domingo, 14 de março de 2010

I Ciclo de Encontros da Revista África e Africanidades - 5 e 12/04/2010 - palestra Ricardo Riso

(clique na imagem para ampliá-la)

Prezados,
nossa revista realizará o seu I Ciclo de Encontros da Revista África e Africanidades, com palestras e minicursos abordando temáticas que se destacaram ao longo das nossas edições.
As atividades serão realizadas nos dias 05 e 12 de abril de 2010, no Largo de São Francisco de Paula, 34 - 5º andar - Centro - RJ, e as inscrições só poderão ser feitas no site da revista. Para efetuar sua inscrição, clique aqui
Peço a todos ajuda na divulgação.
Abraços,
Ricardo Riso

I Ciclo de Encontros da revista África e Africanidades - 5 e12/04/2010

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Prezados,

nossa revista realizará o seu I Ciclo de Encontros da Revista África e Africanidades, com palestras e minicursos abordando temáticas que se destacaram ao longo das nossas edições.
As atividades serão realizadas nos dias 05 e 12 de abril de 2010, no Largo de São Francisco de Paula, 34 - 5º andar - Centro - RJ, e as inscrições só poderão ser feitas no site da revista. Para efetuar sua inscrição, clique aqui.
Peço a todos ajuda na divulgação.
Abraços,
Ricardo Riso

Valentinous Velhinho - É à tarde (poema)

É À TARDE
É à tarde,
Quando o sol s’esconde e fina,
Mas fica
- sem luz já,
Com os olhos apalpando o Ténue –
Alguma claridade inda
Que gosto de pensar:
– sob o derramamento lento do espírito –
Súbito em algo se rompe,
Fazendo rebentar – além – o próprio vácuo.
O vácuo só lá longe é real. À nossa ilharga nunca!
É nesta hora que,
Hasteados os ombros sobre os últimos píncaros da sombra,
O sol e a solidão – arrimados aos horizontes – s’encontram.


S’encontram
E me deixam sózinho
– universalmente sózinho –
Entre a luz e as trevas
– como sombra perfeita e inominável do Esquecimento.
 
(VELHINHO, Valentinous. É à tarde. In: Tenho o infinito trancado em casa. Praia: Artiletra, 2008. p. 22)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Glauco - 1957/2010



Glauco Villas Boas foi uma das figuras que admirava na adolescência. Acompanhava suas tiras nas saudosas revistas Chiclete com Banana e Circus, que depois espalharam-se nas edições especiais de Los 3 Amigos e Geraldão, esta sob comando do próprio Glauco.

A maneira atrevida e corajosa como os personagens criados por Glauco lidavam com sexo e drogas era hilariante, entre vários, os grandes destaques ficavam para Geraldão e as ciumeiras do casal Neuras. Seu traço era simples, ágil, neurótico e tosco complementava os temas transgressores, as vidas inusitadas e desregradas de seus personagens.

Recordar Glauco é repassar momentos da minha adolescência nos anos 1980. É lembrar de comprar todo mês as revistas, os sorrisos e gargalhadas que as histórias extraíam de mim. É lembrar de comentá-las e divulgá-las com os amigos. É rememorar os diversos momentos felizes associados a suas histórias.

Tenho uma passagem com Glauco. Não lembro em que ano foi, mas houve uma feira de HQ’s no Espaço Cultural dos Correios (ECC - Rio de Janeiro) e naquela ocasião tive a oportunidade de falar com Los 3 Amigos - Angeli, Glauco e Laerte - em momentos diferentes daquela tarde. Pedi para que cada um desenhasse o seu respectivo personagem, o que foi muito bem atendido por eles. Glauco foi o último e o seu personagem debochava o do Laerte, ficou hilário. Perdi o desenho com o passar dos anos, mas ficou a generosidade dos três.

O cartunista e Raoni, seu filho de 25 anos e também cartunista, foram brutalmente assassinados após tentativa de assalto à residência da família, nesta madrugada, em São Paulo. Os dois mortos são vítimas dessa sociedade louca, desesperada e violenta em que vivemos. Infelizmente é assim em nosso país: a violência aumenta e somos reféns do medo. Enquanto houver essa absurda desigualdade social nos aproximaremos do caos.

Deixo aqui a minha revolta com a maneira como o cartunista nos deixou. Deixo o meu respeito e pêsames aos seus familiares.

Para quem me proporcionou tantas alegrias, hoje me deixou entristecido. Choro.

Glauco, obrigado pelos momentos bons que você me fez passar.

Glauco e Raoni, fiquem em paz!

Ricardo Riso

1a. imagem retirada de http://www.uol.com.br/
2a. imagem - Desenho do cartunista Alessandro Guarita, retirado de

I Ciclo de Encontros da Revista África e Africanidades - 05 e 12/04/2010 - 2a. atividade

Prezados,
nossa revista realizará o seu I Ciclo de Encontros da Revista África e Africanidades, com palestras e minicursos abordando temáticas que se destacaram ao longo das nossas edições.
As atividades serão realizadas nos dias 05 e 12 de abril de 2010, no Largo de São Francisco de Paula, 34 - 5º andar - Centro - RJ, e as inscrições só poderão ser feitas no site da revista. Para efetuar sua inscrição, clique aqui.
Peço a todos ajuda na divulgação.
Abraços,
Ricardo Riso

I Ciclo de Encontros da Revista África e Africanidades - 05 e 12/04/2010

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Prezados,

nossa revista realizará o seu I Ciclo de Encontros da Revista África e Africanidades, com palestras e minicursos abordando temáticas que se destacaram ao longo das nossas edições.
As atividades serão realizadas nos dias 05 e 12 de abril de 2010, no Largo de São Francisco de Paula, 34 - 5º andar - Centro - RJ, e as inscrições só poderão ser feitas no site da revista. Para efetuar sua inscrição, clique aqui.
Peço a todos ajuda na divulgação.
Abraços,
Ricardo Riso

quarta-feira, 10 de março de 2010

O problema de Adriano mascara o racismo ao jogador negro

O problema de Adriano mascara o racismo ao jogador negro

Por Ricardo Riso

Adriano, o ótimo atacante do Flamengo, volta a ser o centro das atenções do noticiário sensacionalista que domina o país. Infelizmente, o que ele melhor sabe fazer, que é jogar futebol, fica em segundo plano em razão das atitudes tomadas pelo conturbado jogador. Entretanto, o massacre midiático, o julgamento e as rápidas definições para o problema de Adriano revelam os diversos preconceitos ocultos em nossa sociedade. (...)
 
O restante está no meu blog sobre o Negro e o racismo no futebol, "A Bola Limpa". Acesse http://abolalimpa.blogspot.com/2010/03/o-problema-de-adriano-mascara-o-racismo.html
 
Abraços,
Ricardo Riso

segunda-feira, 8 de março de 2010

Paula Tavares - O cercado e desenho Ricardo Riso


Pano da Costa (da série Dizes-me coisas amargas como os frutos)
pastel s/papel. 29,7 x 21 cm. 2010.
Autor: Ricardo Riso

O cercado

De que cor era o meu cinto de missangas, mãe
feito pelas tuas mãos
e fios do teu cabelo
cortado na lua cheia
guardado do cacimbo
no cesto trançado das coisas da avó

Onde está a panela do provérbio, mãe
a das três pernas
e asa partida
que me deste antes das chuvas grandes
no dia do noivado

De que cor era a minha voz, mãe
quando anunciava a manhã junto à cascata
e descia devagarinho pelos dias

Onde está o tempo prometido p'ra viver, mãe
se tudo se guarda e recolhe no tempo da espera
p'ra lá do cercado

TAVARES, Paula. Dizes-me coisas amargas como os frutos. In: Poesia. Luanda: Maianga, 2004.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sacolinha - Graduado em Marginalidade (livro)


Relançado pela Confraria do Vento (RJ) a ótima estreia de Sacolinha no gênero romance com Graduado em Marginalidade.
Sacolinha integra uma nova vertente literária em nosso país. Ao lado de nomes como Alessandro Buzzo, Férrez, Allan da Rosa entre outros que procuram revelar em seus textos uma faceta pouco divulgada das periferias brasileiras.
Ricardo Riso

Release do romance

A história do jovem Vander, e de Lúcio Tavares, policial que transformou a pacata Vila Clementina em Brás Cubas, distrito de Mogi das Cruzes, num depósito de droga. Trouxe também a guerra, o calibre e a morte. Transformou Vander de amor em ódio. Esse passou pelas maiores provocações que um ser humano pode agüentar. Foi obrigado a jogar o jogo da melhor defesa; o ataque.

No fim, o autor nos surpreende com um final imprevisível, mas tão verdadeiro que, mesmo sendo triste temos que aceitá-lo.

Neste livro você vai do cheiro das rosas ao cheiro de pólvora, um romance original e categórico no qual a maioria dos personagens tem razões suficientes para ser quem são.

Esta obra pulsa como as favelas brasileiras nos dias de domingo, onde circulam Vander, Casquinha, Sandrão, Vladi e Nego bá.

Toda a história foi inspirada na vida real, porém, inventada pela alta capacidade de fabulação do autor; um jovem escritor de 21 anos, morador da periferia de São Paulo.

Graduado em Marginalidade (Romance contemporâneo)
Ademiro Alves (Sacolinha)

POEMix - POEMAS DE NENHUM LUGAR, novo videoart de Mito

Há excelente produção de arte contemporânea em Cabo Verde, como podemos constatar no link a seguir de mais um novo e belo trabalho que une poesia, imagem e som do inquieto artista plástico cabo-verdiano Mito (Fernando Elias). Neste, o artista presta uma bela homenagem à poesia e a nomes maiores da poética das ilhas.

Ricardo Riso


POEMix - POEMAS DE NENHUM LUGAR

Poesia, imagem, corpo e ambientes sonoros
Mito Elias - Poesia, leitura, sons e vídeos

Binga de Castro - Paisagens sonoras (Música, corpo e sonorizações)
5 de Março - Sexta Feira - às 21 H - No Instituto da Língua Portuguesa
Rua Andrade Corvo - Plateau - Praia (casa cor de rosa, junto ao quartel Jaime Mota).

POEMix - é um pequeno exercício performático que abarca a poesia num conceito pluri-dimensional (palavra, vídeo, gestos e sons). O espectáculo consiste na reinterpretação de 12 poemas de vários autores Cabo Verdianos : (Alexandre Cunha, Arménio Vieira, Danny Spínola, Eurico Barros, Filinto Elísio, Jorge Carlos Fonseca, José Luíz Tavares, Mário Fonseca, Mito, Oswaldo Osório, Vadinho Velhinho e Zé di Sant'y'agu). O objectivo deste evento é procurar realçar a beleza das palavras, dos gestos, das imagens e dos sons que cada escrito sugere, para que a poesia não fique estática e empoeirada nas estantes.

Apoio : INSTITUTO INTERNACIONAL DA LÍNGUA PORTUGUESA
--
www.tanboru.org/mito
http://www.youtube.com/watch?v=OrqxJJF4TwE&feature=related
www.saatchi-gallery.co.uk/yourgallery/artist_profile/Mito+Elias/23947.html

Fonte: e-mail gentilmente enviado pelo artista plástico Mito em 02/03/2010.