quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Oswaldo Osório – Clar(a)idade Assombrada (resenha)

Oswaldo Osório – Clar(a)idade Assombrada
Por Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, nº 161, de 30 de setembro de 2010, p. 11

Lançado em 1987 pelo Instituto Caboverdiano do Livro, “Clar(a)idade Assombrada” foi o terceiro livro de poesia de Oswaldo Osório, posterior a “Caboverdeamadamente construção meu amor” (1975) e “Os loucos poemas de amor e outras estações inacabadas” (1977). Merece-se frisar a estreia literária deste vate poético na histórica “Seló – página dos novíssimos” (1962), ao lado dos consagrados Arménio Vieira e Mário Fonseca.

O livro encontra-se dividido em quatro cadernos – cla(a)idade assombrada, percurso, quotidiano e a quinta estação – e reafirma as opções que motivaram a poética de Osório ao longo do tempo, logo presentes o lirismo amoroso – “força de amor que a razão não desfaz/ que houve então entre o meu ser e o ter-te?” (p. 38), as reflexões existenciais e do tempo – “agora o tempo que resta é o que rareia/ das horas consumidas na poesia” (p. 26), o compromisso inabalável ao defender os desfavorecidos – “eu/ que não deixo a minha humanindade/ num balaio furado (...) e o meu poder nisto consiste” (p. 27), entre outros; por outro lado, trata-se de uma verve poética que se distancia do telurismo fácil e de exaltações nacionalistas que adocicam olhos acomodados.

Com a certeza de quem possui uma biografia coerente e de partícipe histórico na criação de seu país independente, “em disparada na imperturbável rota/ de quem quer ser e cumprir/ o que era já tempo” (p. 15), e com a sinceridade exposta em “signo poético” desprezando a hipocrisia da ordem estabelecida, “mas os diplomas e honrarias/ manuscritas impressas a ouro ou em fino pergaminho/ neles limpará o cu”, para ainda assim ter a sapiência para “compreender o teu tempo como nenhum/ e por isso loucamente o amar” (p. 12). Posição que torna inquestionável a celebração e o otimismo recheados de comovente lirismo de “bom dia cabo verde”, o belíssimo poema para o seu país, “lugar de suor pão e alegria” (p. 17).

Para este poeta necessário, “não há lugar para o desânimo/ no peito-pulso caboverdeano” (p. 19). Abnegado, sua poesia encontra estímulo nas adversidades e o uso sucessivo do pronome possessivo em primeira pessoa pontua a certeza de sua posição: “jardineiro aguerrido é o meu nome e é assim mesmo/ cavo a terra submetendo-a ao meu suor total/ e o meu desejo dela se assenhoreia no verde que vai nascer” (p. 18).

No caderno “quotidiano” encontram-se trinta poemas numerados em forma de três tercetos com quatro versos cada, nos quais diversas temáticas são apresentadas e demonstram as constantes inquietações do poeta, tais como a veemência para manifestar-se contra o reducionismo do patrulhamento ideológico e ao fazer ácidas críticas às políticas para perpetuar a ignorância do povo: “escrever para o Povo não é falar-lhe de milho/ nem afoitar-se a uma escrita linear (...) coisas simples para o povo, porque o povo/ se umas coisas compreende outras não, então!/ Mas isso é o resultado do nível de instrução/ e do aparelho educacional e cultural” (p. 59). Assim como indagações várias de ordem ontológica: “se consumasse de ontem para hoje/ a eventualidade possível de eu não amanhecer/ como poderia dar-me conta disso/ à hora em que acordo e me levanto// faço a barba, tomo banho, beijo a Tosca? (p. 46), e a dificuldade de se fazer poesia, pois “as palavras estão gastas e envelheceram (...) Com as palavras gastas como nomear o amanhã?” (p. 72)

O derradeiro caderno é dedicado à utopia que sempre acompanhou a trajetória de Osório. Com a poesia no poder e o “trevo de esperança” (p. 79) por um amanhã fraterno e solidário, o poeta aspira por uma “manhã límpida de encher pulmões/ surpreender-te-ás com esse rio de muitos afluentes/ a nascer da minha para a tua boca” (p. 78).

“Clar(a)idade Assombrada” confirma os compromissos poéticos e sociais de Oswaldo Osório, este poeta necessário que domina a “arte de tear o sonho” (p. 68) e, generoso, oferece aos seus leitores “novos ideais novos sonhos novos amores” (p. 27).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Keith Haring - Select Works, Caixa Cultural - Rio de Janeiro

Por Ricardo Riso

O Rio de Janeiro sorri com a nova retrospectiva do artista plástico norte-americano Keith Haring, intitulada Select Works, na Caixa Cultural/RJ até o dia 28 de novembro.

Keith Haring, ícone da arte contemporânea norte-americana dos anos 1980 ao lado de Jean-Michel Basquiat e Kenny Scharf, oxigenou a arte com seu intenso grafismo, impressionante ritmo, cores vibrantes, humor, permanente erotismo de forte viés homossexual, críticas à política, à religião e à guerra, para além de um profundo sentimento de união, coletividade e respeito ao próximo que o tornaram um autêntico art'vista. Seu engajamento social e participação em diversas causas humanitárias, levaram-no a criar murais públicos em cidades como Tóquio e no muro de Berlim, além do famoso "Crack is Wack" (Crack é uma droga) em Nova York, assim como e principalmente na luta contra a aids da qual foi vitimado em 1990.

Desde a sua chegada a Nova York no final dos anos 1970, Haring aliou-se aos artistas que faziam da cidade o suporte para suas criações. Suas obras eram de fácil reconhecimento, acessíveis inclusive às crianças. Seu traço simples e preciso espalhou-se pelas ruas e principalmente pelos tapumes do metrô da cidade, marcando o imaginário visual como se fossem hieroglifos urbanos. Sua arte era assumidamente pop, pronta para o consumo, conduzindo-o a abrir uma loja, a Pop Shop, com os mais variados produtos licenciados com a sua marca. Essa característica naturalmente o aproximou de Andy Warhol, o papa da pop art.

A expo apresenta séries marcantes como Apocalypse (trabalhos concebidos por ele, Andy Warhol e o poeta beatnick William S. Burroughs), Pop Shop, The blueprints drawnings, fotos das estadias em Ilhéus/BA, uma criativa carta a uma amiga na qual insere ilustrações no decorrer do texto mostrando amplo domínio da linguagem não-verbal, anotações várias e vídeos. A crítica negativa aponta à ausência de legendas dos vídeos. Belo, por sinal triste exemplo da nossa elite colonizada e subserviente que pensa que a língua inglesa é a nossa segunda língua. Ainda assim, uma exposição imperdível. Tão-somente.

Para conhecer as obras do artista, acesse http://www.haring.com/. O sítio da mostra é http://www.keithharing.com.br/.

Caixa Cultural Rio de Janeiro
Av. Almirante Barroso, 25

domingo, 26 de setembro de 2010

Éle Semog - Tudo que está solto (livro)

Lançamento do novo livro de Éle Semog, “Tudo que está solto” (editora Letra Capital), no Centro Afrocarioca de Cinema, à rua Joaquim Silva, 40 – Lapa – Rio de Janeiro. Dia 27 de setembro de 2010, a partir das 18h30.


A respeito do conteúdo do livro, Nelson Olokofá Inocencio frisa que “o movimento negro adverte: muito cuidado ao abrir este livro, pois ele contém substâncias altamente inflamáveis, compostas de consciência e indignação que podem causar danos irreparáveis àquelas mentes retrógadas. Caso ocorra alguma reação alérgica não suspenda o uso, todo tratamento exige uma boa dose de esforço da pessoa enferma. Persistindo os sintomas procure o autor e seus comparsas. A eles pertence a fórmula que produz tanta inquietação."



COISAS DESSA GENTE QUE SOU

Pertenço a uma História que existe
na memória dos tempos,
suturada no útero desse povo,
ao modo de ferro e fogo,
que o próprio tempo pariu.
E pelo tempo que há de vir
se expandirá sem fronteira
tal qual a gênese de um orixá.
Não me curvo ao silêncio
dessa versão perversa e lúcida,
que torna invisível tudo que estou,
como se o que penso pudesse ser
desconstruído, pela expressão estúpida
desses alcoviteiros cheios de estórias,
que roubam detalhes, fingem fatos,
e inumanos desfiguram vidas e verdades.
Busco no tempo um tempo
maior que ele mesmo,
que se abra em inevitável caos,
e deixe fluir toda a insurreição do silêncio
como uma eufórica sangria na memória.
Pertenço a uma História
feita pelo meu povo
e penso como o meu povo,
que pertence e perturba
a estória dos donos e seus danos,
e que por isso está muito além
de seu próprio construir-se.
Sou um negro como tantos outros
negros e negras que esbanjam respeito
mas que também atiçam o seu medo.
E é melhor assim.

(Éle Semog)

sábado, 25 de setembro de 2010

Júlio Emílio Braz – Sikulume e outros contos africanos


Júlio Emílio Braz – Sikulume e outros contos africanos
Por Ricardo Riso

Desprezados e suprimidos do imaginário nacional por causa de uma sociedade que não assume a porção afro-descendente em sua formação e tenta renegar qualquer manifestação da cultura negra, as lendas e contos africanos até hoje são ignorados por nossas escolas. As justificativas vão desde a falta de conhecimento dessa literatura a absurdos ataques referentes à bruxaria, magia negra etc., que tais narrativas podem conter, o que escancara o preconceito no país da democracia racial.

Diante de um quadro desigual, torna-se fundamental destacar a relevância de um livro como Sikulume e outros contos africanos, adaptado por Júlio Emílio Braz e ilustrado por Luciana Justiniani. O livro é composto por sete contos que resgatam uma África ancestral, na qual habitantes de pequenas aldeias convivem com animais falantes, monstros imensos e assustadores que engolem aldeias inteiras, canibais agressivos e de apetite insaciável, para além de explicar o surgimento de astros como o sol e a lua, e questões de ordem ontológica como a origem da morte.

Os contos demonstram ao pequeno leitor a importância de se respeitar as tradições, as orientações dos mais velhos e os castigos quando elas são descumpridas; são destacadas qualidades como a lealdade, a coragem para se enfrentar os perigos e defender os seus pares; as consequências da má conduta e de um comportamento orgulhoso, assim como o uso da mentira, dentre várias outras situações que ajudam a instruir os pequeninos. Também são inseridas cenas do cotidiano de pequenas aldeias, suas relações sociais, a importância dos líderes e a sapiência em conduzir seus povos.

Embora as ilustrações de Luciana Justiniani sejam formadas por traços sem excessos, figuras cruas e objetivas, elas alcançam ótimos resultados, pois mostram passagens essenciais das narrativas, demonstram com clareza o horror dos monstros e destacam cenas do cotidiano.

As felizes adaptações de Júlio Emílio Braz para o livro Sikulume e outros contos africanos renovam o compromisso da Pallas Editora de divulgar as matrizes africanas em nossa cultura. Portanto, trata-se de mais um título que atende aos textos das leis 10.639/2003 e 11.645/2008.


Sikulume e outros contos africanos
De Júlio Emílio Braz
Ilustrações de Luciana Justiniani
Rio de Janeiro: Pallas Editora, 2008

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Adilson Martins - Erinlé, o caçador e outros contos africanos (livro)


Adilson Martins – Erinlé, o caçador e outros contos africanos

Em sua terceira incursão pelo universo infantil com o livro Erinlé, o caçador e outros contos africanos (Rio de Janeiro: Pallas Editora, 2008), o escritor Adilson Martins comprova sua extrema habilidade narrativa ao recriar contos de matrizes africanas.

Possuidor de uma escrita envolvente, clara e suave, os oito agradáveis contos que compõem o livro fascinam pequenos leitores e adultos pelo encantamento das situações apresentadas. As histórias são profundas pelo que pretendem ensinar e pelo caráter universal, mostrando passagens que, apesar de africanas, encaixam-se em quaisquer culturas, pois falam de códigos de conduta, da perseverança na boa ação, no encantamento ao ajudar animais mágicos etc. Além disso, há um grande destaque à cultura Yorubá, apresentando seus orixás, como Xangô e Oxum, e demais fatores culturais dessa etnia.

Ao final de cada narrativa, o autor tece relevantes comentários relacionados a aspectos diversos como sociais, geográficos e históricos que aparecem nos textos, aprofundando a compreensão e aguçando a curiosidade dos leitores.

As ilustrações ficam a cargo da sempre competente Luciana Justiniani Hees. Elas são atraentes e ricas em detalhes do cotidiano, vestimentas, armas de caça e demais objetos, animais etc., tornando-se um delicado complemento à leitura. Destaque também para a cuidadosa diagramação e cores utilizadas.

O livro Erinlé, o caçador e outros contos africanos ajuda a disseminar as lendas africanas em nossa sociedade, que estão à margem das lendas europeias e excluídas do currículo escolar. Trata-se de um excelente material para introduzir a história, as crenças e os costumes africanos para o conhecimento das crianças, contribuindo, assim, para que elas tenham dimensão da diversidade da formação cultural brasileira, assim como é um ótimo livro para os professores que pretendem implementar as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 em sala de aula, em razão das curtas narrativas e da diversidade temática apresentada.

Leitura agradável e singela, seguindo os anteriores Lendas de Exú e O papagaio que não gostava de mentiras e outras fábulas africanas (ambos pela Pallas Editora), Adilson Martins, este incansável divulgador das culturas africanas e afro-brasileira, novamente ensina-nos com saber e sabor.


Erinlé, o caçador e outros contos africanos
De Adilson Martins
Ilustrações de Luciana Justiniani Hees
Rio de Janeiro: Pallas Editora, 2008.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Raul Lody – As Gueledés - a festa das máscaras


Raul Lody – As Gueledés - a festa das máscaras

Profundo pesquisador das religiões afro-brasileiras, tendo vários livros que abordam o tema, dentre tantos o Dicionário de arte sacra e técnicas afro-brasileiras, o antropólogo, museólogo, autor e ilustrador Raul Lody realiza sua segunda incursão na literatura infantil, antes havia publicado Seis pequenos contos africanos sobre a criação do mundo e do homem, agora volta-se para a cultura Yorubá e lança As Gueledés – a festa das máscaras, pela Pallas Editora.

A partir da importância das mulheres na sociedade Yorubá e do poder que possuem, dentre tantos, um dos principais é o de ser mãe, o autor narra diferentes aspectos que desvendam a participação feminina nas atividades cotidianas, nas artes e na magia. Neste, conta-se a história das Senhoras da Noite (as Yás, em Yorubá, ou seja, mães) e o incrível poder que possuíam, como transformarem-se em animais e realizarem reuniões secretas durante a noite, o que as faziam ser temidas e respeitadas pelos homens.

Diante disso, os homens procuravam uma forma de neutralizar o poder dessas mulheres e criaram máscaras fascinantes e roupas coloridíssimas, nascendo, assim, a festa diurna das Gueledés como forma de distrair, com muita música e dança a atenção das mulheres feiticeiras, deixando-as exaustas e entregues ao sono no período noturno. Dessa maneira, evitava-se que elas se reunissem à noite e aumentassem seus poderes.

No decorrer da narrativa, o pequeno leitor atenta-se às atividades dedicadas às mulheres Yorubás, como as de vendedoras e os alimentos e objetos que constavam em suas barracas. O autor relaciona-as às famosas baianas que vendem acarajé e como elas perpetuam as tradições africanas na atualidade, presentes, também, nas vestimentas e religião, assim como o fundamental papel na educação dos filhos e na narração das histórias dos antepassados.

Ao final do livro, Raul Lody acrescenta diversas informações enriquecedoras acerca dos Yorubá para as crianças que ficam conhecendo as origens desse povo no continente africano, sua relação com a arte, aspectos sociais, a divisão do trabalho entre homem e mulher etc.

Por seu caráter instrutivo a respeito de uma importante manifestação afro-brasileira, As Gueledés – a festa das máscaras presta um fundamental papel ao tratar da permanência das tradições Yorubá e da valorização em nossa cultura, mostrando o quanto foi importante a participação dessa etnia africana na formação e diversidade do nosso país.



As Gueledés – a festa das máscaras
De e ilustrado por Raul Lody
Rio de Janeiro: Pallas Editora, 2010.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Rosana Paulino - Memórias de Sombras (exposição/SP)


Exposição Memórias de Sombras, da artista plástica Rosana Paulino, também ilustradora do livro infantil A lenda da Pemba, de Marcia Regina da Silva.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Marcia Regina da Silva – A Lenda da Pemba (livro)


Marcia Regina da Silva – A Lenda da Pemba
Por Ricardo Riso
Márcia Regina da Silva reescreve uma das mais belas histórias tradicionais oriunda do continente africano e que também se encontra em nossa cultura afro-brasileira, trata-se d’A Lenda da Pemba, título do seu livro infanto-juvenil publicado pela editora paulistana Larousse do Brasil em 2009, compondo a coleção Larousse Junior.

O grande valor da narrativa é abordar a pemba, um pó sagrado utilizado nas religiões afro-brasileiras, e contar a história de um amor impossível entre Mipemba, uma linda jovem negra que morava em um reino da África, e um jovem admirador. Amor impossível em razão das tradições do povo de Mipemba, pois a jovem foi escolhida para ser oferecida aos ancestrais.

O desenrolar da história é recheado de misticismo, sendo comovente o seu final, cabendo aqui ressaltar a condução precisa da narrativa tecida por Márcia Regina da Silva. Ao término da breve história, o pequeno leitor saberá a multiplicidade de usos que o pó sagrado da pemba oferece e as suas virtudes, tais como espalhar o amor, a harmonia e a felicidade entre as pessoas. Características que eram marcantes em Mipemba.

O livro consta de felizes ilustrações de Rosana Paulino, que se inspirou nas máscaras africanas para caracterizar as faces de seus personagens, a cuidadosa representação das vestimentas e seus tecidos bordados com formas geométricas, além das cenas do cotidiano de uma aldeia e de variados símbolos africanos. Os desenhos de Paulino são sucintos, suas formas são simples e sem exageros e sua paleta de cores é reduzida, tornando-os eficientes e um ótimo e agradável acompanhamento à leitura.

A Lenda da Pemba é um eficaz entretenimento para o pequeno leitor e ainda possui a qualidade de descrever um componente essencial da nossa religiosidade afro-brasileira. Um livro que atende aos textos das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, assim como enriquece e ajuda a diversificar a literatura infanto-juvenil de temática afro-brasileira. Trata-se de um excelente resultado alcançado pela parceria Marcia Regina da Silva e Rosana Paulino.


A Lenda da Pemba
De Márcia Regina da Silva
Ilustrações de Rosana Paulino
São Paulo: Larousse do Brasil, 2009

domingo, 19 de setembro de 2010

Oficina de Contos Africanos e Contação de Histórias - CCJF/RJ

Oficina de Contos Africanos e Contação de Histórias


Com quem? Silvia Carvalho e Alyxandra Gomes – Karingana Ua Karingana*
Onde? Centro Cultural da Justiça Federal – RJ
Horário? 18 às 21 horas
Quando? Dias 1, 8, 15, 22 de outubro e 05 de novembro.
Valor? 120,00
Contato? 21-87171780
E-mail: karinganauakaringana@yahoo.com.br
Blog: http://www.karinganauakaringana.blogspot.com/

Temas: - A literatura africana; - O conto africano; - O conto afro brasileiro; - O ofício do contador de histórias; - Pesquisa de repertório; - Exercícios de interpretação; - Leitura, literatura e lei 10.639/03; - Video sobre contadores; - Roda de contação no encerramento

* Alyxandra Gomes é Professora, doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos no Centro de Estudos Afro Orientais em Salvador & Silvia Carvalho é Psicóloga, Especialista em Literatura Africana, ambas coordenam o Karingana Ua Karingana desde 2005.

Fonte: E-mail gentilmente enviado pela colega Silvia Carvalho em 16 de setembro de 2010.

sábado, 18 de setembro de 2010

Filinto Elísio - Outros sais na beira mar (lançamento livro em Fortaleza/CE)

OUTROS SAIS NA BEIRA MAR - O lançamento do livro de Filinto Elísio (Editora Letras Várias, 190 páginas) acontece hoje (18) a partir das 19h no Espaço Cultural Oboé (Avenida Dom Luís, 300 – Aldeota). Aberto ao público. A publicação terá preço especial para o lançamento R$20.

Fonte: e-mail gentilmente enviado pelo escritor Filinto Elísio a partir do endereço http://www.opovo.com.br/app/opovo/vida-e-arte/2010/09/18/internaimpressavidaearte,2043238/literatura-de-beira-do-mar.shtml