O artigo de minha autoria Para não esquecer o passado – Breve História Colonial em África, pinturas de Tchalê Figueira foi publicado no portal Buala - cultura contemporânea africana, organizado por Marta Lança. Para acessar o artigo, clique aqui.
RESUMO: A sangrenta experiência colonial em África consolidada durante a Conferência de Berlim (1884-1885) é retratada de forma corrosiva nas pinturas da série “Breve História Colonial em África”, do artista plástico Tchalê Figueira, que objetiva não deixar que esse triste passado seja revisto de forma branda ou rasurado da História. Com isso, o artista procura desvelar terríveis personagens e demonstra a agonia dos povos africanos em um expressionismo voraz e de forte impacto. A análise aqui presente pretende mostrar como Tchalê Figueira realiza plasticamente em dez pinturas (anexadas ao final do texto) suas denúncias ao sistemático genocídio de negros africanos durante o colonialismo. O suporte teórico escora-se nos historiadores Joseph Ki-Zerbo, Carlos Moore, Albert Memmi, entre outros.
Um espaço dedicado à literatura negro-brasileira, às literaturas africanas de língua portuguesa e demais literaturas negro-diaspóricas
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Breve História Colonial em África, pinturas de Tchalê Figueira no BUALA
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Tchalê Figueira - Breve História Colonial em África
Para não esquecer o passado – Breve História Colonial em África, pinturas de Tchalê Figueira
Ricardo Riso
RESUMO: A sangrenta experiência colonial em África consolidada durante a Conferência de Berlim (1884-1885) é retratada de forma corrosiva nas pinturas da série “Breve História Colonial em África”, do artista plástico Tchalê Figueira, que objetiva não deixar que esse triste passado seja revisto de forma branda ou rasurado da História. Com isso, o artista procura desvelar terríveis personagens e demonstra a agonia dos povos africanos em um expressionismo voraz e de forte impacto. A análise aqui presente pretende mostrar como Tchalê Figueira realiza plasticamente suas denúncias ao sistemático genocídio de negros africanos durante o colonialismo. O suporte teórico escora-se nos historiadores Joseph Ki-Zerbo, Carlos Moore, Albert Memmi, entre outros.
Eis-me aqui África/ nas tuas entranhas/
de onde afinal/ nunca saí/
eis-me aqui África/ eis-me aqui/
aqui.
(Mário Fonseca)
Neste início de século XXI vivenciamos perigosos revisionismos históricos com o intuito de suavizar imensas tragédias da história da Humanidade, que encontram espaços generosos nos veículos de comunicação dominantes em uma procura incessante para silenciar as vozes de pesquisadores comprometidos com os estudos pós-coloniais, desveladores de visões que desmascaram os cínicos e hipócritas discursos hegemônicos.
Vários são os agentes nos países pós-coloniais nas diversas áreas do saber e das artes a lutarem contra a história oficial de suas nações. No continente africano essa situação é ainda mais grave, dentre vários motivos, em razão do recente processo de soberania desses países, principalmente as ex-colônias de língua portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Atento ao tempo em que vive e às mazelas que uma perniciosa amnésia induzida em relação à representação do colonialismo em África, o artista plástico e também escritor Tchalê Figueira elaborou a recente série de pinturas intituladas “Breve História Colonial em África”, na qual procura resgatar terríveis passagens vivenciadas pelos africanos na virada do século XIX para o XX.
Atendendo sugestão de G. T. Didial, um dos heterônimos de João Manuel Varela, Carlos Alberto Silva Figueira passa a usar o nome Tchalê (nome pelo qual é conhecido pelos moradores de sua cidade) para designá-lo. Nasceu em 1953, no Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde. Aos 17 anos, em meio às guerras de libertação nas colônias africanas dominadas por Portugal, em um ato de rebeldia, Tchalê decide sair clandestinamente de Cabo Verde para não servir ao exército fascista português e assim lutar contra seus pares. Ruma a Roterdã, na Holanda, mas pouco tempo aí permanece. Viaja pelos mares da Europa à Ásia e às Américas. Em 1974, fixa-se na cidade da Basileia, Suíça, onde frequenta a escola de belas-artes e torna-se artista plástico. Retorna ao Mindelo somente em 1985 onde encontra-se até hoje. Atualmente é um dos mais prestigiados artistas plásticos de Cabo Verde com obra reconhecida por diversos países. Além disso, já possui uma considerável obra literária com os seguintes livros de poesia: “Todos os náufragos do mundo” (1992), “Onde os sentimentos se encontram” (1998) e “O azul e a luz” (2002); enquanto em prosa publicou “Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação” (2005), “Solitário” (2005) e “Contos da Basileia” (2011).
Acompanho com extremo interesse as obras plásticas e literárias de Tchalê Figueira através de seu blog “Arco da Velha” – tchale.blogspot.com – ou por redes sociais como o Facebook. Tchalê é um artista inquieto, indignado e revoltado com as injustiças de diversas ordens, principalmente as motivadas por políticos, e não deixa de expor suas opiniões com veemência. Essa vontade de manifestar-se a favor dos oprimidos acompanha suas pinturas, tornando-se uma característica costumeira. Estão lá representados os homens e mulheres marginalizados da cidade do Mindelo, na sua rua da Praia. Prostitutas, bêbados, traficantes, pescadores, pessoas ociosas do cotidiano e esquecidas pelo poder público, mas que ganham representatividade em suas telas. Uma pintura expressionista em suas formas distorcidas da figuração humana – geralmente em primeiro plano –, muitas vezes agressivas na denúncia social, em outras ocasiões apresentam-se irônicas, como também podem ser alegres nas celebrações festivas do cabo-verdiano. Suas cores obedecem a recusa de representação do real típica do fauvismo francês. Os fundos de suas telas costumam ser grandes manchas de cor, abstratizantes e de gestualidade agressiva como os melhores nomes do expressionismo abstrato, dentre tantos, Clifford Stills, são indefinidos e com a intenção de destacar a presença da figuração humana, pois é do homem que a obra deste mindelense se preocupa. Ou seja, Tchalê Figueira possui uma identidade plástica, ou como afirmou G. T. Didial: “há nestas obras uma linguagem própria e uma visão de mundo” (DIDIAL, 1999, p. 98). Traço característico e temáticas de forte contundência social são marcas as telas deste grande pintor.
Breve História Colonial em África
A partir de 1860 o continente africano sofre com os violentos ataques dos europeus, favorecidos por tecnologia bélica avançada à época, que Tchalê Figueira representa nas abomináveis figuras de Leopold II (Anexo I), rei da Bélgica, e incentivador das atrocidades cometidas no Congo, seguidas pelo desbravador e sanguinário Henry Stanley, representado na pintura “Henry Stanley, o monstro” (Anexo II) e “Stanley Cap” (Anexo III), para quem “os selvagens apenas respeitam a força, o poder, a audácia e a decisão” (SERRANO, WALDMAN, 2008, p.216), e pelo não menos abominável Guillaume Van Kerckhoven (Anexo IV) e do odioso Otto Von Bismarck na pintura “Clube alemão das colônias – Peitche und Zuken Brot” (Anexo V), um dos articuladores da Conferência de Berlim.
LEOPOLOD II DA BÉLGICA - O NOVO DONO DO REINO DO CONGO
HENRY STANLEY, O MONSTRO
STANLEY CAP
GUILLAUME VON KERKCHAVEN
CLUBE ALEMÃO DAS COLÔNIAS
Nas telas representativas desses repugnantes seres humanos, Tchalê recorre ao uso do texto para não deixar dúvidas sobre quem está representado. Para além da denúncia, salienta-se o caráter didático e necessário para que esses protagonistas do genocídio étnico não sejam rasurados da história africana. A representação da força e da soberania na figura ornada com suas patentes e designações reais de Leopold II (Anexo I), seu sorriso sádico em rosto típico de máscara africana, contrastam com o pavor dos africanos mortos e da presença predominante do vermelho a sangrar nosso olhar, a esquartejar nossa memória, e a partir daí, a retomada de consciência de um passado desesperador que a História não pode apagar. O pintor reflete em expressões hostis e sorrisos expondo carnívoros dentes as violentas ações desses monstros no período colonial. Aliás, de um modo geral, os sorrisos perversos com dentes escancarados são caracterizadores na obra plástica de Figueira dos líderes repressores da história da Humanidade em suas diversas facetas.
As expressões reveladas nas pinturas de Tchalê demonstram o ódio pelos africanos e o prazer que essas figuras tinham em cumprir as suas cruéis missões. Pinturas agressivas, todavia, jamais ultrapassariam os atos violentos motivados por seus personagens, que, infelizmente, foram reais. E trata-se de uma realidade para a qual não devemos esquecer. Homens que acompanharam o histórico de violência do tráfico negreiro e confirmaram a banalização de atos cruéis aos negros africanos. Cabe a lembrança de um artista ao qual a obra de Tchalê Figueira dialoga com frequência, e nessa série em especial, o inglês Francis Bacon, que também utilizava um expressionismo enfurecido para retratar a violência do cotidiano: “Quando trago a violência para pintura, dizia ele, não se trata da violência da guerra, mas, da violência da realidade por si mesma.” (SYLVESTER, 2007, p. 81).
Violência exacerbada na representação de sadismo e prazer no sorriso de Guillaume Van Kerckhoven (Anexo IV), com sua pose de satisfação em traje militar a exibir todas as suas medalhas ao cumprir a missão de exterminar negros, em contraponto às expressões aterrorizadas de incontáveis rostos de negros amontoados. Nesta pintura, Tchalê Figueira para demonstrar a imensa quantidade de africanos mortos utiliza um procedimento comum e consagrado na pintura do artista plástico moçambicano Malangatana Valente. Malangatana tinha como característica representar uma quantidade impressionante de pessoas espremidas em suas telas, comprimidos no espaço asfixiante da superfície pintada a revelar-nos a irracionalidade e desumanidade do colonialismo, e da desestabilização oriunda da repressão em cores contrastantes e impactantes. Para esta pintura de Tchalê resgato palavras de Mia Couto a respeito da pintura de Malangatana que encaixam com perfeição ao mostrado pelo mindelense:
Estes rostos repetidos até a exaustão do espaço, estas figuras retorcidas por infinita amargura são imagens deste mundo criado por nós e, afinal, contra nós. Monstros que julgávamos há muito extintos dentro de nós são ressuscitados no pincel de Malangatana.
Ressurge um temor que nos atemoriza porque é o nosso velho medo desadormecido. Ficamos assim à mercê destas visões, somos assaltados pela fragilidade da nossa representação visual do universo. (...)
No seu traço está nua e tangível a geografia do tempo africano. No jogo das cores está, sedutor e cruel, o feitiço, (...)
Estes bichos e homens, atirados para um espaço tornado exíguo pelo acumular de elementos gráficos, procuram em nós uma saída. A tensão criada na tela não permite que fiquem confinados a ela, obriga-nos a procurar uma ordem exterior ao quadro. Aqui reside afinal o gênio apurado deste ‘ingênuo’ invocador do caos, sábio perturbador das nossas certezas. (SECCO, 2003, pp. 224-225)
Como é possível conferir, as assustadoras imagens desses tristes representantes do colonialismo europeu não são mais horríveis do que as atitudes desumanas praticadas durante a conquista militar do continente africano. Figueira simplesmente transfere para suas pinturas as assombrosas ações do colonizador em África. A lembrança de Leopold II não é gratuita, pois promoveu um banho de sangue durante a ocupação do Congo em proporções maiores que o holocausto nazista, e está muito bem representado na pintura do cabo-verdiano. Escorro-me nas afirmações do historiador cubano Carlos Moore para lembrar que o Congo foi o “único caso de um país que fora incorporado à potência colonizadora como propriedade pessoal do chefe de Estado” (MOORE, 2009, p. 30). Ainda de acordo com o Moore, em 76 anos de colonização belga no Congo (1884-1960), estima-se que pereceram 25 milhões de pessoas. A violência desmedida – irracional define melhor – da colonização belga ultrapassa o absurdo, como podemos analisar na passagem abaixo incluída no livro de Moore e que se encontra no Wikipedia:
Para impingir as cotas de borracha, a Force Publique (Força Pública) foi instituida: de uso corrente, policiais, na sua maioria eram canibais do Lualaba. Armados com armas modernas e chicote. A “Força Pública” rotineiramente pegava e torturava reféns (na maioria mulheres), açoitavam, estupravam, incineravam aldeias e, acima de tudo, extirpavam mãos humanas como troféus mostrando que, quando as cotas não eram cumpridas, não estavam tendo vontade o suficiente de cumprir.
Um oficial branco de baixa patente descreveu uma incursão para punir uma aldeia que havia protestado. O oficial branco em comando: "Ordenaram-nos a cortar as cabeças dos homens e as pendurar nas cercas da aldeia, bem como seus membros sexuais, e pendurar as mulheres e crianças em forma de cruz". Após ver um íncola morto pela primeira vez, um missionário dinamarquês escreveu: "O soldado disse: 'Não leve muito a sério. Eles matam 'a nós' se não levarmos a borracha. O comissionário nos prometeu que se tivermos muitas mãos, ele encurtará nosso serviço'" Nas palavras de Peter Forbath:
“As cestas de mão cerradas, postas aos pés do chefe de posto europeus, tornaram-se o símbolo do Estado Livre do Congo. (...) A coleção de mãos se tornou um fim em si mesmo. Os soldados da “Força Pública” as traziam em vez da borracha; eles até mesmo iam colhê-las em lugar de borracha.(...) Elas tornaram-se um tipo de moeda. Elas são usadas para amenizar o déficit das cotas de borracha, substituir(...) o povo ao qual é exigido trabalhar para as gangues de trabalhos forçados; e os soldados da “Força Pública” tinham seus bônus pagos de acordo com quantas mãos eles coletavam. ”
Em teoria, cada mão direita provava um assassinato judicial. Na prática, soldados “trapaceavam”, simplesmente cortando a mão e deixando a vítima para viver ou morrer. Numerosos sobreviventes relataram que eles viveram além de um massacre fingindo de morto, não se movendo nem mesmo quando tinham suas mãos serradas. E esperavam os soldados partirem para então procurar socorro.
Estimativas do total das chacinas variam consideravelmente. O relatório famoso 1904 do diplomata britânico Roger Casement aponta para 3 milhões apenas nos 20 anos que o regime de Leopold durou; Forbath, no mínimo 5 milhões; Adam Hochschild 10 milhões; a Enciclopédia Britânica estima um declínio populacional de 20 ou 30 milhões para 8 milhões. (grifos do autor) (MOORE, 2009, p. 30-32)
A mutilação, a violência sexual e a matança indiscriminada de africanos foi uma prática comum em praticamente todo o continente africano. Milhões de negros foram mortos com sadismo e voracidade jamais vistas. Tchalê retrata a escravidão e o estupro feito com frequência nas mulheres negras, denunciando o caráter violento e forçado do início da miscigenação, principalmente nas colônias portuguesas, como mostram as pinturas “Violação I” (Anexo VI) e “Violação II” (Anexo VII). O detalhe para as expressões de horror e resignação dos oprimidos, assim como o vermelho dos corpos em analogia às batalhas desiguais travadas em solo africano que dizimaram um número incalculável de vítimas.
VIOLAÇÃO I
VIOLAÇÃO II
O historiador Joseph Ki-Zerbo é enfático ao afirmar o que os negros africanos vivenciaram a partir do tráfico negreiro e durante o período da colonização com o incontornável apoio da Igreja Católica:
Nenhuma coletividade humana foi mais inferiorizada do que os negros depois do século XV. Foram encomendados escravos negros aos milhões; utilizaram-se os negros como reprodutores de outros negros, em “coudelarias” constituídas para reproduzir novos negrinhos para o trabalho nas plantações. Quantas crianças africanas foram jogadas dos navios, ou abandonadas nos mercados escravos, longe das mães que eram levadas, porque era preciso muito tempo para alimentá-las até que fossem exploráveis? Os escravos eram comprados às toneladas. Amputava-se e esquartejava-se como carne bruta os rebeldes ditos “negros castanhos”. Durante esse tempo, na Europa, os teólogos debatiam doutamente a questão de saber se os negros tinham alma. Foi uma pergunta que não se fez a propósito de outros grupos humanos (KI-ZERBO, 2009, p. 24).
Como este texto procura desvelar as atrocidades aos povos do continente africano, salientamos que as colonizações realizadas pela Bélgica e Portugal foram marcadas pela violência extrema, em razão da
estrutura capitalista débil na comparação com países como a França e a Inglaterra, viram-se obrigados a recorrer a uma brutalidade maior, e não menor, no trato das populações dominadas. Isso porque, destituídos de capacidade de implantar sistemas dotados com maior composição orgânica de capital, tinham de recorrer, para competir com um mínimo de eficiência diante de nações capitalistas mais desenvolvidas, a todas as formas possíveis de coerção, inclusive as que se aproximavam da escravidão (SERRANO; WALDMAN, 2008, p.221).
Para além dos assassinatos em série cometidos sob a liderança de Henry Stanley, não devemos esquecer a criação das famigeradas legiões estrangeiras pela França e pela Espanha, ambas marcadas pela agressividade no trato das populações africanas e pela longa folha de serviços prestada ao domínio colonial (SERRANO, WALDMAN, 2008, p.216).
Carlos Moore chama atenção para a limpeza étnica ocorrida no continente africano durante a colonização. Moore afirma que “muitos continuam ignorando ou minimizando o fato de que a colonização da África foi um verdadeiro genocídio contra a raça negra” (MOORE, 2009, p. 29). Por isso, a importância desta série de intervenção realizada com furor expressionista e indignação por Tchalê Figueira.
A Conferência de Berlim (1884-1885) marca o auge da supremacia europeia no continente africano após diversos e sangrentos conflitos onde milhares de vidas foram ceifadas em nome da civilização, da fé e do progresso branco europeu. O desprezo aos africanos e a prepotência colonizadora foi de tal ordem que pode ser sentido na declaração do britânico Lord Salisbury a respeito da partilha realizada: “Traçamos linhas sobre mapas de regiões onde o homem branco nunca tinha pisado. Distribuímos montanhas, rios e lagos entre nós. Ficamos apenas atrapalhados por não sabermos onde ficavam estas montanhas, esses rios e esses lagos” (SERRANO; MUNANGA, 1995, p. 6. Apud: SERRANO, WALDMAN p.212).
A prepotência europeia é retratada na pintura “Com régua e esquadro dividiram o cake” (Anexo VIII), que de forma impactante representa a arbitrariedade do encontro dos países imperialistas assinalados nas cadeiras e do caos civilizador imposto aos africanos. A violência das figuras ilustradas na parte inferior da pintura pode representar a caótica situação e o desespero que se apoderou dos africanos desde o período do tráfico negreiro, alimentado por conflitos criados pelos invasores europeus entre as etnias africanas para assim enfraquecê-las e atingirem com maior rapidez os seus objetivos nefastos. Por outro lado, os colonizadores disputavam entre si as terras africanas. Nesse sentido, deve-se recordar o momento ruim de Portugal com economia fragilizada e pressionado pela Inglaterra, nação hegemônica da época, que
rifou o projeto português do mapa cor de rosa, pelo qual os territórios entre Angola e Moçambique, correspondendo aos atuais Zimbabwe, Malawi e Zâmbia, constavam como um domínio dos lusos. Portugal foi obrigado a recuar diante das pressões britânicas e da ameça de guerra entre os dois países (1890). (SERRANO; WALDMAN, 2008, p.210-211)
COM RÉGUA E ESQUADRO DIVIDIRAM O CAKE
O mapa do terror da ganância europeia foi dividido desconsiderando quaisquer opiniões de líderes africanos e assim demonstrado pela pintura voraz de Figueira em “Assim estava dividido o cake” (Anexo IX). As caveiras fantasmagóricas mostram o estado de espírito do continente africano. Novamente o caráter didático a mostrar a partilha realizada pelos colonizadores, revelando a maneira acintosa a qual o continente foi subjugado. Vale salientar o destaque à Etiópia, única nação que conseguiu manter sua soberania ao preço de muito sangue e de vidas de seus cidadãos.
ASSIM DIVIDIRAM O CAKE
Essa partilha do continente africano não foi bem digerida por Alemanha e Itália, nações atrasadas em seus processos de unificação, por conseguinte, ficaram com colônias menores. As grandes faixas de terra sob dominação portuguesa foram motivo de interesse dos alemães, por exemplo. Para retratar este temor de um eventual ataque alemão às colônias, verificamos a aflição do pré-claridoso Pedro Cardoso n’As Crónicas do AFRO, publicada no jornal A Voz de Cabo Verde de 8 de abril de 1912, e sua posição ambígua em relação ao colonizador luso em uma possível tomada das colônias portuguesas em África pelos alemães:
A armipotente Alemanha, fechando os olhos à conquista da Tripolitana pela sua amiga e aliada transalpina entendeu-se com a França sobre o Marrocos, com a Espanha sobre Fernando Pó, Guiné Espanhola e, quem sabe? sobre Portugal e agora quer entender-se com a Inglaterra...
Todos esses entendimentos visaram desde o seu início as possessões portuguesas. A esperta chancelaria leutónica tem procurado pela condescendência e satisfação às ambições das potências rivais assegurar que a premeditada rapinagem do Ultramar português se faça sem protesto (...)
Quem escreve estas linhas nasceu em África mas é português, não só pela bandeira como pelo sentimento e sangue.
(...) apesar de saber – pelo confronto – que a administração alemã oferece mais certas garantias de progresso às colónias no estado e circunstâncias portuguesas, não posso fazer calar o meu coração. Não posso conformar-me à horrorosa ideia de que serei obrigado a não falar, a não cultivar esta formosíssima língua toda feita de harmonia e doçura, em que balbuciei as minhas primeiras canções, destronada, substituída por aquela que escreve Goeth, é certo, mas sabendo a cerveja, desarmoniosa, gutural e arrepiante, como o cavo rugir do urso, ou como o horrendo gargalhar da estrige agoirenta.
Não! Antes mil vezes o pobre e lusitano do que rico e alemão. Não! (BRITO-SEMEDO; MORAIS, 2008, p. 132)
Com a colonização implantada no continente, valores ocidentais distantes dos africanos passam a ser implantados. Eles perdem completamente poderes político, econômico e militar. Seguem décadas de violência e racismo declarado, o homem branco europeu escora-se nas deploráveis teorias positivistas de supremacia racial e inferioridade do negro predominantes na derradeira metade do século XIX, subjugando os africanos ao que havia de mais tenebroso na espécie humana. Para Joseph Ki-Zerbo:
A colonização foi muito mais curta do que o tráfico negreiro, mas foi mais determinante. O colonialismo substituiu inteiramente o sistema africano. Fomos alienados, isto é, substituídos por outros, inclusive no nosso passado. Os colonizadores prepararam um assalto à nossa história. O ‘pacto colonial’ queria que os países africanos produzissem apenas produtos em bruto, matérias-primas a enviar para o Norte, para a indústria europeia. A própria África foi aprisionada, dividida, esquartejada, sendo-lhe imposto esse papel: fornecer matérias-primas. Esse pacto colonial dura até hoje. (KI-ZERBO, 2009, p. 25)
Para justificar a sua postura, o colonizador escora-se na arrogância e na prepotência, elevando os seus feitos e rebaixando tudo o que for relacionado ao colonizado, sendo este atingido moral e fisicamente, conforme diz Memmi:
Como pode a usurpação passar por legitimidade? Duas operações parecem possíveis: demonstrar os méritos eminentes do usurpador, tão eminentes que clamam por semelhante recompensa; ou insistir nos deméritos do usurpado, tão graves que não podem senão suscitar tal desgraça. E esses dois esforços são de fato inseparáveis. Sua inquietude, sua sede de justificação exigem do usurpador, ao mesmo tempo, que se eleve a si mesmo até as nuvens e que afunde o usurpado mais baixo que a terra. (MEMMI, 2007, p. 57)
Como sequência a esse pensamento, o ódio do colonizador age com extrema brutalidade, impõe suas certezas e frisa as diferenças que justificam a submissão do colonizado:
Utilizará para descrevê-lo as cores mais sombrias: agirá, se for preciso, para desvalorizá-lo, para anulá-lo. Mas não sairá jamais deste círculo: é preciso explicar a distância que a colonização estabelece entre ele e o colonizado; ora, a fim de justificar-se, é levado a aumentar mais ainda essa distância, a opor irremediavelmente as duas figuras, a sua tão gloriosa, a do colonizado tão desprezível. (MEMMI, 2007, p. 58)
Retomo Ki-Zerbo para demonstrar como era o ensino nas colônias, comum a todas elas, legando ao ostracismo a história e a cultura dos povos autóctones:
(...) a história africana era desconhecida. Fiz todos os meus estudos no âmbito francês, com manuais franceses. Não havia nada no programa que tratasse da África. Ainda pequenos, tínhamos de utilizar um livro de História francês que começa assim: “Nossos antepassados, os gauleses...” Repetimos maquinalmente o que queriam inculcar-nos. (KI-ZERBO, 2009, p. 14)
Esse colonizador, representante da civilização europeia, demonstrou a pior faceta do homem perante o seu semelhante durante o período da colonização e fez (e faz) do racismo a principal arma para massacrar os africanos. Esse mesmo “bárbaro civilizador” (Anexo X) que caçava, matava ou traficava animais (Anexo XI) da diversificada fauna africana e que permanece com a sua sanha usurpadora das riquezas minerais de todo o continente africano (Anexo XII) agora com a máscara do neoliberalismo, ou o neocolonialismo.
O BÁRBARO CIVILIZADOR
SEM TÍTULO 4
Entretanto, boa parte dos africanos jamais aceitou a dominação colonial, exceto as elites vassalas que mantinham a posição subalterna perante o colonizador branco. O racismo à população negra, tanto em África quanto na diáspora, estimulou o surgimento de dois movimentos de alcance mundial: a negritude e o pan-africanismo. Esses dois movimentos tiveram suas ressonâncias na política, na literatura, na história e em demais áreas do conhecimento. Seus líderes e simpatizantes foram agentes históricos em prol do fim do colonialismo em África, por conseguinte, da independência dos países africanos e contra a discriminação racial ao negro no restante do mundo. Esses dois movimentos estimularam líderes cativantes e a população de negros a reivindicar e lutar pela libertação dos países africanos, com maior ênfase a partir do fim da II Guerra Mundial e consequente enfraquecimento dos países europeus. As batalhas pela descolonização foram sangrentas, trazendo a morte para milhões de africanos. Somente de líderes pan-africanistas, Carlos Moore enumera 37 nomes assassinados “entre 1957, data da independência de Gana, e 1987, data do assassinato do último dirigente declaradamente pan-africanista, Thomas Sankara” (MOORE, p. 48). Mas o processo era irreversível, a História foi feita e a duras penas os países africanos conseguiram eliminar o famigerado colonialismo. Infelizmente, as novas nações dizimadas por séculos de opressão e usurpação ainda sofrem as consequências do atraso e estão hoje enfrentando as imposições da política neoliberal e das grandes empresas que praticamente dominam as economias dos países mais ricos do mundo.
Conclui-se que na crueldade retratada na série “Breve História Colonial em África”, o artista e ativista Tchalê Figueira crê na função social da arte como reveladora de vozes adormecidas, escancarando as feridas, sangrando as vísceras do passado colonial de injustiças que se perpetuam no presente, incomodando os olhares daqueles que desejam o esquecimento das atrocidades desse período. Por outro lado, pinceladas como facas a esquartejar as mentes obliteradas dos que não tiveram acesso ou foram obstruídos em sua instrução a esse triste passado colonial, ainda sangrento na crueldade dos dias contemporâneos em África. Pinturas a clamar liberdade e o direito à vida, suprimido de boa parte dos africanos. Pinturas de um humanista ao extremo, seguidor da “postulação irritada da fraternidade” de Aimé Cesaire e parafraseada pelo poeta cabo-verdiano Mário Fonseca. Pinturas que pretendem resgatar a história de sofrimento e dor dos africanos, assim como resgatar o necessário sentido solidário, político, denunciador e combativo do pan-africanismo. Tchalê segue uma tradição de obras de arte denunciatórias contra a Humanidade explicitada em Pablo Picasso com Guernica e as obras feitas durante a II Guerra Mundial, Francisco Goya e a série de gravuras Desastre da Guerra, e as pinturas de Malangatana Valente durante o período colonial em Moçambique e durante a guerra de desestabilização já com a nação independente. Tchalê Figueira integra um grupo de homens cada vez mais raros. Dos inconformados.
Encerro com um poema deste pintor-poeta Tchalê Figueira:
Do lado neutro da trincheira
Contempla a tua obra!...
Canta!... Glorifica teus mortos
Vê as suas frias camas
De poeira vermelha
Corpos radioactivos
Crianças deformadas,
Rostos empobrecidos em urânio
Cabeças rapadas
Hospital de angústias
Mercenários rugindo
Alfabeto de mortos
Artéria podre do paraíso
África encharcada de vírus
Coreografia abominável
Petróleo de sangue
Diamantes brilhantes
Em dedos de abutres.
BIBLIOGRAFIA:
BRITO-SEMEDO, Manuel; MORAIS, Joaquim. Pedro Cardoso – textos jornalísticos e literários: parte I. Praia: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 2008.
DIDIAL, G. T. Tchalê Figueira – pintor das grandes e pequenas vicissitudes cabo-verdianas. Anais – Associação de Estudos de Culturas Comparadas. Mindelo: Cabo Verde. v. 2. n. 3. dez/2000. pp. 97-99
FONSECA, Mário. Se a luz é para todos. Praia: Publicom, 1998.
KI-ZERBO, Joseph. Para quando África? – Entrevista com René Holenstein. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.
MEMMI, Albert. Retrato do colonizado precedido do retrato do colonizador. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
MOORE, Carlos. Da África mítica à África real: para uma cooperação realista entre a África e a diáspora. In: A África que incomoda – sobre a problematização do legado africano no quotidiano brasileiro. Belo Horizonte: Nandyala, 2009. p. 11-65.
RISO, Ricardo. Tchalê Figueira. Disponível em < http://ricardoriso.blogspot.com/2007/07/tchal-figueira.html > Acessado em 6 de dezembro de 2011.
SECCO, Carmen Lucia Tindó. Craveirinha e Malangatana: cumplicidade e correspondência entre as artes. In: A magia das letras africanas: ensaios escolhidos sobre as Literaturas de Angola, Moçambique e alguns outros diálogos. Rio de Janeiro: ABE Graph Editora. Rio de Janeiro, 2003.
SERRANO, Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória D’África – a temática africana na sala de aula. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
SYLVESTER, D. (2007). Entrevistas com Francis Bacon. São Paulo: Cosac Naif. In: BORGES, Sonia. Francis Bacon: destituição subjetiva e formalização da obra de arte. Psicanálise & Barroco em revista. v.8, n.2, pp. 38-48, dez.2010
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
História da África e do Negro no Brasil
E-mail gentilmente enviado pelo Prof. Marcelo da Costa Nicolau - Diretor do Centro de Estudos Afro-Asiáticos (CEAA) - Universidade Candido Mendes
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domingo, 21 de agosto de 2011
Palestra História da escravidão num porto africano: o caso de Benguela
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Nei Lopes - Dicionário da Antiguidade Africana (lançamento RJ)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Semana da África em São Paulo e Salvador
XIII SEMANA DA ÁFRICA 2011 - SP
A XIII SEMANA DA ÁFRICA 2011 está programada do dia 25 ao dia 28 de maio e contará com atividades culturais, recreativas e de reflexão, envolvendo mesas-redondas, cursos, exposição, projeção de filmes e o Prêmio Kabengele Munanga sobre temas voltados para a África. O evento, organizado pela ONG Fórum África, já é tradição neste mês, quando se comemora, em 25 de maio, o dia da África.
O evento tem caráter sociocultural e visa a desconstrução dos estereótipos criados sobre a África, e a construção de um novo olhar sobre a população africana.
Abaixo segue a programação. Durante o evento você também poderá encontrar os livros do Quilombhoje.
ABERTURA OFICIAL DA XII SEMANA DA ÁFRICA
África: expressões culturais, diáspora e criatividade.
ABERTURA:
Prof. Dr. Saddo Ag Almouloud (PUC/SP) - Presidente do Fórum África
Prof. Dr. Kabengele Munanga (USP) - Presidente de Honra de Fórum África
Prof. Dr. Boni Yavo (Universidade Nove de Julho) - Presidente de Honra de Fórum África
Sr. Antonio Donato, Vereador da Câmera Municipal de São Paulo
Deputado Estadual José Cândido – São Paulo-SP
Deputado Estadual Simão Pedro – São Paulo-SP
LOCAL: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista, 1º andar.
DATA: quarta-feira 25/05/2011 HORÁRIO: 19h00
DEBATES E REFLEXÕES
CONVIDADOS
Excelência Sr. Ibrahim Gaye Cônsul Honorário do Senegal em Belo Horizonte, Diretor Centro Cultural Casa África
CURSO COORGANIZADO COM O CEA-USP:
África: expressões culturais, diáspora e criatividade.
De Quinta-feira a Sábado - de 26 a 28 de maio de 2011
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP
As inscrições serão prévias e o curso dará direito a certificado de participação.
PROGRAMAÇÃO DO CURSO
TEMA 1: O desafio da proteção e promoção da diversidade das expressões culturais do mundo negro
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 119
DATA: Quinta-feira: 26 de maio
HORÁRIO: das 14h00 às 17h00.
CONVIDADO: Prof. Dr. Salloma Salomão Jovino da Silva
Departamento de História do Centro Universitário Fundação Santo André
Coordenador: Pr. Dr. Kabengele Munanga - USP
==============================
TEMA 2: Contribuição da África e sua diáspora à ciência e patrimônio da humanidade
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 111
DATA: Sexta-feira, 27/05/09
HORÁRIO: das 14h00 às 17h00.
CONVIDADO: Prof. Dr. Acácio Sidnei Almeida Santos
Departamento de Antropologia da PUC/SP
Coordenador: Prof. Dr. Boni Yavo - UNINOVE
=================================
Tema 3: Criatividade, criadores africanos.
CONVIDADA:
Profa. Dra. Marta Heloísa Leuba Salum (Lisy Salum)
Divisão Científica / Etnologia Africana
Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo
Coordenador: Sr. Meite Hamadou
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 18
DATA: Sábado, 28/05/2011
HORÁRIO: das 09h00 às 12h00
PREMIO KABENGELE MUNANGA
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP - Sala 8
DATA: Sábado, 28 de maio de 2011
HORÁRIO: Das 14h00 às 17h00.
Apresentação em forma de sessões coordenadas, seguidas de debates sobre os trabalhos selecionados para concorrer ao prêmio.
SHOW DE BUKASSA KABENGELE
DATA: 28/05/2011 HORÁRIO: 20h00
LOCAL: Biblioteca Alceu Amoroso Lima – Rua Henrique Schaumann, 777, São Paulo - SP
COQUETEL E PREMIAÇÃO: 19h00
JANTAR BAILE
O encerramento das atividades será um jantar de confraternização, com pratos típicos de diversos países africanos; Música africana.
DATA: 11 de junho de 2011 às 21h00
-----------------------x-----------------------
V SEMANA DA ÁFRICA DE 23 A 25 DE MAIO DE 2011
Tema: Bahia: a revisitação das matrizes civilizatórias africanas na diáspora
www.vsemanadaafrica.com.br
PROGRAMAÇÃO
ABERTURA:
Local: Auditória da Reitoria da UFBA – Canela
DIA: 23 de Maio (segunda–feira)
17h20–Recepção
18h00– Sessão solene de abertura da Semana da África
Msc. Augusto Cardoso - Comissão Organizadora
Drª. Reitora Dora Leal Rosa
Dr. Fernando Schmidt
Dr. Almiro Sena
Dr. Reitor Lourisvaldo Valentim
Dr. Marcio Meireles
Dr. Jaime Sodré
Dr. Mamadu Lamarana Bari
Saudação musical:
Kainã e Luisinho do Jeje
Srª. Wil Carvalho e Dão – Hino Nacional Brasileiro
Coral do Colégio Estadual Renan Baleeiro
Dudu Rose – Senegal
Palestrante: Prof. Dr. Jaime Sodré
DIA 24 DE MAIO (TERÇA–FEIRA)
SESSÕES TEMÁTICAS
Local: Faculdade de Economia / Auditório UFBA – (Praça da Piedade)
MESA – 01
9h00 – 10h30
Prof. Dr. Ubiratan Castro – Semelhanças Civilizatórias Bahia África
Prof. Jorge Portugal – A civilização Africana e a Diáspora na Educação
Profa. Myriam Fraga – A África em Jorge Amado
Prof. Dr. Lívio Sansone – UFBA e Estudantes Africanos
Prof. Dr. Mamadu Lamarana Bari– A experiência Africana na Bahia
Moderadora: Milene de Macedo Sena - Especialista - educação–UFBA
Intervalo: 10h30 – 11h00
Mesa - 02
11h00 – 12h30
Dr. Rogério Andrade Barbosa – Contos Tradicionais Afro-brasileiros e a Educação
Sra. Cleidiana Ramos – A cobertura jornalística africana na Bahia e no Brasil
Dr. Elias Sampaio – Redes sociais e a civilização Afro-baiana
Dr. Eraldo Moura Costa – A cooperação baiana no campo da saúde para África
Poeta José Carlos Limeira – uma poética africana e uma poética Afr-Baiana
Moderadora: Ardjana F. Rubaldo (Mestranda - Estudo Feminista-UFBA)
12h30 – 1h30 – Almoço
Mesa – 03
1h30 – 15h00
Profª. Msc. Vilma Reis – Papel civilizatório das mulheres: África e Bahia
Dr. Hippolyte Brice Sogbossi - Etnicidade e culturas na África e sua importância na Diáspora.
Dr. Paulo José Gonçalves de Souza – UNEB e os estudantes africanos.
Dr. Ailton Ferreira – SEMUR- Salvador e a ação civilizatória africana.
Msc. Victor Insali – África e Direitos humanos - Guiné-Bissau
Moderadora: Cremilde Alves – (Mestranda Sociologia –UFBA)
15h00 – 15h30 - Intervalo
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO
15h30 – 18h00
Apresentação de trabalhos pelos estudantes
Moderadora: Lidiane Duarte Varela (Graduanda Odontologia - UFBA)
DIA 25 DE MAIO
9h00 – 11h30
Dr. Rogério Andrade Barbosa – A literatura e contos tradicionais afro-brasileiros e africanos.
Victor Insali – Carta Africana - Guiné-Bissau
Dr. Nirlene Nepomuceno - Universo da diáspora afro-latino-caribenha
Prof. Msc. Camilo Afonso - Cooperação África e Bahia
Prof. Dr. Claudio Furtado - Pensamento Africano
Profª. Drª. Maria de Lurdes Siqueira - Ação civilizatória das mulheres africanas na Diáspora.
Moderador: Eduardo Carneiro (Eng. Civil – UNIFACS)
ENCERRAMENTO
15h00
A Colaboração Culturais Brasil África
Dr. Albino Rubim – Intercâmbios Culturais e real Colaboração Brasil África
Apresentação Cultural dos Estudantes Africana (Dança da Família)
SEMENTE DO FUTURO
DIA 28 DE MAIO (sábado)- VILA VELHA - CRIANÇAS
- GRIOT / GRIÔS
9h00 – 11h00
Grupo de Teatro da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
Estudantes Africanos Contadores da Historia (GRIOT / GRIÔS)
Fonte: Quilombhoje, dia 23 de maio de 2011.
A XIII SEMANA DA ÁFRICA 2011 está programada do dia 25 ao dia 28 de maio e contará com atividades culturais, recreativas e de reflexão, envolvendo mesas-redondas, cursos, exposição, projeção de filmes e o Prêmio Kabengele Munanga sobre temas voltados para a África. O evento, organizado pela ONG Fórum África, já é tradição neste mês, quando se comemora, em 25 de maio, o dia da África.
O evento tem caráter sociocultural e visa a desconstrução dos estereótipos criados sobre a África, e a construção de um novo olhar sobre a população africana.
Abaixo segue a programação. Durante o evento você também poderá encontrar os livros do Quilombhoje.
ABERTURA OFICIAL DA XII SEMANA DA ÁFRICA
África: expressões culturais, diáspora e criatividade.
ABERTURA:
Prof. Dr. Saddo Ag Almouloud (PUC/SP) - Presidente do Fórum África
Prof. Dr. Kabengele Munanga (USP) - Presidente de Honra de Fórum África
Prof. Dr. Boni Yavo (Universidade Nove de Julho) - Presidente de Honra de Fórum África
Sr. Antonio Donato, Vereador da Câmera Municipal de São Paulo
Deputado Estadual José Cândido – São Paulo-SP
Deputado Estadual Simão Pedro – São Paulo-SP
LOCAL: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista, 1º andar.
DATA: quarta-feira 25/05/2011 HORÁRIO: 19h00
DEBATES E REFLEXÕES
CONVIDADOS
Excelência Sr. Ibrahim Gaye Cônsul Honorário do Senegal em Belo Horizonte, Diretor Centro Cultural Casa África
CURSO COORGANIZADO COM O CEA-USP:
África: expressões culturais, diáspora e criatividade.
De Quinta-feira a Sábado - de 26 a 28 de maio de 2011
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP
As inscrições serão prévias e o curso dará direito a certificado de participação.
PROGRAMAÇÃO DO CURSO
TEMA 1: O desafio da proteção e promoção da diversidade das expressões culturais do mundo negro
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 119
DATA: Quinta-feira: 26 de maio
HORÁRIO: das 14h00 às 17h00.
CONVIDADO: Prof. Dr. Salloma Salomão Jovino da Silva
Departamento de História do Centro Universitário Fundação Santo André
Coordenador: Pr. Dr. Kabengele Munanga - USP
==============================
TEMA 2: Contribuição da África e sua diáspora à ciência e patrimônio da humanidade
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 111
DATA: Sexta-feira, 27/05/09
HORÁRIO: das 14h00 às 17h00.
CONVIDADO: Prof. Dr. Acácio Sidnei Almeida Santos
Departamento de Antropologia da PUC/SP
Coordenador: Prof. Dr. Boni Yavo - UNINOVE
=================================
Tema 3: Criatividade, criadores africanos.
CONVIDADA:
Profa. Dra. Marta Heloísa Leuba Salum (Lisy Salum)
Divisão Científica / Etnologia Africana
Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo
Coordenador: Sr. Meite Hamadou
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 18
DATA: Sábado, 28/05/2011
HORÁRIO: das 09h00 às 12h00
PREMIO KABENGELE MUNANGA
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP - Sala 8
DATA: Sábado, 28 de maio de 2011
HORÁRIO: Das 14h00 às 17h00.
Apresentação em forma de sessões coordenadas, seguidas de debates sobre os trabalhos selecionados para concorrer ao prêmio.
SHOW DE BUKASSA KABENGELE
DATA: 28/05/2011 HORÁRIO: 20h00
LOCAL: Biblioteca Alceu Amoroso Lima – Rua Henrique Schaumann, 777, São Paulo - SP
COQUETEL E PREMIAÇÃO: 19h00
JANTAR BAILE
O encerramento das atividades será um jantar de confraternização, com pratos típicos de diversos países africanos; Música africana.
DATA: 11 de junho de 2011 às 21h00
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V SEMANA DA ÁFRICA DE 23 A 25 DE MAIO DE 2011
Tema: Bahia: a revisitação das matrizes civilizatórias africanas na diáspora
www.vsemanadaafrica.com.br
PROGRAMAÇÃO
ABERTURA:
Local: Auditória da Reitoria da UFBA – Canela
DIA: 23 de Maio (segunda–feira)
17h20–Recepção
18h00– Sessão solene de abertura da Semana da África
Msc. Augusto Cardoso - Comissão Organizadora
Drª. Reitora Dora Leal Rosa
Dr. Fernando Schmidt
Dr. Almiro Sena
Dr. Reitor Lourisvaldo Valentim
Dr. Marcio Meireles
Dr. Jaime Sodré
Dr. Mamadu Lamarana Bari
Saudação musical:
Kainã e Luisinho do Jeje
Srª. Wil Carvalho e Dão – Hino Nacional Brasileiro
Coral do Colégio Estadual Renan Baleeiro
Dudu Rose – Senegal
Palestrante: Prof. Dr. Jaime Sodré
DIA 24 DE MAIO (TERÇA–FEIRA)
SESSÕES TEMÁTICAS
Local: Faculdade de Economia / Auditório UFBA – (Praça da Piedade)
MESA – 01
9h00 – 10h30
Prof. Dr. Ubiratan Castro – Semelhanças Civilizatórias Bahia África
Prof. Jorge Portugal – A civilização Africana e a Diáspora na Educação
Profa. Myriam Fraga – A África em Jorge Amado
Prof. Dr. Lívio Sansone – UFBA e Estudantes Africanos
Prof. Dr. Mamadu Lamarana Bari– A experiência Africana na Bahia
Moderadora: Milene de Macedo Sena - Especialista - educação–UFBA
Intervalo: 10h30 – 11h00
Mesa - 02
11h00 – 12h30
Dr. Rogério Andrade Barbosa – Contos Tradicionais Afro-brasileiros e a Educação
Sra. Cleidiana Ramos – A cobertura jornalística africana na Bahia e no Brasil
Dr. Elias Sampaio – Redes sociais e a civilização Afro-baiana
Dr. Eraldo Moura Costa – A cooperação baiana no campo da saúde para África
Poeta José Carlos Limeira – uma poética africana e uma poética Afr-Baiana
Moderadora: Ardjana F. Rubaldo (Mestranda - Estudo Feminista-UFBA)
12h30 – 1h30 – Almoço
Mesa – 03
1h30 – 15h00
Profª. Msc. Vilma Reis – Papel civilizatório das mulheres: África e Bahia
Dr. Hippolyte Brice Sogbossi - Etnicidade e culturas na África e sua importância na Diáspora.
Dr. Paulo José Gonçalves de Souza – UNEB e os estudantes africanos.
Dr. Ailton Ferreira – SEMUR- Salvador e a ação civilizatória africana.
Msc. Victor Insali – África e Direitos humanos - Guiné-Bissau
Moderadora: Cremilde Alves – (Mestranda Sociologia –UFBA)
15h00 – 15h30 - Intervalo
SESSÃO DE COMUNICAÇÃO
15h30 – 18h00
Apresentação de trabalhos pelos estudantes
Moderadora: Lidiane Duarte Varela (Graduanda Odontologia - UFBA)
DIA 25 DE MAIO
9h00 – 11h30
Dr. Rogério Andrade Barbosa – A literatura e contos tradicionais afro-brasileiros e africanos.
Victor Insali – Carta Africana - Guiné-Bissau
Dr. Nirlene Nepomuceno - Universo da diáspora afro-latino-caribenha
Prof. Msc. Camilo Afonso - Cooperação África e Bahia
Prof. Dr. Claudio Furtado - Pensamento Africano
Profª. Drª. Maria de Lurdes Siqueira - Ação civilizatória das mulheres africanas na Diáspora.
Moderador: Eduardo Carneiro (Eng. Civil – UNIFACS)
ENCERRAMENTO
15h00
A Colaboração Culturais Brasil África
Dr. Albino Rubim – Intercâmbios Culturais e real Colaboração Brasil África
Apresentação Cultural dos Estudantes Africana (Dança da Família)
SEMENTE DO FUTURO
DIA 28 DE MAIO (sábado)- VILA VELHA - CRIANÇAS
- GRIOT / GRIÔS
9h00 – 11h00
Grupo de Teatro da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
Estudantes Africanos Contadores da Historia (GRIOT / GRIÔS)
Fonte: Quilombhoje, dia 23 de maio de 2011.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Mais do que um jogo: o esporte e o continente africano - lançamento livro RJ
Lançamento do livro Mais do que um jogo: o esporte e o continente africano (Editora Apicuri), organizado por Victor Andrade de Melo, Marcelo Bittencourt e Augusto Nascimento, dia 10 de dezembro, a partir das 18h30, na livraria Folha Seca, à Rua do Ouvidor, n.37, Rio de Janeiro
Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Profa. Luana Antunes Costa em 08 de dezembro de 2010.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A HISTÓRIA DA ÁFRICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA, de Rosa Margarida de Carvalho Rocha (livro)

A incansável Profa. Rosa Margarida de Carvalho Rocha lança mais um livro essencial para o professor da Educação Básica trabalhar com as temáticas exigidas pela Lei 10.639/03. Trata-se do A HISTÓRIA DA ÁFRICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA - Almanaque Pedagógico (referenciais para uma proposta de trabalho), publicado pela Nandyala - Livraria e Editora.
Para comprar e adaptar as propostas pedagógicas às suas aulas.
Ricardo Riso
Marcadores:
10.639/03,
África,
Africanidades,
afro-brasileiro,
educação,
livros
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
África e Africanidades - dez conferências sobre História da África
fonte: e-mail gentilmente enviado pela organização do evento em 30 de agosto de 2009.
Marcadores:
África,
Africanidades,
Eventos,
história,
palestra
terça-feira, 11 de agosto de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Palestra com Dr. Herbert Ekwe-Ekwe na UFRJ
"África: Estado, Genocídio e Literatura, que perspectivas futuras?", palestra do Dr. Herbert Ekwe-Ekwe
Dia 25 de junho, às 11h, Auditório G1- Fac. Letras-UFRJ (Ilha do Fundão)
Dr. Herbert Ekwe-Ekwe – Nigéria, especialista em Literatura Africana e Estudos sobre Genocídio e relações com o Estado africano moderno. Publicou vários textos sobre o genocídio em Biafra, Nigéria e sobre Chinua Achebe, bem como autores nigerianos contemporâneos. Seus últimos livros são: Literature in defense of History e Biafra Revisited
Duração – 45 min. fala + 45 min. tradução + 30min. debate
Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Profa. Dra. Carmen Lucia Tindó Secco (UFRJ), em 05/06/2009
Dia 25 de junho, às 11h, Auditório G1- Fac. Letras-UFRJ (Ilha do Fundão)
Dr. Herbert Ekwe-Ekwe – Nigéria, especialista em Literatura Africana e Estudos sobre Genocídio e relações com o Estado africano moderno. Publicou vários textos sobre o genocídio em Biafra, Nigéria e sobre Chinua Achebe, bem como autores nigerianos contemporâneos. Seus últimos livros são: Literature in defense of History e Biafra Revisited
Duração – 45 min. fala + 45 min. tradução + 30min. debate
Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Profa. Dra. Carmen Lucia Tindó Secco (UFRJ), em 05/06/2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
ÁFRICA NEGRA - DO IMPERIALISMO À CRISE ATUAL (curso)
CURSO
História, Ciências e Atualidade
ÁFRICA NEGRA - DO IMPERIALISMO À CRISE ATUAL
Por Francisco Carlos Teixeira da Silva
O curso percorre a história da África para entender a realidade do continente hoje. Nessa trajetória, entram em cena o debate sobre as condições de partilha colonial e a ocupação européia da África nos séculos XIX e XX, a análise dos diferentes processos coloniais – o britânico, o francês e o português –, a luta pela descolonização nos anos 1960 e a emergência do Estado-Nação. Quais são as marcas das relações com o Brasil? Qual o futuro da África?
Início: 01 ABR
Duração: 4 encontros
Dias/horários: Quartas-Feiras, às 20h (01/04, 08/04, 15/04, 29/04)
Valor: R$ 140,00 na inscrição + 1 parcela de R$ 200,00
Aulas:
01 ABR 1. A ÁFRICA PRÉ-COLONIAL
A organização social africana. Características básicas.
08 ABR 2. AS POTÊNCIAS ESTRANGEIRAS. A PENETRAÇÃO ÁRABE-ISLÂMICA E EUROPÉIA. O PROBLEMA DA ESCRAVIDÃO AFRICANA
15 ABR 3. A DOMINAÇÃO SOCIAL
Os casos da Nigéria, Senegal e Moçambique.
29 ABR 4. A LUTA CONTRA A METRÓPOLE. DESCOLONIZAÇÃO E NEOCOLONIALISMO
Ministrado por:
Francisco Carlos Teixeira da Silva. Historiador, professor titular de História Contemporânea da UFRJ e coordenador do Laboratório de Estudos do Tempo Presente.
Tel.: (21) 2227-2237
Horário de funcionamento: 11h às 20h
E-mail: inforio@casadosaber.com.br
Fonte: http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1411
História, Ciências e Atualidade
ÁFRICA NEGRA - DO IMPERIALISMO À CRISE ATUAL
Por Francisco Carlos Teixeira da Silva
O curso percorre a história da África para entender a realidade do continente hoje. Nessa trajetória, entram em cena o debate sobre as condições de partilha colonial e a ocupação européia da África nos séculos XIX e XX, a análise dos diferentes processos coloniais – o britânico, o francês e o português –, a luta pela descolonização nos anos 1960 e a emergência do Estado-Nação. Quais são as marcas das relações com o Brasil? Qual o futuro da África?
Início: 01 ABR
Duração: 4 encontros
Dias/horários: Quartas-Feiras, às 20h (01/04, 08/04, 15/04, 29/04)
Valor: R$ 140,00 na inscrição + 1 parcela de R$ 200,00
Aulas:
01 ABR 1. A ÁFRICA PRÉ-COLONIAL
A organização social africana. Características básicas.
08 ABR 2. AS POTÊNCIAS ESTRANGEIRAS. A PENETRAÇÃO ÁRABE-ISLÂMICA E EUROPÉIA. O PROBLEMA DA ESCRAVIDÃO AFRICANA
15 ABR 3. A DOMINAÇÃO SOCIAL
Os casos da Nigéria, Senegal e Moçambique.
29 ABR 4. A LUTA CONTRA A METRÓPOLE. DESCOLONIZAÇÃO E NEOCOLONIALISMO
Ministrado por:
Francisco Carlos Teixeira da Silva. Historiador, professor titular de História Contemporânea da UFRJ e coordenador do Laboratório de Estudos do Tempo Presente.
Tel.: (21) 2227-2237
Horário de funcionamento: 11h às 20h
E-mail: inforio@casadosaber.com.br
Fonte: http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1411
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
ÁFRICA 21 DIGITAL (revista)
A revista eletrônica ÁFRICA 21 DIGITAL - http://www.africa21digital.com/index.kmf -, com sede em Angola, aborda diversas áreas do conhecimento acerca do continente africano, a saber: Política, Economia, Culturas, Comportamentos, Colunistas, Turismo & Viagens e Conhecimento. Entre os colunistas, nomes significativos das literaturas africanas de língua portuguesa, como João Melo, que participa do Conselho Editorial, e algumas participações de Mia Couto. Nas crônicas, encontramos Germano Almeida, Odete Costa Semedo, Pepetela e Luiz Ruffato
A revista possui periodicidade mensal e as edições de junho a setembro/2008 estão disponíveis para download - http://www.africa21digital.com/revista_edicoes.kmf.
ÁFRICA 21 DIGITAL também é impressa, podendo ser feita assinatura semestral ou anual, através de um escritório localizado em Brasília. Para maiores informações: http://www.africa21digital.com/revista_assinaturas.kmf.
Sem mais,
Ricardo Riso
A revista possui periodicidade mensal e as edições de junho a setembro/2008 estão disponíveis para download - http://www.africa21digital.com/revista_edicoes.kmf.
ÁFRICA 21 DIGITAL também é impressa, podendo ser feita assinatura semestral ou anual, através de um escritório localizado em Brasília. Para maiores informações: http://www.africa21digital.com/revista_assinaturas.kmf.
Sem mais,
Ricardo Riso
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