segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Conceição Evaristo e Amélia Dalomba em Belo Horizonte (MG)


A NANDYALA Editora convida você para coquetel de lançamentos

07/12, quarta-feira, 19h30

Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa - Praça da Liberdade – Belo Horizonte - MG

Insubmissas lágrimas de mulheres, contos
Conceição Evaristo (Brasil)

Uma mulher ao relento, romance
Amélia Dalomba (Angola)

CONCEIÇÃO EVARISTO
O LIVRO: Insubmissas lágrimas de mulheres, Editora Nandyala, Belo Horizonte, 2011.

A antologia Insubmissas lágrimas de mulheres é composta de 13 contos, cujas histórias têm como protagonistas mulheres negras. De dentro da cena, vozes-mulheres explicitam suas dores, anseios, temores, mas, antes de tudo revelam a imensa capacidade de se retirem do lugar do sofrimento e inventarem modos de resistência. Uma intima fusão entre as personagens, a voz ficcional de quem apresenta essas personagens e a autora, marca o processo criativo dos textos e afirma o projeto literário de Conceição Evaristo, o de traçar uma escrevivência.

A AUTORA: Conceição Evaristo é Mestre em Literatura Brasileirapela PUC Rio, e Doutora em Literatura Comparadapela Universidade Federal Fluminense. Estreou na literatura em 1990, na série Cadernos Negros, antologia editada anualmente pelo Quilombhoje, de São Paulo, grupo de escritores afro-brasileiros reunidos, desde 1978. Dentre várias antologias lançadas no Brasil, a autora participa do livro Contos Afros, organizado por Marcio Barbosa (Quilombhoje), patrocinado pela Prefeitura de Belo Horizonte; no livro Contos do mar sem fim, da Editora Pallas, Rio de Janeiro e na Antologia Questão de Pele, da Editora Língua Geral, Rio de Janeiro, e vem mantendo uma constante publicação de poemas e contos, em Cadernos Negros. A escritora participa também de publicações, em antologias, na Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, África do Sul e em Angola.

É autora dos romances Ponciá Vicêncio e Becos da memória (Mazza Edições). O primeiro foi um dos livros indicados para o vestibular da UFMG, para o CEFET/MG e mais quatro faculdades de Minas Gerais em 2007, sendo ainda indicado como uma das obras do vestibular de 2008 e 2009 da Universidade Estadual de Londrina.

A obra Ponciá Vicêncio foi traduzida para o inglês, pela Host Publications, Texas, nos Estados Unidos, em 2007.

Em 2008, Conceição Evaristo lançou a antologia Poemas da Recordação e outros movimentos, (Nandyala Editora), obra que se classificou entre os 50 finalistas concorrentes ao Prêmio Portugal Telecom, no ano de 2009.

A produção de Conceição Evaristo é ampla, abarcando o campo da poesia, da prosa e do ensaio literário. Como escritora, ela tem sido convidada para participar de eventos acadêmicos e literários no Brasil e no exterior e tem marcado também presença nos movimentos sociais, notadamente, nos que se relacionam com a luta dos afro-descendentes.

OBRAS INDIVIDUAIS:
Ponciá Vicêncio (romance) Belo Horizonte, Mazza Edições, 2003/2005
Becos da memória (romance) Belo Horizonte, Mazza Edições, 2006.
Poemas da recordação e outros movimentos (antologia poética), Belo Horizonte, Nandyala, 2008.
Insubmissas lágrimas de mulheres (contos), Belo Horizonte, Nandyala Editora, 2011.

AMÉLIA DALOMBA
Sobre o livro: Uma mulher ao relento, Nandyala Editora, Belo Horizonte, 2011.

O romance Uma mulher ao relento trata da trajetória de vida da narradora que, em primeira pessoa, revela suas tristezas, alegrias, indignações e resistências à prática contemporânea do alembamento (cerimônia do dote oferecido à família da noiva, quando de oficializa o trato do casamento entre as famílias envolvidas) que não respeita a mulher como sujeito ou senhora de seu futuro, contrariamente às tradições bantoangolanas, de base matriarcal. Esta obra consolida a maturidade da produção literária de Amélia Dalomba, nas tensões cotidianas das relações de gênero.

Sobre a autora: AMÉLIA DA LOMBA , nasceu na Cidade de Cabinda, Angola. Tem artigos e poemas publicados em revistas e jornais e participações em CDs musicais angolanos, com letras e músicas. Ministra palestras sobre literatura e culturas de Angola, bem como sobre as relações de gênero em seu país.

Estudou Psicologia Geral e simultaneamente desenvolveu a sua atividade profissional na área do Jornalismo, nomeadamente o jornalismo radiofônico e de imprensa. É colaboradora do Jornal de Angola, tendo publicado alguns dos seus textos poéticos na sua página cultural. Frequentou diversos seminários de Jornalismo, Administração e Gestão de Empresas e Formação Política.

Integrando a geração de 80, denominada pelo crítico e poeta Luís Kandjimbo como a "Geração das Incertezas", ao lado de nomes como Ana Paula Tavares, Ana de Santana, Lisa Castel, entre outros, Amélia Dalomba é uma das novas vozes femininas do universo literário, cujo contributo se reveste da maior importância para o desenvolvimento da poesia angolana. Como a obra dos restantes poetas dessa geração, filha da geração da guerra colonial, a sua poiesis, assentando num projeto metalinguístico e literário de recuperação da língua, constituiu-se como um espaço de denúncia da realidade angustiante vivida na sua Angola pós-independência, sem cair no "panfletarismo ideológico" que, muitas vezes, compromete a qualidade estética.

Fruto da grande desilusão provocada pela situação de corrupção, de fome, de miséria e de total desrespeito pelos direitos humanos, que caracteriza Angola, a poesia desta autora projeta, então, um "sujeito poético" desconcertado e desiludido, que vai usar a melancolia, associada à resistência, como forma de se libertar da catástrofe social que o envolve.

É galardoada com a Ordem do Vulcão – Medalha de Mérito de 1º Grau da República de Cabo Verde.

A sua poesia está incluída em coletâneas e livros coletivos, nomeadamente:
– Antologia da Poesia Feminina dos Palop (1998), do crítico Espanhol Xosé Lois Garcia
– Antologia do Mar na poesia Africana de Língua Portuguesa do século XX, Angola (2000), de Carmen Lúcia Tindó- crítica Brasileira
– Antologia “O Amor tem Asas de Ouro” – UEA (2006)
– Antologia da Moderna Poesia Angolana de Botelho de Vasconcelos – UEA (2006)
– Cacimbo 2000 - editora Patrick Houdin-Allliance Francaise de Luanda
– Participação no Livro Meu Céu, Céu de todos, Céu de Cada Um, de Renan Medeiros - Editora Zian- (2006)

Obras individuais:
– Ânsia – Editora da UEA. (1995)
– Sacrossanto refúgio – Editora Edipress (1996)
– Espigas do Sahel – Editora kilomlombe (2004)
– Noites ditas à chuva – Editora da UEA (2005)
– Sinal de mãe nas estrelas– Zian Editora (2007)
– Aos teus pés quanto baloiça o vento – Zian Editora (2008)
– CD Verso Prece e Canto – Música Instrumental - Editora N’Gola Música (2008)
– NSINGA – o mar no signo do laço – Editora Mayamba (2011)
– Uma mulher ao relento – Editora Nandyala (2011)

INFORMAÇÕES: (31)3281-5894
NANDYALA Editora
Av. do Contorno, 6.000 - Loja 01 - Savassi
3110-060 - Belo Horizonte - MG

sábado, 3 de dezembro de 2011

André V. de Figueiredo - O caminho quilombola (lançamento RJ)

Shilambwashi Shetu: esta terra é nossa (cinema moçambicano)

Shilambwashi Shetu: esta terra é nossa - 110 anos de um combatente Makonde

(curta-metragem moçambicano)
O filme fala de um antigo combatente, ex-prisioneiro da PIDE que perde toda a sua juventude nos desígnios da Pátria. Um homem marcado pelo sofrimento, e apesar dos seus 110 anos, há sempre tempo para viver um amor.

Para ver o documentário clique no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=39IF2SwdrhI&feature=player_embedded


Direção: Albino Moisés
Câmera: Emílio Baloi
Produção: Natalina Fernando
Assistente de Produção: Teodosio Langa
Música: Helder Mondlane

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Documentários de Cabo Verde no Rio de Janeiro


Documentários de Cabo Verde no Rio de Janeiro

Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário A Nação, n. 222, p. E-18, de 1 de dezembro de 2011.

A quinta edição do Encontro de Cinema Negro Brasil, África & Caribe, curadoria de Zózimo Bulbul, no Rio de Janeiro de 24/11 a 01/12, trouxe dois documentários com temas cabo-verdianos: “São Tomé: os últimos contratados” (dir. Leão Lopes) e “Fragmentos de Mindelo” (FM) (Projeto dos cursistas da Especialização em Cinema do M_EIA/2011).
FM reúne seis pequenos curtas com diferentes facetas, em sua maioria marginalizadas, da cidade do Mindelo. O primeiro chama-se “Valentina”, no qual uma velha senhora conta histórias do passado colonial, trata das grandes secas nos anos 1940, recorda os tempos de prosperidade vivenciados na Ilha do Sal e critica os novos hábitos da contemporaneidade.
Já em “Ribeira Bote: primeira zona libertada” mostra o preconceito sofrido pelos moradores da região, histórico lugar de resistência anticolonial. Por ser uma área conhecida pela violência, precisam mentir o local onde vivem para conseguir emprego. Esses jovens desempregados e sem perspectivas chamam o lugar onde moram de B13, em referência ao filme francês homônimo que mostra moradores excluídos pela sociedade em um gueto cercado por um grande muro na Paris contemporânea, e expressam suas indignações através do rap. Tratados como párias sociais no cruel e insensível jogo pós-moderno - recorda-se o “cosmopolitismo do pobre” do crítico Silviano Santiago -, a apropriação e a identificação com o gueto francês B13 pelos jovens mindelenses demonstra, no contexto contemporâneo de um país independente, a guetização permanente sofrida pelos viventes da Ribeira Bote. Seus depoimentos são intercalados aos mais velhos que participaram das rebeliões e criavam barricadas para dificultar o acesso das forças coloniais.
“Trazêm uma cosa” mostra os itens diversos que a comunidade cabo-verdiana nos EUA envia para os familiares no arquipélago. Lembra o que Eugénio Tavares defendia em suas crônicas da importância do ilhéu partir para a emigração e sustentar sua família com a renda recebida na terra-longe, deixando seus parentes em condições de vida melhores as quais permanecesse em Cabo Verde.
“Pinkim Senegal” apresenta o preconceito ao imigrante africano no Mindelo, onde comunidade mulçumana de senegaleses, pejorativamente chamados de “mandjacos”, atua no comércio em feira popular.
“Mandingas” mostra manifestação afro-crioula no carnaval mindelense com o bloco “mandingas”. Participantes – homens e mulheres – pintam-se de preto, usam ornamentos de guerreiros africanos e saem pelas ruas da cidade expressando sua alegria. O bloco contribui para o resgate da autoestima dos moradores e é uma demonstração de valorizar a afro-crioulidade do cabo-verdiano.
“Casalata” demonstra o problema da moradia para os menos favorecidos no Mindelo. Uma família em condições paupérrimas vive amontoada em uma casa feita com pedaços de metal e sofre com as autoridades locais por se tratar de uma construção em local irregular.
“São Tomé: os últimos contratados”. O corrosivo documentário denuncia como vivem hoje os cabo-verdianos que foram contratados para trabalhar nas lavouras de São Tomé e Príncipe no período de 1950 a 1970, considerado o último fluxo de contratados para este arquipélago. Retrata o cotidiano de pobreza extrema de boa parte dos já velhos cabo-verdianos e seus descendentes, cidadãos são-tomenses, e o preconceito que sofrem na sociedade por serem estrangeiros. Depoimentos narram como eram realizadas as contratações, a violenta repressão colonial no arquipélago, as péssimas condições de trabalho que mais era uma escravidão, como fazem para se sustentar, as manifestações religiosas, a confraternização com um campeonato de futebol e o resgate de raízes e autoestima com o batuque realizado por um grupo de mulheres. Documentário forte, por outro lado, sensível e humano.
Um olhar diaspórico e um diversificado panorama do Mindelo contemporâneo. Dois documentários que contribuem para compreensão da cultura cabo-verdiana.

Lia Vieira - "Só as mulheres sangram" (lançamento N.IguaçuRJ)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nina Silva e Akins Kintê - “Incorporos - Nuances de Libido” (lançamento RJ)


Livro “Incorporos - Nuances de Libido”. É Prazer em versos da Poesia Negra.

O lançamento do livro “InCorPoros – Nuances de Libido” dos autores Nina Silva e Akins Kintê será no dia 01 de dezembro, a partir das 19h, no Centro de Artes Caloustre Gulbenkian (rua Afonso Cavalcanti, 125 – próximo ao Terreirão do Samba). Para este dia, a programação inclui apresentação musical com Augusto Bapt e o Jongo Contemporâneo, dança afro e recital de poesia e literatura preta erótica. Entrada gratuita.

Pele, suor, envolvimento e sensibilidade. É assim que os autores do livro “Incorporos- Nuances de libido” oferecem aos leitores e leitoras suas poesias. Depois de ser lançando na cidade de São Paulo, chegou a hora da cidade carioca apreciar o prazer desta escrita literária. O livro lançado com o selo do Ciclo Contínuo de Literatura, além de ser pura poesia desnuda e erótica, traz uma particularidade: ele busca traduzir o ato singular de dois corpos no furor dos relacionamentos entre homens negros e mulheres negras.

Autores: Nina Silva e Akins Kintê
Edição: Ciclo Contínuo de Literatura
Organização: Marciano Ventura
Capa: Iléa Ferraz
Desenhos: Marcos Sousa Ferraz
Diagramação e arte finalista: Denis Quintal
Prefácio: Lia Vieira

Serviço:
Lançamento do livro “InCorPoros – Nuances de Libido”
Onde? Centro de Artes Calouste Gulbenkian (rua Afonso Cavalcanti, 125 – Centro / RJ – próximo ao Terreirão do Samba).
Quando? 01 de dezembro.
Que horas? A partir das 19h.
Realização: Burburinho Soluções Produções Artísticas - http://burburinhoproducoes.blogspot.com/

Homenagem às Damas Negras - Renascença Club

sábado, 26 de novembro de 2011

Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica, lançamento/RJ

Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica, 4 vol. Editora UFMG


LANÇAMENTO: 28 de novembro, segunda-feira, 18:00

AUDITÓRIO MACHADO DE ASSIS - BIBLIOTECA NACIONAL

(entrada pela Rua México)

HOMENAGEM: Abdias Nascimento

CONVIDADOS ESPECIAIS

Ana Cruz, Cidinha da Silva, Conceição Evaristo, Cristiane Sobral, Cyana Leahy, Domício Proença Filho, Éle Semog, Francisco Maciel, Joel Rufino dos Santos, Júlio Emílio Braz, Leda Martins, Lia Vieira, Mãe Beata de Yemonjá, Martinho da Vila, Muniz Sodré, Nei Lopes, Paulo Lins, Rogério Andrade Barbosa, Salgado Maranhão.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Calane da Silva vence Prémio José Craveirinha


África 21 - DF

22/11/2011 - 10:15

Literatura


Moçambicano Calane da Silva vence Prémio José Craveirinha
Da bibliografia de Calane da Silva constam obras como "Lírica do Imponderável", "Xicandarinha na lenha do mundo", "Dos Meninos da Malanga", "Olhar Moçambique", entre outros.
Da Redação

Maputo - O escritor moçambicano Calane da Silva venceu o Prémio José Craveirinha, o maior galardão literário do país, que distinguiu a sua carreira na literatura e no ensaio, foi anunciado nesta terça-feira (22).

O Prémio José Craveirinha, instituído pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), tem um valor pecuniário de 700 mil meticais, equivalente a cerca de 19.500 euros.

Da bibliografia de Calane da Silva constam obras como "Lírica do Imponderável", "Xicandarinha na lenha do mundo", "Dos Meninos da Malanga", "Olhar Moçambique", entre outros.

Ex-jornalista, docente universitário e antigo responsável pelo Centro Cultural do Brasil em Maputo, Calane da Silva, 66 anos, sucede a escritores como Mia Couto, João Paulo Borges Coelho, Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa.