UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CAMPUS DA UFC NO CARIRI
PROGRAMA DE EXTENSÃO INICIATIVAS NEGRAS
EDITAL N.º 01.2011
III CURSO DE EXTENSÃO INICIATIVAS NEGRAS - TROCANDO EXPERIÊNCIAS
04 a 14 de outubro de 2011
Local: Universidade Federal do Ceará/Campus Cariri
Juazeiro do Norte - Ceará
OBJETIVOS:
• Capacitar e formar teórica e tecnicamente estudiosos (as) e ativistas dos movimentos sociais que atuam na área do combate ao racismo e ao sexismo, buscando contribuir para a instrumentalização de agentes sociais que possam operar em projetos de intervenção e mudança social.
• Propiciar uma maior aproximação entre pesquisadores (as), acadêmicos (as) e ativistas dos movimentos sociais negros em âmbito nacional, estimulando uma troca de saberes.
HISTÓRICO:
O Curso de Extensão Iniciativas Negras - Trocando Experiências busca estimular a reflexão crítica sobre diversas experiências que visem combater o sexismo, a discriminação racial, os racismos e as discriminações correlatas. Tem procurado incentivar uma maior sinergia entre acadêmicos (as) e ativistas com ênfase sobre os aspectos de relações raciais, gênero e direitos humanos. Teve início no ano 2000 no âmbito do Centro de Estudos Afro - Brasileiros (CEAB) da Universidade Cândido Mendes (RJ).
Diante da demanda crescente decidimos, naquela conjuntura, organizar a edição do RJ apenas bianualmente. Em 2003, realizamos Cursos Regionais – (com duração de três dias, cada) em Piracicaba – SP, Belo Horizonte – MG, Porto Alegre – RS e Macapá – AP. No âmbito da UFC no Cariri, os cursos foram realizados em 2007 e 2009, com duração de dez dias cada. No ano de 2008 tivemos o primeiro, em maio, na cidade de Araguaína - TO e em novembro, em Fortaleza- CE. Em 2010 foi a vez de Passo Fundo - RS, em maio em Caruaru - PE, em outubro.
Em maio de 2011 foi a vez de Manaus – AM, todos com cerca de três dias.
As atividades regionais só foram possíveis em virtude de uma rede estabelecida entre acadêmicos e ativistas dos movimentos sociais e das adesões de Universidades, Sindicatos e ONGs, nos diversos Estados, o que tem contribuído para com o reconhecimento e a relevância deste curso de extensão.
FORMATO
Mini-cursos, painéis, oficinas, grupos de estudos, mesas redondas, vídeos e turismo cultural.
ALGUNS TEMAS QUE SERÃO ABORDADOS EM OUTUBRO DE 2011
Direitos Humanos - Gênero – Saúde - Redação de projetos - Captação de Recursos - Ação Afirmativa - História e Cultura Afro-Brasileira – Arquivo documental.
A leitura de uma bibliografia será sugerida aos participantes no decorrer do curso.
PÚBLICO-ALVO:
Os (as) candidatos (as) deverão ser ativistas dos movimentos sociais negros ou de mulheres negras (e/ou) serem estudantes que desenvolvam pesquisas na área das relações raciais e/ou de gênero.
NOTAS:
1) Não poderãocandidatar-se às bolsas oferecidas no III Curso de Extensão Iniciativas Negras pessoas que já foram contempladas em edições anteriores (RJ – 2000 a 2004/ Ceará – 2007 e 2009). Podendo, contudo, participar com recursos próprios, sem necessidade de inscrição prévia;
2) O curso é aberto a todos (as) interessados (as). Os (as) participantes que obtiverem um mínimo de 90 % de frequência terão direito a um certificado.
3) O curso é inteiramente gratuito e aberto a todos (as) os interessados (as).sem necessidade de inscrição prévia.
SELEÇÃO:
Serão selecionados 30 (trinta) participantes, incluídos nas seguintes categorias e de acordo com os critérios relacionados:
a) 10 bolsas Norte e Nordeste – Apenas para residentes nestas regiões, exceto das cidades da Região Metropolitana do Cariri - RMC. Receberão passagem (aérea e/ou terrestre), hospedagem e alimentação.
b) 5 bolsas gerais- Para residentes em qualquer ponto do país. Receberão passagem (aérea e/ou terrestre), hospedagem e alimentação.
c) 15 bolsas parciais – Para residentes em qualquer ponto do país. Receberão hospedagem e alimentação. Devem responsabilizar- se por suas passagens (aéreas e /ou terrestres) de ida e volta. Os selecionados deverão comprovar, dentro do prazo estipulado, a aquisição das passagens. Em caso contrário, a bolsa será transferida aos suplentes.
Cada candidato optará, no ato da inscrição, por uma das categorias de bolsa que se adeque a sua condição geográfica. Uma vez enviada a documentação, a opção não poderá ser alterada. A inscrição será online, através do preenchimento do formulário para seleção de participantes. Os selecionados deverão participar integralmente de todas as atividades propostas durante os dez dias de curso.
SOBRE A BANCA DE SELEÇÃO:
Uma comissão (formada por professores da UFC e ativistas do Movimento Social) fará a seleção com base na documentação apresentada e suas decisões serão definitivas.
DOCUMENTAÇÃO A SER ENVIADA ONLINE:
1- Uma carta de recomendação (com assinatura digitalizada) de alguma liderança do Movimento Negro, do Movimento de Mulheres Negras ou de um (a) pesquisador (a) na área das relações raciais.
2- Formulário para seleção de participantes (totalmente preenchido). Ver no site: http://nblac.cariri.ufc.br
NOTA:Toda a documentação deve ser obrigatoriamente digitalizada e enviada para o e-mail: iniciativasnegras@yahoo.com.br, indicando no campo assunto: SELEÇÃO INE 2011.
Não será admitido o envio impresso.
CONFIRMAÇÃO DA SELEÇÃO
Após a publicação dos selecionados, os mesmos deverão preencher e enviar o formulário “Carta Compromisso” no prazo estipulado neste Edital, como condição de confirmação da inscrição, conferindo-lhes a efetivação da sua seleção.
CRONOGRAMA
Período de inscrições. 15 de julho a 20 de agosto
Análise das inscrições. 23 e 24 de agosto
Publicação preliminar dos selecionados. 27 de agosto
Envio da Carta Compromisso, pelos selecionados, com confirmação da inscrição.
Até 03 de setembro
Publicação final dos selecionados. 05 de setembro
Período do evento. 04 a 14 de outubro
Juazeiro do Norte, 15 de Julho de 2011.
______________________________
Joselina da Silva
Coordenadora do Programa de Extensão Iniciativas Negras
MAIORES INFORMAÇÕES:
http://nblac.cariri.ufc.br/
iniciativasnegras@yahoo.com.br
Universidade Federal do Ceará/ Campus Cariri
Av. Tenente Raimundo Rocha S/N - Cidade Universitária - Juazeiro do Norte - CE
CEP 63000-000 - Fone: +55 (88) 3572-7200 / 3572.7221
Um espaço dedicado à literatura negro-brasileira, às literaturas africanas de língua portuguesa e demais literaturas negro-diaspóricas
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
III CURSO DE EXTENSÃO INICIATIVAS NEGRAS - TROCANDO EXPERIÊNCIAS (UFC)
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Curso de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (FUNCEFET)
Cursos de Pós-graduação/MBA
Curso de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (FUNCEFET)
Objetivo:
O Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa tem como objetivo aperfeiçoar, atualizar e especializar profissionais da área de Licenciaturas em Letras, Pedagogia, História e Geografia em metodologias e teorias culturais e, igualmente, suscitar vocação de pesquisa.
Programa:
I – IMAGINÁRIOS CULTURAIS E LITERATURA - 40 h
1. Gênero, Etnia, Identidade e Diferença;
2. A revisão crítica do comparatismo, seu sentido e função na contemporaneidade;
3. Abordagem contrastiva de textos literários de língua portuguesa, de diferentes épocas, e contextos em diálogo;
4. Contribuição de recentes tendências teórico-críticas, especialmente as da desconstrução e as da “Nova História”.
II - ESTUDOS CULTURAIS E PÓS-COLONIAIS – 30 h
1. Estudo da produção cultural e indagações sobre as relações de dependência, conflito e apropriação de padrões culturais entre comunidades étnicas, regionais, nacionais ou trans-nacionais;
2. Reflexão sobre os conceitos de nação, identidades e cultura;
3. Indagações sobre os cânones literários: construções alternativas e paradoxos do multiculturalismo e da globalização;
III – O IMPRERIALISMO EUROPEU, PORTUGAL E A EXPLORAÇÃO DAS COSTAS AFRICANA E BRASILEIRA – 50h
1. Imperialismo e Orientalismo;
2. Abordagem comparada de estratégias expansionistas;
3. Reinos Africanos, Oralidade e Desterritorialização;
4. Nações indígenas e a utopia do paraíso ultrajado;
5. O exotismo.
IV – LITERATURA COMPARADA – 90h
1. Literatura geral e literatura comparada;
2. Tensões entre o local e o universal, entre unidade e diversidade.
3. Leituras sincrônicas: intertextualidade e supranacionalidade;
4. Gêneros, temas, relações literárias e periodização vista em perspectiva comparatista;
5. A intertextualidade como inter-historicidade. Intertextualidade e interdisciplinaridade;
6. O imaginário, o ilusório, o ficcional, a verdade;
7. Ficção e linguagem. Ficção e real. Ficção e teoria.
8. As manifestações artísticas em diferentes Poéticas como ambigüidade tensional de identidade e diferença na manifestação e construção da realidade e do homem;
9. Teorias disruptivas: paródia e práticas transformadoras. Leituras diacrônicas e o talento poético individual: função, norma e valor literários;
V- FUNDAÇÃO DAS LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA – 40h
1. Autor africano e contexto colonial; Textos Africanos e Escrita.
2. A poesia nos contextos angolano, cabo-verdiano e são-tomense;
3. Diálogos intertextuais entre África e Brasil;
4. A imprensa contestatória nos contextos angolano e moçambicano.
VI - LITERATURA E CONSCIÊNCIA NACIONAL – 60h
1. As influências do "afro-americanismo" e da "negritude" e a evolução das literaturas africanas de língua portuguesa;
2. Afirmação de identidade cultural, mestiçagem e projeto de emancipação política;
3. Características essenciais da estética literária africana: o uso da Língua Portuguesa e o hibridismo;
4. Especificidades de cada uma das 5 literaturas;
5. O fenômeno literário antes e depois das Independências: problemáticas abordadas, tons, gêneros discursivos, destinatários;
6. Os temas do "contratado" e da "guerra" nas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa;
VII – MEMÓRIA E DISCUSSÃO DA CONDIÇÃO PÓS-COLONIAL – 20h
1. Literaturas Africanas na Atualidade: autoria, autoridade, tópicos, gêneros;
2. Literatura e crise das utopias;
VIII – METODOLOGIA DA PESQUISA – 30h
1. Introdução à pesquisa, Métodos de estudo: fichamento, resenha, organização do trabalho científico;
2. Trabalhos científicos: roteiro de pesquisa, projeto de pesquisa;
3. TCC (trabalho de conclusão de curso);
Coordenação Acadêmica:
Profª Norma Lima
Doutora em Literatura Comparada - UFF
Professora dos Ensinos Médio e Superior
Fundamentação Legal e Certificação:
MEC - Res.nº 1 de 8 de Junho de 2007
Serão concedidos certificados de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização ou MBA pela Universidade Católica de Petrópolis, dos cursos ministrados em convênio com o Instituto de Pesquisa Educação e Tecnologia e acordo de cooperação Técnica com a FUNCEFET, aos alunos que obtiverem aproveitamento mínimo requerido (nota 7), freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) em todas as disciplinas e tiverem seu trabalho final de curso aprovado.
Local do Curso:
Rio de Janeiro - RJ
Rua Buenos Aires, nº 90 – 02º e 03º andar – Centro.
Carga Horária:
360 h/a
Duração do curso:
Aulas Quinzenais: 19 meses
Periodicidade e Horários:
Terça e quintas-feiras de 08:00h às 12:00h
Terça e quintas-feiras de 18:15h às 22:00h
Sábados de 08:30h às 17:30h
Melhores informações clicar aqui.
Curso de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (FUNCEFET)
Objetivo:
O Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa tem como objetivo aperfeiçoar, atualizar e especializar profissionais da área de Licenciaturas em Letras, Pedagogia, História e Geografia em metodologias e teorias culturais e, igualmente, suscitar vocação de pesquisa.
Programa:
I – IMAGINÁRIOS CULTURAIS E LITERATURA - 40 h
1. Gênero, Etnia, Identidade e Diferença;
2. A revisão crítica do comparatismo, seu sentido e função na contemporaneidade;
3. Abordagem contrastiva de textos literários de língua portuguesa, de diferentes épocas, e contextos em diálogo;
4. Contribuição de recentes tendências teórico-críticas, especialmente as da desconstrução e as da “Nova História”.
II - ESTUDOS CULTURAIS E PÓS-COLONIAIS – 30 h
1. Estudo da produção cultural e indagações sobre as relações de dependência, conflito e apropriação de padrões culturais entre comunidades étnicas, regionais, nacionais ou trans-nacionais;
2. Reflexão sobre os conceitos de nação, identidades e cultura;
3. Indagações sobre os cânones literários: construções alternativas e paradoxos do multiculturalismo e da globalização;
III – O IMPRERIALISMO EUROPEU, PORTUGAL E A EXPLORAÇÃO DAS COSTAS AFRICANA E BRASILEIRA – 50h
1. Imperialismo e Orientalismo;
2. Abordagem comparada de estratégias expansionistas;
3. Reinos Africanos, Oralidade e Desterritorialização;
4. Nações indígenas e a utopia do paraíso ultrajado;
5. O exotismo.
IV – LITERATURA COMPARADA – 90h
1. Literatura geral e literatura comparada;
2. Tensões entre o local e o universal, entre unidade e diversidade.
3. Leituras sincrônicas: intertextualidade e supranacionalidade;
4. Gêneros, temas, relações literárias e periodização vista em perspectiva comparatista;
5. A intertextualidade como inter-historicidade. Intertextualidade e interdisciplinaridade;
6. O imaginário, o ilusório, o ficcional, a verdade;
7. Ficção e linguagem. Ficção e real. Ficção e teoria.
8. As manifestações artísticas em diferentes Poéticas como ambigüidade tensional de identidade e diferença na manifestação e construção da realidade e do homem;
9. Teorias disruptivas: paródia e práticas transformadoras. Leituras diacrônicas e o talento poético individual: função, norma e valor literários;
V- FUNDAÇÃO DAS LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA – 40h
1. Autor africano e contexto colonial; Textos Africanos e Escrita.
2. A poesia nos contextos angolano, cabo-verdiano e são-tomense;
3. Diálogos intertextuais entre África e Brasil;
4. A imprensa contestatória nos contextos angolano e moçambicano.
VI - LITERATURA E CONSCIÊNCIA NACIONAL – 60h
1. As influências do "afro-americanismo" e da "negritude" e a evolução das literaturas africanas de língua portuguesa;
2. Afirmação de identidade cultural, mestiçagem e projeto de emancipação política;
3. Características essenciais da estética literária africana: o uso da Língua Portuguesa e o hibridismo;
4. Especificidades de cada uma das 5 literaturas;
5. O fenômeno literário antes e depois das Independências: problemáticas abordadas, tons, gêneros discursivos, destinatários;
6. Os temas do "contratado" e da "guerra" nas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa;
VII – MEMÓRIA E DISCUSSÃO DA CONDIÇÃO PÓS-COLONIAL – 20h
1. Literaturas Africanas na Atualidade: autoria, autoridade, tópicos, gêneros;
2. Literatura e crise das utopias;
VIII – METODOLOGIA DA PESQUISA – 30h
1. Introdução à pesquisa, Métodos de estudo: fichamento, resenha, organização do trabalho científico;
2. Trabalhos científicos: roteiro de pesquisa, projeto de pesquisa;
3. TCC (trabalho de conclusão de curso);
Coordenação Acadêmica:
Profª Norma Lima
Doutora em Literatura Comparada - UFF
Professora dos Ensinos Médio e Superior
Fundamentação Legal e Certificação:
MEC - Res.nº 1 de 8 de Junho de 2007
Serão concedidos certificados de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização ou MBA pela Universidade Católica de Petrópolis, dos cursos ministrados em convênio com o Instituto de Pesquisa Educação e Tecnologia e acordo de cooperação Técnica com a FUNCEFET, aos alunos que obtiverem aproveitamento mínimo requerido (nota 7), freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) em todas as disciplinas e tiverem seu trabalho final de curso aprovado.
Local do Curso:
Rio de Janeiro - RJ
Rua Buenos Aires, nº 90 – 02º e 03º andar – Centro.
Carga Horária:
360 h/a
Duração do curso:
Aulas Quinzenais: 19 meses
Periodicidade e Horários:
Terça e quintas-feiras de 08:00h às 12:00h
Terça e quintas-feiras de 18:15h às 22:00h
Sábados de 08:30h às 17:30h
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Curso de Especialização em Cultura Afro-brasileira e Indígena (FUNCEFET)
Cursos de Pós-Graduação/MBA
Curso de Especialização em Cultura Afro-brasileira e Indígena (FUNCEFET)
Objetivo:
O Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Cultura Afro Brasileira tem como objetivo aperfeiçoar, atualizar e especializar profissionais da área de Licenciaturas em Letras, Educação Artística, Pedagogia, História e Geografia para conteúdos a serem trabalhados e materiais didáticos produzidos, de acordo com os objetivos da Lei 11.645, a fim de propiciar aos professores estratégias e metodologias que os auxiliem a aplicá-la.
Programa:
I – IMAGINÁRIOS CULTURAIS E LITERATURA – 40h
1. Gênero, Etnia, Identidade e Diferença;
2. A revisão crítica do comparatismo, seu sentido e função na contemporaneidade;
3. Abordagem contrastiva de textos literários de língua portuguesa, de diferentes épocas, e contextos em diálogo;
4. Contribuição de recentes tendências teórico-críticas, especialmente as da desconstrução e as da “Nova História”;
II – ESTUDOS CULTURAIS E PÓS-COLONIAIS – 30h
1. Estudo da produção cultural e indagações sobre as relações de dependência, conflito e apropriação de padrões culturais entre comunidades étnicas, regionais, nacionais ou trans-nacionais;
2. Reflexão sobre os conceitos de nação, identidades e cultura;
3. Indagações sobre os cânones literários: construções alternativas e paradoxos do multiculturalismo e da globalização
III – O IMPERALISMO EUROPEU, PORTUGAL E A EXPLORAÇÃO DAS COSTAS AFRICANA E BRASILEIRA - 50h
1. Imperialismo e Orientalismo;
2. Abordagem comparada de estratégias expansionistas;
3. Reinos Africanos, Oralidade e Desterritorialização;
4. Nações indígenas e a utopia do paraíso ultrajado;
5. O exotismo;
IV – MATRIZ ÉTNICA E AFRO-DESCENDÊNCIA – 80h
1. O Continente Africano; A história da África edos africanos;
2. O contato entre o europeu e o africano e a chegada do negro ao Brasil; Escravidão no Brasil: formas e tipos diversos;
3. A luta dos negros no Brasil, uma história de resistências; Abolicionismo, a luta pela liberdade;
4. A cultura negra e a sua influência no Brasil e O negro na formação da sociedade nacional;
V – MATRIZ ÉTNICA INDÍGENA – 60h
1. A presença do homem no continente americano; O contato entre os europeus e os indígenas; Escambo escravidão nos primeiros anos de colonização;
2. Os índios do Brasil; A cultura indígena e a sua influência na formação da sociedade nacional e As contribuições dos povos indígenas ao Brasil e ao mundo.
3. Diversidade cultural, étnica, histórica, linguística e antropológica dos povos africanos e indígenas no Brasil;
4. Leis nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, 10.639, de 9 de janeiro de 2003 e 11.645, em vigor desde março de 2008;
VI – METODOLOGIAS NO ENSINO – 40h
1. Ensino e desenvolvimento das competências leitora e escritora;
2. Didática no ensino superior;
3. Elaboração de materiais didáticos;
4. O professor reflexivo.
VII - GÊNEROS E OUTRAS APLICAÇÕES – 30h
1. Minorias faladas: índio, negro, mulher, gay;
2. Cultura e instituições psicanalíticas;
3. Continentalismo, crioulismo, negritude.
VIII – METODOLOGIA DA PESQUISA – 30h
1. Introdução à pesquisa, Métodos de estudo: fichamento, resenha, organização do trabalho científico;
2. Trabalhos científicos: roteiro de pesquisa, projeto de pesquisa.
3. TCC (trabalho de conclusão de curso)
Coordenação Acadêmica:
Profª Norma Lima
Doutora em Literatura Comparada - UFF
Professora dos Ensinos Médio e Superior
Fundamentação Legal e Certificação:
MEC - Res.nº 1 de 8 de Junho de 2007
Serão concedidos certificados de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização ou MBA pela Universidade Católica de Petrópolis, dos cursos ministrados em convênio com o Instituto de Pesquisa Educação e Tecnologia e acordo de cooperação Técnica com a FUNCEFET, aos alunos que obtiverem aproveitamento mínimo requerido (nota 7), freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) em todas as disciplinas e tiverem seu trabalho final de curso aprovado.
Local do Curso:
Rio de Janeiro - RJ
Rua Buenos Aires, nº 90 – 02º e 03º andar – Centro.
Carga Horária:
360 h/a
Duração do curso:
Aulas Quinzenais: 19 meses
Periodicidade e Horários:
Terça e quintas-feiras de 08:00h às 12:00h
Terça e quintas-feiras de 18:15h às 22:00h
Sábados de 08:30h às 17:30h
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Curso de Especialização em Cultura Afro-brasileira e Indígena (FUNCEFET)
Objetivo:
O Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Cultura Afro Brasileira tem como objetivo aperfeiçoar, atualizar e especializar profissionais da área de Licenciaturas em Letras, Educação Artística, Pedagogia, História e Geografia para conteúdos a serem trabalhados e materiais didáticos produzidos, de acordo com os objetivos da Lei 11.645, a fim de propiciar aos professores estratégias e metodologias que os auxiliem a aplicá-la.
Programa:
I – IMAGINÁRIOS CULTURAIS E LITERATURA – 40h
1. Gênero, Etnia, Identidade e Diferença;
2. A revisão crítica do comparatismo, seu sentido e função na contemporaneidade;
3. Abordagem contrastiva de textos literários de língua portuguesa, de diferentes épocas, e contextos em diálogo;
4. Contribuição de recentes tendências teórico-críticas, especialmente as da desconstrução e as da “Nova História”;
II – ESTUDOS CULTURAIS E PÓS-COLONIAIS – 30h
1. Estudo da produção cultural e indagações sobre as relações de dependência, conflito e apropriação de padrões culturais entre comunidades étnicas, regionais, nacionais ou trans-nacionais;
2. Reflexão sobre os conceitos de nação, identidades e cultura;
3. Indagações sobre os cânones literários: construções alternativas e paradoxos do multiculturalismo e da globalização
III – O IMPERALISMO EUROPEU, PORTUGAL E A EXPLORAÇÃO DAS COSTAS AFRICANA E BRASILEIRA - 50h
1. Imperialismo e Orientalismo;
2. Abordagem comparada de estratégias expansionistas;
3. Reinos Africanos, Oralidade e Desterritorialização;
4. Nações indígenas e a utopia do paraíso ultrajado;
5. O exotismo;
IV – MATRIZ ÉTNICA E AFRO-DESCENDÊNCIA – 80h
1. O Continente Africano; A história da África edos africanos;
2. O contato entre o europeu e o africano e a chegada do negro ao Brasil; Escravidão no Brasil: formas e tipos diversos;
3. A luta dos negros no Brasil, uma história de resistências; Abolicionismo, a luta pela liberdade;
4. A cultura negra e a sua influência no Brasil e O negro na formação da sociedade nacional;
V – MATRIZ ÉTNICA INDÍGENA – 60h
1. A presença do homem no continente americano; O contato entre os europeus e os indígenas; Escambo escravidão nos primeiros anos de colonização;
2. Os índios do Brasil; A cultura indígena e a sua influência na formação da sociedade nacional e As contribuições dos povos indígenas ao Brasil e ao mundo.
3. Diversidade cultural, étnica, histórica, linguística e antropológica dos povos africanos e indígenas no Brasil;
4. Leis nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, 10.639, de 9 de janeiro de 2003 e 11.645, em vigor desde março de 2008;
VI – METODOLOGIAS NO ENSINO – 40h
1. Ensino e desenvolvimento das competências leitora e escritora;
2. Didática no ensino superior;
3. Elaboração de materiais didáticos;
4. O professor reflexivo.
VII - GÊNEROS E OUTRAS APLICAÇÕES – 30h
1. Minorias faladas: índio, negro, mulher, gay;
2. Cultura e instituições psicanalíticas;
3. Continentalismo, crioulismo, negritude.
VIII – METODOLOGIA DA PESQUISA – 30h
1. Introdução à pesquisa, Métodos de estudo: fichamento, resenha, organização do trabalho científico;
2. Trabalhos científicos: roteiro de pesquisa, projeto de pesquisa.
3. TCC (trabalho de conclusão de curso)
Coordenação Acadêmica:
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Doutora em Literatura Comparada - UFF
Professora dos Ensinos Médio e Superior
Fundamentação Legal e Certificação:
MEC - Res.nº 1 de 8 de Junho de 2007
Serão concedidos certificados de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização ou MBA pela Universidade Católica de Petrópolis, dos cursos ministrados em convênio com o Instituto de Pesquisa Educação e Tecnologia e acordo de cooperação Técnica com a FUNCEFET, aos alunos que obtiverem aproveitamento mínimo requerido (nota 7), freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) em todas as disciplinas e tiverem seu trabalho final de curso aprovado.
Local do Curso:
Rio de Janeiro - RJ
Rua Buenos Aires, nº 90 – 02º e 03º andar – Centro.
Carga Horária:
360 h/a
Duração do curso:
Aulas Quinzenais: 19 meses
Periodicidade e Horários:
Terça e quintas-feiras de 08:00h às 12:00h
Terça e quintas-feiras de 18:15h às 22:00h
Sábados de 08:30h às 17:30h
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
José Luís Hopffer C. Almada – “Uma criatura da saudade” (resenha)
José Luís Hopffer C. Almada – “Uma criatura da saudade”
Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário A Nação, nº 206, p. 20, de 11/08/2011.
A obra de José Luis Hopffer Almada solidifica-se na poesia cabo-verdiana contemporânea em razão da complexidade com que trata temas consagrados no sistema literário do seu país, tais como a evasão e a emigração, assim como de um minucioso labor de lapidação da palavra demonstrado na incessante recriação de seus poemas, para além da louvável atuação na crítica literária, no ensaio e na promoção da cultura de Cabo Verde.
Escolhemos o poema “Na morte de Baltasar Lopes da Silva (que também é o poeta Osvaldo Alcântara)” (na versão publicada recentemente em “Cabo Verde: antologia de poesia contemporânea”, organizada por Ricardo Riso e que refunde a versão inicialmente publicada na revista “Fragmentos”), para abordarmos a identidade cabo-verdiana, expondo um sujeito deslocado e fragmentado que refaz seus poemas na diáspora, de cabo-verdiano das dez ilhas e da terra-longe, revisitando as origens de sua cultura e as replanejando na contemporaneidade. Segundo Stuart Hall, “o sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um ‘eu’ coerente. Dentro de nós há identidades contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas”. Nesse sentido, temas caros à literatura anunciam-se: “evadiram-se os meus companheiros para a Pasárgada, desterraram-se para as hespérides ou degredaram-se para a terra-longe?” Deslocamento apresentado na rica heteronímia, na transumância de seu heterônimo mais vinculado à mãe-terra, de Zé di Sant’Y’Águ para NZé di Sant’Y’Águ, este telúrico e lusógrafo que tanto pode estar nas ilhas quanto na diáspora, enquanto aquele ficou restrito aos poemas em língua materna.
Nesse poema atribuído nesta versão muitíssimo abreviada a NZé di Sant’Y’Águ os macrotemas da evasão e da emigração são trabalhados em uma ampla tessitura de saudade bipartida. Talvez por isso a homenagem ao claridoso Osvaldo Alcântara, o maior responsável pelo pasargadismo na literatura cabo-verdiana. Pasargadismo que foi evasionista e também gerou a sua recusa, o antievasionismo, questões revisitadas no poema: “Sinto saudades do norte desconhecido onde trilham os passos dos meus amigos ausentes. Sinto saudades do ignoto san francisco do norte. Sou saudosista. Sou evasionista.// Os meus companheiros, meus conterrâneos da mãi-terra, meus contemporâneos da pasárgada, sentem saudades do san francisco de cá, do nosso sul. São saudosistas. São anti-evasionistas”.
Nessa condição sofrida impõe-se o sentimento de saudade sob “à sombra da acácia”. O sujeito lírico projeta uma experiência cosmopolita e parte para a 11ª ilha: “Não dura muito escapar-me-ei para o norte (...). Integrar-me-ei no exôdo dos rostos. Negu. A transumância dos corpos. (...) E só então serei terra-longista”. Assim, confirma sua raiz afro-crioula e sente as agruras de emigrante: “Gueto. Trabalho e gueto. Crioulo e gueto. Cachupa e gueto. Lágrima e gueto. Navalha e gueto. Getu de rosto descoberto. Da descoberta da face escura”, e relembra a trágica experiência dos povos africanos durante a colonização da ilha de Santiago: “Dos filhos da diáspora nasceu a ilha. O tráfico dos corpos. A deportação da alma. (...) Com a audácia dos navegadores. Com a calculista frieza dos negreiros. (...) O atlântico odor de sangue. O choro em ancestral exílio. Da porta sem retorno de gore à pia baptismal da cidade velha”. Dessa maneira, a “reconstrução do meu olhar na vasta diáspora” apresenta um sujeito conotado ao seu tempo, e segundo Edward Said, capaz de “representar o sofrimento coletivo do seu próprio povo, de testemunhar suas lutas, de reafirmar sua perseverança e de reforçar sua memória”, pois a “tarefa do intelectual é universalizar de forma explícita os conflitos e as crises, dar maior alcance humano à dor de um determinado povo ou nação”.
E é assim, para um povo que navega pelas sete partidas do mundo, que José Luis Hopffer Almada reconfigura esse sentimento dilacerante comum ao cabo-verdiano nas ilhas ou na diáspora, a saudade, e presta seu contributo de escritor-intelectual exposto, segundo Said, “ao risco da ousadia, à representação da mudança, ao movimento sem interrupção”.
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Pedro Matos – Midju di Fogu (resenha)
Pedro Matos – Midju di Fogu
Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário A Nação, nº 204, p. 21, de 28/07/2011.
Pedro Andrade Matos nasceu em 15 de novembro de 1987 na Ilha do Fogo. Fez os estudos secundários na ilha-mãe e graduou-se em Relações Internacionais (Puc-Minas/Brasil). Hoje é mestrando em Ciência Política na UFMG (Brasil).
Sua estreia literária aconteceu em 2010 com o livro de poesia “Midju di Fogu – Azágua e outras memórias de Cabo Verde”, sob a chancela da brasileira Nandyala – Livraria e Editora, reunindo cinquenta e um poemas voltados para o público infanto-juvenil nas suas trintas e seis páginas. O livro ainda contém um importante glossário com a definição das diversas palavras em língua materna cabo-verdiana, para além de notas de contracapa da Profª Drª Simone Caputo Gomes (USP) e deste que aqui escreve.
Inspirada na condição diaspórica do autor, os poemas de “Midju di Fogu” trazem a saudade das tradições do arquipélago, a rememoração de sua terra e de sua gente sofrida no seu cotidiano simples de resistência desmesurada para vencer as agruras da vida: “Txuba d’azágua é molhada e traz/ A sabura quebrando a sodadi,/ Dando sperança a Eulália e Raimundo/ Povo di coragi, povo de padjigal”.
Tradições que a pena do poeta tenta manter acesas, “pois lá em baixo a nossa cultura/ grita...” para “que valorizem a cultura nacional”. Tradições que revelam sob a “luss di podogó” as carências da população pobre, mostradas na medição cruel da fome: “Rasora servia para nivelar os cereais/ Na cooperativa do Sr. Morais,/ Onde as pessoas idosas iam receber as kinzena/ Em forma de alimentos básicos.// Nem todo mundo gostava da rasora,/ Principalmente quando era para partir os alimentos/ Nos tempos da crise...” Crise econômica da Ilha do Fogo representada na purguera: “Do óleo zarpava o barco, combustível/ Do óleo debulhava o milho, comestível./ Do óleo trabalhava o homem, possível./ Do óleo sustentava o homem, impossível.” Representação que difere da relatada em “Ilhéu da Contenda”, romance de Teixeira de Sousa que retrata os tempos áureos desse comércio: “Ouvia contar ao pai que outrora exportavam purgueira para Marselha por bom preço. Depois que a indústria nacional se assenhoreara dessa oleaginosa, o preço desceu escandalosamente. Antigamente a purgueira era o mealheiro do pobre e a burra do negociante. O povinho vestia-se com a purgueira que colhia. O comerciante pagava em tecidos a purgueira que comprava. Vinham grandes lugres e patachos carregar purgueira. E era negócio que não falhava, quer chovesse, quer não (SOUSA, s.d., p. 26-27).
Entretanto, são nas carinhosas descrições dos pratos típicos, símbolos do arquipélago, que o poeta sacia a sua sodadi. Estão lá a katxupa – “depois de amassado o milho, colocava para secar ao sol”; “Batanga era feita com sal, água e farinha”; “do milho branco do campo do Sr. Dai/ Extraía a farinha, junto ao feijão./ Servida ao molho de garopa, comia-se a djagacida”; a “scaldada era simples de fazer com farinha, água e sal”. Afetuosas também as lembranças dos utensílios domésticos do homem do campo, tanto para o trabalho quanto para o conforto: balai de tente, garrafon, bidja, kankaran, tagarra, solidor, manduco e o kanhotu, que ajuda o camponês a esquecer “das amarguras do passado e do presente”. As bebidas são recordadas como “o manecon de uva para os senhores de bom codjon” e o grogu: “Rogue a Deus o mokeru por ter como beber o grogu”, assim como os ritmos musicais da tabanca, morna, batuque, talaia-baxu e funaná.
O drama da seca que “seca a minha alma”, da emigração forçada, do mar que “partilha a alegria daqueles que vão e voltam,/ transbordando nos calhaus as mágoas/ dos que foram e não voltaram” e tantas outras experiências do cabo-verdiano recriadas na poesia de Pedro Matos desvelam a saudade de um poeta que, longe de seus pares, mostra o seu apego à sua terra, por vezes madrasta, mas para sempre materna, e fazem da leitura de “Midju di Fogu”, por sinal, o milho como metáfora de perseverança, um singelo aprendizado da indescritível capacidade de resistência desse povo.
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sábado, 30 de julho de 2011
Cabo Verde: antologia de poesia contemporânea, Ricardo Riso (Org)
Prezado(a),
Informo que Cabo Verde: antologia de poesia contemporânea, organizada por Ricardo Riso, já se encontra disponível para acesso e download no sítio da revista acadêmica África e Africanidades (ISSN 1983-2354), edição nº 13, ano IV. Em 146 páginas, reúne 76 poemas de 13 poetas: António de Névada, Carlota de Barros, Danny Spínola, Dina Salústio, Filinto Elísio, José Luis Hopffer C. Almada, Margaridas Fontes, Maria Helena Sato, Mario Lucio Sousa, Oswaldo Osório, Paula Vasconcelos, Vasco Martins e Vera Duarte. A antologia conta com ilustrações dos artistas plásticos Abraão Vicente e Mito Elias.
“A presente antologia pretende contribuir para a melhor divulgação da poesia contemporânea de Cabo Verde, ainda de tímida exposição no Brasil. (...) deseja dar a conhecer, ainda que de forma breve, alguns desses poetas, artífices da linguagem, e assim estimular um olhar mais atento do público brasileiro para a recente produção poética cabo-verdiana.”
Na edição 14 (agosto/2011), será publicada Moçambique Hoje: antologia da novíssima poesia moçambicana, também organizada por Ricardo Riso, com a participação de Alex Dau, Andes Chivangue, Armando Artur, Chagas Levene, Domi Chirongo, Manecas Cândido, Mbate Pedro, Rinkel, Rogério Manjate, Sangare Okapi, Tânia Tomé. Ilustrações de João Paulo Quehá.
Peço ajuda para divulgação.
Grande abraço,
Ricardo Riso
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Literatura Infantil de Cabo Verde à venda na Kitabu
Agora à venda na Kitabu Livraria Negra a Colecção Stera, de Zaida Sanches, formada por quatro livrinhos infantis.
É mais uma parceria realizada com os cabo-verdianos e contribuindo para disseminação da literatura das ilhas no Brasil. A Colecção Stera, de Zaida Sanches, une-se ao livro de poesia Esteira Cheia ou o Abismo das Coisas, de António de Névada, e aos livros da Artiletra Edições (Valentinous Velhinho, Mario Lucio Sousa, entre outros).
Ricardo Riso
É mais uma parceria realizada com os cabo-verdianos e contribuindo para disseminação da literatura das ilhas no Brasil. A Colecção Stera, de Zaida Sanches, une-se ao livro de poesia Esteira Cheia ou o Abismo das Coisas, de António de Névada, e aos livros da Artiletra Edições (Valentinous Velhinho, Mario Lucio Sousa, entre outros).
Ricardo Riso
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Maria Helena Sato - Areias e Ramas (resenha)
Maria Helena Sato – Areias e Ramas
Por Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, nº 202, de 14/07/2011, p. 27
Há alguns anos que a cabo-verdiana Maria Helena de Morais Sato vive em São Paulo – Brasil, formada em Letras e pós-graduada em Literatura, Comunicação Social, Comunicação Internacional e Recursos Humanos, e possui MBA em Administração. É tradutora juramentada (espanhol, francês e inglês). Sato já tem uma obra extensa, com nove livros de poesia publicados, destacamos, dentre outros: “Bonsais e Haicais” (2000), “Presente do Mar” (2003) e “Caminho Orvalhado” (2004), e em prosa/poesia “O poeta além-vale” (antologia de António Januário Leite), em parceria com Luís Romano (2005).
Em 2006 lançou “Areias e Ramas” pela Edições Subiaco da cidade mineira de Juiz de Fora. Em suas 130 páginas espalham-se 94 poemas mais apresentação da poetisa, e o texto de contracapa ficou a cargo do também cabo-verdiano e radicado no Brasil, Luís Romano, autor de “Famintos”, que sobre o livro afirma: “pela raridade temática e alcance espontâneo, resultou eclética poesia, viva até alcançar tecedura de singular contexto lírico, sem sacrifício da harmonia em si”.
Acompanhando os apontamentos de Romano, percebemos em Maria Helena Sato uma poiesis madura, de amplo domínio da versificação livre, da brevidade dos versos, das formas curtas como o haicai e as quadras, assim como do soneto clássico e da poesia em prosa. Diversidade a serviço da recriação de temáticas consagradas na literatura cabo-verdiana, por uma pena diaspórica que a partir da distância, da sua insularidade, recorre à memória das ilhas para transformá-la em poesia: “Dez lágrimas,/ únicas,/ transbordam./ As demais/ cabem nos mapas”.
Poesia que apresenta a cartografia de Sato, cartografia de memória, por vezes dorida, como em “Seca”: “Silêncio virou,/ descanso – ou descaso?/ Sem você, sorriso, escasso...”; por vezes afetiva, de memória familiar: “De repente a lua/ plena/ não estava mais/ e Joãozinho/ gritou:/ ‘A bola?/ Quem a chutou?’/ Mas logo/ a escura nuvem/ passou!/ Após cada nuvem,/ sempre procuro/ você”.
Cartografia que também é literária, ainda afetiva, na relação com o claridoso Jorge Barbosa no poema dedicado a ele: “Atencioso olhar que me cumprimentava, ele passava por mim e eu sabia o nome daquele homem grande de estatura. Desconhecia, porém, a dimensão maior que carregava. Assim eram nossos encontros, enquanto eu brincava na rua, jogando ringue ou andando de bicicleta – e Jorge Barbosa passava”. Cartografia que recria a partir dos referenciais para sua poesia, como no “Passeio de Anílbal Lopes da Silva com Drummond e Bandeira”: “Longa estrada,/ vida boa,/ Porto Novo/ a Santa Bárbara.../ Muito pó/ muito pó/ muito pó.../ Oh Belarmino/ essa buzina/ olha o caminho/ é uma pedra?/ (...) Estrada/ longa,/ é muito sol,/ é muito sal,/ é muito pó,/ pego atalho,/ um dia só,/ tenho entrada/ garantida,/ vou ver o rei,/ pego atalho/ já estou perto/ de Pasárgada,/ até amanhã/ até amanhã/ até amanhã...” Cartografia a relacionar suas preferências estético-formais a Cabo Verde, como em Haicai: “Certamente, o poeta Bashô encontraria no arquipélago de Cabo Verde motivos para inspiração. Afinal, tudo quanto ele escreveu brotou de outro arquipélago, o Japão.
Cartografia do espaço da memória afetiva em “Mágico no Éden-Park”: “Cartola, gaiola,/ pombo, coelho, gaivota.../ E alguém ainda dirá/ que ninguém vive/ de ilusão!” Cartografia a celebrar o espaço das ilhas, como em “São Vicente”: “A terra quase/ infinita/ luta,/ porque vê,/ pequena ilha/ luta/ porque crê./ Areias/ são ponte/ de espera”.
“Areias e Ramas” surpreende pela lírica leve e afetuosa que Maria Helena Sato trata a sua poesia, de intensa celebração da memória das ilhas nos mais diferentes aspectos expostos de sua vivência, recriação estimulada por quem “sabe que os limites que impõe/ o olhar são limites fingidos, facilmente transgredidos”. Características que a diferenciam, por fim e ao cabo, e a posicionam ao lado de vozes femininas contemporâneas de Cabo Verde, tais como Vera Duarte, Dina Salústio e Carlota de Barros.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Tânia Tomé - Showesia no Teatro Sesi/RJ
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