O Brasil que se quer branco não elogia as mulheres negras presentes na Copa
Por Ricardo Riso
É impressionante como o racismo se apresenta nas transmissões brasileiras durante os jogos da Copa do Mundo e nos demais canais de comunicação. Há pouco, deparei-me com esta matéria no site do G1: “Gatas na partida entre Holanda e Dinamarca - Lindas torcedoras marcam presença no duelo europeu”. Trata-se de uma série de fotos tiradas das mulheres nas arquibancadas. Todas brancas, louras, lábios finos e cabelos lisos. Por outro lado, o site UOL mostra-se sensível: de trinta e nove fotos das “Musas da Copa” encontramos duas negras, ou seja, 5,13%. (...)
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Um espaço dedicado à literatura negro-brasileira, às literaturas africanas de língua portuguesa e demais literaturas negro-diaspóricas
segunda-feira, 14 de junho de 2010
O Brasil que se quer branco não elogia as mulheres negras presentes na Copa
Época de Copa do Mundo, Barbosa merece ser lembrado
Época de Copa do Mundo, Barbosa merece ser lembrado
Por Ricardo Riso
A maior pena que existe para um crime no Brasil é de trinta anos. Mas desde 1950 eu sou condenado.
(Barbosa frase extraída do livro “A pátria em chuteiras – novas crônicas de futebol” de Nelson Rodrigues)
Aproxima-se uma nova estreia do Brasil em Copa do Mundo e urge recordar o jogador que sofreu a maior perseguição já afligida por um cidadão brasileiro, falamos do goleiro da Copa do Mundo de 1950, o negro Moacir Barbosa Nascimento. Pode-se perceber pela epígrafe que a declaração de Barbosa assinala a pena de vida à qual foi obrigado a viver até o dia 8 de abril de 2000, data de seu falecimento.
O drama do vitorioso goleiro Barbosa, nascido a 27 de março de 1921 na cidade de Campinas/SP, se deu após o chute fulminante do atacante uruguaio Ghiggia à meta canarinha, o fatídico gol que decretou a derrota brasileira, consagrando a seleção celeste bi-campeã na partida que entrou para a História como Maracanazzo. A tragédia maior do país, presenciada por duzentas mil pessoas, reforçou diversas máximas racistas ao jogador negro, a maior delas, talvez, a de que negro não serve para goleiro. (...)
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Por Ricardo Riso
A maior pena que existe para um crime no Brasil é de trinta anos. Mas desde 1950 eu sou condenado.
(Barbosa frase extraída do livro “A pátria em chuteiras – novas crônicas de futebol” de Nelson Rodrigues)
Aproxima-se uma nova estreia do Brasil em Copa do Mundo e urge recordar o jogador que sofreu a maior perseguição já afligida por um cidadão brasileiro, falamos do goleiro da Copa do Mundo de 1950, o negro Moacir Barbosa Nascimento. Pode-se perceber pela epígrafe que a declaração de Barbosa assinala a pena de vida à qual foi obrigado a viver até o dia 8 de abril de 2000, data de seu falecimento.
O drama do vitorioso goleiro Barbosa, nascido a 27 de março de 1921 na cidade de Campinas/SP, se deu após o chute fulminante do atacante uruguaio Ghiggia à meta canarinha, o fatídico gol que decretou a derrota brasileira, consagrando a seleção celeste bi-campeã na partida que entrou para a História como Maracanazzo. A tragédia maior do país, presenciada por duzentas mil pessoas, reforçou diversas máximas racistas ao jogador negro, a maior delas, talvez, a de que negro não serve para goleiro. (...)
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domingo, 13 de junho de 2010
Curso O significado dos penteados e trançados na cultura yorubá (UNEB)
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Filinto Elísio - Outros sais na beira mar (lançamento livro em Portugal)
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
José Luiz Tavares - Paraíso Apagado por um Trovão (resenha)
José Luiz Tavares - Paraíso Apagado por um Trovão
por Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário A Nação nº 145, página 16, de 10 de junho de 2010
O arrebatador Paraíso Apagado por um Trovão, 1º livro de poesia de José Luiz Tavares, alcança a sua 3ª edição sob a chancela da Universidade de Santiago, ampliado com onze novos poemas, uma entrevista à Maria João Cantinho resgatada da revista Storm-magazine e pela 1ª vez com tradução para a língua cabo-verdiana. Motivo maior para celebrar este relançamento, o que faz jus à atuação contínua do poeta na língua mãe, ora na criação de poemas, ora na tradução de textos lusógrafos.
Impressiona em Paraíso... a depuração da língua portuguesa em uma autêntica reinvenção da linguagem já descrita por José Luis Hopffer Almada, explorando os limites do verbo e do labor poético com imagens por vezes insólitas e surpreendentes na rememoração criativa da infância – “pátio paraíso onde é sempre/ estio” – do poeta na rural Chão Bom, Tarrafal de Santiago: “Descer – ao chão antigo,/ agreste, familiar; (...) Regressar – à vida rude, elementar,/ Desacontecidos sucessos/ são matéria deste livro, precário/ edifício, como tudo o que é erguido/ pelo cuspo da poesia”.
Para reconstruir o passado evoca a casa, lugar primordial: “Ali fora a casa. Lugar/ das domésticas deflagrações”. Memória esgarçada recriada por uma sensível tessitura: “Às vezes, é de tudo o que não falamos/ que me recordo. Então uma cicatriz de doçura/ assalta-me os inacontecidos gestos (...) mas já não tenho a certeza se pisei esses/ polvorentos caminhos”.
As figuras marcantes desses dias estão nos poemas agrupados em Retratos Cativos. As mães ganham especial destaque: “São elas, as mães./ (...) Assim, /perto de nós, fica o eco / dos seus rostos;/ (...) Sobre as colinas da manhã/ são o mais alto nome do amor”. Cativante a recordação do “cristo de negra pele”, “velho avô de suaves cãs”: “Nele, o perfil alcantilado honrando a ascendência”; assim como as tocantes despedidas do avô quando “eu era ainda da estirpe dos inocentes”: “Erguia então o padre a/ extrema-unção, mas são meus os braços/ estremecendo agora ao derramar dos santos/ óleos”; e da cerimônia da avó: “E fez-se luz sobre a estreita cova/ quando à terra baixaram o corpo de minh’avó (...)/ Pediu minh’avó, expressamente, que assim/ fosse. Duas, três voltas deram-se à igreja; cumprindo-se assim sua última vontade./ Mas por todo esse ano eu não pararia/ de ver a sua curvada figura vigiando/ o alvoroçado recolher dos galispos”.
“Pela sirga da memória” veem outras passagens, como na escola: “Aprendemos verbos e pronomes;/ ao tabefe e à reguada. Cantada a tabuada,/ de pé, em frente ao quadro, com que alívio/ a sineta nos chamava para o intervalo”; e no cotidiano rural: “Olhai o homem que levanta o cenho/ e move o vento do pensamento (...)/ Olhai-o agora caminhando pelos sulcos,/ derramando as sementes no mês exato/ em que as aves pressurosas/ indiciam o destino das colheitas”.
Galardoado com o Prémio Mario António da Fundação Calouste Gulbekian em 2004, a estreia poética de Tavares assevera o pleno domínio do seu ofício, certifica a maturação da linguagem entrecortada por um vocabulário rebuscado que remete à Renascença, tornando complexa e fascinante a sua poesia: “Desde os almudes onde esbraceja a treva/ aos sulcos em que o vitupério uma canção/ verrina, inclina-se essa mulher/ para o fogo que vai crescendo”.
Contudo, ainda assim hialina poesia, paradoxal pela maneira como esse sujeito lírico se expressa em deslumbrantes metáforas, corvídea escritura: “o que no desterro de si mesmo/ sonha o armistício primaveril/ mas a supérstite mão do criador/ transforma em eterno arauto da catástrofe”, posto que “é disso feito o poema;/ inda o não saibas, tudo o que nele entra/ tinge-se de penumbra e mistério”.
Paraíso Apagado por um Trovão enquadra-se entre o que há de melhor na poesia cabo-verdiana, quiçá, em língua portuguesa, proporcionada por este partícipe incontestável da reconfiguração da linguagem poética, José Luiz Tavares, “aquele que de novo refaz/ a obscura trama do mundo”.
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Ricardo Riso
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Entre mar e céu: a fluidez libertadora da palavra líquida em Outros Silêncios de José Geraldo Neres
Por Ricardo Riso
Reconfigurar os sentidos anestesiados pelo desarranjo da caótica vivência urbana, ampliando as ressonâncias do verbo poético, libertador por excelência, em um inimaginável furor semântico a desbravar novos caminhos para a linguagem, pois como versa o sujeito lírico: “A vida já sabemos sem sentido” (p. 153) diante da efemeridade de uma época na qual temos os “heróis com prazo de validade” (p. 105).
Quando os sentidos da palavra parecem desgastados, dilacerados pelas incongruências da contemporaneidade, caberia aos poetas ressignificá-los? Em seu livro “Outros Silêncios” (Escrituras, 2009), José Geraldo Neres cumpre com louvor essa missão em uma depurada escrita, posto que “somos a tentativa de decifrar símbolos, símbolos além dos símbolos” (p. 153), e recorre a Octávio Paz: “O poeta não é o que nomeia as coisas, mas o que dissolve seus nomes” (p. 155).
O poeta busca a “linguagem da inconsequência, alegoria / que nunca chega ao fim” (p. 153), como as imagens insólitas e libertadoras dos simbolistas e surrealistas; a loucura poética a remeter Pessoa e outros nomes fundamentais como Charles Baudelaire, William Blake, Walt Whitmann, Murilo Mendes, Mário Quintana, Garcia-Lorca e a marginais como Cláudio Willer e Roberto Piva. O relacionamento com o onírico e com procedimentos consagrados pelos surrealistas, como o automatismo psíquico, encontram insólitas e surpreendentes imagens, “sombras se agitam / a uivar para as nuvens de martelos assustados” (p. 32), no qual o tempo apresenta um outro ritmo marcado pela “mão sonâmbula” (p. 111), “o ponteiro dos minutos custa a se mover”, refeito pelo sujeito lírico que afirma: “perdi a confiança nos relógios” (p. 133) e segue o seu próprio tempo, “o relógio sou eu & me transformo em procissão infinita” (p. 144).
Na escrita por vezes corrosiva do poeta, “palavras invertidas temperam a fome” (p. 136) e “ela me ensina que escrever é deixar cicatrizes” (p. 127), enquanto “um poema desce / torna-se mais pesado que um punhal” (p. 136) e “a poesia transborda no dorso do enigma” (p. 142), segredos de um tempo anterior à palavra primordial, espelho retorcido que se revela nesses outros silêncios: “os segredos quebram o espelho & retiram seus olhos líquidos / desnudam a chuva para sentir a sua pele / esse rio subterrâneo a devorar o tempo anterior a palavra” (p. 123).
Mister dizer que as motivadoras imagens consagram o apuro estético recheado de metáforas sinestésicas desses “Outros Silêncios” propostos por José Geraldo Neres que se escutam em nossos olhos. O intenso uso criativo de elementos da natureza como o ar, “as árvores cantam / levam meu corpo / suas raízes criaram asas” (p. 20), e principalmente a água, a navegar por outras margens, ou melhor, como versa o sujeito lírico, “espero um navio líquido” (p. 20), que “revela o segredo do abismo” dessa “água de fala adormecida / onde se encontra o eco da sua voz” (p. 23) de “um rio sem margens” (p. 20). Rio da utopia do Verbo transformador de um sujeito lírico que se afirma como “o corpo do menino / que desafia o sol / e entra no bosque escuro com as naves do verbo” (p. 50), revelador de novos sentidos “na linguagem da água” (p. 24).
“Outros Silêncios” de José Geraldo Neres apresenta-se como uma necessária oxigenação líquida para o panorama poético brasileiro.
poemas
UM ABISMO ATRÁS DOS OLHOS
I
silêncio
língua anterior ao tempo
língua na canção das águas
o vento abre os olhos
senta sobre o hálito do primeiro espelho
um dilúvio de pupilas
dá ao cego um cardume de cavalos sonâmbulos
II
a alma do horizonte
carne líquida em jogos de anjos obesos
na pesca onde as nuvens se fazem pedras
voz de dúvidas
sua língua atravessa de lado a lado uma chuva de asas
dois pássaros de olhos queimados
um riso debaixo da terra
III
um calafrio a cortar a seda dos lábios
as casas recolhem migalhas
e as costura em outro espelho
desaparecem dentro do calendário
IV
na voz do rio
se planta um deserto
o desafio da face criadora
pó dentro do homem
herdeiro na pele das lágrimas
uma criança tece uma estátua de chamas
salta do ventre
na dor de ser uma ilha
um riso do abismo com seus espelhos
V
o tempo atravessa a casa
e o mistério de nascer num rio com lábios abertos
nos pés da noite
o esqueleto da música na voz da morte
pele dentro da pele
no sofrimento da nudez
exilada fora do corpo
desenha a areia dentro do vento
e dois icebergs flutuam nos olhos do cego
(p. 27-31)
EPISÓDIO
Metal impuro
medalhão da sorte sem poderes ocultos
moeda cunhada nos tempos do sofrimento
Estas foram as primeiras hipóteses
para descrever o objeto que estava cravado
entre os dedos daquele incógnito ser na angustiada
mesa de necropsia
Ele fora encontrado no cume da montanha
- ironicamente denominada
Paraíso-
Ainda não atingira a idade do lobo
Concluídos os primeiros exames
tentava eu montar o quebra-cabeça do devorador de minha tranqüilidade
Não saí da primeira peça
Nenhum indício de sua morte
os órgãos internos estavam perfeitos
o que era incomum para alguém de sua idade
Uma luz artificial refletiu-se em meu rosto
& o Senhor das Dúvidas percorreu-me o corpo
A moeda abandonou seu hospedeiro
furtando-me a concentração nas análises
A ampulheta é invertida
As runas traçam diferente destino
O vento noturno conduz a uma estranha sensação
estou na montanha Paraíso
Solitário
Vestígios de sanidade
Abruptamente o cenário é invadido por outra criatura
mas ela não sente minha presença
Senta-se em posição de lótus
parece admirada com o horizonte
Num movimento angelical
ela retira um objeto circular de suas entranhas
Olha-o
& seu semblante transforma-se
Grita
& atira furiosamente o objeto montanha abaixo
Vira-se para mim
olhar vago
um quê de decepção
Chove
A chuva cobre seu corpo num lamento
Uma gota rubra remete-me à cena inicial
[Metal impuro - Forja mestra de almas
invento impondo sua cadência
arquitetando o cotidiano
monarca das ilusões
Sou servo banhando-me em espelhos de lágrimas]
Permitiram-me o sol
mas há dias não sinto sua luz
(p. 51-53)
A QUARTA LÍNGUA DA LUA
passa pelo corpo
& a primavera
soluça espectros de pétalas
sua semente
- o manso golpe do machado -
rasga o peito
saem
dois girassóis
com a idade do silêncio
um com os pés de criança-órfã
o outro com as mãos de trigo
a língua
perfura o pensamento
congela os olhos do tempo
beijos a devorar a música do orvalho
um grito pesca uma estrela
- sela o abismo -
(p. 69)
DORSO DO ENIGMA
a poesia transborda no dorso do enigma
estou longe de mim no fundo dos olhos do centauro
o mundo me habita e uma aquarela espera o seu galope
dentro da infância busco atravessar a ponte
sua voz me guia
trago em mim outras feras e um peixe a escrever flores
procuro um milagre e resta apenas este poema
centauro de língua escarlate a galopar o espelho
estou aqui na poeira dos seus passos
de mãos dadas com seu filho a cravar palavras a afogar dias
não importa o labirinto brinco de deus e beijo suas raízes
no balanço da rede resta o silêncio e o cheiro do sol na carne
carne da moça na encruzilhada a construir a
arca da salvação
longe de mim a olhar a sombra dos vaqueiros
estou aqui tragédia a morder poeira
trago em mim um epitáfio e uma romaria
não sei ser quase sou pedra barro lama sêmen
semente de relógio em um deserto de cicatrizes
minha cruz a marcar o silêncio
não me ofereça o paraíso preciso de uma sombra
o poema se aproxima a caminhar além das preces
(p. 142-143)
OUTROS SILÊNCIOS
I
o sol
balança a rede
sem medo de despertar
o punho da serpente
o vento treme n’água
- a morte caminha nos seus olhos –
mergulha & ressuscita tempestades
acordo no meio de seus tentáculos
(eles ainda arrastam estrelas)
sinto arder os espelhos
desenho o silêncio
com as cores
das suas entranhas
II
retirar do corpo a sombra
não existe mais o corpo
a sombra é gravada no tempo
labirinto transformado em dragão de ópio
no rebento da tempestade
o grito dos ossos afogados no peito da noite
seus olhos
leopardos mergulhados na morte
sombras amontoadas
& nos lábios
cobertores de palavras
III
no aquário
corpos desenham um arco-íris
nadam na saliva dos anjos
crianças brincam
amarradas nos calcanhares dos deuses de terno
enforcadas em borboletas de pele humana
(p. 91-93)
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
Lançamento do livro "Escritos Sobre teatro"
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terça-feira, 1 de junho de 2010
I SIMPÓSIO INTERNACIONAL ÁFRICA & BRASIL: DIÁLOGOS POSSÍVEIS
I SIMPÓSIO INTERNACIONAL ÁFRICA & BRASIL: DIÁLOGOS POSSÍVEIS
Inscrições: 31/05 a 8/06/2010.
Local de Realização: Auditório do IH
Data de Realização: 08/06/2010 - 09/06/2010
08/06/10 - Manhã
8h
Abertura
9h
Mesa-redonda I
Leila Leite Hernandez (USP) - A África no Brasil e o Brasil na África
Selma Pantoja (UnB) - Título a confirmar
08/06/10 – Tarde
14h
Mesa-redonda II
Carmem Lúcia Tindó Ribeiro Secco (UFRJ) - De sonhos e afetos: percursos da poesia moçambicana
Rita de Cassi Pereira dos Santos (UnB) - Carlos de Assumpção: revisão crítica do passado no presente
16h
Mesa-redonda III
Augusto Rodrigues da Silva (UnB) - Literatura e cultura Kalunga: peregrinação, poesia e performance quilombola
Luciana Eleonora de Freitas Calado Deplagne (UnB) - Oralitura e sátira no bestiário dos ''Novos contos de Amadou Koumba'
09/06/10 – Manhã
8h
Mesa-redonda IV
Rita de Cássia Natal Chaves (USP) - Ruy Duarte de Carvalho: escritas de viagens
Alexandre Simões Pilati, Ana Laura dos Reis Corrêa, Deane Maria Fonseca de Castro e Costa (UnB) - "Dinheiro também dói": Machado contista e as astúcias mercantis da escravidão.
10h
Mesa-redonda V
Marilúcia Mendes Ramos (UFG) - O papel do escritor na contística angolana: tradição e política
Regina Dalcastagnè (UnB) - Negros possíveis na narrativa brasileira contemporânea
09/06/10 – Tarde
14h
Conferência - Ana Mafalda Leite (Universidade de Lisboa)
Organização de:
Edvaldo Bergamo
Professor Doutor (Literaturas de Língua Portuguesa)
Universidade de Brasília - UnB
Instituto de Letras - IL
Departamento de Teoria Literária e Literaturas - TEL
Fonte: e-mail enviado pelo escritor Filinto Elísio em 31 de maio de 2010
Inscrições: 31/05 a 8/06/2010.
Local de Realização: Auditório do IH
Data de Realização: 08/06/2010 - 09/06/2010
08/06/10 - Manhã
8h
Abertura
9h
Mesa-redonda I
Leila Leite Hernandez (USP) - A África no Brasil e o Brasil na África
Selma Pantoja (UnB) - Título a confirmar
08/06/10 – Tarde
14h
Mesa-redonda II
Carmem Lúcia Tindó Ribeiro Secco (UFRJ) - De sonhos e afetos: percursos da poesia moçambicana
Rita de Cassi Pereira dos Santos (UnB) - Carlos de Assumpção: revisão crítica do passado no presente
16h
Mesa-redonda III
Augusto Rodrigues da Silva (UnB) - Literatura e cultura Kalunga: peregrinação, poesia e performance quilombola
Luciana Eleonora de Freitas Calado Deplagne (UnB) - Oralitura e sátira no bestiário dos ''Novos contos de Amadou Koumba'
09/06/10 – Manhã
8h
Mesa-redonda IV
Rita de Cássia Natal Chaves (USP) - Ruy Duarte de Carvalho: escritas de viagens
Alexandre Simões Pilati, Ana Laura dos Reis Corrêa, Deane Maria Fonseca de Castro e Costa (UnB) - "Dinheiro também dói": Machado contista e as astúcias mercantis da escravidão.
10h
Mesa-redonda V
Marilúcia Mendes Ramos (UFG) - O papel do escritor na contística angolana: tradição e política
Regina Dalcastagnè (UnB) - Negros possíveis na narrativa brasileira contemporânea
09/06/10 – Tarde
14h
Conferência - Ana Mafalda Leite (Universidade de Lisboa)
Organização de:
Edvaldo Bergamo
Professor Doutor (Literaturas de Língua Portuguesa)
Universidade de Brasília - UnB
Instituto de Letras - IL
Departamento de Teoria Literária e Literaturas - TEL
Fonte: e-mail enviado pelo escritor Filinto Elísio em 31 de maio de 2010
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Dia das Crianças em Cabo Verde e livros infanto-juvenis
Hoje, 1o. de junho, é Dia da Criança em Cabo Verde, e o blog Na Esquina do Tempo, do Prof. Dr. Manuel Brito-Semedo, presta uma bela e justa homenagem às crianças que aqui reproduzo parcialmente. Para ver o restante da postagem, clique aqui. Sempre generoso, o cuidadoso Professor elaborou uma pequena lista com livros infanto-juvenis de autores cabo-verdianos com destaque para o recente Marianinha, logo abaixo.
Feliz Dia das Crianças para todos os pequenos cabo-verdianos!
Ricardo Riso
O Club de Na Esquina do Tempo deixa o voto de um Feliz Dia da Criança, uma sugestão de leitura, Marianinha,
A obra Marianinha foi galardoada com o Prémio Literatura Infanto-Juvenil, 2008, um concurso promovido pelo Instituto Camões Centro Cultural Português na Praia, também responsável pela edição da obra.
Este é o primeiro trabalho publicado de Giselle Neves da Silva, natural de S. Vicente, que actualmente estuda Farmácia na Universidade Federal de Ouro Preto no Brasil.
O livro é ilustrado pelo artista plástico Tchalê Figueira.
Autora: Giselle Neves
Ilustrador: Tchalê Figueira
Editor: Instituto Camões – CPP Praia
Ano de edição: 2010
e uma lista, ainda que incompleta, de livros infanto-juvenis de produção nacional:
AMARÍLIS, Orlanda (1996), A Tartaruguinha. Praia: Centro Cultural Português
BETTENCOURT, Fátima (1997), A Cruz do Rufino. Praia: Centro Cultural Português
BRITO, Ineida Kénia (2003), Princesa Laginha. Mindelo: Biblioteca Municipal do Mindelo
COSTA, Mizé, Histórias que eu Contei (1996). Praia: Instituto Caboverdiano do Livro e do Disco
CURADO, Hermínia (2000), Histórias de Encantar. Praia: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro
CURADO, Hermínia (2003), A Magia das Palavras. Praia: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro
LOPES FILHO, João (1998), Vamos Conhecer Cabo Verde. Lisboa: Embaixada de Cabo Verde
LOPES, Leão (?). A História de Blimundo. Praia: Centro Cultural Português
LOPES, Leão (1998), Unine. Praia: Centro Cultural Português
LOPES, Leão (2009), Capitão Farel – A Fabulosa História de Tom Farwell, o Pirata de Monte Joana. Mindelo: Ponto & Vírgula, Edições
MAGALHÃES, Natacha (2009), Mãe, Me Conta uma História? Praia, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro
PEREIRA, Marilene (2000), Bentinho Traquinas. Praia, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro
PEREIRA, Marilene (2002), 1, 2, 3. Praia: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro
PEREIRA, Marilene (2007), Aventuras na Cidade Velha. Praia: UNESCO
PEREIRA, Marilene e SALÚSTIO, Dina (2002). Que os Olhos não Vêem. Praia: Centro Cultural Português
QUEIRÓS, Luísa (1998), Saaraci: O Último Gafanhoto do Deserto. Praia: Centro Cultural Português
RAMOS, Ivone (2009), Mam Bia Tita Conta Estória na Criol. Praia: Centro Cultural Português
RODRIGUES, Antónia Luís (2003). Minguim, o Pirata. Mindelo: Biblioteca Municipal do Mindelo
SALÚSTIO, Dina (1998), A Estrelinha Tlim-tlim. Praia: Centro Cultural Português
SANCHES, Zaida (2009), Colecção Stêra: A Greve dos Animais. Editora Isabel Gráfica Lda
SANCHES, Zaida (2009), Colecção Stêra: A Sopa da Beleza. Editora Isabel Gráfica Lda
SANCHES, Zaida (2009), Colecção Stêra: O Reino das Rochas. Praia: Editora Isabel Gráfica Lda
SANCHES, Zaida (2009), Colecção Stêra: A Princesa do Mês de Agosto. Praia: Editora Isabel Gráfica Lda
SOUSA, Graça Matos (2001), O Monstrinho da Lagoa Rosa. Praia: Centro Cultural Português
SOUSA, Graça Matos (2002), O Caracol Julião. Praia: Centro Cultural Português
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domingo, 30 de maio de 2010
No futebol, questão racial não importa para as relações afetivas (????)
No futebol, questão racial não importa para as relações afetivas (????)
Por Ricardo Riso
A matéria a seguir foi publicada na edição on line do jornal Folha de São Paulo. Seu título, No futebol, questão racial não importa para as relações afetivas, tenta encobrir, sem sucesso, o racismo que há na relação das chamadas Maria-Chuteiras com os deslumbrados jogadores negros de futebol.
Aqui temos algumas questões que merecem vir à tona. A primeira refere-se ao negro que consegue ascender socialmente neste país e para completar a sua ascensão ele "necessita" ter uma mulher branca como companheira. Uma outra questão é que o homem negro só é aceito pela mulher branca se apresentar uma condição social elevada e, principalmente, uma conta bancária polpuda. Sim, há exceções, porém, raras. Vale recordar que são uniões que sofrem com os estereótipos, tais como: "ela gosta da coisa preta", ou o "negro de alma branca" que a família da mulher branca é obrigada a aceitar. Outro ponto a ser levantado é de como o estereótipo do negro como objeto sexual permanece em nossa sociedade, a verdadeira máquina de sexo. Se com o homem negro é assim, não preciso mencionar o que a mulher negra passa. (...)
Para ler o restante, acesse o blog A Bola Limpa
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