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domingo, 30 de junho de 2013

ODETE COSTA SEMEDO – NO FUNDO DO CANTO (A Nação)

ODETE COSTA SEMEDO – NO FUNDO DO CANTO
Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, n. 295, de 25 de abril de 2013, p. A40.

A Guiné-Bissau é um país de parca produção literária e Odete Costa Semedo traz uma excelente contribuição para a poesia guineense com o seu livro “No fundo do canto”, de 2003.
Após o trauma do sangrento conflito armado entre 07/06/1998 e 07/05/1999, Semedo utilizou a experiência vivenciada como matéria poética para o canto-poema de seu livro: é “o desabafo escancarado de uma situação” (SEMEDO, 2007, p. 13) em que o país havia mergulhado por causa dos vários descaminhos políticos após a independência, em 1974.
“No fundo do canto” trata da história recente do país e do horror da guerra, e, a partir daí, afirmar a identidade nacional, buscando desconstruir a nação para reconstruí-la poeticamente. Para isso, Semedo nos introduz na multifacetada cultura das etnias guineenses, valendo-se do retorno às tradições, do culto aos antepassados e ao uso constante de vocábulos da língua crioulo que se misturam ao português.

Em poemas curtos ou longos; ora épicos, ora líricos; o sujeito lírico narra em primeira pessoa a guerra ou em terceira pessoa descreve fatos e determina vaticínios. Logo, apreendemos a crescente tensão política do país em quatro partes que se completam no decorrer da leitura, a saber: “No fundo... no fundo”, “A história dos trezentos e trinta e três dias”, “Consílio dos irans” e “Os embrulhos”.

Na primeira parte somos convocados pelo tcholonadur, o mensageiro, que se autoafirma o intermediário que narrará os acontecimentos: “Não te afastes / aproxima-te de mim / (...) pede-me que te mostre / o caminho do desassossego / o canto do sofrimento / porque sou eu o teu mensageiro / (...) vem... / senta-te que a história não é curta”.

O afastamento da cultura tradicional para que o país se enquadrasse na política internacional, exigia a modernização da nação em detrimento das promessas da revolução: “Veio a tecnologia / espreitou / mas não entrou / tropeçou num buraco / estava escuro / não deu com a entrada / e continuou na rua ao pé da casa / à espera de luz “.

“A história dos trezentos e trinta e três dias” denuncia a agonia dos guineenses com o cruel conflito. O caos estabelecido pela violência dos militares nacionais e estrangeiros acompanha o horror da poetisa: “venceram a ganância / a violência / e o desespero / E nós? / não acredito / no que os meus olhos vêem”. O vaticínio se cumpriu; os ideais da libertação, minados: “Um mundo de promessas / foi deixado para trás”. Surge a distopia: “Bissau não quis acreditar / que estava sendo violada / violentada / adulterada (...) / nua deitou-se de bruços / para receber chicotadas / para receber açoite”.

No “Consílio dos Irans”, a convocação das entidades de todas as etnias e subetnias, seus irans e totens em rituais, mostra a pluralidade cultural guineense. As linhagens anunciam-se, é feita a kontrada (grande reunião) com irans (divindades protetoras) de todas as djorsons (linhagens), porque “há culpados... / Que não fiquem mudos / nem impunes”. Semedo recorre à religiosidade tradicional para reconstruir a fragmentada identidade nacional através da identidade coletiva e procura salvar a nação da guerra.

Entretanto, o rompimento com a exploração se dá quando todas as etnias se unem, ou seja, o país se recompõe pela reconciliação de seus filhos, sem apoio estrangeiro. A força dos antepassados e das entidades emerge a nação: “Os irans das djorsons sentiram / Guiné e Bissau uma só / erguendo-se com vigor / reafirmando sua força (...) / invocaram todas as energias / do alto às profundezas do mar / e o chão foi abençoado”.


Depreendemos após a leitura de “No fundo do canto”, que, Odete Semedo, testemunha do conflito de 1998/1999, denuncia o horror da guerra, usa a ironia para desmascarar o discurso da classe dominante e o mal que o neoliberalismo encoberta. Em seu texto, propõe, através de alegorias e da desconstrução da realidade do país, a revalorização da multifacetada cultura guineense em favor da identidade e soberania nacionais. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Carlos Lopes: Desafios contemporâneos da África - O legado de Amílcar Cabral


Desafios contemporâneos da África
O legado de Amílcar Cabral
Lopes, Carlos

ISBN: 9788539302291
Assunto: História
Idioma: Português
Formato: 14 x 21
Páginas: 216
Edição: 1ª
Ano: 2012
Acabamento: Brochura
Peso: 270g


Sinopse

Este livro, constituído de um conjunto de artigos escritos pelos principais especialistas na obra de Amilcar Cabral, é um convite à reflexão sobre a complexa situação do continente africano. Mas por que voltar ao pensador e revolucionário morto em 1973? A resposta está na importância de sua obra, a qual abre caminhos para compreender a situação atual da África, que se livrou do colonialismo, mas mergulhou em infindáveis lutas armadas sem ideologia que não podem dar respostas a seus problemas políticos, sociais e econômicos. “É justamente esta a razão pela qual é tão oportuno que aqueles que admiram Cabral paguem a ele o tributo de se aprofundar na difícil trilha da compreensão dos fenômenos atuais”, escreve o guineense Carlos Lopes organizador deste livro.
Tal compreensão passa pela obra desse pensador, considerado um dos mais inovadores e criativos já nascidos na África e um herói da emancipação do continente – Cabral foi fundador e líder do movimento de independência na Guiné-Bissau e Cabo Verde e um ativo participante da luta armada contra o colonialismo português nos anos 1970.

Cada um dos artigos reunidos neste livro reflete um ângulo diferente da obra do pensador. A apresentação, escrita por Peter Karibe Mendy, enfoca a situação da Guiné-Bissau colônia, que levou Cabral e seus camaradas a ingressarem na luta armada pela libertação dos guineenses e também dos cabo-verdianos. AlexisWick, Lars Rudebecke Ibrahim Abdullahfalam de sua originalidade ao tratar conceitos complexos com simplicidade e pragmatismo. Georges Nzongola-Ntalaja, John Fobajonge Carlos Lopes concentram-se na relevância das formulações de Cabral para a compreensão de dilemas persistentes, como a construção do Estado, o pan-africanismo e as dimensões éticas. Já Abebe Zegeyeaborda as ideias do intelectual sobre cultura num texto sobre sua influência na literatura africana.

Esta obra é, enfim, uma grande fonte de informações sobre o pensamento e a personalidade de Amílcar Cabral, que contribuiu de modo expressivo e definitivo para o processo que culminaria na independência das colônias portuguesas na África e representa uma chave para a compreensão daquele continente nos dias atuais.

sábado, 3 de novembro de 2012

GUINÉ-BISSAU, APELO URGENTE

Prezadas e Prezados,

a situação de Guiné-Bissau não alcança a estabilidade e a paz para os seus cidadãos, obrigados a conviver com o medo e a cobiça de militares sanguinários. Leiam e divulguem o texto abaixo, por favor.
Ricardo Riso

Amigos,
como nao tenho sossego, mando ainda esse apelo que, um pouco por cerimônia, nao tinha acrescentado no email anterior de ontem.
GUINÉ-BISSAU, APELO URGENTE

Mais de um milhão de guineenses estão reféns de um grupo de militares telecomandados, enviados para assustar, torturar, humilhar, e matar guineenses... Temos sido sacudidos e violentados, usurpam e tolhem-nos os nossos direitos, até o mais básico. Ninguém pode manifestar-se! Até quando mais a comunidade internacional vai tolerar que gente medíocre - alguma classe política, e militar faça refèm todo um povo? A históra endossará uma boa parte da responsabilidade à comunidade internacional.

Ajudem o povo da Guiné-Bissau!

No espaço de uma semana, e a pretexto de uma 'inventona', dez (10!) cidadãos guineenses foram assassinados, depois de torturas físicas; outros foram espancados e encontram-se entre a vida e a morte; outros ainda fugiram do país. Os jornalistas são chamado para conferências de imprensa e avisados sobre que perguntas não devem fazer. O clima é de medo e de terror!!!

Não abandonem o Povo guineense, agora, mais do que nunca. Tiveram todos os sinais de que uma insurreiçao era possível, ainda que desnecessária. Nada justifica o levantar das armas, é intolerável o disparo de armas pesadas (12 de abril) numa cidade com mais de quatrocentas mil pessoas. É criminoso, acima de tudo. Tiveram tudo para estancar a hemorragia e a orgia de violência. Sabem há muito que este é um país que nasceu, cresceu e vive sob laivos de militarismo.

Um país é o último, e único, refúgio seguro para o seu povo. É traumatizante ver mulheres e crianças a chorar; é triste ver homens e jovens a fugir de homens e jovens como eles. É desolador. Estou abatido, e, sobretudo cansado. Não tenho sequer forças para gritar.

Olho e registo tudo. Depois escrevo, na certeza de que alguém me vai ler e comungar dos mesmos sentimentos. O meu blogue, tem sido acessado diariamente por milhares de pessoas. Ficará para a estatística. Teria preferido uma visita por dia, a ter de suportar milhares de pares de olhos tristes e enevoados: estão a matar-nos, estão a destruir as famílias, a tornar as crianças violentas.

A Guiné-Bissau está cercada politicamente:

- Não é reconhecida e foi expulsa pela União Africana,
- Não é reconhecida: pela CPLP, pela União Europeia, pela ONU

O pior da Guiné-Bissau, meus caros...é o guineense!

Um abraço a todos,

António Aly Silva 

Fonte: e-mails enviados pela Drª Moema Augel e Dr. Amarino Queiróz em 2/11/12.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Abdulai Sila, Maria Celestina Fernandes e Zetho Cunha Gonçalves no Sesc V.Mariana-São Paulo


Sempre Um Papo discute a literatura infantil africana

O Sempre Um Papo realiza uma edição especial recebendo três importantes escritores africanos para lançarem seus livros e debate sobre a literatura infantil, a cultura, lendas e costumes daquele continente. O angolano Zetho Cunha Gonçalves apresenta seus livros “A Caçada Real” e “Brincando Não Tem Macaco Troglodita” ambos da Matrix Editora; o autor guineense Abdulai Sila, lança “A Última Tragédia”, da Pallas Editora, e Maria Celestina Fernandes, nascida em Lubango, com o livro “A Árvore dos Gingongos”. O evento ocorre no dia 27 de julho, quarta-feira, às 20h, no Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas 141 - Vila Mariana). O debate será mediado pela professora Suzana Ventura. Entrada gratuita.

Zetho Cunha Gonçalves

”A Caçada Real” (Matrix Editora), de Zetho Cunha Gonçalves, conta a história de três personagens centrais. O Leão, que é rei da selva e está no poder há 70 anos. O Jumento, fiel conselheiro do rei, responsável pelas novas tecnologias da Comunicação no Palácio Real da Selva. E, por último, a Corça, de 21 anos de idade, vítima da caçada real. Apesar de se passar em uma floresta, a história mostra, em vários momentos, a habilidade do jumento com as novas tecnologias, como o computador e o celular. Além disso, no decorrer da história, o autor mostra que nem todos os súditos estão satisfeitos com o governo do rei que já dura sete décadas.

No livro “Brincando, Brincando Não Tem Macaco Troglodita” (Matrix Editora), Zetho Cunha Gonçalves apresenta de forma poética o fabuloso mundo dos bichos como o orangotango, o camaleão e a girafa. A obra conta com expressões típicas da Angola e ilustrações para apresentar as divertidas aventuras desses animais.

As ilustrações dos dois livros são feitas por Roberto Chichorro, que é natural de Moçambique e considerado um dos mais importantes artistas plásticos africanos de língua portuguesa. Trabalhou como ilustrador de publicidade e arquitetura e como decorador de pavilhões para feiras internacionais em Moçambique. As ilustrações são de Roberto Chichorro, que é natural de Moçambique e considerado um dos mais importantes artistas plásticos africanos de língua portuguesa. Trabalhou como ilustrador de publicidade e arquitetura e como decorador de pavilhões para feiras internacionais em Moçambique. Ao final do livro, há um glossário que explica o significado das palavras de origem africana.

Zetho Cunha Gonçalves nasceu na cidade do Huambo, em Angola, em 1 de julho de 1960. Publicou diversos livros de poesia e de literatura infantojuvenil. Colabora com jornais e revistas de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e Espanha, e tem participado de vários encontros literários, sobretudo em Portugal e no Brasil.

Abdulai Sila

Em “A Última Tragédia” (Pallas Editora), o escritor Abdulai Sila narra a história de uma adolescente africana que tem - segundo feiticeiro de sua aldeia natal - seu corpo habitado por um espírito mau. Cansada de ser discriminada em sua aldeia segue para a cidade a fim de trabalhar como criada na casa dos brancos. Lá, tem seu nome trocado e inicia-se um processo de assimilação: Ndani, aliás, Maria Daniela assume o novo nome e a nova personalidade, até ser estuprada pelo senhor e retornar ao interior. A tragédia de Ndani se relaciona à discriminação e aos males que a sociedade colonial ocasionou aos povos colonizados. De certa forma, ela é a imagem de seu país. Se, por um lado, a protagonista tem o corpo habitado por um mau espírito, que transforma sua vida numa sucessão de tragédias; por outro lado, toda a sociedade guineense tem seu território invadido por portugueses “maus” que desrespeitam a ordem preestabelecida pelas etnias, transformando o território de diferentes povos num único país. “A Última Tragédia” conta a história de alguém que sai de sua aldeia para escapar do próprio destino. Nesse romance, Abdulai Sila não perde o foco da independência de seus conterrâneos. Deseja que o drama de Ndani seja a derradeira tragédia a se abater sobre seu povo, ávido por liberdade e justiça.

Abdulai Sila é uma das mais destacadas vozes da literatura guineense contemporânea e iniciador de uma corrente ficcional original, sendo autor do que é considerado o primeiro romance guineense, “Eterna Paixão” (1994). É Co-Fundador e CEO da Eguitel Comunicações e também co-gestor de Sitec (Silá Technologies), uma empresa de informática que criou em 1987 e gerida em conjunto com o seu irmão. Sob a liderança de Silá, Eguitel e Sitec desempenha um papel pioneiro no desenvolvimento e difusão das Tecnologias da Informação e Comunicação na Guiné-Bissau, a fim de tornar estas tecnologias acessíveis e de baixo custo em todo o país. E da KU SI MON EDITORA, onde resgata as histórias da tradição oral do seu país.

Maria Celestina Fernandes

O livro “A Árvore dos Gingongos” (Histórias do Além Mar – Angola /DCL Difusão Cultural do Livro) se constitui de três histórias: As Intrigas de Jacó, cujo enredo se passa ainda no tempo da colonização; A Bola de Fogo, que, resumidamente, chora as dores da guerra, o mal que esta faz a uma criança; A Árvore dos Gingongos que, através de um mito e costumes africanos dos povos quimbundos, conta a história da família de um casal de gêmeos e discute a questão do egoísmo. Partindo de um mito, o dos gêmeos ancestrais da etnia dos quimbundos, e trazendo para o texto várias palavras de origem também quimbunda, a história mostra o cotidiano de uma família moradora de um musseque de Luanda. Entre os quimbundos, os gêmeos são considerados enviados da Kyàndà, a deusa angolana das águas do mar, e, por isso, são festejados por essa etnia. Segundo as crenças quimbundas, Kyàndà é um gênio da natureza, criada por Nzambi, o deus maior. A história que Maria Celestina conta é carregada das marcas da tradição oral quimbunda: o registro da fala do avô é cheio de palavras de origem bantu; há a descrição do cotidiano da uma família no musseque, suas crenças, sua conduta; há a alusão ao mito da Kyàndà e dos gêmeos. Maria Celestina leva seu leitor-criança a refletir sobre um comportamento egoísta: o dos gingongos que não querem repartir com ninguém as cobiçadas mangas. Porém, mais do que refletir sobre o egoísmo, a história traz ao conhecimento das crianças angolanas as raízes angolanas, as suas tradições, os seus costumes, as suas origens. E traz também às crianças de outras partes do mundo a possibilidade de conhecerem um pouco da história e da cultura de um país como Angola.

Maria Celestina Fernandes nasceu no Lubango, em setembro de 1945, e tem descendência quimbunda. Foi para Luanda com os pais ainda criança; nesta cidade cresceu e completou os estudos secundário e superior. Viveu, portanto, o final do tempo da colonização portuguesa em Angola. Presenciou toda a guerra contra os portugueses colonizadores, que teve início em 1961 e durou até a independência proclamada em 11 de novembro de 1975. Também vivenciou a guerra civil em seu país, que se estendeu até 2002. Maria Celestina cursou Assistência Social e é licenciada em Direito pela Universidade Agostinho Neto. Trabalha como consultora jurídica de instituições bancárias e é membro da União de Escritores Angolanos, sendo uma escritora principalmente dedicada à literatura para crianças.



Serviço:
Sempre um Papo com Bartolomeu Campos de Queirós
Dia 14 de julho de 2011, quinta-feira, às 20h

Local: SESC Vila Mariana (Rua Pelotas 141 - Vila Mariana) Tel.: (11) 5080-3000 / www.sescsp.org.br Auditório (131 lugares)

ESTACIONAMENTO: - Veículos, motos e bicicletas - Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, domingo, feriado, das 9h às 18h30 – Taxas: R$3,00 a primeira hora e R$ 1,00 por hora adicional (matriculados); R$6,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (não-matriculados)

Informações sobre outras programações ligue 0800 118220 ou consulte o site: www.sescsp.org.br

Informações para a imprensa:
Coord.de Comunicação: Jozane Faleiro: (31)9204.6367 imprensa@sempreumpapo.com.br
Jornalismo: Boulanger Campos – (31) 3261-1501 bcampos@sempreumpapo.com.br

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Revista TriploV nº 7 - resenha de No fundo do canto (Ricardo Riso)

Prezados,
Na atual edição da Revista TriploV de Artes, Religiões e Ciências - Nova Série, nº 07 compareço com uma resenha crítica de No Fundo do Canto, livro de poesia da escritora guineense Odete Costa Semedo. Para ler este artigo, clique aqui.

Abraços,
Ricardo Riso

ÁFRICA
José Luís Almada - Alguns apontamentos a propósito de recentes polémicas sobre a identidade literária caboverdiana
Artur Augusto Silva = O cativeiro dos bichos
Ricardo Riso - Odete Costa Semedo - «No fundo do canto»
José Luís Almada - Exílio
O "Chão de Papel" de Maria Estela Guedes
Adelto Gonçalves = Poesia que brota de Bissau
Ana Haddad = «Chão de Papel»: Estrelas de uma memória ressignificada
Maria Estela Guedes = Notas da direção: Guiné-Bissau (2) - Exotismo e endotismo na literatura pós-independência

***

PORTUGAL

João Silva de Sousa - Sintra e Torres Vedras: vilas privilegiadas no século XV
Manuel Almeida e Sousa - Poemas de um Verão quente
José do Carmo Francisco - 15 Poemas do Sol e da Cal – Uma Leitura
Flávia de Almeida Fernandes - Armando de Almeida Fernandes: O investigador em família
Maria Morbey Henriques - O autocarro
António Justo - Curar é Santificar
Luís Reis - A Invenção da Escrita – Um Novo Rumo para a Humanidade
João Rasteiro - "No ano da morte de José Saramago" e "Poema verde"
Joaquim Simões - Seis canções
Luís Estrela de Matos - Triste fim de um jovem poeta
José Pinto Casquilho - Esteios da lusofonia - O culto do Espírito Santo
Especial Nicolau Saião = Nos vinte anos de «Os objectos inquietantes»
Uma peça de teatro em edição integral: «Aldeia das cavernas», de Graciete Nobre

***

AMÉRICA
Fernando Sorrentino - Existe um homem que tem o costume de me bater com um guarda-chuva na cabeça
Belvedere Bruno - Pássaros, ondas e flores
Ana Romano - Descartable y otros poemas
Rodrigo Novaes de Almeida - Rahakanariwa

***

Há novidades em
http://www.triplov.com/

e no blog do Triplov, em:
http://triplov.com/triplo2/

quinta-feira, 15 de julho de 2010

FESTLIP 2010 - programação

Festival de Teatro da Língua Portuguesa

TEATRO SESC GINÁSTICO


15/07 {quinta-feira} 19h
AGOSTO - CONTOS DA EMIGRAÇÃO
GRUPO DE AÇÃO TEATRAL A BARRACA / Portugal

16/07 {sexta-feira} 19h
AGOSTO - CONTOS DA EMIGRAÇÃO
GRUPO DE AÇÃO TEATRAL A BARRACA / Portugal

17/07 {sábado} 19h
4’30”
GRUPO MIRANGENS TEATRO /Angola

18/07 {domingo} 19h
A DEMISSÃO DO SÔ MINISTRO
COMPANHIA DE TEATRO GUNGU / Moçambique

22/07 {quinta-feira} 19h
A DEMISSÃO DO SÔ MINISTRO
COMPANHIA DE TEATRO GUNGU / Moçambique

23/07 {sexta-feira} 19h
4’30”
GRUPO MIRANGENS TEATRO /Angola

24/07 {sábado} 19h
AGOSTO - CONTOS DA EMIGRAÇÃO
GRUPO DE AÇÃO TEATRAL A BARRACA / Portugal

25/07 {domingo} 19h
A DEMISSÃO DO SÔ MINISTRO
COMPANHIA DE TEATRO GUNGU / Moçambique


SESC CASA DA GÁVEA

15/07 {quinta-feira} 19h e 21h
DRUMMOND 04 TEMPOS
CIA DE TEATRO NOVO ATO / Brasil

16/07 {sexta-feira} 19h e 21h
ANDROGÍNIA
GRUPO DE TEATRO DO CENTRO CULTURAL DE MINDELO / Cabo Verde

17/07 {sábado} 19h e 21h
FILHAS DA MÃE - FANTASIAS ERÓTICAS DAS MULHERES PORTUGUESAS
BINÓLOGOS / Portugal

18/07 {domingo} 19h e 21h
FILHAS DA MÃE - FANTASIAS ERÓTICAS DAS MULHERES PORTUGUESAS
BINÓLOGOS / Portugal

22/07 {quinta-feira} 19h e 21h
FILHAS DA MÃE - FANTASIAS ERÓTICAS DAS MULHERES PORTUGUESAS
BINÓLOGOS / Portugal

23/07 {sexta-feira} 19h e 21h
DRUMMOND 04 TEMPOS
CIA DE TEATRO NOVO ATO / Brasil

24/07 {sábado} 19h e 21h
ANDROGÍNIA
GRUPO DE TEATRO DO CENTRO CULTURAL DE MINDELO / Cabo Verde

25/07 {domingo} 19h e 21h
DRUMMOND 04 TEMPOS
CIA DE TEATRO NOVO ATO / Brasil


TEATRO NELSON RODRIGUES

15/07 {quinta-feira} 19:30h
FERRO EM BRASA
GRUPO OS FOFOS ENCENAM / Brasil

16/07 {sexta-feira} 19:30h
SÓ CHEIRA BORRACHA
COMPANHIA DE TEATRO KUDUMBA / Moçambique

17/07 {sábado} 19:30h
CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
GRUPO TRIGO LIMPO TEATRO – ACERT / Portugal

18/07 {domingo} 19:30h
CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
GRUPO TRIGO LIMPO TEATRO – ACERT / Portugal

22/07 {quinta-feira} 19:30h
CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR
GRUPO TRIGO LIMPO TEATRO – ACERT / Portugal

23/07 {sexta-feira} 19:30h
SÓ CHEIRA BORRACHA
COMPANHIA DE TEATRO KUDUMBA / Moçambique

24/07 {sábado} 19:30h
FERRO EM BRASA
GRUPO OS FOFOS ENCENAM / Brasil

25/07 {domingo} 19:30h
FERRO EM BRASA
GRUPO OS FOFOS ENCENAM / Brasil


TEATRO SESC TIJUCA

15/07 {quinta-feira} 20h
O PAGADOR DE PROMESSAS
GRUPO TEATRAL FÔLÔ BLAGI / São Tomé e Príncipe

16/07 {sexta-feira} 20h
SARAMAU
GRUPO ARTE LOROSAE / Timor Leste

17/07 {sábado} 20h
OLÍMIAS
COMPANHIA DE TEATRO DADAÍSMO / Angola

18/07 {domingo} 20h
OLÍMIAS
COMPANHIA DE TEATRO DADAÍSMO / Angola

22/07 {quinta-feira} 20h
OLÍMIAS
COMPANHIA DE TEATRO DADAÍSMO / Angola

23/07 {sexta-feira} 20h
SARAMAU
GRUPO ARTE LOROSAE / Timor Leste

24/07 {sábado} 20h
O PAGADOR DE PROMESSAS
GRUPO TEATRAL FÔLÔ BLAGI / São Tomé e Príncipe

25/07 {domingo} 20h
O PAGADOR DE PROMESSAS
GRUPO TEATRAL FÔLÔ BLAGI / São Tomé e Príncipe


ESPAÇO SESC TEATRO ARENA

15/07 {quinta-feira} 21h
MARIA RITUAL DAS PARIDEIRAS
GTO - GRUPO DE TEATRO DO OPRIMIDO / Guiné Bissau

16/07 {sexta-feira} 21h
CONTOS EM VIAGEM - CABO VERDE
TEATRO MERIDIONAL / Portugal

17/07 {sábado} 21h
A MULHER QUE RI
GRUPO BARRACÃO CULTURAL / Brasil

18/07 {domingo} 19:30h
A MULHER QUE RI
GRUPO BARRACÃO CULTURAL / Brasil

22/07 {quinta-feira} 21h
A MULHER QUE RI
GRUPO BARRACÃO CULTURAL / Brasil

23/07 {sexta-feira} 21h
MARIA RITUAL DAS PARIDEIRAS
GTO - GRUPO DE TEATRO DO OPRIMIDO / Guiné Bissau

24/07 {sábado} 21h
CONTOS EM VIAGEM - CABO VERDE
TEATRO MERIDIONAL / Portugal

25/07 {domingo}19:30h
CONTOS EM VIAGEM - CABO VERDE
TEATRO MERIDIONAL / Portugal

Fonte: http://www.talu.com.br/festlip/index.html

quinta-feira, 24 de junho de 2010

SEMINÁRIO NANDYALA Editora - “Africanidades e Educação” - Belo Horizonte/MG


SEMINÁRIO NANDYALA Editora
“Africanidades e Educação”
26/06/2010, sábado, 8h30 às 12h
Auditório da UNA – Rua Aimorés, 1451 - Bairro Lourdes BH – MG

PROGRAMAÇÃO
8h30: Conferência
“Educação humanista e diversidade no contexto das relações etnicorraciais”
(Profa. Stefânie Arca Garrido Loureiro – PUC Minas)

10h: Mesa-redonda
“Educação e Culturas Africanas”
(Prof. Dr. José de Sousa Miguel Lopes – UEM/Moçambique; UEMG)

"Formação de Professores e Religiões de matrizes africanas"
(Prof. Dr. Erisvaldo Pereira dos Santos)

“O imaginário sobre África e seus impactos na educação brasileira”
(Prof. Ms. Marcos Antônio Cardoso – PBH; FCRCN)

11h30 : Depoimento
“Educação e Cultura na Guiné-Bissau”
(Profa. Dra. Odete Costa Semedo – Guiné-Bissau)

12h : Coquetel de Despedida e Homenagem a Odete Semedo

INSCRIÇÕES GRATUITAS. ENTRADA FRANCA.

eventos@nandyalalivros.com.br ou (31) 3281-5894 APOIO: Centro Universitário UNA

Serão fornecidos certificados aos participantes e haverá distribuição gratuita de algumas publicações Nandyala para educadores.
(NANDYALA Livraria & Editora - Av. do Contorno, 6.000 – Lj 01- Savassi - Belo Horizonte – MG)
 
Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Nandyala Editora em 24/06/2010.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

FESTLIP – Nó Mama Frutos da Mesma Árvore (GTO de Guiné-Bissau)

GTO de Bissau parte da ruptura de aspectos tradicionais para criar metáfora dos descaminhos políticos do país

Por Ricardo Riso

Em pé, primeiro à direita, César "Griot"; terceira à direita, Denise Guerra; quarta à direita, Profa. Dra. Conceição Evaristo, autora do livro Ponciá Venâncio; primeiro à esquerda, agachado, Ricardo Riso entre Grupo Teatro do Oprimido de Bissau e guineenses

No último dia de Festlip fui prestigiar o trabalho do Grupo Teatro do Oprimido (GTO) de Guiné-Bissau com a peça “Nó Mama Frutos da Mesma Árvore”, criação e concepção de espetáculo do próprio grupo, sob direção artística de Barbara Santos, secretária executiva do Centro de Teatro do Oprimido do Brasil.

Para quem ainda não conhece, o Teatro do Oprimido foi criado pelo brasileiro Augusto Boal e propõe um teatro que atravessa os limites do palco, vai às ruas ou em qualquer outro lugar, com conscientização social, ação política e participação intensa do público. Ou seja, um teatro que aborda questões excluídas pela grande mídia, um teatro que dá voz às camadas populares sendo fundamental para países periféricos e suas latentes desigualdades sociais.

O GTO iniciou suas atividades em 2004 na cidade de Bissau. O grupo organiza oficinas teatrais com jovens e em escolas, e já realizou dezenas de espetáculos pelo seu país. Atua em diversas áreas como saúde, educação, justiça; apresenta temas como violência doméstica, problemas ambientais entre outros, seguindo à risca as premissas do Teatro do Oprimido, prestando um belo trabalho social, naturalmente.

O espetáculo “ Nó Mama Frutos da Mesma Árvore” é composto por um mais-velho (o avô), as suas duas filhas, os dois netos – um de cada filha, e um narrador que também é músico e o articulador entre a ação teatral e o público. A peça apresenta uma festa tradicional de confraternização entre duas famílias, Silá e Prela, comandada pelo mais-velho, diante de uma árvore sagrada (o baobá?).

Logo começam os cantos iniciais e as duas filhas mais velhas iniciam a dança, durante este ato já percebemos que a filha mais nova não cumpre corretamente os seus passos. O avô conduz a cerimônia seguindo os rituais de seus antepassados e chama-as para que se banhem na água sagrada, e é neste momento que a filha mais nova molha-se à frente de sua irmã. Ao quebrar a tradição, todos ficam desconcertados, principalmente o avô que jamais havia presenciado uma cena como esta e nem sabia de algo tão grave assim entre seus antepassados.

Com isso, a mais velha sente-se desrespeitada e não aceita a postura da irmã, que, por outro lado, deseja a ruptura, o fim da tradição e a permanência no local da árvore sagrada. O avô, muito nervoso, busca de todas as maneiras convencer as duas filhas para que aconteça a reconciliação, mas não é atendido. As crianças, que são amigas, ficam perplexas e tentam demover suas mães do inevitável conflito, porém são repreendidas por elas e nada podem fazer. O rompimento torna-se definitivo, uma tradição é quebrada, o que acarretará problemas espirituais para todos no futuro.

A partir daí o espetáculo encerra-se e passa a contar com as intervenções da plateia para tentar solucionar o conflito entre as famílias e manter a tradição intocável. O respeito aos mais velhos deveria permanecer inabalável, pois assim o foi em todos os tempos passados.

Com muita dança, tambores, músicas cantadas em crioulo e em português, vestimentas tradicionais (as roupas coloridas e os motivos geométricos dos panos) a peça “Nó Mama Frutos da Mesma Árvore” valoriza diversos aspectos culturais de Guiné-Bissau, o que vale para saciar a curiosidade de quem não conhece o país.

“Nó Mama Frutos da Mesma Árvore” é uma importante peça por apresentar através da briga entre famílias uma metáfora dos sangrentos conflitos internos do país no pós-independência, estimulados pelas disputas de terra e de supremacia político-econômica. Basta recordarmos o conflito armado de 1998/1999 e a recente desestabilidade política com a morte do presidente da república guineense, Nino Vieira, morto em março deste ano, assim como a posterior morte do candidato à presidência Baciro Dabó.

Depreendemos que o GTO de Bissau em “Nó Mama Frutos da Mesma Árvore” procura alternativas pacíficas entre seus pares para contribuir na reconstrução da nação guineense. Ao revalorizar as tradições da multifacetada cultura de Guiné-Bissau, o GTO dialoga com os problemas do seu tempo, mostrando que as soluções para as injustiças sociais e os descaminhos políticos podem estar entre os próprios guineenses, unidos e solidários.

“Nó Mama Frutos da Mesma Árvore” é uma peça que emociona.
Ficha técnica
Criação/Concepção coletiva: Grupo de Teatro do Oprimido – GTO / Guiné Bissau – Bissau
Direção Artística: Barbara Santos
Elenco: Claudina Joaquim da Silva Gomes, Edilta da Silva, Elsa Maria Ramos Gomes, José Carlos Lopes Correia, Silvano Bernardo Antônio dos Santos; Suleimane Gadjicó
Duração: 60 min.
Concepção Plástica: Cachalote Mattos

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Festlip – Festival de Teatro da Língua Portuguesa – 2009 (2 a 12/07/2009)


O Festlip – Festival de Teatro da Língua Portuguesa – 2009 (http://www.festlip.com/) acontecerá entre os dias 2 e 12 de julho na cidade do Rio de Janeiro. Na sua segunda edição homenageará o escritor moçambicano Mia Couto, que ministrará palestra no dia 3 de julho com o tema ‘Metamorfose da literatura para o teatro’. Além das companhias teatrais de Brasil, Angola, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau, o evento contará com Mostra Gourmet, oficinas teatrais, debates e dois dias de shows no bairro da Lapa. A programação é gratuita com distribuição de senhas, exceto a mostra gourmet, os teatros são o Sesc Ginástico, o Espaço Sesc/Copacabana e o Sesc/Tijuca.

Ricardo Riso

Programação por dia – Festlip – Festival de Teatro da Língua Portuguesa - 2009

Toda a programação – com exceção da Mostra Gourmet – tem entrada franca, com distribuição de senhas até 30 minutos antes do início da sessão. No teatro Sesc Ginástico, as senhas serão distribuídas 60 minutos antes do início da sessão.

De 2 a 31 de julho:

Mostra Gourmet – O sabor da Língua Portuguesa
Restaurante 00 Cozinha Contemporânea – Pratos especialmente criados pelo chef do restaurante, Ray Cardoso, inspirado na cultura e culinária dos países participantes do Festlip.

2 de julho (quinta-feira)

Abertura oficial do FESTLIP
19h - Teatro Sesc Ginástico
Grupo Tijac, de Moçambique, com o espetáculo “Mar me Quer”, baseado na obra de Mia Couto. Apresentação para convidados.
Entrega do Troféu Festlip - 2009 em homenagem ao premiado escritor moçambicano Mia Couto.

3 de julho (sexta-feira)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Palestra com Mia Couto: ‘Metamorfose da literatura para o teatro’
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Sobreviver no Tarrafal’, com o Grupo de Teatro Horizonte Nzinga Bandi (Angola- Luanda)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘Uma solidão demasiado ruidosa’, com a Cia Teatral Artistas Unidos (Portugal - Lisboa)
21h30 – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Complexo sistema de enfraquecimento da sensibilidade’, com Cia de Teatro Antro Exposto (Brasil- São Paulo)

4 de julho (sábado)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Lindos dias’, com a Cia. Teatral Primeiros Sintomas (Portugal - Lisboa)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Psycho’, com a Companhia de Teatro Solaris (Cabo Verde - Cidade de Mindelo)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘Kimpa Vita - A Profetisa Ardente’, com o Grupo Elinga-Teatro (Angola - Luanda)
21h30 – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘O Homem ideal’, com o Grupo M'Bêu (Moçambique - Maputo)
22h – Estrela da Lapa. Festlipshow - Fidjus de Cabo Verde (Cabo Verde), Mario Lucio (Cabo Verde), Abel Duerê (Angola), Bongar – Coco da Xambá (Brasil) e DJ Falcão (Angola).

5 de julho (domingo)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Cortiços - Cia de Teatro Luna Lunera’ (Brasil – Belo Horizonte)
19h30 – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘No Inferno’, com o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português de Mindelo (Cabo Verde – Cidade de Mindelo)
20h – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Nó mama - Frutos da Mesma Arvore’, com o GTO
(Guiné Bissau - Bissau)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Mar me quer’, com o Grupo Teatral Tijac (Moçambique – Maputo com Ilha da Reunião)

6 de julho (segunda)
13h às 18h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Oficina teatral com diretor Miguel Seabra, do Teatro Meridional (Portugal)

7 de julho (terça)
13h às 18h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Oficina teatral com diretor Miguel Seabra, do Teatro Meridional – (Portugal)
20h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Mesa ‘Encenação do Teatro da Língua Portuguesa’, com os diretores participantes e mediação de Tania Brandão

8 de julho (quarta)
13h às 18h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Oficina teatral com diretor Miguel Seabra, do Teatro Meridional (Portugal)
19h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Vitrine do Teatro Carioca no Corredor Cultural da Lapa – Grupos convidados: Tá Na Rua, Teatro do Anônimo e Cia dos Atores.

9 de julho (quinta)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Cortiços, com a Cia de Teatro Luna Lunera (Brasil)
20h – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Sobreviver no Tarrafal’, com o Grupo de Teatro Horizonte Nzinga Bamdi (Angola)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Psycho’, com a Companhia de Teatro Solaris (Cabo Verde)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘No Inferno - Grupo de Teatro do Centro Cultural Português de Mindelo’ (Cabo Verde)

10 de julho (sexta)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Cortiços’, com a Cia de Teatro Luna Lunera (Brasil)
21h30 – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘O Homem ideal’, com o Grupo M'Bêu (Moçambique)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘Uma solidão demasiado ruidosa’, com a Cia Teatral Artistas Unidos (Portugal)
20h – ‘Teatro Sesc Tijuca’. Peça: ‘Lindos dias’, com a Cia Teatral Primeiros Sintomas (Portugual)

11 de julho (sábado)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Mar me quer’, com o Grupo Teatral Tijac (Moçambique – Maputo com Ilha da Reunião)
21h30 – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Complexo sistema de enfraquecimento da sensibilidade’, com a Cia de Teatro Antro Exposto (Brasil)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘No Inferno’, com o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português de Mindelo (Cabo Verde)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘O Homem ideal’, com o Grupo M'Bêu (Moçambique)

12 de julho (domingo)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Lindos dias’, com a Cia Teatral Primeiros Sintomas (Portugal)
20h – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Nó mama - Frutos da mesma árvore’, com o CTO (Guiné-Bissau)
19h30 – Espaço Sesc - Teatro Arena. Peça: ‘Kimpa Vita - A profetisa ardente’, com o Grupo Elinga-Teatro (Angola)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Uma solidão demasiado ruidosa’, com a Cia Teatral Artistas Unidos (Portugal)
22h – Espaço Sesc – Mezanino: Cerimônia de encerramento - entrega do Prêmio Festlip 2009 de espetáculo revelação


Grupos teatrais participantes na programação do FESTLIP:

Portugal:
Companhia Teatral Primeiros Sintomas - Espetáculo: “Lindos Dias”, com texto de Miguel Castro Caldas e direção de Bruno Bravo.
Companhia Teatral Artistas Unidos - Espetáculo: “Uma Solidão Demasiado Ruidosa”, com texto de Bohimil Hrabal e Direção de Antônio Simão.

Moçambique:
Grupo M'BEU - Espetáculo: “O Homem Ideal”, com texto e direção de Evaristo Abreu.
Grupo Tijac - Espetáculo: “Mar Me Quer”, de Mia Couto com direção de Mickael Fontaine.

Angola:
Grupo Elinga Teatro - Espetáculo: “Kimpa Vita: A Profetiza Ardente”, com texto e direção de José Mena Abrantes.
Grupo Horizonte Nzinga Bandi - Espetáculo: “Sobreviver No Tarrafal”, com de texto Antônio Jacinto e direção de Adelino Caracol .

Guiné Bissau:
Grupo Teatro do Oprimido – Bissau GTO - Espetáculo: “Nó Mama – Frutos da Mesma Árvore”

Brasil:
Cia. Luna Lunera – Belo Horizonte - Espetáculo: “Cortiços”, concepção Cia. Luna Lunera e Tuca Pinheiro e direção de Tuca Pinheiro.
Cia. De Teatro Antroexposto – São Paulo - Espetáculo: “Complexo Sistema de Enfraquecimento as Sensibilidade”, com texto de direção de Ruy Filho

Cabo Verde:
Grupo de Teatro do Centro Cultural Português de Mindelo - Espetáculo: “No Inferno”, com texto e direção de João Branco
Companhia de Teatro Solaris - Espetáculo: “Psycho”, com texto de Valódia Monteiro e direção de Herlandson Lima Duarte

Eventos paralelos:

04 de julho (sábado)

FestlipShow

4 de julho (sábado)
22h – Estrela da Lapa
Festa musical com apresentações de músicos brasileiros e internacionais (todos os países participantes). Entrada franca. Fidjus de Cabo Verde – Cabo Verde; Mário Lucio – Cabo Verde; Abel Duerê – Angola; Bongar – Coco da Xambá – Brasil; DJ Falcão – Angola; E mais uma atração surpresa

6 a 8 de julho (segunda a quarta)
Oficina Teatral: Com o diretor português Miguel Seabra, do grupo teatral Meridional, direcionada aos atores participantes do Festlip e para estudantes de teatro como ouvintes, com entrada franca (distribuição de senhas).

7 de julho:
20h – Espaço Sesc Arena
Mesa de debates – ‘Encenação do Teatro da Língua Portuguesa’
A mesa será composta pelos diretores dos grupos teatrais participantes do Festlip, com mediação de Tania Brandão.

8 de julho:
19h – Espaço Sesc Arena
Vitrine Carioca do Teatro do Corredor Cultural da Lapa
Exposição do trabalho realizado por três grupos teatrais cariocas, Tá Na Rua, Cia. dos Atores e Teatro de Anônimo, através dos seus diretores: Amir Haddad, Enrique Diaz e João Carlos Artigos. Participação dos atores das companhias.

Informações para a imprensa:
Factoria Comunicação
Vanessa Cardoso (vanessa@factoriacomunicacao.com.br)
Pedro Neves (pedro@factoriacomunicacao.com.br)
Leila Grimming (leila@factoriacomunicacao.com.br)
(21) 2249.1598 / 2259.0409

Fonte: e-mail enviado pela idealizadora e produtora do FESTLIP, Tânia Pires, às 14h14 do dia 21/06/2009.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

FESTLIP – Festival de Teatro da Língua Portuguesa - 2009 (programação atualizada 21/06/2009)

O Festlip – Festival de Teatro da Língua Portuguesa – 2009 (http://www.festlip.com/) acontecerá entre os dias 2 e 12 de julho na cidade do Rio de Janeiro. Na sua segunda edição homenageará o escritor moçambicano Mia Couto, que ministrará palestra no dia 3 de julho com o tema ‘Metamorfose da literatura para o teatro’. Além das companhias teatrais de Brasil, Angola, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau, o evento contará com Mostra Gourmet, oficinas teatrais, debates e dois dias de shows no bairro da Lapa. A programação é gratuita com distribuição de senhas, exceto a mostra gourmet, os teatros são o Sesc Ginástico, o Espaço Sesc/Copacabana e o Sesc/Tijuca.
Ricardo Riso

Programação por dia – Festlip – Festival de Teatro da Língua Portuguesa - 2009

Toda a programação – com exceção da Mostra Gourmet – tem entrada franca, com distribuição de senhas até 30 minutos antes do início da sessão. No teatro Sesc Ginástico, as senhas serão distribuídas 60 minutos antes do início da sessão.

De 2 a 31 de julho:

Mostra Gourmet – O sabor da Língua Portuguesa
Restaurante 00 Cozinha Contemporânea – Pratos especialmente criados pelo chef do restaurante, Ray Cardoso, inspirado na cultura e culinária dos países participantes do Festlip.

2 de julho (quinta-feira)

Abertura oficial do FESTLIP
19h - Teatro Sesc Ginástico
Grupo Tijac, de Moçambique, com o espetáculo “Mar me Quer”, baseado na obra de Mia Couto. Apresentação para convidados.
Entrega do Troféu Festlip - 2009 em homenagem ao premiado escritor moçambicano Mia Couto.

3 de julho (sexta-feira)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Palestra com Mia Couto: ‘Metamorfose da literatura para o teatro’
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Sobreviver no Tarrafal’, com o Grupo de Teatro Horizonte Nzinga Bandi (Angola- Luanda)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘Uma solidão demasiado ruidosa’, com a Cia Teatral Artistas Unidos (Portugal - Lisboa)
21h30 – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Complexo sistema de enfraquecimento da sensibilidade’, com Cia de Teatro Antro Exposto (Brasil- São Paulo)

4 de julho (sábado)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Lindos dias’, com a Cia. Teatral Primeiros Sintomas (Portugal - Lisboa)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Psycho’, com a Companhia de Teatro Solaris (Cabo Verde - Cidade de Mindelo)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘Kimpa Vita - A Profetisa Ardente’, com o Grupo Elinga-Teatro (Angola - Luanda)
21h30 – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘O Homem ideal’, com o Grupo M'Bêu (Moçambique - Maputo)
22h – Estrela da Lapa. Festlipshow - Fidjus de Cabo Verde (Cabo Verde), Mario Lucio (Cabo Verde), Abel Duerê (Angola), Bongar – Coco da Xambá (Brasil) e DJ Falcão (Angola).

5 de julho (domingo)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Cortiços - Cia de Teatro Luna Lunera’ (Brasil – Belo Horizonte)
19h30 – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘No Inferno’, com o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português de Mindelo (Cabo Verde – Cidade de Mindelo)
20h – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Nó mama - Frutos da Mesma Arvore’, com o GTO
(Guiné Bissau - Bissau)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Mar me quer’, com o Grupo Teatral Tijac (Moçambique – Maputo com Ilha da Reunião)

6 de julho (segunda)
13h às 18h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Oficina teatral com diretor Miguel Seabra, do Teatro Meridional (Portugal)

7 de julho (terça)
13h às 18h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Oficina teatral com diretor Miguel Seabra, do Teatro Meridional – (Portugal)
20h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Mesa ‘Encenação do Teatro da Língua Portuguesa’, com os diretores participantes e mediação de Tania Brandão

8 de julho (quarta)
13h às 18h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Oficina teatral com diretor Miguel Seabra, do Teatro Meridional (Portugal)
19h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Vitrine do Teatro Carioca no Corredor Cultural da Lapa – Grupos convidados: Tá Na Rua, Teatro do Anônimo e Cia dos Atores.

9 de julho (quinta)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Cortiços, com a Cia de Teatro Luna Lunera (Brasil)
20h – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Sobreviver no Tarrafal’, com o Grupo de Teatro Horizonte Nzinga Bamdi (Angola)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Psycho’, com a Companhia de Teatro Solaris (Cabo Verde)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘No Inferno - Grupo de Teatro do Centro Cultural Português de Mindelo’ (Cabo Verde)

10 de julho (sexta)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Cortiços’, com a Cia de Teatro Luna Lunera (Brasil)
21h30 – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘O Homem ideal’, com o Grupo M'Bêu (Moçambique)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘Uma solidão demasiado ruidosa’, com a Cia Teatral Artistas Unidos (Portugal)
20h – ‘Teatro Sesc Tijuca’. Peça: ‘Lindos dias’, com a Cia Teatral Primeiros Sintomas (Portugual)

11 de julho (sábado)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Mar me quer’, com o Grupo Teatral Tijac (Moçambique – Maputo com Ilha da Reunião)
21h30 – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Complexo sistema de enfraquecimento da sensibilidade’, com a Cia de Teatro Antro Exposto (Brasil)
21h – Espaço Sesc – Teatro Arena. Peça: ‘No Inferno’, com o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português de Mindelo (Cabo Verde)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘O Homem ideal’, com o Grupo M'Bêu (Moçambique)

12 de julho (domingo)
19h – Teatro Sesc Ginástico. Peça: ‘Lindos dias’, com a Cia Teatral Primeiros Sintomas (Portugal)
20h – Espaço Sesc – Mezanino. Peça: ‘Nó mama - Frutos da mesma árvore’, com o CTO (Guiné-Bissau)
19h30 – Espaço Sesc - Teatro Arena. Peça: ‘Kimpa Vita - A profetisa ardente’, com o Grupo Elinga-Teatro (Angola)
20h – Teatro Sesc Tijuca. Peça: ‘Uma solidão demasiado ruidosa’, com a Cia Teatral Artistas Unidos (Portugal)
22h – Espaço Sesc – Mezanino: Cerimônia de encerramento - entrega do Prêmio Festlip 2009 de espetáculo revelação


Grupos teatrais participantes na programação do FESTLIP:

Portugal:
Companhia Teatral Primeiros Sintomas - Espetáculo: “Lindos Dias”, com texto de Miguel Castro Caldas e direção de Bruno Bravo.
Companhia Teatral Artistas Unidos - Espetáculo: “Uma Solidão Demasiado Ruidosa”, com texto de Bohimil Hrabal e Direção de Antônio Simão.

Moçambique:
Grupo M'BEU - Espetáculo: “O Homem Ideal”, com texto e direção de Evaristo Abreu.
Grupo Tijac - Espetáculo: “Mar Me Quer”, de Mia Couto com direção de Mickael Fontaine.

Angola:
Grupo Elinga Teatro - Espetáculo: “Kimpa Vita: A Profetiza Ardente”, com texto e direção de José Mena Abrantes.
Grupo Horizonte Nzinga Bandi - Espetáculo: “Sobreviver No Tarrafal”, com de texto Antônio Jacinto e direção de Adelino Caracol .

Guiné Bissau:
Grupo Teatro do Oprimido – Bissau GTO - Espetáculo: “Nó Mama – Frutos da Mesma Árvore”

Brasil:
Cia. Luna Lunera – Belo Horizonte - Espetáculo: “Cortiços”, concepção Cia. Luna Lunera e Tuca Pinheiro e direção de Tuca Pinheiro.
Cia. De Teatro Antroexposto – São Paulo - Espetáculo: “Complexo Sistema de Enfraquecimento as Sensibilidade”, com texto de direção de Ruy Filho


Cabo Verde:
Grupo de Teatro do Centro Cultural Português de Mindelo - Espetáculo: “No Inferno”, com texto e direção de João Branco
Companhia de Teatro Solaris - Espetáculo: “Psycho”, com texto de Valódia Monteiro e direção de Herlandson Lima Duarte

Eventos paralelos:

04 de julho (sábado)

FestlipShow

4 de julho (sábado)
22h – Estrela da Lapa
Festa musical com apresentações de músicos brasileiros e internacionais (todos os países participantes). Entrada franca. Fidjus de Cabo Verde – Cabo Verde; Mário Lucio – Cabo Verde; Abel Duerê – Angola; Bongar – Coco da Xambá – Brasil; DJ Falcão – Angola; E mais uma atração surpresa

6 a 8 de julho (segunda a quarta)
Oficina Teatral:
Com o diretor português Miguel Seabra, do grupo teatral Meridional, direcionada aos atores participantes do Festlip e para estudantes de teatro como ouvintes, com entrada franca (distribuição de senhas).

7 de julho:
20h – Espaço Sesc Arena
Mesa de debates – ‘Encenação do Teatro da Língua Portuguesa’
A mesa será composta pelos diretores dos grupos teatrais participantes do Festlip, com mediação de Tania Brandão.

8 de julho:
19h – Espaço Sesc Arena
Vitrine Carioca do Teatro do Corredor Cultural da Lapa
Exposição do trabalho realizado por três grupos teatrais cariocas, Tá Na Rua, Cia. dos Atores e Teatro de Anônimo, através dos seus diretores: Amir Haddad, Enrique Diaz e João Carlos Artigos. Participação dos atores das companhias.

Informações para a imprensa:
Factoria Comunicação
Vanessa Cardoso (
vanessa@factoriacomunicacao.com.br)
Pedro Neves (
pedro@factoriacomunicacao.com.br)
Leila Grimming (
leila@factoriacomunicacao.com.br)
(21) 2249.1598 / 2259.0409




Fonte: e-mail enviado pela idealizadora e produtora do FESTLIP, Tânia Pires, às 14h14 do dia 21/06/2009.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

II Ciclo de Colóquios-Curso Internacionais em “Literaturas Africanas de Língua Portuguesa” – 2009

II Ciclo de Colóquios-Curso Internacionais em
“Literaturas Africanas de Língua Portuguesa” – 2009
Colóquio-Curso Internacional em Literaturas de Cabo Verde,
Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe
Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

19 e 20 de Junho, Sala de Seminários CES


PROGRAMA

Dia 19 de Junho
10h00
Pires Laranjeira (Universidade de Coimbra)
“A emergência do negro e do feminino literários nas pequenas comunidades crioulas”

Odete Semedo (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa)
“Revisitar os escritos guineenses: a (re)criação de vozes na poesia e nos cantos”

12h30 Almoço

14h30
Inocência Mata (Universidade de Lisboa)
“Um laboratório de viventes: Deslocamentos, veredas, antinomias e errâncias na literatura
são-tomense”

Sílvio Renato Jorge (Universidade Federal Fluminense)
“Palavra, memória e política na poesia de Conceição Lima”

Dia 20 de Junho
10h00
Simone Caputo Gomes (Universidade de São Paulo)
“Cabo Verde e as pérolas do Atlântico: literatura e património cultural”

Joana Passos (Universidade do Minho)
“Dói-me que a folha em branco/ não exija nada”: a escrita de Dina Salústio como literatura comprometida

Livia Apa (Universidade de Napoli l’Orientale)
“Dentro/Fora Cabo Verde: escritas das diásporas caboverdianas”

12h30 Almoço

14H30
Mesa de Escritores: Conversa com Dina Salústio, Joaquim Arena, Odete Semedo e Tomaz Medeiros.

ORGANIZAÇÃO:
Margarida Calafate Ribeiro (Centro de Estudos Sociais)
Silvio Renato Jorge (Universidade Federal Fluminense)

INSCRIÇÕES:
www.ces.uc.pt/coloquios_litafricanas2/

INFORMAÇÕES:
http://www.ces.uc.pt/coloquios_litafricanas2/

Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Sra. Helia Santos às 06:56, 03/06/2009.

terça-feira, 10 de março de 2009

BASTA DE IMAGENS CHOCANTES NA G-BISSAU

A QUEM DE DIREITO

NÓS CIDADÃOS DA GUINÉ-BISSAU,

VIMOS ENCARECIDAMENTE SOLICITAR AS AUTORIDADES GUINEENSES, JORNALISTAS, CAMARA MEN E A TODOS LIGADOS À AREA DA INFORMAÇÃO, FAÇAM QUALQUER COISA PARA TRAVAR ESTA ONDA DE CIRCULAÇÃO E DE MANIPULACAO DE IMAGENS DA GUINE BISSAU!
QUE A NOSSA IMAGEM NÃO TEM SIDO DAS MELHORES NOS ULTIMOS 10 ANOS, TODOS ESTAMOS DE ACORDO, MAS PROMOVÉ-LA COM CENAS CHOCANTES???

JA NÃO É DE HOJE QUE VÊM CIRCULANDO NAS TELEVISÕES PORTUGUESAS E OUTRAS, IMAGENS DRAMATICAS DA NOSSA TERRA. NÃO SE PODE CONSENTIR TAMANHO DESRESPEITO PELA NOSSA DIGNIDADE ENQUANTO POVO!!!!!!!!
ONDE ESTÁ O RESPEITO PELAS NOSSAS INSTITUIÇÕES? ONDE ESTÁ O SEGREDO DO NOSSO ESTADO? O RESPEITO PELO POVO GUINEENSE, PELA DIGNIDADE DOS GUINEENSES? DEIXAR CIRCULAR SEM DÓ NEM RESPEITO IJMAGENS POR VEZES, DE PERSONALIDADES, FIGURAS PUBLICAS, COMO SE DE UM ANIMAL SE TRATASSE?

DESDE A GUERRA DE 7 DE JUNHO, TEM SIDO A NOSSA IMAGEM DE MARCA: RUAS SUJAS, HOSPITAL SEM CONDIÇÕES, ESTRADAS ESBURACADAS...A IMAGEM DA MORTE DE ANSUMANE MANÉ, DE VIRÍSSIMO SEABRA E AGORA DA FORMA CRUEL COMO OS GUINEENSES SAO CAPAZES DE SE MATAR UNS AOS OUTROS? AFINAL QUE QUEREMOS MOSTRAR AO MUNDO?

QUE SOMOS PRIMITIVOS ? LIQUIDAMO-NOS, ELIMINAMO-NOS COM CATANAS, ESTRAGULAMO-NOS...?
E NADA ACONTECE?

ONDE JA SE VIU A RESIDENCIA DE UM PRESIDENTE DA REPUBLICA, DEIXADA À MERCÊ DE QUALQUER UM?
...ENTRAM , PILHAM CARREGAM, NA PRESENÇA DE CÂMARAS DE UMA TELEVISAO ESTRANGEIRA, DIANTE DE UMA JORNALISTA, TODA ORGULHOSA DA SUA MISSÃO ( VENDER NOTICIA E DE FORMA SENSACIONALISTA), COMO SE DE UMA CASA QUALQUER SE TRATA? CONSEGUE ENTRAR NA CASA DO CHEFE DE ESTADO ACABADO DE SER ASSASSINADO...FAZER A RECONSTITUIÇÃO DA SUA MORTE? MOSTRANDO AO MUNDO AS CENAS CHOCANTES DE UMA SALA BANHADA DE SANGUE CONFIRMANDO A ERA DA BARBÁRIE EM QUE VIVIEMOS!???

PORQUE RAZÃO ESSES JORNALISTAS ESTRANGEIROS NUNCA MOSTRAM NA TERRA DELES ESSE TIPO DE IMAGENS? NÃO SE MORRE LÁ?
NÃO HA INCIDENTES OU ACIDENTES QUE VITIMAM PESSOAS? QUANDO É QUE SE VIU NA TELEVISÃO PORTUGUESA BANALISAREM A IMAGEM DE UMA PESSOA MORTA? SEJA ELA QUEM FOR?

TEMOS EXEMPLOS FLAGRANTES DE ACIDENTES DE AVIÃO, COMBOIO, DE ATENTADOS À BOMBA DA ETA, DA IRLANDA ETC? ATÉ CASO 11 DE SETEMBRO NOS EUA, ONDE PODEMOS IMAGINAR O ESTADO EM QUE SE PODIAM ENCONTRAR ALGUNS RESTOS DE PESSOAS, MAS NUNCA EM MOMENTO NENHUM SE MOSTRAOU UM ÚNICO PEDAÇO DE DEDO DE QUEM QUER QUE FOSSE!! TENHAMOS COMPAIXAÃO DA NOSSA TERRA, DOS NOSSOS FILHOS E VELHOS. TENHAMOS VERGONHA DA NOSSA TRAGÉDIA, NÃO PERMITAMOS QUE JORNALISTAS NACIONAIS OU ESTRANGEIROS VENHAM EM NOME DE NADA MOSTRAR CENAS PRIVADAS, SÓ NOSSAS, VERGONHOSAS, TRISTES DA NOSSA TERRA.


BASTA

Maria Domingas Tavares Pinto Cardoso
Lectrice de Portugais
Université Cheikh Anta Diop de Dakar

Faculté des Lettres et Sciences Humaines
Dept de Langues Romanes

Fonte: e-mail enviado pela Profa. Dra. Moema Parente Augel - Subject: FW: BASTA DE IMAGENS CHOCANTES NA G-BISSAU - Date: Mon, 9 Mar 2009 13:26:01 +0000

terça-feira, 3 de março de 2009

Presidente de Guiné-Bissau é assassinado


País africano, que fala a língua portuguesa, fica entre Senegal e Guiné.
Exército nega golpe e diz que ordem constitucional vai ser respeitada.

Do G1, com agências

O presidente de Guiné-Bissau, João Bernardo 'Nino' Vieira, foi assassinado por integrantes do Exército nesta segunda-feira (2) horas após a morte no domingo em um atentado com explosivos do chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmé Na Wai.

Guiné-Bissau, que se tornou independente de Portugal em 1974, tem a língua portuguesa como a sua principal. O país de pouco mais de 36 mil metros quadrados (pouco mais do que o estado de Alagoas) fica em um pequeno território entre a Guinea e Senegal no litoral do Oceano Atlântico.

Veja também: ‘O momento é de não sair de casa’, afirma embaixador brasileiro em Guiné-Bissau

Desde a madrugada, um forte dispositivo militar rodeava a sede da Presidência da Guiné-Bissau, enquanto eram registrados tiroteios na capital, após o atentado que matou Na Wai, segundo emissoras regionais de rádio.

Os tiroteios começaram em diferentes pontos do país, após o atentado e prosseguiram até a madrugada, segundo as fontes.

"O Exército matou o presidente Vieira quando ele tentava fugir da casa dele, atacada por um grupo de militares ligados ao comandante do Estado-Maior, Tagmeh Na Waieh", afirmou o chefe militar de Relações Exteriores, Zamura Induta. Segundo os militares, não se trata de um golpe, e a ordem constitucional vai ser respeitada.

O atentado que causou a morte no domingo à noite do general Na Wai foi realizado com uma bomba colocada na sede do Estado-Maior do Exército, que também deixou cinco feridos, entre eles dois graves, ao mesmo tempo em que derrubou parte do prédio, informaram as mesmas fontes.

Por sua parte, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, tinha convocado para esta segunda-feira uma reunião urgente do governo e anunciado a criação de um comitê de crise para enfrentar a situação, após o atentado do domingo e antes de saber da morte do presidente Vieira.

Na Wai denunciou em janeiro um atentado frustrado do qual responsabilizou membros da guarda do presidente, que disse que abriram fogo durante a passagem de seu veículo diante do Palácio Presidencial.

Em 23 de novembro de 2008 um grupo de militares atacou à noite a residência do presidente Vieira, deixando um saldo de dois mortos.

Nos últimos anos, Guiné-Bissau se transformou em centro da rota do tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa, e altos cargos do governo e chefes militares foram acusados de participar deste negócio ilegal.

Repercussão

O Itamaraty, em nota oficial, repudiou o assassinato . O Ministério de Relações Exteriores informou que o Brasil está em coordenação estreita com os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para apoiar a volta do país à normalidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou de "inaceitável" o assassinato e considerou o crime um atentado à democracia do país africano.

O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, condenou o assassinato e pediu a todos os setores da sociedade guineense que sejam fiéis à ordem constitucional.

"Quero condenar fortemente o assassinato e apelar a todas as partes para que respeitem a ordem constitucional e contribuam para acalmar as tensões no país", disse Solana em comunicado.

A UE oferece desde junho de 2008 assistência e apoio a reformas na área de segurança na Guiné-Bissau por meio da Política Europeia de Segurança e Defesa (Pesd).

A missão tem como objetivo apoiar autoridades locais no processo de reforma das forças de segurança e instruí-las a poder combater o narcotráfico e o crime organizado.

O governo francês condenou os assassinatos. O porta-voz do Ministério de Exteriores da França, Eric Chevalier, ressaltou também que Paris oferece seu "apoio às autoridades democraticamente escolhidas de Guiné-Bissau".

Fonte:

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Identidades em Trânsito - Guiné-Bissau e Cabo Verde (documentário)


Ficha Técnica
Fotografia
Francisco Sérgio Moreira Roteiro Márcio Câmara Daniele Ellery Som Direto Francisco Sérgio Moreira Edição de som Artesanato Digital Argumento Daniele Ellery Mixagem Aurélio Dias - Mega Rio Transfer Movedoll - Ronald Palatnik, Gilberto Santana

Festivais
Araribóia Cine 2007
Cineport 2007
FestCine Amazônia 2007
Festival de Cinema de Maringá 2007
Festival de Guarnicê 2007
Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino 2007
Festival Latino Americano de Curtas de Canoa Quebrada 2007
Goiânia Mostra Curtas 2007
Jornada Internacional de Cinema da Bahia 2007
Mostra Curta Audiovisual de Campinas 2007 2007
Mostra Internacional do Filme Etnográfico/RJ 2007
Mostra Olhar do Ceará 2007
Vitória Cine Vídeo 2007

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O desafio do escombro - nação, identidades e pós-colonialismo na literatura da Guiné-Bissau


O DESAFIO DO ESCOMBRO
NAÇÃO, IDENTIDADES E PÓS-COLONIALISMO
NA LITERATURA DA GUINÉ-BISSAU

MOEMA PARENTE AUGEL
Garamond Universitária
2007

LITERATURA AFRICANA, TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIA
*Informações gentilmente cedidas pela Profa. Dra. Moema Parente Augel, em e-mail do dia 25/09/2006.

Moema Parente Augel nos presenteia, agora, com seu belo e consistente ensaio O desafio do escombro: nação, identidades e pós-colonialismo na literatura da Guiné Bissau, na origem sua tese de doutoramento. Desde o título, a autora nos leva a nós, seus leitores, a ler, conforme nos ensina Barthes, “levantando a cabeça”, para, cúmplices de seu gesto crítico, desafiarmos os próprios escombros com os quais, como sujeitos culturais de países ditos periféricos, temos de nos confrontar a cada passo.
Muito embora o objeto do olhar de Moema seja a literatura da Guiné Bissau, literatura esta sobre a qual, de modo lúcido e percuciente, se debruça desde suas primeiras manifestações até a contemporaneidade, percebe-se que a obra ultrapassa seu próprio objeto, ao se fazer um espaço de reflexão sobre três questões básicas que mobilizam a todos nós, ou seja: “nação, identidades e pós-colonialismo”. Por esse motivo, o ensaio vai além de seu objetivo primeiro – muito importante, aliás, já que há poucas obras sobre a literatura guineense – para alargar-se e nos ajudar a entender melhor as questões mais cruciais de nosso tempo, marcado pela globalização e pela pulsão neoliberalizante, ambas instrumentos impositivos que achatam as diferenças e reforçam as hegemonias ainda hoje infelizmente vigentes. Somos levados, pela voz crítica da estudiosa, a repensar como se faz doloroso o adiamento dos sonhos e como continua a fazer sentido a luta por reforçarmos as nossas faces identitárias, mesmo que seja no espaço da obra literária, seguindo o exemplo dos escritores cujas obras são por ela lidas e analisadas de modo apaixonado, sem que se abandone o rigor científico.
Percorrendo O desafio do escombro, vemos surgir, frente aos nossos olhos, a Guiné Bissau, rasurando-se o desconhecimento de muitos de nós sobre essa nação africana, nossa irmã na frátria da língua portuguesa. Deparamo-nos, assim, com a geografia física e humana do país, surpreendida nos traços que a definem; nos sujeitos humanos que a compõem; nas estórias, cantos e contos que habitam o imaginário dos seus povos resgatados em sua multiplicidade lingüística e cultural de base. Tudo se projeta no espelho do texto crítico, pela leitura cúmplice, rigorosa e apaixonada de Moema Parente Augel, que tenta, por ela, leitura, como propõe Schneider, “recobrir o mais possível a escritura” que a mobiliza. Com certeza a Guiné Bissau lhe agradecerá por seu gesto amoroso e solidário e o leitor atento também a ela agradecerá por lhe propiciar o reconhecimento de seu próprio jogo especular identitário.
Laura Cavalcante Padilha

Moema Parente Augel
O DESAFIO DO ESCOMBRO. Nação, identidades, pós-colonialismo na literatura da Guiné-Bissau. Rio de Janeiro: Garamond, 2007, 422 p.

O DESAFIO DO ESCOMBRO é um estudo pioneiro de Moema Parente Augel que trata da literatura contemporânea da Guiné-Bissau, numa abordagem plural à luz dos Estudos Culturais, cruzando conhecimentos e questionamentos sobre ancestralidades, identidades e resistências culturais às velhas e novas formas de colonialismo. A autora, neste ensaio lúcido e consistente, acompanha os diversos momentos da poesia e da prosa guineenses, enquanto espaço de projeção identitária, detectando o papel que assumem seus escritores que, desconstruindo a história hegemônica, se empenham na afirmação da nacionalidade, através das representações simbólicas que fazem a singularidade dessa literatura quase desconhecida, mesmo do público de língua portuguesa.

A conjuntura literária da Guiné-Bissau dos anos 90 em diante é decididamente marcada pela força da dicção de Abdulai Sila e o tratamento do inverso em Mistida; pela recuperação da memória ancestral no cantopoema de Odete Semedo No fundo do canto; pelo acerto de contas de Filinto de Barros com os “Comandantes” e a visão dos esquecidos em Kikia Matcho; pelo riso irônico, divertido e participante das crônicas de Carlos Lopes em Corte Geral, assim como pela multifacetada busca identitária e pela afirmação da diferença nos poemas de Tony Tcheka, Félix Sigá, Huco Monteiro, Respício Nuno, entre outros.

Moema Parente Augel, em O DESAFIO DO ESCOMBRO, analisa e apresenta esses autores e seus textos descolonizados, onde os ecos da opressão colonial e seus prolongamentos transparecem no tecido literário, interligando as práticas de resistência e recuperação da história à arquitetação do futuro. A obra ressalta como esses escritores partem dos destroços de uma utopia em ruínas, promovendo o ressarcimento da auto-estima e do respeito; lutam contra a anulação cultural do acervo simbólico tradicional e a homogeneização redutora das diferenças que constituem a especificidade guineense; apontam pistas para a revivência do espírito identitário da comunidade nacional. Elevando suas vozes testemunhais, reabilitam a história dos vencidos e plasmam, com seus textos, a representação simbólica de uma comunidade de destino, de história e de cultura: a Guiné-Bissau;

Nota sobre a autora:
Moema Parente Augel é Licenciada em Letras pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), Mestra em Ciências Humanas pela mesma Universidade e Doutora em Literaturas Africanas pela Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Radicada na Alemanha, foi professora de Português e Cultura Brasileira nas Universidades de Bielefeld e Hamburgo, encontrando-se aposentada desde 2006. Dedica-se há décadas à literatura afrobrasileira e à literatura guineense. Tendo vivido na Guiné-Bissau entre 1992 e 1998, vem publicando uma série de estudos a respeito, destacando-se a Nova Literatura da Guiné-Bissau ((Bissau: INEP, 1998, 466 p.). Outras publicações: Ora di kanta tchiga. José Carlos Schwarz e o Cobiana Djazz (1997); Schwarze Prosa. Prosa Negra. Afrobrasilianische Erzählungen der Gegenwart. (1992); Schwarze Poesie. Poesia Negra. Afrobrasilianische Dichtung der Gegenwart (1988, 1988².); Visitantes estrangeiros na Bahia oitocentista (1980).


MOEMA PARENTE AUGEL
O DESAFIO DO ESCOMBRO - NAÇÃO, IDENTIDADES e PÓS-COLONIALISMO NA LITERATURA DA GUINÉ-BISSAU

RESUMO

AUGEL, Moema Parente. O desafio do escombro: nação, identidades, pós-colonialismo na literatura da Guiné-Bissau. Rio de Janeiro: Editora Garamond, 2007.

A busca identitária na África como nas Américas, se quiser escapar da autocolonização, terá forçosamente que encontrar definições face ao violento processo de anulação das diferenças e das especificidades culturais vivenciadas pelos novos estados.
Os autores guineenses, com seus textos descolonizados, a partir tanto da recuperação da memória ancestral pelo jogo intertextual com as tradições, quanto pela desconstrução e reterritorialização da herança colonial prolongada pelo neocolonialismo e pelo autocolonialismo, representam uma resposta e uma reação, no nível da fabulação e da apropriação simbólica, à dependência dos parâmetros ocidentais e hegemônicos.

A literatura guineense oferece fecundos elementos para uma reflexão sobre a identidade nacional e acerca de como o discurso estético-literário nos contempla com construções de significados de nacionalidade que substituem, ou podem pelo menos substituir, a falência (e a falácia) do discurso ufanista, autocelebrante do poder autoritário, ainda ancorado nas glórias das lutas libertárias.
A força da dicção de Abdulai Sila em Mistida, o brado de Odete Semedo em No fundo do canto, o acerto de contas de Filinto de Barros em Kikia Matcho, as crônicas divertidas e irônicas de Carlos Lopes, assim como os poemas de Huco Monteiro, Respício Nuno, Félix Sigá ou Tony Tcheka, entre outros, marcam a conjuntura literária da Guiné-Bissau dos anos 90 em diante e mudam os contornos da figuração da identidade nacional, neste momento em que as promessas já nada dizem nem nada representam.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora

22 a 27 de abril de 2008
cinema 1
sessões sempre às 19h
Preço: R$ 4,00 (inteira); R$ 2,00 (meia-entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais

Caixa Cultural RJ
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
Tel.: 21-2544-4080
http://www.caixacultural.com.br/

Em parceria com o African Film Festival, de Nova Iork, a mostra traz um panorama contemporâneo de filmes africanos e filmes brasileiros que refletem a herança daquele continente.

DIA 22
O clandestino
Ficção
Zaire / Angola, 1997, 15 min
Direção: Jose Laplaine
Quando um angolano clandestino chega a Lisboa, ele percebe que a Europa de seus sonhos não é o paraíso que imaginava. Sempre tendo que fugir de um policial persistente, ele começa a ter saudades da terra natal.

Kuxa Kanema – o nascimento do cinema
Documentário, 52 min.
Bélgica / França / Portugal, 2003
Direção: Margarida Cardoso
O governo moçambicano cria após a independência, em 1975, o Instituto Nacional de Cinema (INC), pois o presidente, Samora Machel, sabia do poder da imagem para a nação socialista. A ruína do INC após um incêndio acompanha a desilusão dos moradores com o regime. Vencedor do Festival de Nova York de Filmes Africanos.

Dia 23
Mama Put
Ficção
Nigéria, 2006, 30 min
Direção: Seke Somolu
A história de um grupo de jovens armados que invade a casa de uma pobre família mostra o poder do alimento transformar, salvar e estremecer relações sociais na Nigéria. Mama Put é o filme de estréia do cineasta nigeriano Seke Somolu.

A cidade das mulheres
Documentário
Brasil, 2005, 72 min
Direção: Lázaro Faria
O filme é uma resposta a Ruth Landes, antropóloga norte-americana que esteve na Bahia, em 1939, e se surpreendeu com a força e a soberania das mulheres do candomblé dentro de uma organização matriarcal. Ganhador dos prêmios Tatu de Ouro e BNB de Cinema.

Dia 24
Menged

Ficção
Etiópia, 2006, 20 min
Direção: Daniel Taye Workou
Adaptação de um conto popular etíope, sobre a trajetória de um pai e seu filho até o mercado. Mostra a Etiópia de hoje: um país na transição entre o modernismo e o tradicionalismo. Venceu o Urso de Cristal no Festival Internacional de Filmes de Berlim.

Mortu Negra
Ficção
Guiné-Bissau, 1988, 85 min
Direção: Flora Gomes
No interior da Guiné, lutando contra a presença colonial, o exército de libertação constrói o dia-a-dia entre a vida comunitária e o percurso para a independência de seu país. O filme marca a estréia da consagrada cineasta Flora Gomes.

Dia 25
Balé de pé no chão
Vídeo-documentário
Brasil, 2008, 17 min
Direção: Lílian Sola Santiago
Documentário sobre Mercedes Baptista, principal precursora da dança afro-brasileira. Bailarina de formação erudita, Mercedes criou o seu grupo na década de 50 e estuda os movimentos do candomblé e das danças folclóricas. Vencedor do Prêmio Palmares de Comunicação 2005.

Na cidade vazia
Ficção
Angola, 2005, 88 min
Direção: Maria João Ganga
O filme narra a trajetória de um menino órfã, que, assim como muitos outros de sua geração, também luta pela sobrevivência em Angola que está devastada após a revolução civil. Conquistou o grande prêmio do Festival de Filmes de Paris.

Dia 26
Maria sem graça
Vídeo-ficção
Brasil, 2007, 12 min
Maria das Graças, menina negra de doze anos, moradora da periferia de São Paulo, atormenta a vida de sua mãe para alcançar seu maior sonho: ser a apresentadora Xuxa Meneghel. Selecionado para o Festival Internacional de Curta-metragens de São Paulo.

Família Alcântara
Documentário
Brasil, 2006, 52 min
Direção: Lílian e Daniel sola Santiago
História de uma família extensa, cujas origens remetem-se à bacia do Rio Congo, na África. Através de gerações, preservam sua história com o coral, o teatro e a congada. Premiado no 11o. Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, no Mato Grosso.

Dia 27
The ball
Ficção
Moçambique, 2001, 5 min
Direção: Orlando Mesquita
Em um país que luta para combater a Aids, vinte milhões de preservativos são distribuídos, isto é, cinco por pessoa por ano. Muitos utilizam as camisinhas de outra forma, por exemplo, os garotos que as utilizam para fazer bolas para jogar futebol.

O herói
Ficção
Angola, 2004, 97 min
Direção: Zezé Gamboa
Um soldado mutilado na explosão de uma mina volta à Luanda após vinte anos de combates. No elenco, o senegalês Makena Diop, as brasileiras Maria Ceiça e Neuza Borges. Premiado no Festival de Sundance (EUA) e no Festival de Cinema Africano de Milão, entre outros.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

III Encontro de Professores de Literaturas Africanas – Pensando África: Crítica, Ensino e Pesquisa

Divulgada a programação do III Encontro de Professores de Literaturas Africanas – Pensando África: Crítica, Ensino e Pesquisa. Nomes importantes dos cinco países africanos estarão presentes como Luandino Vieira, Manuel Rui, João Melo, Luis Carlos Patraquim, Nelson Saúte, Ondjaki, Vera Duarte, Paula Tavares, Odete Semedo, Ana Mafalda Leite e outros mais. Além de professores e críticos: Russel Hamilton, Pires Laranjeira, Terezinha Taborda, Marli Fantini...

A seguir os links do evento:
Programação:
http://www.letras.ufrj.br/pensandoafrica/index.php?option=com_content&task=view&id=12&Itemid=20


Página inicial:
www.letras.ufrj.br/pensandoafrica

No dia 22/11/2007, às 13h, Prédio da Faculdade de Letras (Ilha do Fundão), apresentarei minha comunicação.
MESA 35
LOCAL: sala H 311
COORDENADORA: Viviane Mendes de Moraes (UFRJ)
Viviane Mendes de Moraes (UFRJ) - Guita Jr. e Manuela Cruz: memórias, sonhos e incertezas moçambicanas
Fábio Santana Pessanha (UFRJ) - Geogonia de Duarte Galvão
Ricardo Silva Ramos de Souza (UFRJ) - Letras e desenhos encarcerados: a reclusão libertadora na arte de José Craveirinha e Malangatana Valente

Aqui, mais uma vez exponho meus agradecimentos especialíssimos à Profa. Dra. Norma Lima, por ter me inserido nas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, à Profa. Dra. Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco, pelos livros, e-mails, convites para defesas de teses, aulas e para ministrar palestras, à Profa. Dra. Maria Teresa Salgado, à Profa. Dra. Simone Caputo Gomes. Aos professores e amigos Claudia, Cláudio Capuano, Gisela, Silvinha, Lygia Santos, Fernanda, Lucia Matos, Rosemary Granja, Cláudia Breviário, Stowasser, Mauricio do Carmo, Sabrina, Iasmin, Cristina e tantos outros (a lista é grande!) que me apoiaram até hoje. Toda a força do mundo! Sempre!