tudo (até para os males sem cura)” (p. 46).

Vieira apresenta uma poesia atemporal, cabo-verdiana e universal, atenta e indignada aos problemas do cotidiano e das incoerências humanas, inquietante em suas indagações existenciais e experiências estéticas. Ela é irônica, sarcástica e corrosiva. Intensa criatividade nas ressignificações das mitologias greco-romanas, nas apropriações dos cânones literários ocidentais. Vieira é coerente e fiel a sua obra, conseguindo extrair de um mundo infestado por decepções e desconforto matéria para tecer uma poesia cuidadosa, sutil e bela. Arménio Vieira, um poeta que jamais se corrompeu!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A HISTÓRIA DA ÁFRICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA, de Rosa Margarida de Carvalho Rocha (livro)


A incansável Profa. Rosa Margarida de Carvalho Rocha lança mais um livro essencial para o professor da Educação Básica trabalhar com as temáticas exigidas pela Lei 10.639/03. Trata-se do A HISTÓRIA DA ÁFRICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA - Almanaque Pedagógico (referenciais para uma proposta de trabalho), publicado pela Nandyala - Livraria e Editora.

Para comprar e adaptar as propostas pedagógicas às suas aulas.

Ricardo Riso