O Instituto José Jorge Maciel (Maracaíba - Rio Grande do Norte) oferece aos apreciadores e pesquisadores a Biblioteca Luís Romano, uma coletânea de artigos sobre Luís Romano, cabo-verdiano radicado na capital nordestina e autor do clássico Famintos. Para acessá-la, clique aqui.
Abraços,
Ricardo Riso
* Esta foi uma colaboração de Eidson Miguel, mestrando da UEPB.
Um espaço dedicado à literatura negro-brasileira, às literaturas africanas de língua portuguesa e demais literaturas negro-diaspóricas
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Da Cor, Da Raça, Nação Mulher - 21 a 25/julho
RIO DE JANEIRO CELEBRA O 25 DE JULHO COM UM GRANDE ENCONTRO DE PRETAS! DA COR DA RAÇA, NAÇÃO MULHER!
por Adriana Baptista, terça, 5 de julho de 2011 às 02:15
Com o intuito de celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o evento Da Cor, Da Raça, Nação Mulher oferece gratuitamente ao público carioca entre os dias 21 e 25 de Julho, no Centro Cultural Ação da Cidadania(Av. Barão de Tefé,75 - Gamboa), grandes Rodas de bate papo voltadas para o debate de questões atuais da população feminina e afro-descendente.
O evento ainda conta com várias atividades artísticas, culturais e gastronômicas.
CRONOGRAMA DAS PALESTRAS:
21/07 – 5ª Feira – 18h
TEMA: REPENSANDO O NEGRO OLHAR E A DIVERSIDADE
CONVIDADAS:
● Magali da Silva Almeida – Profª. Faculdade de Serviço Social/UERJ – Coordenadora do PROAFRO/UERJ
● Joilson Santana - Mestre em Ciências/FIOCRUZ com o tema “Racismos e Homofobia: dois elos de uma mesma corrente”
● Luane Bento - Bacharel em ciências Sociais/ UERJ com o tema “Etnomatemática e Penteados afros”
● Scheila Dias – Assistente social/UFRJ
● Allyne Andrade - Advogada/UERJ
“Feminismo Negro”
22/07 – 6ª Feira – 18h
TEMA: MULHER NEGRA: AS MINHAS, AS SUAS, AS NOSSAS HISTÓRIAS
CONVIDADAS:
● Gisele Gomes Carvalho - Ex-detenta e integrante do Projeto Empregabilidade do AfroReggae
● Claudia Miranda - Prof. Dra. UniRio
● Maria Amália - Consulesa de Angola
● Luanda S. Moraes – Profª. Dra. Ciências Tecnologia de Polímeros/IMA-UFRJ
23/07 – SÁBADO – 11h30
TEMA: SAÚDE - EU QUERO!
CONVIDADAS:
● Dra. Katleen Conceição - Dermatologista referência em pele negra
● Dra. Berenice Aguiar - Ginecologista e Obstetra
● Dra. Rogéria Cláudia - Gastroenterologista
24/07 – DOMINGO – 11h30
TEMA: EMPREENDORISMO: REFLEXÕES SOBRE GÊNERO E RAÇA
CONVIDADAS:
● Flávia Oliveira – Jornalista titular da coluna “Negócios e Cia” – O Globo / Comentarista do telejornal “Bom Dia Rio” / Voluntária do EDUCAFRO
● Glória Santos – Catadora / Pólo de Reciclagem de Jardim Gramacho
● Lia Vieira – Empresária / Pesquisadora/ Escritora / Doutoranda em Educação pela Universidade de La Habana – Cuba
25/07 - SEGUNDA-FEIRA - 10h
Encerramento do Evento
TEMA: MULHER NEGRA, SEUS DESAFIOS, PERCURSOS E PERSPECTIVAS
CONVIDADA
Conceição Evaristo - Escritora/Profa./Dra.Literatura comparada UFF
Homenagem da Base Rio à Vó Maria
Desfile Afro Fashion
Axé!
Adriana Baptista
http://www.adrianabaptista.com/
Produtora Rodas de Conversa Da Cor da Raça Nação Mulher
Uma realização Base Rio Entretenimento
55 21 9545 8156
55 21 3107 1923
E-mail enviado por Geny F. Guimarães em 06/07/2011.
por Adriana Baptista, terça, 5 de julho de 2011 às 02:15
Com o intuito de celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o evento Da Cor, Da Raça, Nação Mulher oferece gratuitamente ao público carioca entre os dias 21 e 25 de Julho, no Centro Cultural Ação da Cidadania(Av. Barão de Tefé,75 - Gamboa), grandes Rodas de bate papo voltadas para o debate de questões atuais da população feminina e afro-descendente.
O evento ainda conta com várias atividades artísticas, culturais e gastronômicas.
CRONOGRAMA DAS PALESTRAS:
21/07 – 5ª Feira – 18h
TEMA: REPENSANDO O NEGRO OLHAR E A DIVERSIDADE
CONVIDADAS:
● Magali da Silva Almeida – Profª. Faculdade de Serviço Social/UERJ – Coordenadora do PROAFRO/UERJ
● Joilson Santana - Mestre em Ciências/FIOCRUZ com o tema “Racismos e Homofobia: dois elos de uma mesma corrente”
● Luane Bento - Bacharel em ciências Sociais/ UERJ com o tema “Etnomatemática e Penteados afros”
● Scheila Dias – Assistente social/UFRJ
● Allyne Andrade - Advogada/UERJ
“Feminismo Negro”
22/07 – 6ª Feira – 18h
TEMA: MULHER NEGRA: AS MINHAS, AS SUAS, AS NOSSAS HISTÓRIAS
CONVIDADAS:
● Gisele Gomes Carvalho - Ex-detenta e integrante do Projeto Empregabilidade do AfroReggae
● Claudia Miranda - Prof. Dra. UniRio
● Maria Amália - Consulesa de Angola
● Luanda S. Moraes – Profª. Dra. Ciências Tecnologia de Polímeros/IMA-UFRJ
23/07 – SÁBADO – 11h30
TEMA: SAÚDE - EU QUERO!
CONVIDADAS:
● Dra. Katleen Conceição - Dermatologista referência em pele negra
● Dra. Berenice Aguiar - Ginecologista e Obstetra
● Dra. Rogéria Cláudia - Gastroenterologista
24/07 – DOMINGO – 11h30
TEMA: EMPREENDORISMO: REFLEXÕES SOBRE GÊNERO E RAÇA
CONVIDADAS:
● Flávia Oliveira – Jornalista titular da coluna “Negócios e Cia” – O Globo / Comentarista do telejornal “Bom Dia Rio” / Voluntária do EDUCAFRO
● Glória Santos – Catadora / Pólo de Reciclagem de Jardim Gramacho
● Lia Vieira – Empresária / Pesquisadora/ Escritora / Doutoranda em Educação pela Universidade de La Habana – Cuba
25/07 - SEGUNDA-FEIRA - 10h
Encerramento do Evento
TEMA: MULHER NEGRA, SEUS DESAFIOS, PERCURSOS E PERSPECTIVAS
CONVIDADA
Conceição Evaristo - Escritora/Profa./Dra.Literatura comparada UFF
Homenagem da Base Rio à Vó Maria
Desfile Afro Fashion
Axé!
Adriana Baptista
http://www.adrianabaptista.com/
Produtora Rodas de Conversa Da Cor da Raça Nação Mulher
Uma realização Base Rio Entretenimento
55 21 9545 8156
55 21 3107 1923
E-mail enviado por Geny F. Guimarães em 06/07/2011.
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Curso "África e suas várias vozes nos currículos escolares" - Funemac/RJ
NEEDE – Núcleo de Estudos de Educação e Diversidade Etnicorracial
O Núcleo tem como objetivo geral se constituir como um centro de referência que articule e promova atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas ao campo de estudos afro-brasileiros.
Amparado na Lei n°10.639/03-MEC, que institui a obrigatoriedade do ensino da História da África e dos africanos no currículo escolar dos ensinos fundamental e médio. Este pólo de estudo desenvolve um projeto para as raízes, o resgate da cultura da África, para entender a relação estreita com esse continente e a identidade afro-brasileira.
A inauguração acontecerá no espaço universitário da FUNEMAC, com um curso de Extensão intitulado: “África e suas várias vozes nos currículos escolares” que terá início no dia 11 de agosto de 2011, todas as quintas-feiras das 14h às 17h30min e término previsto para 01 de dezembro de 2011.
Contatos:(22) 2796-2507
neede.funemac@gmail.com
Meynardo Rocha de Carvalho
Superintendente Acadêmico
Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Profª Maria Cristina Marques, Coordenadora do NEEDE - Núcleo de Estudos de Educação e Diversidade Étnica Racial da FUNEMAC
O Núcleo tem como objetivo geral se constituir como um centro de referência que articule e promova atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas ao campo de estudos afro-brasileiros.
Amparado na Lei n°10.639/03-MEC, que institui a obrigatoriedade do ensino da História da África e dos africanos no currículo escolar dos ensinos fundamental e médio. Este pólo de estudo desenvolve um projeto para as raízes, o resgate da cultura da África, para entender a relação estreita com esse continente e a identidade afro-brasileira.
A inauguração acontecerá no espaço universitário da FUNEMAC, com um curso de Extensão intitulado: “África e suas várias vozes nos currículos escolares” que terá início no dia 11 de agosto de 2011, todas as quintas-feiras das 14h às 17h30min e término previsto para 01 de dezembro de 2011.
Contatos:(22) 2796-2507
neede.funemac@gmail.com
Meynardo Rocha de Carvalho
Superintendente Acadêmico
Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Profª Maria Cristina Marques, Coordenadora do NEEDE - Núcleo de Estudos de Educação e Diversidade Étnica Racial da FUNEMAC
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terça-feira, 5 de julho de 2011
Tânia Tomé lança "Agarra-me o sol por trás" no Rio de Janeiro
Mais uma parceria com a Kitabu Livraria Negra:
Convite para a noite de autógrafos de AGARRA-ME O SOL POR TRÁS (E OUTROS ESCRITOS & MELODIAS), livro de poesia da moçambicana Tânia Tomé, na Kitabu Livraria Negra, à rua Joaquim Silva, 17 - Lapa - Rio de Janeiro. Dia 12 de julho, a partir das 19h.
Peço ajuda para a divulgação.
Abraços,
Ricardo Riso
Cabo Verde - 36º aniversário de independência
Prezados(as),
em comemoração ao trigésimo-sexto aniversário de independência de Cabo Verde, convido a todos para a leitura do prefácio de Rui Figueiredo Soares para a obra de Baltasar Lopes - um homem arquipélago na ilha de todas as batalhas, de Leão Lopes, sob a chancela da Edições Ponto & Vírgula. O texto está publicado no blog do amigo e compententíssimo Prof. Manuel Brito-Semedo, o Na Esquina do Tempo.
Abraços,
Ricardo Riso
em comemoração ao trigésimo-sexto aniversário de independência de Cabo Verde, convido a todos para a leitura do prefácio de Rui Figueiredo Soares para a obra de Baltasar Lopes - um homem arquipélago na ilha de todas as batalhas, de Leão Lopes, sob a chancela da Edições Ponto & Vírgula. O texto está publicado no blog do amigo e compententíssimo Prof. Manuel Brito-Semedo, o Na Esquina do Tempo.
Abraços,
Ricardo Riso
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Oswaldo Faustino - A Legião Negra
A Selo Negro Edições e a Livraria Martins Fontes - Paulista promovem, em São Paulo, no dia 20 de julho, quarta-feira, das 19h às 21h30, a noite de autógrafos do livro A Legião Negra - A luta dos afro-brasileiros na Revolução Constitucionalista de 1932. Nesse romance histórico, o jornalista Oswaldo Faustino aborda uma faceta pouco conhecida da história nacional: a participação voluntária de um grande número de afro-brasileiros na Revol ução Constitucionalista de 1932, contra o regime de Getulio Vargas a quem, contraditoriamente, grande parte desses combatentes reverenciava como “pai dos pobres”. A livraria fica na Av. Paulista, 509 (próxima à estação Brigadeiro do metrô). A ideia para o livro surgiu quando o ator Milton Gonçalves contou a Faustino que gostaria de fazer um filme sobre a Legião Negra e pediu ao escritor que pesquisasse o assunto. Recorrendo a documentos e publicações de época, obras acadêmicas e entrevistas com familiares dos combatentes, Faustino entrou em contato com a história de personagens reais que, no romance, interagem com os concebidos pelo autor. A pesquisa permitiu-lhe também reconstruir o contexto social, cultural e econômico da São Paulo da década de 1930 – ora em situações conflituosas ora em aparente harmonia se interrelacionavam paulistas quatrocentões, negros, mestiços, imigrantes europeus e migrantes oriundos principalmente de estados do Nordeste. Cada qual com seus costumes e em espaços determinados, é verdade. Aos negros e pardos restavam apenas os cortiços, porões e subúrbios, as rodas de tiririca, o jogo ilegal e os biscates.
O livro começa apresentando ao leitor o centenário Tião Mão Grande, que nos dias de hoje relembra sua participação, como voluntário, na Revolução de 1932. Sua memória recupera episódios e personagens que mudaram sua vida e a dos paulistas para sempre: alguns reais, como Maria Soldado, empregada doméstica que decidiu engrossar as fileiras revolucionárias; o advogado Joaquim Guaraná Santana e o grande orador Vicente Ferreira; outros fictícios, mas inspirados em arquétipos históricos, como Teodomiro Patrocínio, protegido de uma rica família que de início renega a ascendência africana e a negritude, mas depois se torna um grande líder militar da Legião Negra; Luvercy, jovem negro alistado contra a vontade pelo próprio pai, também combatente de ideais patrióticos; John, um jamaicano foragido dos EUA, que também participava das lutas antirracistas e convivia com pensadores naquele país, como seu conterrâneo Marcus Garvey.
A cada capítulo, Faustino recria os valores de uma época pautada pelo patriotismo, mas também por um intenso preconceito racial. Um dos méritos do livro é mostrar que, apesar de alijados de direitos e com chances mínimas de ascensão social, milhares de negros aderiram a uma causa estranha à sua realidade – causa que, embora justa, traria ínfimas mudanças à sua situação de excluídos.
Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1273
Fonte: e-mail enviado por Selo Negro em 4 de julho de 2011
O livro começa apresentando ao leitor o centenário Tião Mão Grande, que nos dias de hoje relembra sua participação, como voluntário, na Revolução de 1932. Sua memória recupera episódios e personagens que mudaram sua vida e a dos paulistas para sempre: alguns reais, como Maria Soldado, empregada doméstica que decidiu engrossar as fileiras revolucionárias; o advogado Joaquim Guaraná Santana e o grande orador Vicente Ferreira; outros fictícios, mas inspirados em arquétipos históricos, como Teodomiro Patrocínio, protegido de uma rica família que de início renega a ascendência africana e a negritude, mas depois se torna um grande líder militar da Legião Negra; Luvercy, jovem negro alistado contra a vontade pelo próprio pai, também combatente de ideais patrióticos; John, um jamaicano foragido dos EUA, que também participava das lutas antirracistas e convivia com pensadores naquele país, como seu conterrâneo Marcus Garvey.
A cada capítulo, Faustino recria os valores de uma época pautada pelo patriotismo, mas também por um intenso preconceito racial. Um dos méritos do livro é mostrar que, apesar de alijados de direitos e com chances mínimas de ascensão social, milhares de negros aderiram a uma causa estranha à sua realidade – causa que, embora justa, traria ínfimas mudanças à sua situação de excluídos.
Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1273
Fonte: e-mail enviado por Selo Negro em 4 de julho de 2011
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domingo, 3 de julho de 2011
Jornal Afro-Lagos (Rio de Janeiro - Brasil)
A primeira mídia étnica da Região dos Lagos, Jornal Afro-Lagos.
Vale a visita e a divulgação.
Ricardo Riso
Vale a visita e a divulgação.
Ricardo Riso
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Colóquio Internacional - Percursos, Trilhos e Margens: Recepção e Crítica das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa
Colóquio Internacional
Percursos, Trilhos e Margens: Recepção e Crítica das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa
14 e 15 de Julho de 2011
Auditório do CIUL; CES-Lisboa (Fórum Picoas-Plaza)
Organização:
Margarida Calafate Ribeiro (CES) - Elena Brugioni (Universidade do Minho) - Jessica Falconi (CES)
Programa
14 de Julho_quinta-feira
09.30: Boas vindas
José Marcos Barrica [Embaixador de Angola em Portugal] - André Heráclio do Rêgo [CPLP] - Simonetta Luz Afonso [Câmara Municipal de Lisboa] - José Luandino Vieira - Margarida Calafate Ribeiro [CES] - Elena Brugioni [CEHUM] - Jessica Falconi [CES]
10.00: Comunicação de Abertura
Tempos e Espaços. Reflectindo em torno da recepção das Literaturas Africanas de língua portuguesa
Laura Cavalcante Padilha [UFF]
11.00: Literaturas Africanas de Língua Portuguesa: Paradigmas e Itinerários Críticos
Pires Laranjeira [UC], Inocência Mata [UL], Carmen Tindó Secco [UFRJ]
Moderação: Elena Brugioni
12.30 Almoço
14.30: Mesa Redonda Recepção e Crítica nos Media
José Carlos Vasconcelos (Jornal de Letras), João Céu e Silva (Diário de Notícias), Marta Lança, Luís Carlos Patraquim, João Melo (África 21)
Moderação: Odete Semedo
16.30: Mesa Redonda com Ana Paula Tavares, Luís Carlos Patraquim, Ana Mafalda Leite
Moderação: Jessica Falconi
18.00 Café
19.00: Lançamento do Livro Literaturas da Guiné-Bissau: contando os escritos da história (Afrontamento, 2011). Apresentação de Inocência Mata.
15 de Julho_sexta-feira
09.30: Crítica Literária e Paradigmas Pós-coloniais
Silvio Renato Jorge [UFF], Livia Apa [UNO], Elena Brugioni [CEHUM], Simone Pereira Schmidt [UFSC]
Moderação: Carmen Tindó Secco
11.30: Pelos Trilhos da Escrita: Narração e Crítica Literária
Odete Semedo [INEP], Jessica Falconi [CES], Moema Parente Augel [UB]
Moderação: Pires Laranjeira
13.00 Almoço
15.00: Mesa Redonda Políticas e Circuitos Editorais
Zeferino Coelho (Caminho), José Sousa Ribeiro (Afrontamento), Cecília Andrade (Dom Quixote), André Heráclio do Rêgo (CPLP)
Moderação: Margarida Calafate Ribeiro
16.45: Mesa Redonda com José Luandino Vieira, Joaquim Arena, João Melo, Odete Semedo
Moderação: Laura Cavalcante Padilha
18.15: café
19.00: Lançamento do Livro Literaturas Insulares: Leituras e Escritas de Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe (Afrontamento, 2011). Apresentação de Laura Cavalcante Padilha.
Fonte: e-mail enviado pela Profª Drª Moema Parente Augel em 01 de julho de 2011.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Gabriel Mariano – Vida e Morte de João Cabafume
Gabriel Mariano – Vida e Morte de João Cabafume
Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, nº 200, de 30 de junho de 2011, p. 14.
Gabriel Mariano, pseudônimo de José Gabriel Lopes da Silva (18/05/1928 – 18/02/2002) é um nome destacado na história intelectual de Cabo Verde, ora por sua vertente de ensaísta emérito assim constatada nos artigos reunidos em “Cultura Caboverdeana”, ora em homenagens a figuras contestatárias e rebeldes como na poesia dedicada a Mestre Ambrósio e na narrativa a João Cabafume, para além de sua colaboração em publicações como “Claridade” e “Suplemento Cultural” (do jornal “Cabo Verde”, 1958), e participações em variadas antologias de autores africanos.
Por seu caráter de incisiva contestação social, a pequena narrativa de “Vida e Morte de João Cabafume”, que dá título à antologia de contos do autor, componente da coleção Palavra Africana da editora portuguesa Vega, 2001, nos apresenta uma história breve e de vida pungente do personagem-título, personagem-tipo do período colonial, na qual o narrador dialoga conosco chamando a atenção para os descaminhos da vida de João Cabafume (JC): “Moço, entende direito o que te vou contar. João Cabafume não foi um qualquer. Ele não era como um eu, ou como um tu que estendemos as mãos para outro pôr corda. Morreu no meio da baía numa noite de lua cheia. Não, moço, não foi destino. João Cabafume não teve destino. (...) Destino queria matá-lo de fome.”
Logo no primeiro parágrafo o narrador mostra a condição insurrecta do personagem, diferenciando-se de todos, não aceitando o sofrimento imposto que será apresentado ao longo da história. Deparamo-nos com a habilidade narrativa do autor, aumentando a tensão em frases breves e pontuando as injustiças aos menos favorecidos da sociedade, tanto na insensibilidade e na coisificação do ser humano sendo recolhido das ruas – “Pobre chateava as pessoas finas e incomodava os passageiros que desembarcavam. Por isso o senhor Administrador deu ordem para fechar no Albergue toda a criatura que não tinha trabalho. Pobre e cachorro vadio, nenhum podia passear na rua” –, quanto no desprezo da elite local subserviente ao colonizador ao menosprezar seus pares – “Vocês são uns mandriões (...) Porque é que não procuram o que fazer?/ – Dondê trabalho, senhor Administrador?”.
Há a revolta com a ordem estabelecida pela religião do colonizador pregando a renúncia e a resignação na voz da menina Bia, e a rispidez gradativa do diálogo com JC: “– Nhô padre falou que pobre quando morre vai para o céu./ – E rico?/ – Rico... não sei.../ – Rico não vai./ – Rico deve ir.../ – Rico nunca foi./ – Rico bom vai./ – Não tem rico bom, Bia...” Religião esta na qual um padre não acompanha enterro de pobre até o seu fim: “Quando Jacinto morreu seus companheiros mandaram fazer-lhe um caixão. Nhô Padre encomendou o corpo. Mas foi só até ao Cruzeiro porque dinheiro não dava para mais”. Jacinto que morreu por falta de assistência: “Mas hospital não tinha remédios”. Assim como fica latente a desumanidade aos empregados doentes, porque “Sr. Varanda perguntou ao Dr. Cunha ‘se não havia perigo de contágio’. Dr. Cunha disse que ainda não. E Jacinto ficou para fechar o mês”.
JC é insubmisso às agruras da vida, ao destino de seus pares de morrer fraco de fome de tanto trabalhar: “João Cabafume não dava conversa. Ele estava brigando com destino. Destino queria amarrá-lo na sua roda de pobreza. Como tinha amarrado Jacinto e os outros. Vida de trabalho só para comer...” Por isso a insistência do narrador a nos provocar com veemência ao longo do conto: “Entende direito o que estou contando”.
Ao demonstrar as dificuldades do cotidiano do homem durante o colonialismo em uma narrativa mordaz, que “Vida e Morte de João Cabafume” pode ser posto como um dos melhores momentos da prosa cabo-verdiana e de seu autor, Gabriel Mariano.
A NAÇÃO 200 – É com extrema felicidade que parabenizo todo o expediente do A Nação com a chegada desta edição. Aproveito para agradecer a oportunidade de colaborar neste digno espaço do jornalismo cabo-verdiano. Meus sinceros votos de sucesso!
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Ricardo Riso
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Jornal Afro-Lagos - Lançamento
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