Oráfrica: revista de oralidad africana - CONVOCATÓRIA PARA ARTIGOS
Encontra-se em preparação a publicação do número 8 da revista ORÁFRICA: REVISTA DE ORALIDAD AFRICANA, pelo que convidamos os professores, investigadores e outras pessoas interessadas a redigir artigos relacionados com qualquer aspeto oral das culturas africanas, assim como recensões bibliográficas sobre o mesmo tema. A publicação da revista está prevista para Abril de 2012. Os artigos deverão ser enviados sob forma eletrónica para o endereço orafrica@ceiba.cat antes de 31 de Dezembro de 2011.
Os textos deverão ser apresentados em formato Word, utilizando preferentemente o tipo de letra Times New Roman de tamanho 11, com espaçamento simples e texto justificado sem indentações.
Na primeira página, deverá ser incluído o nome do autor (tal como quer que conste), o título do artigo e a instituição (ou a menção que queira fazer constar).
Deverá ser enviado igualmente um resumo do artigo (máximo 10 linhas) iniciado por uma breve apresentação do autor (2 linhas), em espanhol e em inglês.
A extensão máxima dos artigos é de 25 páginas.
As recensões bibliográficas seguem os mesmos critérios formais. Não deverão incluir notas e a sua extensão máxima é de 3 páginas.
A revista ORÁFRICA publica-se em catalão, espanhol, francês, inglês e português. Os artigos apresentados em outras línguas serão traduzidos livremente pelo conselho editorial da revista.
CALL FOR PAPERS
We are preparing the number 8 of the Review Orafrica: Revista de Oralidad Africana and we want to invite to professors, lecturers, researchers and other persons to write articles about any oral subject of African cultures and also critics of recent books published. The publication of the number 3 will be in April of 2012. The articles must be sent by internet to the electronic address orafrica@ceiba.cat before 31 of December of 2011.
The articles must be presented in Word, using Times New Roman 11 points, with simple interlineal, text justified, and no indentation.
In the page of the title must appear the name of the author, the title of the article, and the Institution.
Must be sent too an abstract of the article (10 lines) and a brief presentation of the author (2 lines), in Spanish and English.
The maximum extension of the articles is 25 pages.
The critics of bibliography must be the same criteria. They cannot incorporate footnotes. The maximum extension is 3 pages.
Orafrica is published in Catalan, Spanish, French, Portuguese and English. The articles presented in other languages will be translated freely by the Review.
APPEL À COLLABORATION
En prévision de la publication du nº 8 de la revue ORÁFRICA : REVISTA DE ORALIDAD AFRICANA, nous invitons aux professeurs, chercheurs et autres personnes intéressées à rédiger des articles en rapport avec tout aspect oral des cultures africaines, ainsi qu’à rédiger des recensions bibliographiques du même sujet. La publication de la revue est prévue pour le mois d’avril 2012. Les articles doivent être envoyés par voie télématique à notre direction électronique (orafrica@ceiba.cat) avant le 31 décembre 2011.
Les textes doivent être présentés en format Word, en utilisant, de préférence, Times New Roman de 11 pt., avec interligne simple.
Il faut ajouter, dans la page du titre, le nom de l’auteur (de la façon dont on veut qu’il apparaisse), le titre de l’article et l’Institution d’origine (ou la mention que l’on veuille faire figurer).
Il faut ajouter aussi un bref résumé de l’article (10 lignes) entamé par une brève présentation de l’auteur (2 lignes), en Espagnol et en Anglais.
L’extension maximale des articles est de 25 pages.
Les recensions bibliographiques suivront les mêmes critères formels. Celles-ci ne doivent pas porter des notes, et son extension maximale sera de 3 pages.
ORÁFRICA est publiée en Catalan, Espagnol, Français, Anglais et Portugais. Les articles présentés dans d’autres langues seront librement traduits par la revue.
CONVOCATORIA PARA LA PUBLICACIÓN DE ARTÍCULOS
En previsión de la publicación del número 8 de la revista ORÁFRICA: REVISTA DE ORALIDAD AFRICANA, invitamos a los profesores, investigadores y otras personas interesadas a redactar artículos relacionados con cualquier aspecto oral de las culturas africanas, así como recensiones bibliográficas del mismo tema. La publicación de la revista está prevista para el mes de abril de 2012. Los artículos deben enviarse por vía telemática a la dirección electrónica orafrica@ceiba.cat antes del 31 de diciembre de 2011.
Los textos deben presentarse en formato Word, utilizando preferentemente el tipo de letra Times New Roman de 11 pt., con interlineado sencillo y texto justificado y sin sangrías.
En la página de título debe constar el nombre del autor (tal como se quiere que conste, el título del artículo y la Institución de origen (o la mención que se quiera hacer constar).
Se adjuntará un breve resumen del artículo (10 líneas) iniciado por una breve presentación del autor (2 líneas), en español y en inglés.
La extensión máxima de los artículos es de 25 páginas.
Las recensiones bibliográficas seguirán los mismos criterios formales. No deben llevar notas, y su extensión máxima será de 3 páginas.
ORÁFRICA se publica en catalán, español, francés, inglés y portugués. Los artículos presentados en otras lenguas serán traducidos libremente por la revista.
Fonte: Dá Fala
Um espaço dedicado à literatura negro-brasileira, às literaturas africanas de língua portuguesa e demais literaturas negro-diaspóricas
domingo, 16 de outubro de 2011
Oráfrica: revista de oralidad africana - CONVOCATÓRIA PARA ARTIGOS
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Elio Ferreira: Literatura Afrodescendente (livro)
Professores do curso de Letras/Português lançam livro na sexta-feira(14)
Os professores doutores Algemira de Macedo Mendes e Élio Ferreira, do Curso de Letras/Português, do Campus Poeta Torquato Neto, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) lançarão, no dia 14 de outubro, a partir das 19h, na livraria Entrelivros, localizada na Avenida Dom Severino, Nº 1045, bairro Jockey Clube, zona Leste de Teresina, o livro “Literatura Afrodescendente: memória e construção de identidades. A obra reúne 16 artigos de escritores de todo o Brasil, apresentados por meio de comunicações, durante o Simpósio “Literatura Afrodescentente: memória e construção de identidades”.
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UESPI
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
www.lopesfilho.com - sítio do Dr. João Lopes Filho
Com imensa satisfação que publico este texto a respeito de um novo sítio de extremo interesse para os estudiosos da cultura cabo-verdiana: www.lopesfilho.com - do Prof. Dr. João Lopes Filho.
Nascido na ilha de São Nicolau, Cabo Verde, o sítio do Dr. Lopes Filho oferece textos críticos, a bibliografia completa, um fórum para discussão, entre outras informações.
A seguir, alguns títulos de Lopes Filho, os meus votos de sucesso para sítio tão importante e meus agradecimentos ao Prof. Dr. João Lopes Filho por divulgá-lo neste espaço.
Ricardo Riso
• Cabo Verde - Apontamentos Etnográficos, Lisboa, Ed. do Autor, 1976
• Estória, Estória... Contos Cabo-Verdianos, Lisboa, Ulmeiro, 1978 (2ª ed. - 1983, Edição em inglês - 1995).
• Cabo Verde - Subsídios para um Levantamento Cultural, Lisboa, Plátano Editora, 1981.
• Contribuição para o Estudo da Cultura Cabo-verdiana, Lisboa, Ulmeiro, 1984.
• Defesa do Património Sócio-Cultural de Cabo Verde, Lisboa, Ulmeiro, 1985.
• A Comunidade Cabo-Verdiana em Portugal (co-autor), Lisboa, I.E.D., 1992.
• Cabo Verde. Retalhos do Quotidiano, Lisboa, Caminho, 1995.
• Ilha de S. Nicolau de Cabo Verde. Formação da Sociedade e mudança cultural, (2 vols.), Lisboa, Ministério da Educação, 1996.
• O Corpo e o Pão. O Vestuário e o Regime Alimentar Cabo-verdianos, Oeiras, Câmara Municipal de Oeiras, 1997.
• Vozes da Cultura Cabo-verdiana, Lisboa, Ulmeiro, 1998.
• O Forte do Príncipe Real e a Defesa da Ilha de S. Nicolau, Cascais, Edições Património, 1998.
• Olhares Partilhados, Praia, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 2002.
• Introdução à Cultura Cabo-Verdiana, Praia, Instituto Superior de Educação, 2003.
• Subsídios para o estudo da abolição da escravatura, Praia, Spleen, 2006.
• Imigrantes em Terra de Emigrantes, Praia, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 2007.
• In Memoriam João Lopes, Praia, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro.2007.
• Crónicas do Tempo que Passou, Praia, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 2009.
• Percursos & Destinos, Luanda, União de Escritores Angolanos / Sonangol, 2010
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João Tala - “Conto os meus mortos e revejo as cicatrizes” (entrevista)
“Conto os meus mortos e revejo as cicatrizes”
O poeta e ficcionista João Tala lançou, recentemente, na União dos Escritores Angolanos, o livro de contos “Rosas & Munhungo”. Tala é autor dos livros “A Forma dos Desejos”, poesia, prémio Primeiro Livro da UEA, 1997, “O Gasto da Semente”, poesia, menção honrosa do Prémio Sagrada Esperança do INALD, 2000, “A forma dos Desejos II”, Chá de Caxinde, 2003, “Lugar Assim”, poesia, UEA, 2004, “Os Dias e os Tumultos”, contos, Grande Prémio de Ficção da UEA, 2004, “A Vitória é Uma Ilusão de Filósofos e de Loucos”, Grande Prémio de Poesia da UEA, 2005, “Surreambulando”, contos, UEA, 2007, e “Forno Feminino”, poesia, Kilombelombe, 2009.
Isaquiel Cori, 09 de outubro de 2011
Vida Cultural - Cada conto refere-se a uma mulher. São curtas mas grandes estórias de amor. Amores vividos ou sonhados?
João Tala - As personagens principais dos contos em Rosas & Munhungo são mulheres distintas que vivem diversas situações, ou são reconhecidas num cenário do pós-guerra imediato. Um traço comum entre essas mulheres é a superação de traumas e outros estados psicológicos daí decorrentes, pelo amor. A característica estilística tem uma grande carga onírica onde o real vivido se revê na composição do sonho.
VC - O título "Rosas & Munhungo" sugere amor e boemia. Quer comentar?
JT - Rosas, como sendo flores, é simbologia feminina, portanto, associada à mulher. Essas personagens, a maioria delas, adaptaram-se a ambientes que lhes eram hostis, ou então a carência cede-lhes o argumento para “ir à rua”. Daí a expressão kimbundo munhungo que é sinónimo de libertinagem, num sentido mais ousado da boemia.
Foto: Jornal de Angola
VC - A proveniência médica do autor está muito presente pelo uso notório de termos do jargão médico. Este uso é propositado ou decorre, digamos, de deformação profissional?
JT - Deformação profissional e porque a personagem representa gente. A essência da medicina são as pessoas.
VC - No estrito sentido do texto pressentem-se algumas ressonâncias intertextuais que fazem lembrar o argentino Jorge Luis Borges, o moçambicano Mia Couto, o angolano Boaventura Cardoso e mais remotamente o também angolano Luandino Vieira. Assume essas influências?
JT - Leio muitos escritores. Mas, no interesse da minha escrita, são os latino-americanos que mais me inspiram. Começou, esse interesse, com a leitura da colecção “Vozes da América Latina” que o nosso INALD dava à estampa nos primórdios de 80 do século passado, principalmente quando li “Pedro Páramo”, de Juan Rulfo. Seguiram-se depois “O Trovão entre Folhas”, de Roa Bastos, os livros de Gabriel Garcia Marques, entre outros. Do Boaventura Cardoso fascinou-me mais “A Morte do Velho Kipacaça”. Já Luandino Vieira e Mia Couto, salvas as diferenças, parecem enquadrados dentro da mesma dinâmica de reinvenção que a mim fascina, mas não creio que perceba na minha escrita esse modo de conceber o texto. Borges é uma leitura mais recente.
VC - Desde “A Forma dos Desejos I” a mulher tem um lugar muito especial nas suas obras. É seu propósito constante homenagear a mulher? As mulheres tiveram ou têm um papel determinante na sua vida?
JT - Esclarecer sobre isto seria mais do domínio da psicanálise, já que é quase uma constante também na minha poesia. Evidentemente, não vou passar o filme da minha infância e flagrar o papel delas no meu “esquecimento”. Fica para depois.
VC - O contar recorrente de estórias e histórias humanas do tempo da guerra faz parte dos seus livros? Acredita que isso faz falta à reconciliação nacional?
JT - Não o faço pela reconciliação. Faço-o pelo hábito de contar. O militar que conte os cartuchos e o que ainda resta para esmagar. Eu conto os meus mortos, revejo as cicatrizes, teço sonhos, amo e amargo-me. Não fui voluntário quando um dia me cangaram para a tropa onde eu conviviria mais de perto com a guerra. Isso assim, é também matéria para poesia. Escrevo sobre aquilo que vivi e o que me está mais próximo é a guerra. Se analisar bem, saberá que só falta aos políticos reconciliarem-se e deixarem de arrastar os militantes dos partidos nas suas paranóias. De resto, nem a Bíblia reconciliaria. Por exemplo, não acredito que o malanjino não se dê bem com um bieno ou que um bakongo seja inimigo de um umbundo. Só entre militantes de uns e de outros é que se destilam ódios. É maka deles, os políticos.
VC - Sendo um dos autores mais premiados no país, a sua obra não deveria ter uma maior divulgação em Angola e no estrangeiro?
JT - Para tal, falta ao João Tala a cunha. Dizem que isso se faz com a imprensa e com agregação a grupos privilegiados. São coisas de acontecer.
VC - O que o faz escrever? O que o move enquanto escritor?
JT - A leitura. Eu leio mais do que escrevo e isso me inspira, insufla no meu cérebro imagens que persigo no acto da escrita. Depois há o hábito de contar, há a beleza da poesia.
VC - Na qualidade de poeta, que avaliação faz do legado poético de Agostinho Neto?
JT - Posta a pergunta em termos de “legado” fica difícil responder. Agostinho Neto concebeu belas criações poéticas, com um simbolismo que se remetia aos conteúdos da sua época, com plena satisfação estética. No seu tempo o neo-realismo fazia escola com preocupações que tinham no centro a vida simples dos homens mais simples. E no seu caso, a sua terra então colonizada e oprimida, estava no centro das suas inquietações.
VC - A literatura angolana está robusta? Vê nela sinais de renovação?
JT - A geração à qual pertenço, iniciou nos anos 80 uma movimentação que daria em fartos acontecimentos literários. Essa inspiração colectivista, depois que o tempo fez a sua natural selecção, permite hoje distinguir a maturidade dos que jamais se despojaram do interesse pelo estudo e trabalho. Sim, essa literatura está mais robusta. Quanto aos sintomas de renovação ou inovação costumam estar mais associados ao desempenho universal da literatura. Somos apenas peças dessa grande engrenagem, cada um contribuindo para o produto final. Só o génio é outra coisa.
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Dia das Crianças na Kitabu - Livraria Negra
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domingo, 9 de outubro de 2011
Literatura e Afrodescendência no Brasil: antologia crítica - Eduardo de Assis Duarte (org.)
Literatura e Afrodescendência no Brasil: antologia crítica
Eduardo de Assis Duarte (org.)
Coleção: Humanitas
2011. ISBN: 978-85-7041-904-0
Composto de quatro volumes, Literatura e afrodescendência no Brasil é fruto de pesquisa realizada em todas as regiões do país com vistas ao mapeamento e estudo da literatura produzida pelos afrodescendentes desde o período colonial. Esta antologia crítica envolveu 61 pesquisadores, vinculados a 21 instituições de ensino superior brasileiras e seis estrangeiras. O resultado apresenta a faceta afro da literatura brasileira, num total de 100 escritores oriundos de tempos e espaços diversos, apresentados a partir de ensaios críticos, contendo dados biográficos, estudo de obra, relação de publicações e de fontes de consulta.
Precursores – volume 1 - 583 páginas
É dedicado aos autores afrodescendentes nascidos antes de 1930. Cobre um amplo painel que se inicia no século XVIII com Domingos Caldas Barbosa, passa por Luiz Gama e Maria Firmina dos Reis, com suas obras pioneiras em meados do século XIX, chega a Machado de Assis, José do Patrocínio, Cruz e Sousa, Lima Barreto e abarca ainda autores do século XX, tais como Nascimento Moraes, Lino Guedes, Solano Trindade, Abdias Nascimento, Carolina Maria de Jesus, Mestre Didi, Eduardo de Oliveira e Carlos de Assumpção.
Consolidação - volume 2 - 441 páginas
O segundo volume se inicia com o poeta e ficcionista Oswaldo de Camargo e trata de escritores nascidos nas décadas de 1930 e 1940, entre eles Joel Rufino dos Santos, Nei Lopes, Muniz Sodré, Conceição Evaristo, Adão Ventura, Paulo Colina, Oliveira Silveira, Domício Proença Filho, Geni Mariano Guimarães e Arnaldo Xavier. Aborda ainda o memorialismo angustiado de Francisca Souza da Silva, em sua perambulação pelas cozinhas, ruas e favelas brasileiras.
Contemporaneidade – volume 3 - 565 páginas
Apresenta ensaio de Maria Nazareth Soares Fonseca sobre Cuti – poeta, ficcionista, um dos fundadores da série Cadernos Negros – e abarca um conjunto de 39 escritores nascidos na segunda metade do século XX: Miriam Alves, Edimilson de Almeida Pereira, Esmeralda Ribeiro, Salgado Maranhão, Éle Semog, Lia Vieira, Márcio Barbosa, Ronald Augusto, Paulo Lins, Ana Maria Gonçalves, José Carlos Limeira e Jônatas Conceição, entre outros.
História, teoria, polêmica – volume 4 - 419 páginas
Eduardo de Assis Duarte e Maria Nazareth Soares Fonseca (org.)
Contempla reflexões sobre o projeto de uma literatura negra ou afro-brasileira a partir de visões diferenciadas e contrastantes. Traz depoimentos dos escritores Abdias Nascimento, Oswaldo de Camargo, Cuti, Conceição Evaristo, Márcio Barbosa e Esmeralda Ribeiro, empenhados na construção dessa vertente. Além disso, apresenta textos críticos de Octávio Ianni, Silviano Santiago, Zilá Bernd, Leda Maria Martins, Zahidé Muzart, Maria Nazareth Soares Fonseca, Eduardo de Assis Duarte, Regina Dalcastagnè e Marcos Antônio Alexandre.
Twitter: @editoraufmg
OPINIÃO DO BLOG:
É com imensa satisfação que contribuo para a divulgação desta antologia, de extrema necessidade para uma vertente ainda pouco conhecida da literatura brasileira. Parabéns ao Prof. Dr. Eduardo de Assis Duarte por coordenar uma numerosa equipe de pesquisadores e as congratulações a todos que participaram deste projeto. Desde já, o maior e mais importante título literário do século XXI. Leitura mais que recomendável!
Ricardo Riso
Fonte: e-mail gentilmente enviado pelo Prof. Dr. Amarino Queiroz em 9 de outubro de 2011.
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II Encontro Internacional de Literaturas, Histórias e Culturas Afro-Brasileiras e Africanas – NEPA/UESPI
INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 30 DE OUTUBRO!
Encontro internacional de literatura africana e afro-brasileira abre inscrições - PI
O evento será realizado de 15 a 18 de novembro no Campus Poeta Torquato Neto
O Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro, do Centro de Ciências Humanas e Letras (NEPA/CCHL), da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), receberá até o dia 30 de outubro de 2011, por meio do site http://nepauespi.wordpress.com/ , as inscrições referentes ao II Encontro Internacional de Literaturas, Histórias e Culturas Afro-Brasileiras e Africanas – ÁFRICA BRASIL, que será realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro – NEPA e o Mestrado Acadêmico da Uespi. O evento será realizado em Teresina – Piauí, de 15 a 18 de novembro de 2011, no Campus Poeta Torquato Neto.
O encontro terá o objetivo de reunir pesquisadores do Brasil e de países africanos em torno do debate sobre a Literatura, a História e a Cultura de matriz africana, trazendo à tona o discurso pós-colonial dos povos da Diáspora. Mesas-redondas, conferências, minicursos, comunicações e simpósios temáticos serão as formas a partir das quais direcionaremos os debates propostos pela temática desse evento: memória e construções literárias. A programação é formada por minicursos, mesas-redondas, conferências, comunicações, lançamento de livros e atividades culturais.
As atividades acadêmicas serão abertas pelo Prof. Dr. Eduardo Assis Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que falará sobre “Literatura Afro-Brasileira”. Em outra conferência, o Prof. Dr. Henrique Cunha Júnior, da Universidade Federal do Ceará (UFC), discorrerá sobre “Os africanos escravizados no Brasil sabiam ler: aportes da história africana para a história brasileira”. O Prof. Dr. Múleka Dítoka Wa Kalenga, da República Democrática do Congo, encerrará a sequência de conferências ministrando: “A Cibernética e equação dos búzios: do Egito à Contemporaneidade”.
As mesas-redondas prometem discussões sobre diversas temáticas que dizem respeito à literatura africana e afro-brasileira, por exemplo: “Religiões Negras e Indígenas no Piauí”, a ser debatida pelos professores: Prof. Dr. Solimas Lima (UFPI), Prof. Dr. Alcebíades Costa Filho (Uespi), Profa. Dra. Claudete Dias (UFPI), Prof. Dr. João Júnior – (Uespi), Profa. Dra. Algemira de Macedo Mendes (Uespi) e Profa. MSc. Assunção de Maria Sousa e Silva (Uespi).
O Prof. Dr. Élio Ferreira, da comissão organizadora, informa que o evento é aberto a todos da sociedade que estudam a temática. Ele lembra, ainda, que as vagas são limitadas, principalmente as referentes aos minicursos. “Os interessados precisam se inscrever o quanto antes. Todas as participações terão direito a certificação emitida pela Pró-Reitoria de Extensão da Uespi”, afirma o professor.
FONTE: http://fazervaleralei.blogspot.com/
Encontro internacional de literatura africana e afro-brasileira abre inscrições - PI
O evento será realizado de 15 a 18 de novembro no Campus Poeta Torquato Neto
O Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro, do Centro de Ciências Humanas e Letras (NEPA/CCHL), da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), receberá até o dia 30 de outubro de 2011, por meio do site http://nepauespi.wordpress.com/ , as inscrições referentes ao II Encontro Internacional de Literaturas, Histórias e Culturas Afro-Brasileiras e Africanas – ÁFRICA BRASIL, que será realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro – NEPA e o Mestrado Acadêmico da Uespi. O evento será realizado em Teresina – Piauí, de 15 a 18 de novembro de 2011, no Campus Poeta Torquato Neto.
O encontro terá o objetivo de reunir pesquisadores do Brasil e de países africanos em torno do debate sobre a Literatura, a História e a Cultura de matriz africana, trazendo à tona o discurso pós-colonial dos povos da Diáspora. Mesas-redondas, conferências, minicursos, comunicações e simpósios temáticos serão as formas a partir das quais direcionaremos os debates propostos pela temática desse evento: memória e construções literárias. A programação é formada por minicursos, mesas-redondas, conferências, comunicações, lançamento de livros e atividades culturais.
As atividades acadêmicas serão abertas pelo Prof. Dr. Eduardo Assis Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que falará sobre “Literatura Afro-Brasileira”. Em outra conferência, o Prof. Dr. Henrique Cunha Júnior, da Universidade Federal do Ceará (UFC), discorrerá sobre “Os africanos escravizados no Brasil sabiam ler: aportes da história africana para a história brasileira”. O Prof. Dr. Múleka Dítoka Wa Kalenga, da República Democrática do Congo, encerrará a sequência de conferências ministrando: “A Cibernética e equação dos búzios: do Egito à Contemporaneidade”.
As mesas-redondas prometem discussões sobre diversas temáticas que dizem respeito à literatura africana e afro-brasileira, por exemplo: “Religiões Negras e Indígenas no Piauí”, a ser debatida pelos professores: Prof. Dr. Solimas Lima (UFPI), Prof. Dr. Alcebíades Costa Filho (Uespi), Profa. Dra. Claudete Dias (UFPI), Prof. Dr. João Júnior – (Uespi), Profa. Dra. Algemira de Macedo Mendes (Uespi) e Profa. MSc. Assunção de Maria Sousa e Silva (Uespi).
O Prof. Dr. Élio Ferreira, da comissão organizadora, informa que o evento é aberto a todos da sociedade que estudam a temática. Ele lembra, ainda, que as vagas são limitadas, principalmente as referentes aos minicursos. “Os interessados precisam se inscrever o quanto antes. Todas as participações terão direito a certificação emitida pela Pró-Reitoria de Extensão da Uespi”, afirma o professor.
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"VII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira: educação, relações étnicas e gênero - UESB
"VII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira: educação, relações étnicas e gênero"
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB, Campus de Jequié-Bahia.
16 a 19 de novembro de 2011
Inscrições com trabalho prorrogadas até 18 de outubro
A VII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira: educação, relações étnicas e gênero, acontecerá na cidade de Jequié-BA e terá como participantes: pesquisadores(as); docentes e discentes da educação básica e superior; profissionais da área de educação, saúde, direitos humanos e assistência social; movimento social e ONGs; associações de moradores e demais interessados(as). O propósito do evento é apresentar e debater aspectos relacionados às temáticas educação, etnicidade e gênero a fim de que os(as) participantes possam repensar em suas visões equivocadas e discriminatórias no que diz respeito às culturas afro-brasileiras e indígenas, revendo seus olhares eurocêntricos e monoculturais, além disso é intuito da semana, a divulgação de resultados de trabalhos oriundos de pesquisa e de extensão e que estejam atrelados às temáticas em questão. O evento contará com variadas atividades, quais sejam: conferências, palestras, mesas-redondas, oficinas, mini-cursos, apresentação de trabalhos, mostras de vídeos e fotografias, sessão de pôsteres e apresentações artísticas. Espera-se com este evento contribuir para que os(as) participantes possam modificar suas atitudes e práticas educativas em prol de uma sociedade reconhecedora e respeitosa da diversidade cultural, étnica e de gênero.
As inscrições estão abertas para trabalhos, mini-cursos, mesas -redondas, mostras fotográficas e de vídeos nos seguintes GT's:
GT1 - Educação, Relações Étnicas e Legado Africano
GT2 - Diversidade Linguística, Literatura e Linguagem
GT3- Etnociência e Diversidade Cultural
GT4- Saúde da População Negra
GT5- Saberes e Práticas Educativas: Terreiros e Quilombos
GT6- Linguagens Visuais e Culturas
GT7- Artes, Manifestações Culturais, Moda e Corpo
GT8- Políticas de Ações Afirmativas e Movimentos Sociais
GT9- Populações Negras: Gênero e Homoafetividades
GT10- Construção Cultural dos Povos Indígenas Brasileiros: Territorialidades, Histórias, Culturas, Saberes e Educação Escolar Indígena
GT11- História da África e Experiências na Diáspora.
Segue abaixo o link:
http://www.odeeresemana.webcindario.com/index.htm
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Seminário de Reflexão e Memória da Cultura Afrobrasileira - PUC/RJ
Envio de Resumos - Seminário de Reflexão e Memória da Cultura Afrobrasileira - Até o dia 10/10/2011
O prazo para para submissão de resumos a serem apresentados nos Grupos de Trabalho GT's) do Seminário de Reflexão e Memória da Cultura Afrobrasileira a ser realizado nos dias 08 e 09 de novembro de 2011, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O tema deste ano será “O Ano Internacional dos Afrodescendentes e a Resistência Política dos Negros no Brasil de Zumbi dos Palmares a Abdias Nascimento”.
Maiores informações através do endereço: http://seminarioafro2011pucrio.blogspot.com/
As inscrições são gratuitas!
Prazo para submissão de resumos até o dia 10/10/11
Divulgação do Resultado dos Trabalhos Aprovados: 15/10/11
Ementa dos Grupos de Trabalho:
GT1 - Políticas Públicas e Questão Racial
Coordenadora: Profa. Ms. Ana Helena Passos (Doutoranda PPGSS PUC-Rio)
O profundo processo de transformação pelo qual o Brasil redemocratizado vem passando engloba uma séria de políticas públicas voltadas para promoção de igualdade racial. Tais políticas estão intimamente ligadas ao legado e à luta diária, no presente, dos movimentos sociais negros. Como acentua o sociólogo Antonio Sérgio Guimarães é a partir de uma bandeira unificada pela luta de combate ao racismo que os movimentos negros trazem para cena brasileira atual uma agenda que alia política de reconhecimento (de diferenças raciais e culturais), política de identidade (racialismo e voto étnico), política de cidadania (combate à discriminação racial e afirmação dos direitos civis dos negros) e política redistributiva (ações afirmativas ou compensatórias). É no sentido de entender e problematizar essas políticas que se enquadra nosso Grupo de Trabalho.
Dito isso, o objetivo deste grupo está em acolher e conjugar as mais diversas produções de conhecimento e intervenções que tratem desta temática bem como discutir as políticas públicas já implementadas pelas distintas esferas do Governo brasileiro no desejo de promover um diálogo que segue de encontro com as agendas políticas envolvidas com a busca por promoção de igualdade e pela luta antirracista.
GT2 - Educação das relações étnico-raciais: a lei 10.639/2003
Profa. Ms. Antonia Ceva (REDEH / Doutoranda PPGSS PUC-Rio)
A Lei nº 10.639/03 insere a temática da História e da Cultura Afrobrasileira e Africana no currículo das instituições oficiais de ensino. É uma Lei Federal, ou seja, contempla todo o território brasileiro e é obrigatória, tendo em vista resgatar a história e a memória dos povos africanos escravizados no Brasil. Para tanto, a proposta é enfatizar a luta dos negros e das mulheres negras, bem como a resistência do período da escravidão, destacando lideranças deste período e da pós-emancipação. Nossa proposta com este GT é discutir o alcance e os limites da Lei 10.639/03, tendo em vista que o mito da democracia racial (um dos grandes entraves da luta contra o racismo) se encontra presente no imaginário da população brasileira, sobretudo, nos livros didáticos e, também, trazer expeirências concretas de implementação da Lei 10.639/03 nas insituições de ensino superior e na educação básica.
GT3 - Racismo Institucional e Sistemas de Justiça
Coordenador: Prof. Ms. Ilzver Matos de Oliveira (UNIT / Doutorando PPGD PUC-Rio)
O Grupo de Trabalho busca promover intercâmbios entre pesquisadores e militantes sociais de diversas áreas do conhecimento, que discutem e refletem nos seus trabalhos sobre o conceito de Racismo Institucional e sobre as estratégias de percepção e superação das práticas institucionais racistas reproduzidas naturalmente ao longo dos séculos, notadamente dentro do Sistema de Justiça brasileiro (Delegacias, Ministério Público, Tribunais, entre outros). Neste sentido, o presente GT objetiva reunir trabalhos científicos que possam traçar um panorama desse debate no Brasil e que contribuam para a construção de novas práticas institucionais, sintonizadas com a necessidade de se reconhecer o racismo como um dos problemas mais graves, persistentes e desumanizantes no nosso país e com o dever de se promover mecanismos de garantia dos direitos étnicos-raciais no Brasil.
GT4 - Patrimônio, Territórios e Memória Afrobrasileira: processos identitários contemporâneos
Coordenadora: Profa. Ms. Lady Christina de Almeida (NIREMA PUC-Rio)
O presente GT busca compreender as novas relações estabelecidas entre território, memória, identidade e patrimônio advindos das novas dinâmicas na contemporaneidade, no momento em que a identidade torna-se instrumento de ação política, apropriada pelos movimentos sociais que utilizam esse discurso como estratégia para obtenção de conquistas políticas e sociais efetivas e reconhecimento institucional na formulação de políticas de identidade. Assim, como a construção e fortalecimento das identidades contribuem para reconstrução da memória e para ressignificações de território e patrimônio? Neste GT pretendemos reunir trabalhos e discussões que tratam a memória sobre suas várias dimensões, que reflitam sobre o patrimônio como imagens construídas em modalidades de expressão escritas, além de visuais e espaciais. Buscamos aqui também entender as narrativas acerca dos movimentos, das territorialidades como experiências que demarcam a legitimidade do passado re-contado no presente como justificativa de sua existência e afirmação de identidades e suas relações com o poder.
GT5 - Gênero, Raça e Sexualidade
Coordenadora: Profa. Ms. Vanessa do Canto (Doutoranda do PPGD PUC-Rio)
Nos últimos anos, as pesquisas sobre gênero, raça e sexualidade têm sido ampliadas sob a perspectiva da interseccionalidade que se constitui em um conceito importante para as investigações críticas sobre as múltiplas formas de produção e manifestação da subjetividade nas sociedades contemporâneas. No Brasil, tem sido útil para a compreensão das peculiaridades relativas às formas de manifestação do racismo e seus efeitos agravados quando aliados à discriminações baseadas no gênero e na sexualidade. Neste sentido, o presente Grupo de Trabalho tem por objetivo constituir um espaço de interlocuções interdisciplinares no qual possam ser compartilhadas as reflexões oriundas de pesquisas relacionadas à ação política feminista e dos movimentos de mulheres, bem como sobre políticas públicas que tenham por finalidade o enfrentamento das desigualdades decorrentes de discriminações baseadas no gênero, raça e/ou sexualidade nos diferentes espaços da sociedade. Dessa forma, serão bem vindos trabalhos ligados a distintas correntes teóricas que permitam ampliar e aprofundar os debates sobre os temas propostos.
GT6 - Religiosidade Afrobrasileira e Intolerância Religiosa
Coordenadora: Mãe Flávia Pinto (Casa do Perdão)
GT7 - Racismo, Multiculturalismo e Reconhecimento
Coordenadora: Profa. Ms. Thula Pires (PUC-Rio)
O Grupo de Trabalho Racismo, Multiculturalismo e Reconhecimento pretende acolher as reflexões e críticas de pesquisadores, pesquisadoras e ativistas que enfrentam o racismo, nas suas mais variadas formas de expressão, a partir do referencial teórico da Teoria do Reconhecimento e do Multiculturalismo. As demandas por respeito, além de redefinirem os papéis na seara econômica e política, permitem, ainda, redimensionar a importância simbólica das tradições e da cultura negra no Brasil. Busca-se, primordialmente, debater a racialização da sociedade brasileira e do sistema de privilégios decorrentes de sua naturalização a partir do enfrentamento das conseqüências do falso reconhecimento ou da sua total ausência na conformação das Identidades.
Realização:
PUC-Rio
Apoio:
Centro de Ciências Sociais
Departamento de Direito
(Núcleo de Estudos Constitucionais e Núcleo de Direitos Humanos)
Departamento de Serviço Social
Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA)
Comissão Organizadora:
Profa. Ms. Thula Pires (PUC-Rio)
Vanessa do Canto (Doutoranda do PPGD PUC-Rio)
O prazo para para submissão de resumos a serem apresentados nos Grupos de Trabalho GT's) do Seminário de Reflexão e Memória da Cultura Afrobrasileira a ser realizado nos dias 08 e 09 de novembro de 2011, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O tema deste ano será “O Ano Internacional dos Afrodescendentes e a Resistência Política dos Negros no Brasil de Zumbi dos Palmares a Abdias Nascimento”.
Maiores informações através do endereço: http://seminarioafro2011pucrio.blogspot.com/
As inscrições são gratuitas!
Prazo para submissão de resumos até o dia 10/10/11
Divulgação do Resultado dos Trabalhos Aprovados: 15/10/11
Ementa dos Grupos de Trabalho:
GT1 - Políticas Públicas e Questão Racial
Coordenadora: Profa. Ms. Ana Helena Passos (Doutoranda PPGSS PUC-Rio)
O profundo processo de transformação pelo qual o Brasil redemocratizado vem passando engloba uma séria de políticas públicas voltadas para promoção de igualdade racial. Tais políticas estão intimamente ligadas ao legado e à luta diária, no presente, dos movimentos sociais negros. Como acentua o sociólogo Antonio Sérgio Guimarães é a partir de uma bandeira unificada pela luta de combate ao racismo que os movimentos negros trazem para cena brasileira atual uma agenda que alia política de reconhecimento (de diferenças raciais e culturais), política de identidade (racialismo e voto étnico), política de cidadania (combate à discriminação racial e afirmação dos direitos civis dos negros) e política redistributiva (ações afirmativas ou compensatórias). É no sentido de entender e problematizar essas políticas que se enquadra nosso Grupo de Trabalho.
Dito isso, o objetivo deste grupo está em acolher e conjugar as mais diversas produções de conhecimento e intervenções que tratem desta temática bem como discutir as políticas públicas já implementadas pelas distintas esferas do Governo brasileiro no desejo de promover um diálogo que segue de encontro com as agendas políticas envolvidas com a busca por promoção de igualdade e pela luta antirracista.
GT2 - Educação das relações étnico-raciais: a lei 10.639/2003
Profa. Ms. Antonia Ceva (REDEH / Doutoranda PPGSS PUC-Rio)
A Lei nº 10.639/03 insere a temática da História e da Cultura Afrobrasileira e Africana no currículo das instituições oficiais de ensino. É uma Lei Federal, ou seja, contempla todo o território brasileiro e é obrigatória, tendo em vista resgatar a história e a memória dos povos africanos escravizados no Brasil. Para tanto, a proposta é enfatizar a luta dos negros e das mulheres negras, bem como a resistência do período da escravidão, destacando lideranças deste período e da pós-emancipação. Nossa proposta com este GT é discutir o alcance e os limites da Lei 10.639/03, tendo em vista que o mito da democracia racial (um dos grandes entraves da luta contra o racismo) se encontra presente no imaginário da população brasileira, sobretudo, nos livros didáticos e, também, trazer expeirências concretas de implementação da Lei 10.639/03 nas insituições de ensino superior e na educação básica.
GT3 - Racismo Institucional e Sistemas de Justiça
Coordenador: Prof. Ms. Ilzver Matos de Oliveira (UNIT / Doutorando PPGD PUC-Rio)
O Grupo de Trabalho busca promover intercâmbios entre pesquisadores e militantes sociais de diversas áreas do conhecimento, que discutem e refletem nos seus trabalhos sobre o conceito de Racismo Institucional e sobre as estratégias de percepção e superação das práticas institucionais racistas reproduzidas naturalmente ao longo dos séculos, notadamente dentro do Sistema de Justiça brasileiro (Delegacias, Ministério Público, Tribunais, entre outros). Neste sentido, o presente GT objetiva reunir trabalhos científicos que possam traçar um panorama desse debate no Brasil e que contribuam para a construção de novas práticas institucionais, sintonizadas com a necessidade de se reconhecer o racismo como um dos problemas mais graves, persistentes e desumanizantes no nosso país e com o dever de se promover mecanismos de garantia dos direitos étnicos-raciais no Brasil.
GT4 - Patrimônio, Territórios e Memória Afrobrasileira: processos identitários contemporâneos
Coordenadora: Profa. Ms. Lady Christina de Almeida (NIREMA PUC-Rio)
O presente GT busca compreender as novas relações estabelecidas entre território, memória, identidade e patrimônio advindos das novas dinâmicas na contemporaneidade, no momento em que a identidade torna-se instrumento de ação política, apropriada pelos movimentos sociais que utilizam esse discurso como estratégia para obtenção de conquistas políticas e sociais efetivas e reconhecimento institucional na formulação de políticas de identidade. Assim, como a construção e fortalecimento das identidades contribuem para reconstrução da memória e para ressignificações de território e patrimônio? Neste GT pretendemos reunir trabalhos e discussões que tratam a memória sobre suas várias dimensões, que reflitam sobre o patrimônio como imagens construídas em modalidades de expressão escritas, além de visuais e espaciais. Buscamos aqui também entender as narrativas acerca dos movimentos, das territorialidades como experiências que demarcam a legitimidade do passado re-contado no presente como justificativa de sua existência e afirmação de identidades e suas relações com o poder.
GT5 - Gênero, Raça e Sexualidade
Coordenadora: Profa. Ms. Vanessa do Canto (Doutoranda do PPGD PUC-Rio)
Nos últimos anos, as pesquisas sobre gênero, raça e sexualidade têm sido ampliadas sob a perspectiva da interseccionalidade que se constitui em um conceito importante para as investigações críticas sobre as múltiplas formas de produção e manifestação da subjetividade nas sociedades contemporâneas. No Brasil, tem sido útil para a compreensão das peculiaridades relativas às formas de manifestação do racismo e seus efeitos agravados quando aliados à discriminações baseadas no gênero e na sexualidade. Neste sentido, o presente Grupo de Trabalho tem por objetivo constituir um espaço de interlocuções interdisciplinares no qual possam ser compartilhadas as reflexões oriundas de pesquisas relacionadas à ação política feminista e dos movimentos de mulheres, bem como sobre políticas públicas que tenham por finalidade o enfrentamento das desigualdades decorrentes de discriminações baseadas no gênero, raça e/ou sexualidade nos diferentes espaços da sociedade. Dessa forma, serão bem vindos trabalhos ligados a distintas correntes teóricas que permitam ampliar e aprofundar os debates sobre os temas propostos.
GT6 - Religiosidade Afrobrasileira e Intolerância Religiosa
Coordenadora: Mãe Flávia Pinto (Casa do Perdão)
GT7 - Racismo, Multiculturalismo e Reconhecimento
Coordenadora: Profa. Ms. Thula Pires (PUC-Rio)
O Grupo de Trabalho Racismo, Multiculturalismo e Reconhecimento pretende acolher as reflexões e críticas de pesquisadores, pesquisadoras e ativistas que enfrentam o racismo, nas suas mais variadas formas de expressão, a partir do referencial teórico da Teoria do Reconhecimento e do Multiculturalismo. As demandas por respeito, além de redefinirem os papéis na seara econômica e política, permitem, ainda, redimensionar a importância simbólica das tradições e da cultura negra no Brasil. Busca-se, primordialmente, debater a racialização da sociedade brasileira e do sistema de privilégios decorrentes de sua naturalização a partir do enfrentamento das conseqüências do falso reconhecimento ou da sua total ausência na conformação das Identidades.
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PUC-Rio
Apoio:
Centro de Ciências Sociais
Departamento de Direito
(Núcleo de Estudos Constitucionais e Núcleo de Direitos Humanos)
Departamento de Serviço Social
Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente (NIREMA)
Comissão Organizadora:
Profa. Ms. Thula Pires (PUC-Rio)
Vanessa do Canto (Doutoranda do PPGD PUC-Rio)
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Cabo Verde em Xique-Xique (Bahia, Brasil)
Cabo Verde em Xique-Xique, Bahia
Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, n. 214, de 06/10/2010, p. 42
Intensa tem sido a presença da literatura cabo-verdiana no Brasil, com eventos recentes envolvendo as letras do arquipélago em três estados: Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. A 587 km de Salvador, capital da Bahia, às margens do rio São Francisco, Xique-Xique recebeu, de 21 a 24 de setembro, o II Xirê das Letras – Giros de Resistência – Congresso Internacional de Línguas, Literaturas e Culturas Africanas e Afro-Americanas no campus DCHT XXIV, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), sob a organização do Prof. Ms. João Silva Rocha Filho e da Profª Ms. Lise Mary Arruda Dourado.
A diversidade foi a tônica do II Xirê das Letras, as palestras abordavam literatura, história, religiosidades afro-brasileiras, ações afirmativas, discriminação, entre outros áreas de interesse, demonstrando as experiências de pesquisadores de várias partes do país. As mesas de comunicação e os minicursos também seguiram o caráter heterogêneo do Congresso.
Cabo Verde marcou presença com a participação, em duas mesas, do sempre cativante escritor e cronista Filinto Elísio; na primeira, a fala emocionada em razão da morte de Aristides Pereira; para além dessa triste passagem, Elísio comoveu a plateia ao mencionar a entrada dos afro-descendentes nas universidades, deslocando-se de objetos de estudos para sujeitos do discurso, sendo a Educação a nova arma na guerra de libertação travada nos estudos acadêmicos.
O outro momento cabo-verdiano concretizou-se com a presença de Joaquim Arena, jovem escritor radicado em Portugal que lançou recentemente o romance “Para onde voam as tartarugas” (Caminho – Portugal). Feliz com a sua primeira vinda ao Brasil, Arena aproveitou para mencionar semelhanças entre Brasil e Cabo Verde, tanto na música quanto na literatura, pois esta última influenciou a sua escrita.
Eu, a convite da Profª Lise Arruda, participei da subcomissão de comunicações, indiquei nomes de autores africanos e ministrei o minicurso “Novas Tendências da Literatura Cabo-Verdiana (escritores heterônimos de si próprios)”. Em dois dias, com quatro horas de duração, o objetivo era mostrar o pluralismo estético-ideológico e a diversidade temática no pós-independência presentes na prosa e na poesia com auxílio de eixos temáticos, tais como Poesia de indagação ontológica e metafísica, Poesia desassombrada da monocultura identitária e Poesia Diaspórica. No último dia, Joaquim Arena e Filinto Elísio abrilhantaram o curso com suas participações e informações pertinentes acerca do panorama contemporâneo da literatura de Cabo Verde.
Para finalizar, houve a comunicação da colega Ruth Maria Chaves Pires a partir do poema “Banquete”, de Filinto Elísio. Aproveito para deixar o meu sincero agradecimento aos organizadores supracitados e demais agentes que construíram tão belo Congresso. O Xirê (roda) fomentou ideias, cativou corações e mentes.
Enquanto isso, na Faculdade de Letras da USP, a presença cabo-verdiana tem sido uma constante no departamento coordenado pela Profª Drª Simone Caputo Gomes. Em abril, Mito Elias apresentou “Tempo de Bichos: celebrando as 70 vidas do poeta Arménio Vieira”, estendida ao Museu Afro-Brasil; em agosto, a escritora e jurista Vera Duarte falou para mais de 200 alunos de Literatura Cabo-Verdiana, para além de pós-graduandos e professores da área. Duarte, no mesmo mês, esteve ao lado de Conceição Evaristo (Brasil), de Odete Semedo (Guiné-Bissau) e de Sonia Sulthuane (Moçambique) no evento “4 vozes femininas de África”, na UFRJ, sob coordenação da Profª Drª Carmen Lucia Tindó Secco. Nos dias 19 e 20 deste, Corsino Fortes e Filinto Elísio discorreram sobre suas obras também na USP. Os dois vates ainda apresentaram-se na prestigiada Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura), dia 20, em São Paulo.
É assinalável a aproximação de Brasil e Cabo Verde no campo literário. Desejo que esses eventos se tornem frequentes por aqui e contribuam para a popularização das letras do arquipélago. É a minha utopia.
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Ricardo Riso
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