OUTROS SAIS NA BEIRA MAR - O lançamento do livro de Filinto Elísio (Editora Letras Várias, 190 páginas) acontece hoje (18) a partir das 19h no Espaço Cultural Oboé (Avenida Dom Luís, 300 – Aldeota). Aberto ao público. A publicação terá preço especial para o lançamento R$20.
Fonte: e-mail gentilmente enviado pelo escritor Filinto Elísio a partir do endereço http://www.opovo.com.br/app/opovo/vida-e-arte/2010/09/18/internaimpressavidaearte,2043238/literatura-de-beira-do-mar.shtml
Um espaço dedicado à literatura negro-brasileira, às literaturas africanas de língua portuguesa e demais literaturas negro-diaspóricas
sábado, 18 de setembro de 2010
Filinto Elísio - Outros sais na beira mar (lançamento livro em Fortaleza/CE)
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Helena Theodoro – Os Ibejis e o Carnaval
Helena Theodoro – Os Ibejis e o Carnaval
Por Ricardo Riso
Aprendizado, ludicidade e lirismo dão corpo à bela narrativa Os Ibejis e o Carnaval, da pesquisadora da cultura brasileira e professora doutora Helena Theodoro.
A pequena narrativa gira em torno dos ibejis, nome africano para gêmeos. São eles: Neinho e Lalá. Como todas as crianças, a curiosidade exacerbada conduz o diálogo à festa do carnaval e vários aspectos que envolvem a sua feitura, e é na tessitura textual de intensa habilidade narrativa que o leitor mirim se deparará com a escrita leve, concisa, esclarecedora e envolvente de Helena Theodoro.
Diversos aspectos do carnaval, por conseguinte, da cultura afro-brasileira, são apresentados pela autora. Os pequenos aprendem como é a celebração tradicional do nascimento das crianças entre os negros: com batucada, samba, cantos e apresentação dos bebês à lua, que quando está na fase cheia sinaliza sorte e felicidade aos recém-nascidos.
As crianças crescem, a agitação normal da pouca idade leva as discussões ao carnaval. “Carnaval é a festa do povo! É quando as escolas contam suas histórias e mostram o valor da nossa gente”, diz a menina Lalá; enquanto pela voz de Neinho o pequeno leitor passa a conhecer a diversidade da festa: “carnaval não é só escola de samba, tem os blocos afro da Bahia, blocos de embalo aqui do Rio de Janeiro e até os afoxés”.
Theodoro também mostra sua generosidade ao citar e homenagear figuras ícones do carnaval – como o mestre-sala Ronaldinho do Salgueiro e a porta-bandeira Selminha Sorriso, além de Mestre Dionísio –, menciona blocos como o tradicional Cordão do Bola Preta e a escritora Lygia Bonjunga Nunes.
A narrativa destaca o conhecimento oral transmitidos pelos mais velhos para contar passagens da nossa famosa festa popular e explica-se como a sabedoria oral é passada por meio de histórias, de geração em geração. Contudo, não só a oralidade se faz presente, a avó dos ibejis também lê histórias que dizem respeito a nossa cultura afro-brasileira.
Ao final do livro, encontra-se um importante glossário que descreve termos como os instrumentos de percussão, os ritmos, os diferentes blocos, a origem da festa e breve histórico das pessoas citadas, saciando, assim, na plenitude, a curiosidade dos pequenos e dos grandes leitores.
A graciosa história Os Ibejis e o Carnaval tem como acompanhamento as felizes e riquíssimas ilustrações de Luciana Justiniani Hees. O livro possui uma cuidadosa, criativa e ousada diagramação que dialoga harmoniosamente ilustrações e texto, contribuindo para que o livro pareça um perfeito desfile de uma escola de samba na Marquês de Sapucaí.
Para além de resgatar a cultura afro-brasileira presente na festa do carnaval, Os Ibejis e o Carnaval é uma fundamental ferramenta para os educadores que desejam trabalhar com as leis 10.639/2003 e 11.645/2008, para os pais que presentearão seus filhos com uma agradável e respeitosa abordagem do carnaval tradicional, e também servir como uma forma de resistência da nossa cultura negra, assim como eram as escolas de samba em tempos remotos.
“Vocês sabem que a dança do mestre-sala e da porta-bandeira é a dança da reza?”, questiona a avó às crianças. Esta e o porquê do uso da bandeira pela porta-bandeira são respondidas nesse encantador Os Ibejis e o Carnaval, a excelente incursão de Helena Theodoro na literatura infantil.
Os Ibejis e o Carnaval
de Helena Theodoro
ilustrações de Luciana Justiniani Hees
Rio de Janeiro: Pallas, 2009.
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Nei Lopes – Kofi e o menino de fogo
Nei Lopes – Kofi e o menino de fogo
Por Ricardo Riso
Produtor de uma multifacetada obra intelectual e artística, passando pelas composições de samba e pelas variadas investigações acerca das matrizes africanas e afro-brasileira em nossa cultura, o que o torna referência tanto na esfera acadêmica quanto na música popular, este suburbano, sambista, professor, teórico e incansável escritor Nei Lopes, lançou, pela Pallas Editora, em 2008, um novo livro direcionado ao público infantil: Kofi e o menino de fogo.
Com a excelência que lhe é peculiar, Nei Lopes inspira-se na história de um grande pensador africano, o milanês Amadou Hampâte Ba (1899-1991), autor do clássico Amkoullel, o menino fula. A narrativa se passa em Gana no ano de 1950 e o narrador relaciona a época com o contexto histórico do continente africano, ainda dominado pela violenta colonização europeia que escancarava a usurpação na maneira como denominava os países ocupados, tais como Costa do Ouro (o nome de Gana antes da independência), Costa do Marfim e Costa dos Escravos (o atual Benim), e com o Brasil, no caso, a inauguração do estádio de futebol, Maracanã.
A importância dos nomes e como são escolhidos para dá-los às crianças em boa parte da África são revelados pelo narrador: “Na África, de um modo geral, quando uma criança nasce, ela não recebe qualquer nome. Recebe um nome de acordo com o dia da semana, com a ordem do seu nascimento dentro da família ou relacionado a um fato importante que aconteça naquele dia. Por isso Kofi se chama assim. Porque nasceu em uma sexta-feira”. Além de destacar o aprendizado oral no cotidiano da aldeia e o respeito das crianças aos mais velhos.
Entretanto, a essência do livro está na maneira como é descrita a percepção do outro. Isso se dá a partir do momento que a aldeia recebe uma expedição com visitantes brancos. O menino Kofi jamais havia saído de sua aldeia, mas sabia da existência de pessoas diferentes de seus pares. O autor é extremamente habilidoso ao descrever a percepção imaginária desse outro desconhecido a partir dos relatos que foram passados ao jovem africano, que ficam exemplificados na relação com o fogo, pois quando as tais pessoas brancas ficavam irritadas, seus rostos ficavam vermelhos “como as chamas de uma fogueira e que se alguém encostasse nelas morreria de dor... Porque a pele dessas pessoas queimava, como o ferro em brasa da forja do forjeiro”.
Nesse primeiro contato notamos o olhar assombrado de Kofi quando avista um menino branco, que o acompanha em igual medo. A aproximação dos dois meninos e a coragem em reconhecer o outro, conduzindo ao rompimento dos estereótipos transmitidos pelos adultos são tratados com incrível objetividade pelo narrador que mostra a importância do encontro com o outro, de conhecê-lo, de senti-lo e a consequente percepção de que somos todos as pessoas são iguais, “mesmo que sejam, na aparência, muito diferente de nós”. Essa é a generosa mensagem que a narrativa procura transmitir aos pequeninos – e também aos adultos.
As ilustrações são de Hélène Moreau e merecem destaque absoluto as caracterizações de como seria uma pessoa branca na imaginação do pequeno Kofi. Após a narrativa, o livro encerra-se com um esclarecedor resumo acerca de Gana, destacando geografia, história, economia, dados populacionais, fauna, flora, alimentação e aspectos culturais do país.
Kofi e o menino de fogo é uma leitura extremamente didática, estimulante e agradável, para além de prestar uma excelente contribuição ao propor a equiparação das relações étnico-raciais em nossa sociedade, ainda marcadas pelo triste estigma da segregação, principalmente no que se refere a nós, negros.
Aplausos calorosos ao mestre Nei Lopes!
Kofi e o menino de fogo
de Nei Lopes
Ilustrações de Hélène Moreau
Rio de Janeiro: Pallas, 2008.
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João Vário – Exemplos - Exemplo Coevo, por Ricardo Riso
João Vário – Exemplos - Exemplo Coevo
Por Ricardo Riso
Texto publicado no semanário cabo-verdiano A Nação, nº 159, 16/09/2010, p. 16.
Lançado em 1998 pela Spleen Edições, Exemplos - Exemplo Coevo, de João Vário, é o 9º volume de uma série de 12 exemplos que, segundo o autor em nota introdutória, “narram, ou melhor, tentam narrar o homem na sua exemplar singularidade”.
João Vário é o pseudónimo de maior complexidade de João Manuel Varela, também criador de T. T. Tiofe e G. T. Didial. As profundas indagações de cariz ontológico-metafísico, permeadas por citações de cânones da poesia universal em longos poemas narrativos, para além do intertexto com a Bíblia e da música barroca europeia, valeram à obra de Vário a ostracização literária (assim definida por José Luis Hopffer Almada) por parte da crítica especializada em virtude dos exemplos surgirem no cantalutismo dos anos 1960.
Entretanto, sob a pena de T. T. Tiofe, as críticas são rebatidas na “Segunda Epístola ao meu irmão António” (TIOFE. O Primeiro e o Segundo Livro de Notcha. Mindelo: Edições Pequena Tiragem, 2001. p. 167): “Sirvo-me da cultura ocidental como duma arma miraculosa, como diria Cesaire, para elaborar a partir de coisas nossas, de raízes específicas, uma poesia de interpretação ontológica ou uma poesia cabo-verdiana de vigor novo (...)”
Esclarece ainda o autor na “Oitava Epístola ao meu irmão António” (TIOFE, 2001, p. 302): “Essa poesia ontológica surpreendeu muitos compatriotas ou não foi, simplesmente, aceite (...), espante que um país, como o nosso, com (...) uma história de múltiplas carências várias, tal como o próprio continente, não tenha visto de imediato (...) que tudo isso levaria a seu tempo a uma criação literária de índole ontológica, que poderia dar a impressão de nada ter a ver com o arquipélago, mas que, no entanto, estaria a ele ligado por essa reflexão assim suscitada. (...)” (TIOFE, 2001, p. 302-303).
Em Exemplo Coevo, dividido em 3 cantos, as indagações ontológicas são feitas a partir dos acontecimentos do ano de 1937, ano de nascimento do autor, e de como influenciaram a sua vida: “E as coisas aguardam a chegada da besta apocalíptica”. Um tempo perverso e indaga: “Não há século maior nem mais vil que este vigésimo. (...) Pois que se assiste a grandes criações/ - soluções para a vida e para a morte -,/ era para a morte ou para a vida/ que o homem se erguia/ sobre seus dois escassos pés?”.
Apesar de asseverar que “trata-se dum ano/ de grandes tribulações e de grandes penas”, o pessimismo domina o poeta diante dos fatos relatados, das obras de arte apresentadas e das conquistas das ciências ao longo do poema, além das constatações que ferem a verosimilhança: “Porque também é verosímel/ que vítimas sejam dos molares do homem/ que no meio da sua alma todas as coisas/ desta vida mastigam, patético óbolo/ a um deus desconhecido, vivido na inverosimilhança”, visto que “havíamos passados vários anos a ler os presságios/ e sabíamos que a perversão e o ódio, a humilhação e o desprezo,/ a delação e o homicídio se instalariam/ por muito tempo à cabeceira das vicissitudes dos dias”. É nesse “naufrágio das alternativas” no qual o poeta “aos seus contemporâneos lembre/ a perenidade do mal e a quase impotência/ da generosidade neste mundo”.
Somente o Belo para atenuar a conturbada época: “a beleza é a única unidade revelada”, “nesse ano de grandes infortúnios e de grandes obras (...) o mundo nunca desnudou tanto/ suas maniqueias raízes como em tal tempo”, pelo qual o poeta, desolado, afirma: “a verdade começou a ser uma infeliz inauguração, um incerto medicamento”. Resta ao poeta optar pela solidão “afinal que tudo mostra à bem-aventurança” em um mundo agônico. O mal vence, a agonia perdura na contemporaneidade, e vaticina: “com os homens esteve o poeta/ em fraqueza, em temor e em grande tremor”.
Sendo assim, infere-se a excelência da obra de João Vário que “há já alguns anos que muitos patrícios começaram a aceitar esse tipo de poesia, como a praticá-la. Em suma, mudou-se o paradigma” (TIOFE, 2001, p. 302). Para o melhor da poesia cabo-verdiana, diga-se.
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Tchalê Figueira - Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação, por Ricardo Riso
Tchalê Figueira - Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação
Por Ricardo Riso
Texto publicado no semanário cabo-verdiano A Nação, nº 157, 02/09/2010, p. 18.
Consagrado como artista plástico por uma obra que ilustra os desfavorecidos de seu país, poe outro lado, Tchalê Figueira também possui uma forte vertente literária, tendo publicado livros em prosa e poesia, como “Solitário”, “O Azul e o Mar”, “Onde os sentimentos se encontram”, “Todos os naufrágios do mundo”, para além de publicações em antologias, jornais e revistas como Artiletra.
Ao arriscar-se pela literatura, Tchalê não foge à abordagem das personagens que o consagraram na pintura, ao apresentar a figura do marinheiro que navegou pelos sete mares do mundo, o velho Ptolomeu Rodrigues, protagonista da novela “Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação” (Mindelo: Mar da Palavra, 2005).
Baseando-se na oralidade, com uma escrita descompromissada com as normas da língua culta, o autor utiliza um atento narrador que escuta as peripécias repletas de contratempos do velho marinheiro bêbado, que conta com prazer e algumas boas doses de irritação quando interrompido suas artimanhas pelos diversos bares e prostíbulos das zonas portuárias dos quatro cantos do mundo.
As aventuras de Ptolomeu confundem-se com a história do autor, pois assim como a personagem principal, Tchalê Figueira também fugiu do arquipélago cabo-verdiano durante o final da ditadura salazarista para não ser convocado pelo serviço militar e lutar contra seu povo. Com isso, ainda na adolescência, tornou-se marinheiro e navegou pelo globo.
Cerceado pelos mares, o ilhéu cabo-verdiano possui uma inevitável relação de proximidade com as águas, sendo seu desafio e determinante em seu destino, o que o leva geralmente à emigração por causa das dificuldades trazidas pela seca, fome, miséria e falta de trabalho. E foi exatamente o que aconteceu com Ptolomeu: foi-se embora como clandestino em uma embarcação durante a longa noite do período colonial em busca de outro rumo para a vida, pois sofria com a repressão de ordem familiar, social e política. Logo, encarar o mar significava a liberdade em vários sentidos.
As aventuras e desventuras de Ptolomeu mapeiam, de certa maneira, alguns dos lugares da diáspora cabo-verdiana. Muitos desses emigrantes viram marinheiros ou fixam residência, ou passam pelas cidades as quais o velho Ptolomeu cruzou, tais como Roterdã, Vladvostok e Salvador.
Ptolomeu narra suas histórias a uma plateia imaginária e ao narrador, que se surpreende com os momentos de erudição do velho marujo, suas passagens e encontros inusitados como quando foi salvo em Moscou das cruéis prisões russas pelos camaradas Amílcar Cabral e Pedro Pires (do PAIGC - Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde), que lá se encontravam para obter apoio do país comunista para a luta pela independência.
Seu desejo insaciável pelas mulheres é, por conseguinte, o motivo de seus infortúnios em reviravoltas que envolvem chantagens políticas, trapaceiros, policiais corruptos, cafetões, mulheres iradas com sua infidelidade e "cachorros" que cruzam o seu caminho.
Apesar dos percalços vividos pelo velho, as frenéticas viagens de Ptolomeu são saborosas, curiosas, rápidas e irônicas o que torna o pequeno livro uma agradável leitura.
Tchalê Figueira apresenta com a novela Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação como seria a vida de um cabo-verdiano que decidiu encarar os mares e as diversas culturas do mundo, entretanto, a situação diaspórica, motivada pela saudade das ilhas, acaba conduzindo o ilhéu ao seu lugar de origem, ao lugar que ama no mundo, onde termina a sua circum-navegação, Cabo Verde.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Nei Lopes - Oiobomé - A Epopéia de uma Nação (livro)
Oiobomé - A Epopéia de uma Nação
de Nei Lopes
Editora: Agir
2010
Este livro conta a história de um país fictício fundado no fim do século XVIII pelo ex-escravo Domingos dos Santos, que chegou às terras do Grão-Pará fugindo de represálias por seus suposto envolvimento com os inconfidentes de Vila Rica. Conquistando sua independência no início do século XIX, o país se desenvolveu a ponto de zerar a taxa da analfabetismo e de criar vacinas para a cura do câncer e da AIDS.
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sábado, 11 de setembro de 2010
Movimento Pró-África (sítio)
Uma boa dica de sítio que pensa as diversas problemáticas do continente africano, chama-se Movimento Pró-África.
Desde já, recomendo a leitura dos artigos de José Luis Hopffer Almada, sob o título Breves apontamentos a propósito de recentes polémicas sobre a identidade literária caboverdiana e o artigo de Hermenegildo Carvalho, intitulado Revisitar Amílcar Cabral (I), fundamentos da sua Liderança.
Abraços,
Ricardo Riso
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II Fórum Nacional de Crítica Cultural - 18 a 21/11/2010 (UNEB)
Nos dias 18 a 21 de novembro, acontece, na Universidade Estadual da Bahia (UNEB), o II Fórum Nacional de Crítica Cultural.
São 12 eixos temáticos dentro dos quais podem submeter os trabalhos:
1 – Representações do cotidiano escolar em obras de arte; 2 – Segmentos artísticos marginais e seus modos de produção; 3 – O lugar da cultura local em livros e materiais didáticos; 4 – Literatura e mídias: agenciamentos e entre-lugares nas configurações de gênero e sexualidades; 5 – Cultura escrita, diversidade linguística e poder; 6 – Educação literária afrodescendente: usos e sentidos; 7 – Raça/gênero, sexualidades e formação de professores/as; 8 – Letramento e novas tecnologias em contextos minoritários; 9 – Educação, patrimônio imaterial e memória; 10 – Cultura, história e tradição; 11 – Educação, narrativas e poéticas afrobrasileiras; 12 – Educação, narrativas e saberes indígenas.
O evento conta com mesas-redondas, oficinas, comunicação oral, minicursos, exposição áudio-visual, atos estéticos políticos e pontos estético-culturais. Também conta com participação de professores da instituição, como o Prof. Dr. Henrique Freitas (Instituto de Letras - ILUFBA), Prof. Dr. Djalma Thürler (Instituto de Humanidades, Artes e Ciências – IHAC/UFBA) e Prof. Dr. Ubiratan Castro de Araujo (História Social –UFBA), ministrando mesas redondas.
Já tem confirmadas duas mesas redondas na área das africanidades e afrobrasilidades: “Educação literária afrodescendente: usos e sentidos”, coordenada pelo Prof. Dr. Murilo Ferreira (Pós-Crítica/UNEB), e tem como uma das convidadas, a Profa. Vanda Machado, com a palestra intitulada “Escola no Terreiro da Mãe Estela em Salvador-Ba”, também a mesa: “Educação, narrativas e poéticas afrobrasileiras”, coordenada pelo Prof. Dr. Sílvio Roberto dos Santos Oliveira (Pós-Crítica/UNEB), contando com a participação da Profa. Dra. Maria Anória de Jesus Oliveira (UNEB/UFPB), com a palestra intitulada: “Relações étnico-raciais e seu material didático”. Também alguns mini-cursos já foram confirmados: “Relações étnico-raciais e seu material didático” , proferido pela Profa. Dra. Maria Anória de Jesus Oliveira (DEDC XIII-UNEB/Itaberaba/UFPB) e “Democracia e multiculturalismo na África Ocidental”, ministrado pelo Prof. Dr. Detoubab Ndiaye (Campus II/UNEB – Alagoinhas/ IFCH – UFBA).
As inscrições com apresentação de trabalho vão até o dia 25 de setembro de 2010.
Para maiores informações sobre o evento, acesse o site: http://forumdecriticacultural.com/Index.html
Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Profa. Isabel Lima em 8 de setembro de 2010.
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Ondjaki - e se amanhã o medo (lançamento livro RJ)
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Revista TriploV nº 7 - resenha de No fundo do canto (Ricardo Riso)
Prezados,
Na atual edição da Revista TriploV de Artes, Religiões e Ciências - Nova Série, nº 07 compareço com uma resenha crítica de No Fundo do Canto, livro de poesia da escritora guineense Odete Costa Semedo. Para ler este artigo, clique aqui.
Abraços,
Ricardo Riso
ÁFRICA
José Luís Almada - Alguns apontamentos a propósito de recentes polémicas sobre a identidade literária caboverdiana
Artur Augusto Silva = O cativeiro dos bichos
Ricardo Riso - Odete Costa Semedo - «No fundo do canto»
José Luís Almada - Exílio
O "Chão de Papel" de Maria Estela Guedes
Adelto Gonçalves = Poesia que brota de Bissau
Ana Haddad = «Chão de Papel»: Estrelas de uma memória ressignificada
Maria Estela Guedes = Notas da direção: Guiné-Bissau (2) - Exotismo e endotismo na literatura pós-independência
***
PORTUGAL
João Silva de Sousa - Sintra e Torres Vedras: vilas privilegiadas no século XV
Manuel Almeida e Sousa - Poemas de um Verão quente
José do Carmo Francisco - 15 Poemas do Sol e da Cal – Uma Leitura
Flávia de Almeida Fernandes - Armando de Almeida Fernandes: O investigador em família
Maria Morbey Henriques - O autocarro
António Justo - Curar é Santificar
Luís Reis - A Invenção da Escrita – Um Novo Rumo para a Humanidade
João Rasteiro - "No ano da morte de José Saramago" e "Poema verde"
Joaquim Simões - Seis canções
Luís Estrela de Matos - Triste fim de um jovem poeta
José Pinto Casquilho - Esteios da lusofonia - O culto do Espírito Santo
Especial Nicolau Saião = Nos vinte anos de «Os objectos inquietantes»
Uma peça de teatro em edição integral: «Aldeia das cavernas», de Graciete Nobre
***
AMÉRICA
Fernando Sorrentino - Existe um homem que tem o costume de me bater com um guarda-chuva na cabeça
Belvedere Bruno - Pássaros, ondas e flores
Ana Romano - Descartable y otros poemas
Rodrigo Novaes de Almeida - Rahakanariwa
***
Há novidades em
http://www.triplov.com/
e no blog do Triplov, em:
http://triplov.com/triplo2/
Na atual edição da Revista TriploV de Artes, Religiões e Ciências - Nova Série, nº 07 compareço com uma resenha crítica de No Fundo do Canto, livro de poesia da escritora guineense Odete Costa Semedo. Para ler este artigo, clique aqui.
Abraços,
Ricardo Riso
ÁFRICA
José Luís Almada - Alguns apontamentos a propósito de recentes polémicas sobre a identidade literária caboverdiana
Artur Augusto Silva = O cativeiro dos bichos
Ricardo Riso - Odete Costa Semedo - «No fundo do canto»
José Luís Almada - Exílio
O "Chão de Papel" de Maria Estela Guedes
Adelto Gonçalves = Poesia que brota de Bissau
Ana Haddad = «Chão de Papel»: Estrelas de uma memória ressignificada
Maria Estela Guedes = Notas da direção: Guiné-Bissau (2) - Exotismo e endotismo na literatura pós-independência
***
PORTUGAL
João Silva de Sousa - Sintra e Torres Vedras: vilas privilegiadas no século XV
Manuel Almeida e Sousa - Poemas de um Verão quente
José do Carmo Francisco - 15 Poemas do Sol e da Cal – Uma Leitura
Flávia de Almeida Fernandes - Armando de Almeida Fernandes: O investigador em família
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António Justo - Curar é Santificar
Luís Reis - A Invenção da Escrita – Um Novo Rumo para a Humanidade
João Rasteiro - "No ano da morte de José Saramago" e "Poema verde"
Joaquim Simões - Seis canções
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Uma peça de teatro em edição integral: «Aldeia das cavernas», de Graciete Nobre
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AMÉRICA
Fernando Sorrentino - Existe um homem que tem o costume de me bater com um guarda-chuva na cabeça
Belvedere Bruno - Pássaros, ondas e flores
Ana Romano - Descartable y otros poemas
Rodrigo Novaes de Almeida - Rahakanariwa
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