terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pós-Graduação em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (UFJF)

História e Cultura Afro-Brasileira e Africana: Educação para as Relações Étnico-Raciais (Universidade Federal de Juiz de Fora)

EDITAL

Coordenação: Prof. Dr. Robert Daibert Júnior (Departamento de Ciência da Religião)
Vice-Coordenação: Prof. Dr. Edimilson de Almeida Pereira (Departamento de Letras)

e-mail: neab.reitoria@ufjf.edu.br

Inicio: 10 de setembro de 2010
Carga Horária:396 Vagas:40

Publico Alvo: Portadores de diploma de curso superior em Pedagogia ou Normal Superior ou Licenciatura Plena em qualquer área do conhecimento. Não serão homologadas as inscrições de candidatos que não comprovarem conclusão de curso superior em conformidade com as especificações acima citadas.

Curso: GRATUITO

Período de inscrição: 26/07/2010 a 06/08/2010

Local de Inscrição: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora, sala Sky, primeiro andar, das 14h às 17:30h.)

Homologação das Inscrições: A homologação das inscrições será publicada no site www.ufjf.br/neab em 12 de agosto de 2010.

Prova: dia 14 / 08 / 2010 no anfiteatro do Instituto de Ciências Humanas (campus UFJF) das 08:30h às 12h. (consultar Bibliografia no ato da inscrição)

Processo seletivo:
1) Avaliação da carta de apresentação, entregue pelo candidato no ato da inscrição (caráter eliminatório).
2) Prova escrita (caráter eliminatório e classificatório).
3) Análise de currículo (classificatório).

Resultado: Os resultados serão divulgados no dia 28 de agosto de 2010, no site www.ufjf.br/neab

Período de Matrícula: de 30/08/2010 a 03/09/2010 em local a ser divulgado no site no momento da publicação do resultado.

Dias e horário de funcionamento do curso: às 6as-feiras das 18:30 h às 22:30 h e aos sábados das 08h às 12h e das 13h às 17h.

Documentos para inscrição:
■Cópia da carteira de identidade (RG)
■Cópia do CPF
■Cópia do Histórico Escolar da Graduação
■Cópia autenticada do Diploma de Graduação ou cópia autenticada da Declaração de Conclusão do Curso acompanhada de cópia autenticada do protocolo de solicitação do Diploma.
■Cópia autenticada da Certidão de Nascimento ou Casamento
■01 foto 3 x 4 recente
■Currículo vitae acompanhado de comprovantes
■Carta de apresentação redigida pelo próprio candidato conforme orientações divulgadas no edital disponível em www.ufjf.br/neab
 
Fonte: http://www.ufjf.br/propg/lato-sensu/humanas/historia-e-cultura-afro-brasileira-e-africana-educacao-para-as-relacoes-etnico-racias/

domingo, 1 de agosto de 2010

Tás a ver? Coletivo multimídia África-Brasil



Um novo portal que intenciona aproximar África - Brasil, chama-se Tás a ver? - coletivo multimídia África-Brasil.

O sítio é bonito e o seu conteúdo de excelente qualidade.

Recomendo a visita constante.

Abraços,
Ricardo Riso


Literacia - Africanidades (Ricardo Riso, colaborador)



Prezados,

com prazer inicio neste mês colaboração na seção Africanidades da Literacia - Revista de Cultura

A periodicidade será mensal e o primeiro artigo, sob o título Mirabilis – de veias ao sol, a produção literária contemporânea cabo-verdiana, traço um breve panorama de alguns dos escritores escritores publicados desde quando a antologia supracitada foi lançada.

A revista possui diversas seções e artigos de nomes consagrados, dentre outros, como do crítico literário e escritor Affonso Romano de Sant'anna e da Profa. Dra. Rita Chaves (USP).
 
Visitem quando for possível e ajudem na divulgação, por favor.
 
Abraços,
Ricardo Riso

Sete Ventos (Teatro - Sesc-Tijuca/RJ)


SETE VENTOS é um monólogo interpretado pela atriz Débora Almeida baseado em depoimentos de mulheres negras e Iansã, já cumpriu duas temporadas no Rio de Janeiro, sendo contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz de Teatro e acaba de retornar de Salvador, onde foi apresentado no Teatro Vila Velha a convite da SEPROMI- Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia em comemoração pelo Dia da Mulher Negra Latino- Americana e Caribenha.

O espetáculo narra a trajetória da escritora Bárbara, filha de Iansã. Ela relembra junto ao público as histórias de mulheres negras que a influenciaram. Através dos relatos de Bárbara contamos a história da pessoa negra que tenta reconstruir a sua identidade através das contradições de seu cotidiano.

Entre as mulheres entrevistadas, contamos com Conceição Evaristo, Vanda Ferreira e Lucia Xavier, do Criola.

Débora Almeida é atriz, formada pela UNI- Rio, integrou o elenco da Cia dos Comuns durante 9 anos, participando dos espetáculo “A Roda do Mundo”, “Candaces- A Reconstrução do Fogo”, “Bakulo- Os Bem Lembrados”, dirigidos por Marcio Meireles, e “Silêncio”, dirigido por Hilton Cobra. No cinema participou dos filmes “Jogo de Cena”, de Eduardo Coutinho” e “Crimes de Ódio” de Patrícia Freitas.
 
Fonte: e-mail gentilmente enviado por Débora Almeida em 01/08/2010.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Zaida Sanches – Coleção Stera (Literatura Infantil - Cabo Verde)


Zaida Sanches – Coleção Stera

Por Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, nº 151, de 22 a 28/07/2010

Estimular o hábito da leitura nas crianças é a melhor maneira para se formar um público leitor adulto, além das vantagens consagradas pela pedagogia no processo de ensino e aprendizagem que tanto contribui para a formação do futuro cidadão.

Apesar de ainda escassa, a produção literária infantil cabo-verdiana começa, de maneira tímida, a revelar novos escritores que participam desse importante processo de formação de leitores. Por isso, torna-se pertinente celebrar uma publicação tão bem cuidada como a “Colecção Stera” de Zaida Sanches, lançada em 2009.

Em sua estreia literária, Sanches brinda o público infantil com quatro pequenas narrativas: “O Reino das Rochas” (desenhos de Anderson Fernandes), “A Greve dos Animais” (ilustrações de Ivanilson Sanches), “A Sopa da Beleza” e “A Princesa do Mês de Agosto” (os dois últimos ilustrados por Dudu Rodrigues).

Com um acurado olhar para o universo dos pequeninos, os quatro livrinhos procuram explorar aspectos tradicionais da cultura cabo-verdiana, valendo-se de tradições orais – provérbios e crenças populares – atualizadas para a época atual. O marcante caráter educativo embala as singelas narrativas: conhece-se a máquina tradicional do trapiche na qual o grogue é feito, a rotina rural e a importância de se respeitar os animais em “A Greve dos Animais”; dois agoiros populares dão a tônica de “A Princesa do Mês de Agosto”, com habilidade a autora desconstrói a ideia de que casamento no mês de agosto dá azar e de que se neste mês “a terra entrar para dentro de casa traz azar para aquela família”. Além disso, os pequeninos ficam sabendo como as festas eram comemoradas e como identificar as quatro estações do ano.

A tradição oral é revista em “A Sopa da Beleza”, que mostra a necessidade de uma alimentação diversificada, rica por legumes, verduras, frutas e outros itens, sendo o segredo para que as crianças tenham um crescimento saudável, longe das doenças e assim combater com sucesso absoluto o mal agoiro da hora minguada. A narrativa resgata as prendas que eram oferecidas aos pais quando nasciam os filhos. Enquanto em “O Reino das Rochas” apresenta o achamento de Cabo Verde pelos navegadores portugueses, a maneira como as ilhas foram colonizadas e a narrativa repassa a história do castigo das pedrinhas.

As boas soluções encontradas por Zaida Sanches em suas histórias, tornam a “Colecção Stera” um excelente presente a se ofertar às crianças. De forma lúdica, os pequeninos aguçam a curiosidade, aprendem aspectos tradicionais da cultura e da história cabo-verdiana, e são incentivados a ter uma conduta correta e respeitosa. Ou seja, as quatro narrativas de Sanches seguem a orientação barthesiana: é saber com sabor.

A gratificante leitura da “Colecção Stera” de Zaida Sanches ensina o quanto é relevante o incentivo não só à leitura dos pequeninos, mas dimensiona a importância de investimento do governo e das editoras em um segmento literário ainda tão carente de publicações. Apesar do custo elevado de um livro infantil, em razão de um maior cuidado gráfico, policromia etc., deve-se recordar que a criança que adquire o hábito da leitura, será um adulto leitor, consumidor de livros, por conseguinte, estimulará a leitura em seus filhos. Além de maior apoio aos escritores atuantes nesse segmento, também seria de enorme valia que os escritores e artistas plásticos consagrados do país também participassem de projetos voltados para o público infantil. Assim, a maior visibilidade dessa literatura será inevitável.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Presença latino-ameFricana – ArteReflexão: curso 31/07 a 04/09/2010


Edições Toró, Donde Miras e CDHEP (Centro de Direitos Humanos e Educação Popular) convidam para o curso: "Presença latino-ameFricana – ArteReflexão”

GRATUITO para 35 participantes, com distribuição de apostilas e certificado ao final do curso.

Seis encontros aos sábados - de 31/07 a 04/09 - sempre das 14h às 18h

No CDHEP: Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 180 (colado ao Metrô Capão Redondo) – 5511-5073 – São Paulo/SP

Pra ver a arte do cartaz e conferir as imagens, materiais e apostilas dos cursos passados é só chegar no sítio http://www.edicoestoro.net/ .

Inscrições também no sítio da Toró ou na sede do CDHEP, até 23/07/2010.

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Programa do curso:

31/07 - “Literatura argentina frente às suas novas vozes", com Lucía Tennina (Professora de Literatura Brasileira e Portuguesa na Universidade de Buenos Aires. É pesquisadora visitante em Cultura Contemporânea, da Universidade Federal de Rio de Janeiro. Colabora em revistas acadêmicas e independentes, de Brasil e Argentina.) & "Cultura que brota da terra: povos indígenas no Brasil e suas lutas pelo território no século XXI", com Spensy Pimentel (Jornalista e antropólogo, hoje pesquisador na USP. Há 12 anos pesquisa os índios Guarani-Kaiowa, de Mato Grosso do Sul, estado onde nasceu).

07/08 - “Fotografia e 'o outro México rebelde': questões de olhar sobre novos movimentos sociais”, com Waldo Lao Fuentes Sánchez (Formado em Antropologia pela Escuela Nacional de Antropologia e Historia do México- ENAH, pós-graduando pelo PROLAM-USP. Atualmente é fotógrafo e colaborador de diversas meios independentes de comunicação) & "Salve, Hermanos!!! Hip Hop e(m) Cuba", com Mateus Subverso ( B. Boy e grafiteiro da Posse ‘Suatitude’ e integrante das Edições Toró. Também atua como designer gráfico e digital destes dois coletivos)

14/08 – “Cuba e Haiti: Atlântico Negro, culturas e interpretações”, com Amaílton Azevedo (Professor de História da África da PUC/SP) & “No chão da Martinica, a palavra de noite", com Luana Antunes Costa (Professora, pesquisadora em Literaturas Africanas e Afro-brasileira, escritora e tradutora. Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, pela USP).

21/08 - “A mátria das cordilheiras, mar, pampa, sierra, selva e sertão: arte & re-existência”, com Marcos Ferreira Santos (Músico e Arte-educador. Professor da Faculdade de Educação da USP)

28/08 - “Teatro, Negro, no Brasil: do TEN ao Bando Olodum", com Evani Tavares (Atriz, angoleira, doutora em Artes pela UNICAMP e autora do livro “Capoeira Angola como treinamento para o ator” & “Cinemas afro-sulamericanos”, com Lilian Solá Santiago (Cineasta, pesquisadora e curadora de mostras de cinema. Historiadora e professora de cinema)

04/09 – “Revolução? Movimento Zapatista e Literatura das Margens Mexicanas", com Alejandro Reyes (Mexicano de nascença, escritor, jornalista e tradutor. Coordena a coleção"Imarginália' da Editora Sur + , é integrante da rádio zapatista e pesquisador atuante em cultura e literatura latino-americana) & Avaliação Coletiva.

Articulação Pedagógica: Allan da Rosa
Concepção e Diagramação de Cartaz e Apostilas: Mateus Subverso
Realização: Edições Toró, Donde Miras e CDHEP
Apoio: Nós por nós
Agradecimentos: Aos educadores que vêm na graça e na luta. E à comunidade que chega ou oferece atenção

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Para conferir a arte do cartaz e mais detalhes deste e dos outros cursos (fotos, recursos pedagógicos, apostilas) é só chegar nas varandas do sítio da Edições Toró: www.edicoestoro.net

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"Presença latino-ameFricana - ArteReflexão"
Quarto curso organizado pela Edições Toró, agora pareada pela fortaleza do coletivo DondeMiras e pelo vigor e crença do CDHEP (Centro de Direitos Humanos e Educação Popular).

A miragem é aprender sobre as graças, os traços e os revides fundamentados aplicados no racismo, na escravidão que é tanta e diferente a cada dia, na agulha que insistem em colocar nas nossas palmilhas.

Da borda de cá do Oceano Atlântico, maior cemitério e ponte da história humana, vamos re-existindo e comungando estudos e caminhos de roda. Com mais fundamento e menos marquetagem, menos holofote.

Da borda de cá da cidade que segrega, atola e pinga-repinga uma educação oficial merrequeira, tijolando muros no asfalto, na ladeira e no peito, barrando saberes e brinquedos que se expressam nas beiradas.

O curso traz artistas, professores e ativistas entranhados a cada dia na questão, pensando relações entre Africania e América Latina, seja onde o passo negro deixou e deixa mais caminhos, se entrançando com outros cantos, ou mesmo onde a força indígena mais vogou e voga. E onde os subúrbios e quebradas do hemisfério de cá oferecem expressões de sustança.

Pra que a teoria não morra de anestesia. E a pedagogia não definhe sem poesia.

Edições Toró
Morro do Mineiro – Taboão da Serra/SP
www.edicoestoro.net

Fonte: e-mail gentilmente enviado por Allan de Rosa em 13 de julho de 2010.

Isaquiel Cori (escritor angolano), blog

Blog do escritor angolano Isaquiel Cori - Estamos Vivos.

Sobre seu mais recente livro:

“ (…) A leitura discorre facilmente e as folhas desse livro (…) sucedem-se umas às outras como sensações que sentimos numa mulher de orgasmos múltiplos, mais lemos e mais queremos saber o que pensa João Segura, o indivíduo, o comandante, o amante, o marido, o militar, o cidadão nesse pachtwork que é a sua vida; mais possuímos o livro e mais queremos ver aonde nos conduz. (…) Uma escrita muito realista e (…) um estilo muito descritivo que atrai desde as primeiras páginas: … as narrações da cobra que cruza a estrada; os incidentes de feiticismos; as primeiras visitas de Rosamaria ao cárcere são electrizantes; as reflexões sobre os livros que João Segura leu… É um livro que pela perspectiva de análise do fenómeno da guerra em Angola interessa fazer público…”
Adriano Mixinge, historiador e crítico de Arte

“O ÚLTIMO RECUO” vale morar na biblioteca de cada um de nós. A sua importância é literariamente histórica e actual na sua abordagem, se atendermos à nossa história recente. Como me ensinou um dia o meu grande mestre Jorge Luis Borges e eu cito: “…estamos sempre carregados, sobrecarregados pelo nosso sentido histórico” – quer queiramos ou não.

Neste romance documental, ele flagra nas suas referências as questões que atormentaram o nosso belo país. Nele ele exalta, pontualiza, toca nas suas indagações os resíduos e derivações teciduais da nossa sociedade felizmente em reconstrução.”
Frederico Ningi, poeta

Sobre o autor:
ISAQUIEL CRISTÓVÃO CORI

Nasceu em Luanda, em 1967. Entre 1985 e 1991 foi militar das ex-FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), tendo sido bibliotecário na Base Naval de Luanda e posteriormente na Base Naval do Lobito. Trabalhou na Biblioteca Nacional. É jornalista, formado no IMEL – Instituto Médio de Economia de Luanda, com percurso profissional dividido entre o Jornal de Angola e o Jornal ÉME do MPLA.

Estudante da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, tem já publicado os seguintes títulos: Sacudidos pelo Vento, romance (menção honrosa do Prémio Sonangol de Literatura 1994; O Último Feiticeiro, contos, Edições Chá de Caxinde, 2003; Pessoas com quem falar, entrevistas a escritores, UEA, 2003, co-autoria.

Fonte: http://nguimbangola.blogspot.com/

FESTLIP 2010 - programação

Festival de Teatro da Língua Portuguesa

TEATRO SESC GINÁSTICO


15/07 {quinta-feira} 19h
AGOSTO - CONTOS DA EMIGRAÇÃO
GRUPO DE AÇÃO TEATRAL A BARRACA / Portugal

16/07 {sexta-feira} 19h
AGOSTO - CONTOS DA EMIGRAÇÃO
GRUPO DE AÇÃO TEATRAL A BARRACA / Portugal

17/07 {sábado} 19h
4’30”
GRUPO MIRANGENS TEATRO /Angola

18/07 {domingo} 19h
A DEMISSÃO DO SÔ MINISTRO
COMPANHIA DE TEATRO GUNGU / Moçambique

22/07 {quinta-feira} 19h
A DEMISSÃO DO SÔ MINISTRO
COMPANHIA DE TEATRO GUNGU / Moçambique

23/07 {sexta-feira} 19h
4’30”
GRUPO MIRANGENS TEATRO /Angola

24/07 {sábado} 19h
AGOSTO - CONTOS DA EMIGRAÇÃO
GRUPO DE AÇÃO TEATRAL A BARRACA / Portugal

25/07 {domingo} 19h
A DEMISSÃO DO SÔ MINISTRO
COMPANHIA DE TEATRO GUNGU / Moçambique


SESC CASA DA GÁVEA

15/07 {quinta-feira} 19h e 21h
DRUMMOND 04 TEMPOS
CIA DE TEATRO NOVO ATO / Brasil

16/07 {sexta-feira} 19h e 21h
ANDROGÍNIA
GRUPO DE TEATRO DO CENTRO CULTURAL DE MINDELO / Cabo Verde

17/07 {sábado} 19h e 21h
FILHAS DA MÃE - FANTASIAS ERÓTICAS DAS MULHERES PORTUGUESAS
BINÓLOGOS / Portugal

18/07 {domingo} 19h e 21h
FILHAS DA MÃE - FANTASIAS ERÓTICAS DAS MULHERES PORTUGUESAS
BINÓLOGOS / Portugal

22/07 {quinta-feira} 19h e 21h
FILHAS DA MÃE - FANTASIAS ERÓTICAS DAS MULHERES PORTUGUESAS
BINÓLOGOS / Portugal

23/07 {sexta-feira} 19h e 21h
DRUMMOND 04 TEMPOS
CIA DE TEATRO NOVO ATO / Brasil

24/07 {sábado} 19h e 21h
ANDROGÍNIA
GRUPO DE TEATRO DO CENTRO CULTURAL DE MINDELO / Cabo Verde

25/07 {domingo} 19h e 21h
DRUMMOND 04 TEMPOS
CIA DE TEATRO NOVO ATO / Brasil


TEATRO NELSON RODRIGUES

15/07 {quinta-feira} 19:30h
FERRO EM BRASA
GRUPO OS FOFOS ENCENAM / Brasil

16/07 {sexta-feira} 19:30h
SÓ CHEIRA BORRACHA
COMPANHIA DE TEATRO KUDUMBA / Moçambique

17/07 {sábado} 19:30h
CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
GRUPO TRIGO LIMPO TEATRO – ACERT / Portugal

18/07 {domingo} 19:30h
CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
GRUPO TRIGO LIMPO TEATRO – ACERT / Portugal

22/07 {quinta-feira} 19:30h
CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
GRUPO TRIGO LIMPO TEATRO – ACERT / Portugal

23/07 {sexta-feira} 19:30h
SÓ CHEIRA BORRACHA
COMPANHIA DE TEATRO KUDUMBA / Moçambique

24/07 {sábado} 19:30h
FERRO EM BRASA
GRUPO OS FOFOS ENCENAM / Brasil

25/07 {domingo} 19:30h
FERRO EM BRASA
GRUPO OS FOFOS ENCENAM / Brasil


TEATRO SESC TIJUCA

15/07 {quinta-feira} 20h
O PAGADOR DE PROMESSAS
GRUPO TEATRAL FÔLÔ BLAGI / São Tomé e Príncipe

16/07 {sexta-feira} 20h
SARAMAU
GRUPO ARTE LOROSAE / Timor Leste

17/07 {sábado} 20h
OLÍMIAS
COMPANHIA DE TEATRO DADAÍSMO / Angola

18/07 {domingo} 20h
OLÍMIAS
COMPANHIA DE TEATRO DADAÍSMO / Angola

22/07 {quinta-feira} 20h
OLÍMIAS
COMPANHIA DE TEATRO DADAÍSMO / Angola

23/07 {sexta-feira} 20h
SARAMAU
GRUPO ARTE LOROSAE / Timor Leste

24/07 {sábado} 20h
O PAGADOR DE PROMESSAS
GRUPO TEATRAL FÔLÔ BLAGI / São Tomé e Príncipe

25/07 {domingo} 20h
O PAGADOR DE PROMESSAS
GRUPO TEATRAL FÔLÔ BLAGI / São Tomé e Príncipe


ESPAÇO SESC TEATRO ARENA

15/07 {quinta-feira} 21h
MARIA RITUAL DAS PARIDEIRAS
GTO - GRUPO DE TEATRO DO OPRIMIDO / Guiné Bissau

16/07 {sexta-feira} 21h
CONTOS EM VIAGEM - CABO VERDE
TEATRO MERIDIONAL / Portugal

17/07 {sábado} 21h
A MULHER QUE RI
GRUPO BARRACÃO CULTURAL / Brasil

18/07 {domingo} 19:30h
A MULHER QUE RI
GRUPO BARRACÃO CULTURAL / Brasil

22/07 {quinta-feira} 21h
A MULHER QUE RI
GRUPO BARRACÃO CULTURAL / Brasil

23/07 {sexta-feira} 21h
MARIA RITUAL DAS PARIDEIRAS
GTO - GRUPO DE TEATRO DO OPRIMIDO / Guiné Bissau

24/07 {sábado} 21h
CONTOS EM VIAGEM - CABO VERDE
TEATRO MERIDIONAL / Portugal

25/07 {domingo}19:30h
CONTOS EM VIAGEM - CABO VERDE
TEATRO MERIDIONAL / Portugal

Fonte: http://www.talu.com.br/festlip/index.html

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Para sempre Amílcar - por Ricardo Riso


Para sempre Amílcar
Por Ricardo Riso
Publicado no semanário cabo-verdiano A Nação, número 149, 08 de julho de 2010, p. 14.

(...) para a exaltação das multidões enraivecidas
exultantes com o herói do povo
aclamado como abel djassi
festejado como messias-fundador
adorado como cristo negro dos rabelados de santiago
sempre gratamente louvado como cabral
sempre simplesmente chamado amílcar
(ALMADA, José Luis Hopffer C. Praianas – Revisitações do Tempo e da Cidade.
Praia: Spleen Edições, 2009. p. )

No eterno combate às desigualdades sociais, à exploração e detrimento de muitos para favorecimento de poucos em uma constante metamorfose da dominação opressora, convém estarmos atentos aos discursos estabelecidos e enfrentarmos a perigosa memória seletiva que tenta conduzir à amnésia coletiva personagens importantes do passado. Por isso, em razão de mais um 5 de julho cabo-verdiano independente, a recordação pertinente de Amílcar Cabral.

Não se pretende neste curto espaço falar dos incontáveis feitos do grande líder da união Guiné-Cabo Verde, do PAIGC, da sua atuação como engenheiro agrônomo, da iluminada intelectualidade e do humanismo exacerbado – africano e universal –, para além de todos esses venerados atributos queremos aqui relembrar os seus poemas e a influência dos seus ideais na poesia.

Da consciência política adquirida desde cedo à afirmação intelectual concretizada na prolífica convivência na Casa dos Estudantes do Império, ao lado de nomes como Alda Lara, Agostinho Neto e Mário Pinto de Andrade, Amílcar, em “Apontamentos sobre a poesia cabo-verdiana”, percebe na poesia de “Claridade” e “Certeza” as marcas da cabo-verdianidade: “Os seus poetas sentem e sabem que, para além da realidade cabo-verdiana, existe uma realidade humana de que não podem alhear-se. (...) E dizem, querem dizer ‘um canto... que cruze nos mares mais distantes e entre nos corações dos homens... um canto com contornos de paz e relevos de esperança’”.

É na crença na esperança de uma nova luz que o faz versar “para além de um Sol já velho defraudado/ há um puro Sol cruzando os infinitos/ vivificando a Vida. (...) Que amanhã na planície conquistada/ da terra redimida/ libertada/ os Homens irmanados colherão/ o saboroso Pão”. Sol contrapondo-se à noite colonial manifestada pela insularidade aprisionadora: “colinas sem fim de terra vermelha/ – de terra bruta –/ rochas escarpadas tapando os horizontes,/ mar aos quatro cantos prendendo as nossas ânsias!” Mas é na força proposta pela “reafricanização dos espíritos” na qual o insistente e ansioso pedido do poema “Regresso” visualiza a chuva que renova o tempo: “Mamãi Velha, venha ouvir comigo/ o bater da chuva lá no seu portão./ (...) Dizem que o campo se cobriu de verde,/ da cor mais bela, porque é a cor da esp’rança./ Que a terra, agora, é mesmo Cabo Verde/ – É a tempestade que virou bonança...// Venha comigo, Mamãi Velha, venha,/ recobre a força e chegue-se ao portão./ A chuva amiga já falou mantenha/ e bate dentro do meu coração”.

Orientados pelos ideais cabralinos, por um “destino nosso, livremente escolhido”, letras armadas de poetas surgidos ao final dos anos 1950 como Onésimo Silveira e na “postulação irritada da fraterninade” de Mário Fonseca, construíram o seu fazer poético consubstanciado pelo desejo irrevogável de libertação do país, por conseguinte, do continente africano, escancarado por Fonseca em “Eis-me aqui África”.

Sensível não só ao injustificável colonialismo português, mas a todas as formas de opressão aos países africanos e do 3º mundo em geral, esse “Guevara de África”, tão bem alcunhado por Alda Lara, ganhou uma correta homenagem pelo seu legado de homem, político e poeta na antologia temática organizada por Mário Pinto de Andrade, “O Canto Armado”, com uma seleção de poema: Kabral ka morrê.

Na produção contemporânea cabo-verdiana podemos citar as passagens do supracitado “Praianas”, de José Luís Hopffer C. Almada, nas quais o “verbo livre e urgente” do líder é recordado e exaltado. Com isso, concluímos essa pequena homenagem ao homem de “perfil visionário da aura carismática” que foi Amílcar Cabral.