quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Filinto Elísio e os novos caminhos para “desoficinar a poesia”


Filinto Elísio e os novos caminhos para “desoficinar a poesia”
Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, n. 182, p. 13, de 24/02/2011.
Meu primeiro contato com a poesia de Filinto Elísio se deu com o livro Das Frutas Serenadas, ocasião que tive oportunidade de conhecê-lo na USP, Brasil. Com o avanço das páginas do referido livro, vi que estava à frente de uma poesis que vivenciava sua insularidade dentro da literatura cabo-verdiana. Deparei-me com um vigor surpreendente que privilegiava a metapoética aliada a uma deliciosa união de sinestesia e exacerbado erotismo, para além do pleno uso das rimas internas, assonâncias e aliterações subvertendo a estrutura do soneto, configurando o poeta como um excelente sonetista. Evidências que seriam aperfeiçoadas com o livro seguinte, Li Cores & Ad Vinhos, e a plena maturidade de Filinto em seu ofício.
Entretanto, o inquieto poeta resolveu aventurar-se pelo romance, aliás, o antirromance, rompendo com tudo o que já tinha sido escrito até então em seu país, e jogou nas ruas Outros Sais na Beira-Mar. Um outro assombro, como sempre prazeroso, diante do audacioso hibridismo proposto pela narrativa fragmentada de Elísio, mesclando diferentes gêneros literários e incorporando características textuais da internet, como os e-mails.
Em sua permanente desassossegada criação literária o autor decide retornar à poesia. O que esperar de um novo livro de poesia de Filinto Elísio? Algo transgressivo, no mínimo, assim o escritor habituou-me.
Recebo Me_xendo no baú que sairá pela portuguesa Letras Várias, em caprichada edição com pinturas do português Luís Geraldes e um CD com os poemas declamados por João Branco e Nancy Vieira. Passo rapidamente os olhos pelas páginas e percebo que Filinto retoma características do passado e os sonetos, predominantes nos dois últimos livros, são abandonados, ou melhor, há apenas um. Agora os versos são curtos, breves, a lembrar os tempos Do lado de cá da rosa.
Me_xendo no baú está dividido em cinco cadernos, totalizando 35 poemas. Os cadernos possuem títulos curiosos em razão da grafia escolhida pelo poeta, deslocando nossos sentidos sendo reconfigurados pela sonoridade das palavras, arte na qual Elísio é mestre como são os grandes nomes da poesia: Ó de ceia das i_lhas. Formado por dez poemas, este primeiro caderno propõe-se uma peculiar leitura das ilhas de Cabo Verde “antes do verbo”. Diante dos sentidos desgastados das palavras pela insensibilidade da contemporaneidade, o poeta “pensa palavras primordiais” para ressignificar a história das ilhas em forma de poesia, esmaecidas pelos fragmentos da memória e dignificá-las com a força libertadora do verbo poético. O derradeiro caderno retorna ao país e o poeta celebra as manifestações musicais das ilhas em belíssimos poemas. Estão lá a morna (reatualizada), a coladeira, a tabanka, o cola son jon, o funaná, o batuque – e a comovente homenagem às mulheres: “na re_tina de aquém & mar/ mulheres da grande ilha/ tam_borilam entre suas coxas/ o destino de serem outras deusas/ a_finação das máguas – suas lem_branças…”. Surpreendo-me com o criativo neologismo “máguas”, a unir a mágoa das mulheres abandonadas por seus homens e a água do mar, esse mar que leva os companheiros para a terra-longe.
Desarranjar os estáticos sentidos semânticos dos nossos tempos, perscrutador das palavras, poeta. Palavra, erotismo, poesia, a geografia das ilhas a serviço da poeisis de Elísio, navegador de uma linha tênue que invoca exclamações. “São o caos querendo o cosmos” para a peculiar grafia de sua poesia. Não por acaso, o ar, elemento da natureza representando o voo, a liberdade da palavra poética, presentifica-se. Percepções inertes na agitação dilaceradora do cotidiano. Cabe ao poeta restaurar as “coisas levi_tantes” e fecundar “lavra_s novas”.
“Persistem em mim todas as fomes”. A fome que devastou o povo das ilhas em tempos idos se demonstra insaciável na incessante recriação do verbo poético. A sinestesia permanece marcante, a erotização estonteante, palavra poética de puro desejo, versos surgidos na efemeridade da vida, o que o leva a dessacralizar o desejo, sendo fiel ao seu instinto masculino: “versejo-te sendo este desejo/ uma estranha forma de cruz”.
A celebração simbolista nas metáforas inusitadas, a intertextualidade com Arthur Rimbaud e com a própria obra: “rosa do lado de cá?”; as referências obrigatórias do poeta: o Fernando Pessoa de “Ode Marítima” e “Autopsicografia”, e o mineiro Carlos Drummond de Andrade das Gerais de tanto agrado do poeta de Santiago, para além do universal expresso nas citações da mitologia egípcia.
Em seu “tabu_leiro” de palavras, a investigação ininterrupta dos sons e a sua musicalidade em diferentes grafias – “em mi fá sol lá da melo dia” e “musicar fonemas” –, substancia-se com o farto recurso de termos e maneiras de escrita apropriados da internet, “S grafema impreciso/ VC de vossemecê”; na supressão de vogais e a crítica ao empobrecimento da língua portuguesa tratada de forma invertida: “amiúde sem vogais/ de ataúde consoantes:/ amar-te em MR-T/ FDR-T gemendo assaz letras/ CMR-T engolindo-as todas”; assim como, a ironia de um surrealismo delirante que somente um poeta transgressor como Elísio poderia proporcionar: “S exílio/ S lírio/ C de cílio/ e de você/ esse delírio”.
Por outro lado, a reverência a um cânone da literatura de Cabo Verde, profundo admirador da expressão máxima da poesia, a sua musicalidade. Falo de Corsino Fortes de “Pão & Fonema” e “Árvore e Tambor”: “aliterando em T/ (corsino verseja tambor)/ metaforizando em P/ (cor & sino tal poesia)”.
Criatividade extrema, ludicidade com as palavras, o poeta a cantar o seu “hino de liberdade”, a criar inusitadas pontes com um mestre da sonoridade das palavras como Manuel Bandeira – em desassombro de qualquer pasargadismo ou antipasagardismo da história literária cabo-verdiana – e o seu poema “Rondó do Capitão”, utilizando versos livres, imagens automáticas e surreais, onomatopeias, versos impregnados por temos da computação – “mas/ não me piches/ no graffiti/ nem me_gapixels/ em photoshop”. Por isso o poeta afirma para mim, para o leitor, “upgrada-te”. Sentimento necessário para acompanhar o intenso uso da tecla “underscore” (ou underline) fartamente aplicado na internet, que ora serve para reforçar o gozo sexual em “den_goso”, ora para jogos lúdicos como as “equações estéticas” de “Intradoxos”: “a_barco/ b_arco/ c_rco/ ...de circo meu bem”. Transgressão na linguagem que procura restaurar sentidos profundos dissolvidos pelo tempo, lucidamente reconstruídos no processo constante de “desoficinar a poesia”.
Me_xendo no baú revela a ludicidade em harmonia com a complexidade criativa de um poeta que se atreve a inovar, a se apropriar de referenciais contemporâneos para sua escrita. Não é por menos que afirma: “querem de mim ainda as transgressões”. Filinto, todas, se possível. Que continue “vasculhando o ú” de sua poesia, deslocando as imagens, recriando palavras e sons, desestabilizando os incautos da poesia sem tesão, revisitando as ilhas do arquipélago, celebrando suas músicas, esfarpando “metrificações e versos”, valorizando os poetas que o formaram... por arriscar novos caminhos para a sua poesia, Filinto Elísio amplia a vastidão de seu mar e fortalece a insularidade de sua trajetória na literatura cabo-verdiana, tornando-se um obrigatório mar a ser navegado. Com prazer, sempre.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Camila Mont-Rond – Amor na Ilha e outras Paragens (livro)


Camila Mont-Rond – Amor na Ilha e outras Paragens (sinopse)

Camila Mont-Rond é o pseudônimo de Ondina Maria Fonseca Rodrigues Ferreira. Neste livro de contos deparamo-nos com histórias de pessoas comuns fragmentadas pelas variadas circunstâncias impostas pela vida. A contista enfatiza a condição da mulher cabo-verdiana, subjugada em uma sociedade patriarcal que comete injustiças de diversas e cruéis ordens. As histórias se passam em diferentes tempos que vão desde o século XVI, a luta pela independência e os dias atuais. Os espaços se dão tanto nas ilhas do arquipélago quanto na terra-longe, sendo os efeitos da emigração sentidos de forma positiva ou negativa pelas personagens.

Detentora de uma narrativa envolvente e concisa, elegante e sutil nos detalhes que mascaram os destinos das mulheres cabo-verdianas, este livro proporcionará gratas surpresas para quem atravessar suas páginas e assim conhecer um pouco de Cabo Verde pela sóbria prosa de Camila Mont-Rond.

Ricardo Riso

Este livro e outros títulos da Artiletra, editora cabo-verdiana, encontram-se à venda na Kitabu - Livraria Negra (Rio de Janeiro - Brasil).

Osvaldo Azevedo – Regresso à Vila do Vale (livro)


Osvaldo Azevedo – Regresso à Vila do Vale (sinopse)

Este livro de Osvaldo Azevedo, também ilustrado por ele, reúne poemas e contos que em sua maioria recriam os “mil mistérios e tesouros que guardam a Vila do Vale”, local de origem do escritor. Filho do poeta Pedro Corsino Azevedo, esta publicação está dividida por poemas introdutórios, uma dedicatória e três cadernos.

No caderno inicial estão agrupados poemas e contos de intensa rememoração da infância, na restrita visão de mundo dos pequenos sempre prontos para descobrir o universo dos adultos. Os contos testemunham o cotidiano de uma pacata vila durante o período colonial, sendo os animais protagonistas em algumas narrativas, como a de “O Brilhante”, o bravo cavalo de um tempo em que “a terra ainda esperava a manifestação máscula de um homem”. O caderno seguinte preocupa-se com a relação ilhéu-mar, enquanto o derradeiro apresenta intimismo e lirismo, para além das divagações acerca do ocaso da vida.

Um livro de agradável leitura de um veterano das letras de Cabo Verde.

Ricardo Riso

Este livro e outros títulos da Artiletra, editora cabo-verdiana, encontram-se à venda na Kitabu - Livraria Negra (Rio de Janeiro - Brasil).

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mario Lucio Sousa – Para nunca mais falarmos de amor (livro)


Mario Lucio Sousa – Para nunca mais falarmos de amor (sinopse)

Em 1999 Mario Lucio Sousa concretiza a sua 3ª incursão literária. Este consagrado músico cabo-verdiano possui uma carreira consistente e celebrada tanto na literatura quanto no teatro, como comprova a sua estreia na poesia com o “Nascimento de um Mundo” (1991).

Em “Para nunca mais falarmos de amor”, o autor brinda-nos com uma temática destelurizada do cânone literário cabo-verdiano, poemas breves e concisos, agradáveis experiências com os hai-kais em imagens inusitadas e por vezes irônicas.

Sousa capta na observação da simplicidade do cotidiano a matéria para os seus poemas, embora encontre no ser humano e na beleza da vida as substâncias para a sua poesia. Nesse sentido, inferimos a comovente presença de um lirismo amoroso acompanhado de um respeito à condição humana no que se refere às suas ânsias, angústias e nas suas contradições diante das adversidades.

Com uma singela carta do autor aos editores ilustrando a capa do livro, deparamo-nos com 84 pequenos poemas sinceros, em alguns momentos dolorosos, reveladores de um artista com a sensibilidade à flor da pele pronto para desnudar o belo da poesia, o bom de viver.
Ricardo Riso

Este livro e outros títulos da Artiletra, editora cabo-verdiana, encontram-se à venda na Kitabu - Livraria Negra (Rio de Janeiro - Brasil).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Carta Aberta ao Ziraldo, por Ana Maria Gonçalves

Recomendo a leitura deste excelente texto de Ana Maria Gonçalves que desmascara a democracia racial brasileira e tem a propriedade de desconstruir mais um cânone literário brasileiro, apresentando a opção declaradamente racista de sua obra.


Ricardo Riso




Carta Aberta ao Ziraldo, por Ana Maria Gonçalves



Caro Ziraldo,
Olho a triste figura de Monteiro Lobato abraçado a uma mulata, estampada nas camisetas do bloco carnavalesco carioca "Que merda é essa?" e vejo que foi obra sua. Fiquei curiosa para saber se você conhece a opinião de Lobato sobre os mestiços brasileiros e, de verdade, queria que não. Eu te respeitava, Ziraldo. Esperava que fosse o seu senso de humor falando mais alto do que a ignorância dos fatos, e por breves momentos até me senti vingada. Vingada contra o racismo do eugenista Monteiro Lobatoque, em carta ao amigo Godofredo Rangel, desabafou: "(...)Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral – e no físico, que feiúra! Num desfile, à tarde, pela horrível Rua Marechal Floriano, da gente que volta para os subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas – todas, menos a normal. Os negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão, vingaram-se do português de maneira mais terrível – amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios pela manhã e reflui para os subúrbios à tarde. E vão apinhados como sardinhas e há um desastre por dia, metade não tem braço ou não tem perna, ou falta-lhes um dedo, ou mostram uma terrível cicatriz na cara. “Que foi?” “Desastre na Central.” Como consertar essa gente? Como sermos gente, no concerto dos povos? Que problema terríveis o pobre negro da África nos criou aqui, na sua inconsciente vingança!..." (em "A barca de Gleyre". São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1944. p.133).
Para ler o restante do texto, clique aqui.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Arménio Vieira por Ricardo Riso na revista Triplov (Portugal)



Publicada na revista portuguesa Triplov, minha resenha do livro O poema, a viagem, o sonho, de Arménio Vieira, primeiro cabo-verdiano a ser galardoado com o Prêmio Camões, em sua edição de 2009.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Corsino Fortes - A cabeça calva de Deus (livro lançado no Brasil)


Livro: A cabeça calva de Deus
Autor: Corsino Fortes
ISBN 10: 8575313909
ISBN 13: 9788575313909
Gênero: Literatura Portuguesa Contemporânea/Poesia
Edição: 1ª edição
Páginas: 288
Formato: 14 X 21 cm
Peso: 325 g
Organização e prólogo: Floriano Martins
Coleção: Ponte Velha
Artista convidado: Fernando Gonçalves
Posfácio: Ana Mafalda Leite
A Escrituras Editora, dentro da Coleção Ponte Velha, edição apoiada pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB/Portugal), publica A cabeça calva de Deus, de Corsino Fortes. A organização e prólogo da obra são de Floriano Martins e as ilustrações de Fernando Gonçalves.
A cabeça calva de Deus intitula uma trilogia poética iniciada com a publicação de Pão & Fonema (1974), seguida de Árvore & Tambor (1986) e agora concluída com o livro Pedras de Sol & Substâncias (2001), obra poética de Corsino Fortes que foi objeto de diversos estudos e que faz parte de várias antologias em língua inglesa, portuguesa, francesa, italiana, holandesa, entre outras.
Segundo Ana Mafalda Leite, no posfácio, “A cabeça calva de Deuscondensa o universo caboverdiano pela sua potência engendradora a partir das suas limitações geoclimáticas e telúricas. Abandonadas pelos deuses no meio do Atlântico, as dez ilhas caboverdianas, a caminho da África, Europa e América, com a nudez mineral da secura, incorporam nelas a força poética e rítmica com que a poesia fundamental de Corsino Fortes as canta em tom épico e sagrado”.
Sobre o autor:
Corsino António Fortes
 nasceu em 14 de fevereiro de 1933, em Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde. Licenciado em Direito (Lisboa, 1966), veio a exercer as funções de delegado do Ministério Público e juiz de direito, em Angola, até ser exonerado a seu pedido, em abril de 1975, do cargo de magistrado. Em 1974-1975, como militante ativo do P.A.I.G.C. exerceu as funções de representante do Partido em Angola, de diretor-geral dos Assuntos Judiciários da República da Guiné-Bissau e de emissário especial da República de Cabo Verde junto dos Governos da República Popular de Angola e da República Democrática de São Tomé e Príncipe. Entre 1975 e 1981, foi embaixador extraordinário e plenipotenciário da República de Cabo Verde junto da República Portuguesa, desempenhando idênticas funções junto dos Governos de Espanha, França, Itália, Noruega e Islândia. Em 1981, foi nomeado secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro e, em 1983, secretário de Estado da Comunicação Social. Entre 1986 e 1989, regressa à diplomacia como embaixador de Cabo Verde junto da República Popular de Angola. Entre 1989 e 1991, exerce as funções de ministro da Justiça pelo Governo de Cabo Verde. Hoje exerce as seguintes funções: Presidente da Fundação Amílcar Cabral, Presidente do Conselho de Administração da Inpar – Companhia Cabo-Verdiana de Seguros, Vice-presidente do Conselho de Administração da Caixa Econômica de Cabo Verde, e Sócio-fundador da Associação dos Escritores cabo-verdianos. Foi condecorado pelo Governo Português com a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique e com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito, pelo Governo Francês com o Grand officier de L’ordre nacional du Mérite: e pela Presidência da República de Cabo Verde com a Ordem do Vulcão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Artiletra (Cabo Verde) livros à venda na Kitabu (RJ)

(clique na imagem para ampliá-la)
Prezados,

sempre procurando formas para ampliar e facilitar o acesso do público brasileiro aos livros dos escritores das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, iniciei uma parceria com a Edições Artiletra. Agora seus livros estão à venda na Kitabu - Livraria Negra, à rua Joaquim Silva 17, Lapa - Rio de Janeiro/RJ. Além dos livros de Valentinous Velhinho, Mario Lucio Sousa, Kaká Barbosa, entre outros, o histórico jore - jornal-revista de Educação, Ciência e Cultura, Artiletra, nº 105/106 - novembro/dezembro-2010, também está à venda.

Agradeço ajuda para a divulgação.
Grande abraço,
Ricardo Riso


A relação dos livros da Artiletra:


Camila Mont-Rond - Amor na Ilha e Outras Paragens

Dionísia Velhinho Rodrigues - Na Minha Terra Também se Ama
Kaká Barboza - Konfison na Finata
Kwame Kondé - Escritos sobre Teatro
Mario Lucio Sousa - Para Nunca Mais Falarmos de Amor

Osvaldo Azevedo - Regresso à Vila do Vale


Vadinho Velhinho - No Ponto do Rebuçado
Valentinous Velhinho - Adeus Loucura Adeus
Valentinous Velhinho - Relâmpagos em Terra
Valentinous Velhinho - O túmulo da Fênix
Valentinous Velhinho - Tenho o Infinito Trancado em Casa

Curso Mitologias Africanas e Afro-brasileiras na Sala de Aula