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domingo, 9 de outubro de 2011

II Encontro Internacional de Literaturas, Histórias e Culturas Afro-Brasileiras e Africanas – NEPA/UESPI

INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 30 DE OUTUBRO!

Encontro internacional de literatura africana e afro-brasileira abre inscrições - PI


O evento será realizado de 15 a 18 de novembro no Campus Poeta Torquato Neto

O Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro, do Centro de Ciências Humanas e Letras (NEPA/CCHL), da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), receberá até o dia 30 de outubro de 2011, por meio do site http://nepauespi.wordpress.com/ , as inscrições referentes ao II Encontro Internacional de Literaturas, Histórias e Culturas Afro-Brasileiras e Africanas – ÁFRICA BRASIL, que será realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro – NEPA e o Mestrado Acadêmico da Uespi. O evento será realizado em Teresina – Piauí, de 15 a 18 de novembro de 2011, no Campus Poeta Torquato Neto.

O encontro terá o objetivo de reunir pesquisadores do Brasil e de países africanos em torno do debate sobre a Literatura, a História e a Cultura de matriz africana, trazendo à tona o discurso pós-colonial dos povos da Diáspora. Mesas-redondas, conferências, minicursos, comunicações e simpósios temáticos serão as formas a partir das quais direcionaremos os debates propostos pela temática desse evento: memória e construções literárias. A programação é formada por minicursos, mesas-redondas, conferências, comunicações, lançamento de livros e atividades culturais.

As atividades acadêmicas serão abertas pelo Prof. Dr. Eduardo Assis Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que falará sobre “Literatura Afro-Brasileira”. Em outra conferência, o Prof. Dr. Henrique Cunha Júnior, da Universidade Federal do Ceará (UFC), discorrerá sobre “Os africanos escravizados no Brasil sabiam ler: aportes da história africana para a história brasileira”. O Prof. Dr. Múleka Dítoka Wa Kalenga, da República Democrática do Congo, encerrará a sequência de conferências ministrando: “A Cibernética e equação dos búzios: do Egito à Contemporaneidade”.

As mesas-redondas prometem discussões sobre diversas temáticas que dizem respeito à literatura africana e afro-brasileira, por exemplo: “Religiões Negras e Indígenas no Piauí”, a ser debatida pelos professores: Prof. Dr. Solimas Lima (UFPI), Prof. Dr. Alcebíades Costa Filho (Uespi), Profa. Dra. Claudete Dias (UFPI), Prof. Dr. João Júnior – (Uespi), Profa. Dra. Algemira de Macedo Mendes (Uespi) e Profa. MSc. Assunção de Maria Sousa e Silva (Uespi).

O Prof. Dr. Élio Ferreira, da comissão organizadora, informa que o evento é aberto a todos da sociedade que estudam a temática. Ele lembra, ainda, que as vagas são limitadas, principalmente as referentes aos minicursos. “Os interessados precisam se inscrever o quanto antes. Todas as participações terão direito a certificação emitida pela Pró-Reitoria de Extensão da Uespi”, afirma o professor.
 
FONTE: http://fazervaleralei.blogspot.com/

"VII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira: educação, relações étnicas e gênero - UESB

"VII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira: educação, relações étnicas e gênero"
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB, Campus de Jequié-Bahia.
16 a 19 de novembro de 2011

Inscrições com trabalho prorrogadas até 18 de outubro



A VII Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira: educação, relações étnicas e gênero, acontecerá na cidade de Jequié-BA e terá como participantes: pesquisadores(as); docentes e discentes da educação básica e superior; profissionais da área de educação, saúde, direitos humanos e assistência social; movimento social e ONGs; associações de moradores e demais interessados(as). O propósito do evento é apresentar e debater aspectos relacionados às temáticas educação, etnicidade e gênero a fim de que os(as) participantes possam repensar em suas visões equivocadas e discriminatórias no que diz respeito às culturas afro-brasileiras e indígenas, revendo seus olhares eurocêntricos e monoculturais, além disso é intuito da semana, a divulgação de resultados de trabalhos oriundos de pesquisa e de extensão e que estejam atrelados às temáticas em questão. O evento contará com variadas atividades, quais sejam: conferências, palestras, mesas-redondas, oficinas, mini-cursos, apresentação de trabalhos, mostras de vídeos e fotografias, sessão de pôsteres e apresentações artísticas. Espera-se com este evento contribuir para que os(as) participantes possam modificar suas atitudes e práticas educativas em prol de uma sociedade reconhecedora e respeitosa da diversidade cultural, étnica e de gênero.

As inscrições estão abertas para trabalhos, mini-cursos, mesas -redondas, mostras fotográficas e de vídeos nos seguintes GT's:


GT1 - Educação, Relações Étnicas e Legado Africano
GT2 - Diversidade Linguística, Literatura e Linguagem
GT3- Etnociência e Diversidade Cultural
GT4- Saúde da População Negra
GT5- Saberes e Práticas Educativas: Terreiros e Quilombos
GT6- Linguagens Visuais e Culturas
GT7- Artes, Manifestações Culturais, Moda e Corpo
GT8- Políticas de Ações Afirmativas e Movimentos Sociais
GT9- Populações Negras: Gênero e Homoafetividades
GT10- Construção Cultural dos Povos Indígenas Brasileiros: Territorialidades, Histórias, Culturas, Saberes e Educação Escolar Indígena
GT11- História da África e Experiências na Diáspora.

Segue abaixo o link:
http://www.odeeresemana.webcindario.com/index.htm

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Curso de Ensino de Histórias e Culturas Africanas e Afro-Brasileira/IFRJ

Curso de Especialização Lato Sensu em Ensino de Histórias e Culturas Africanas e Afro-Brasileira
Escrito por Karla Leandro Rascke
Seg, 03 de Outubro de 2011 09:32

O IFRJ Campus São Gonçalo tem o prazer de informá-los(as) que estarão abertas a partir das 16h de hoje (03 de Outubro de 2011), as inscriçõesdo Edital n° 58/2011 para 2ª turma do Curso de Especialização Lato Sensu emEnsino de Histórias e Culturas Africanas e Afro-Brasileira. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet. O Curso de Especialização Lato Sensu em Ensino de Histórias e Culturas Africanas e Afro-brasileira tem como finalidade contribuir para a formação continuada dos professores e profissionais ligados à educação capazes de atuar no ensino e na pesquisa com vistas à implementação de uma política educacional que reconhece a diversidade étnico-racial do país, seguindo as determinações da Lei Federal 10.639/03 que torna obrigatório o ensino das histórias e culturas africanas e afro-brasileira em todos os níveis e modalidades da educação básica.

Pretende-se também contribuir na formação de profissionais autônomos e inovadores, capazes de projetar e realizar melhorias em seus campos de atuação, de propor novas metodologias e criar novas estratégias pedagógicas para a educação das relações étnico-raciais, no intuito de reduzir a distância existente entre as realidades da produção acadêmica contemporânea e do cotidiano da sala de aula.

CARACTERÍSTICAS DO CURSO
O Curso tem a duração prevista de um ano e seis meses, incluindo o tempo de elaboração da monografia, prorrogáveis, a critério do Colegiado do Curso, por mais seis meses.

A sua carga horária é de 390 horas e suas aulas serão ministradas às terças-feiras e às quintas-feiras, das 18h 30min às 22h 30min, e um sábado por mês, das 8 às 12 horas, no Campus São Gonçalo do IFRJ.

PÚBLICO-ALVO
Podem participar do processo seletivo os profissionais que tenham concluído um curso de graduação, preferencialmente nas áreas relacionadas à Educação. O início das aulas está previsto para 07 de fevereiro de 2012.

INSCRIÇÕES PELA INTERNET
Seção de Concursos e Processos Seletivos
Veja o Edital e siga as orientações do site para inscrição online

TAXA DE INSCRIÇÃO NO CONCURSO: R$ 70,00
VAGAS OFERECIDAS: 20 (VINTE)
O CURSO É GRATUITO, SEM COBRANÇA DE TAXA DE MATRÍCULA E MENSALIDADES

INFORMAÇŌES ADICIONAIS:
Email: spg.csg@ifrj.edu.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. / Tel (021) 2628-0099

Maiores Informações: www.ifrj.edu.br

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Colóquio Interestadual Os fios que nos unem


http://www.cpscetec.com.br/ceteccap/capacitacoes/capacitacaover.php?id=OTYw

Ao longo do 1º. Semestre de 2011 desenvolvemos o Curso de Aperfeiçoamento em História da África e das Culturas Afro-Brasileiras, resultado da parceria com a Casa das Áfricas. Como atividade de encerramento deste projeto e visando a ampliação do debate sobre o tema envolvendo todas as unidades de ensino, realizaremos o Colóquio Interestadual Os fios que nos unem: tecendo conhecimentos sobre a lei 10.639.


Gostaríamos de convidá-los a participar deste Colóquio, que será realizado nos dias 20 e 21 de Outubro de 2011, das 10 as 18 horas. A meta é construir um grande espaço de reflexão sobre os avanços conquistados a partir da inclusão, nos currículos escolares, da temática da História e Cultura Africana e Afro-brasileira.

Objetivos
Refletir sobre a Lei 10639 e sua implementação nas escolas;
apresentar projetos e ações desenvolvidas;
compartilhar práticas pedagógicas;
proporcionar atualização técnica e pedagógica de professores.

Eixo temático
Histórias e Culturas Africanas e Afro-brasileiras na Escola

Local do Evento:
Auditório da Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66 São Paulo, SP

Equipe do Ensino Médio

Contato: emfilosocio@gmail.com

Informações Gerais

Público-alvo: Diretores, Coordenadores do Ensino Médio e/ou Pedagógicos, Professores do Ensino Médio
Vagas: 160
Carga horária: 20 h (presencial)
Data: 20/10/2011 a 21/10/2011
Encontros Presenciais :
20/10 das 09:30 às 19:00
Auditório da Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66 São Paulo, SP

21/10 das 10:00 às 18:00
Auditório da Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66 São Paulo, SP

Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Profª Drª Simone Caputo Gomes em 3 de outubro de 2011.

domingo, 21 de agosto de 2011

Práticas religiosas na Costa da Mina (CEAO-UFBA)

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais


Práticas religiosas na Costa da Mina

O sítio Costa da Mina (http://www.costadamina.ufba.br/) disponibiliza uma seleção de fontes européias, em língua original e em tradução para o português, referente às práticas religiosas desenvolvidas na Costa da Mina (África ocidental), entre 1600 e 1730. Fruto de pesquisa desenvolvida no Centro de Estudos Afro-Orientais CEAO) da Universidade Federal da Bahia, o projeto pretende contribuir para a democratização de documentos de difícil acesso e estimular a pesquisa obre a história da África, no Brasil e alhures. Por
favor, visitem e divulguem o link.



******

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador -
Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site:
http://www.ceao.ufba.br/

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

III Congresso Baiano de Pesquisador@s Negr@s (UNEB)

III Congresso Baiano de Pesquisador@s Negr@s de 12 a 16 de Outubro na UNEB de Santo Antonio de Jesus


De: Associação de pesquisadores negros Bahia apnb2008@gmail.com

Prezad@s Pesquisador@s,

Estão abertas as inscrições para o 3º Congresso Baiano de Pesquisadores Negros que acontece na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) no Campus V – Santo Antonio de Jesus no período de 12 a 16 de outubro de 2011. Este encontro de caráter interdisciplinar, que é uma promoção da Associação Baiana de Pesquisadores Negros (APNB) e do Rede Internacional de Estudos Africanos e da Diáspora (READI) em parceria com universidades estaduais (UEFS, UNEB, UESB, UDESC) e federais (UFBA, UFRB) do estado, tem como tema ÁFRICA E DIÁSPORA: PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS.

O Objetivo é reunir pesquisadores, professores e demais interessados na temática dos Estudos Africanos e Afro-Brasileiros, nacionais e estrangeiros, com o propósito de:
•Intercambiar experiências de pesquisa e promover debates interdisciplinares;
•Inserir os estudantes e professores universitários nos debates atuais sobre temas relacionados aos países africanos;
•Suscitar novas pesquisas sobre História, Cultura, Artes e Literatura da África e da diáspora;
•Inventariar as áreas e temas de interesse de pesquisa de pesquisadoras/es negras/os;
•Criar estratégias com vistas a buscar apoio e convênio com as instituições de fomento nacionais e internacionais;
•Criar mecanismos de divulgação de resultados das pesquisas concluídas e em andamento;
•Propor e participar de projetos e atividades de Programas de Graduação e de Pós-Graduação que visem contribuir para a implementação da Lei Federal 10.639/2003;
•Fomentar a interlocução com as agências de fomento para que apoiem projetos que discutam temas como África, africanidades, diáspora, relações raciais, e políticas públicas;
•Estimular diálogos com pesquisadoras/es e instituições nacionais e internacionais de pesquisas, intensificando a ampliação de debates e proposições na área de relações étnico-raciais, para fortalecer a rede de pesquisa internacional entre as populações negras do Brasil, da diáspora africana nas Américas e dos países africanos.

Os pesquisadores podem apresentar propostas em treze grupos temáticos:
•QUESTÃO URBANA RACISMOS;
•MÍDIA E RELAÇÕES RACIAIS;
•ENSINO DE ÁFRICAS;
•ÁFRICA HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA;
•LITERATURA ARTES E PERFORMANCE NEGRAS;
•CIENCIAS DA VIDA;
•DESENVOLVIMENTO LOCAL E ARRANJO SÓCIO ECONOMICO;
•CIÊNCIA E TECNOLOGIA; POLITICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS,
•EDUCAÇÃO E RELAÇÕES RACIAIS;
•PODER GÊNERO RAÇA: DESAFIOS;
•CULTURA,COMUNIDADES TRADICIONAIS E RELIGIÕES;
•PENSAMENTOS E INTELECTUAIS NEGROS;
•HISTORIA MEMORIA EXPERIENCIAS NA DIASPORA

Inscrições: Após preencher a ficha de inscrição, cada pesquisador (a) deverá enviar para o endereço eletrônico de um dos Grupos Temáticos. O participante ouvinte deverá preencher a ficha de inscrição e enviar para e-mail apnb2008@gmail.com
Atenção – Os e-mails para inscrição deverão incluir no assunto, a expressão “Inscrição no III CBPN e III Áfricas”.
A taxa de inscrição deverá ser feito no Banco Bradesco, Ag. 3001, Conta Corrente: 152.969-7

16. CRONOGRAMA DE INSCRIÇÃO
Recebimento dos resumos: 01 de agosto até 30 de agosto
Carta de aceite:Até 10 de setembro
Texto Completo:Até 11 de outubro
Credenciamento: 12 de outubro (das 8:00 às 12:00 e das 16:00 às 18:00)

17. CATEGORIAS E VALORES DE INSCRIÇÃO
Categorias Até 1 a 15 agosto 16 a 30 agosto
Graduandos R$50,00 R$70,00
Pós-graduandos R$100,00 R$120,00
Profissionais de educação básica R$50,00 R$70,00
Profissionais de educação superior R$120,00 R$150,00
Representantes do movimento social (MN, MS) R$50,00 R$70,00
Ouvinte R$ 10,00 R$20,00

Associação de Pesquisador@s Negr@s da Bahia – APNB
http://twitter.com/apnbbahia
http://apnbbahia.blogspot.com/

III CURSO DE EXTENSÃO INICIATIVAS NEGRAS - TROCANDO EXPERIÊNCIAS (UFC)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CAMPUS DA UFC NO CARIRI
PROGRAMA DE EXTENSÃO INICIATIVAS NEGRAS

EDITAL N.º 01.2011
III CURSO DE EXTENSÃO INICIATIVAS NEGRAS - TROCANDO EXPERIÊNCIAS

04 a 14 de outubro de 2011
Local: Universidade Federal do Ceará/Campus Cariri
Juazeiro do Norte - Ceará

OBJETIVOS:
• Capacitar e formar teórica e tecnicamente estudiosos (as) e ativistas dos movimentos sociais que atuam na área do combate ao racismo e ao sexismo, buscando contribuir para a instrumentalização de agentes sociais que possam operar em projetos de intervenção e mudança social.
• Propiciar uma maior aproximação entre pesquisadores (as), acadêmicos (as) e ativistas dos movimentos sociais negros em âmbito nacional, estimulando uma troca de saberes.

HISTÓRICO:
O Curso de Extensão Iniciativas Negras - Trocando Experiências busca estimular a reflexão crítica sobre diversas experiências que visem combater o sexismo, a discriminação racial, os racismos e as discriminações correlatas. Tem procurado incentivar uma maior sinergia entre acadêmicos (as) e ativistas com ênfase sobre os aspectos de relações raciais, gênero e direitos humanos. Teve início no ano 2000 no âmbito do Centro de Estudos Afro - Brasileiros (CEAB) da Universidade Cândido Mendes (RJ).
Diante da demanda crescente decidimos, naquela conjuntura, organizar a edição do RJ apenas bianualmente. Em 2003, realizamos Cursos Regionais – (com duração de três dias, cada) em Piracicaba – SP, Belo Horizonte – MG, Porto Alegre – RS e Macapá – AP. No âmbito da UFC no Cariri, os cursos foram realizados em 2007 e 2009, com duração de dez dias cada. No ano de 2008 tivemos o primeiro, em maio, na cidade de Araguaína - TO e em novembro, em Fortaleza- CE. Em 2010 foi a vez de Passo Fundo - RS, em maio em Caruaru - PE, em outubro.
Em maio de 2011 foi a vez de Manaus – AM, todos com cerca de três dias.
As atividades regionais só foram possíveis em virtude de uma rede estabelecida entre acadêmicos e ativistas dos movimentos sociais e das adesões de Universidades, Sindicatos e ONGs, nos diversos Estados, o que tem contribuído para com o reconhecimento e a relevância deste curso de extensão.

FORMATO
Mini-cursos, painéis, oficinas, grupos de estudos, mesas redondas, vídeos e turismo cultural.

ALGUNS TEMAS QUE SERÃO ABORDADOS EM OUTUBRO DE 2011
Direitos Humanos - Gênero – Saúde - Redação de projetos - Captação de Recursos - Ação Afirmativa - História e Cultura Afro-Brasileira – Arquivo documental.
A leitura de uma bibliografia será sugerida aos participantes no decorrer do curso.

PÚBLICO-ALVO:
Os (as) candidatos (as) deverão ser ativistas dos movimentos sociais negros ou de mulheres negras (e/ou) serem estudantes que desenvolvam pesquisas na área das relações raciais e/ou de gênero.

NOTAS:
1) Não poderãocandidatar-se às bolsas oferecidas no III Curso de Extensão Iniciativas Negras pessoas que já foram contempladas em edições anteriores (RJ – 2000 a 2004/ Ceará – 2007 e 2009). Podendo, contudo, participar com recursos próprios, sem necessidade de inscrição prévia;
2) O curso é aberto a todos (as) interessados (as). Os (as) participantes que obtiverem um mínimo de 90 % de frequência terão direito a um certificado.
3) O curso é inteiramente gratuito e aberto a todos (as) os interessados (as).sem necessidade de inscrição prévia.

SELEÇÃO:
Serão selecionados 30 (trinta) participantes, incluídos nas seguintes categorias e de acordo com os critérios relacionados:
a) 10 bolsas Norte e Nordeste – Apenas para residentes nestas regiões, exceto das cidades da Região Metropolitana do Cariri - RMC. Receberão passagem (aérea e/ou terrestre), hospedagem e alimentação.
b) 5 bolsas gerais- Para residentes em qualquer ponto do país. Receberão passagem (aérea e/ou terrestre), hospedagem e alimentação.
c) 15 bolsas parciais – Para residentes em qualquer ponto do país. Receberão hospedagem e alimentação. Devem responsabilizar- se por suas passagens (aéreas e /ou terrestres) de ida e volta. Os selecionados deverão comprovar, dentro do prazo estipulado, a aquisição das passagens. Em caso contrário, a bolsa será transferida aos suplentes.

Cada candidato optará, no ato da inscrição, por uma das categorias de bolsa que se adeque a sua condição geográfica. Uma vez enviada a documentação, a opção não poderá ser alterada. A inscrição será online, através do preenchimento do formulário para seleção de participantes. Os selecionados deverão participar integralmente de todas as atividades propostas durante os dez dias de curso.

SOBRE A BANCA DE SELEÇÃO:
Uma comissão (formada por professores da UFC e ativistas do Movimento Social) fará a seleção com base na documentação apresentada e suas decisões serão definitivas.

DOCUMENTAÇÃO A SER ENVIADA ONLINE:
1- Uma carta de recomendação (com assinatura digitalizada) de alguma liderança do Movimento Negro, do Movimento de Mulheres Negras ou de um (a) pesquisador (a) na área das relações raciais.
2- Formulário para seleção de participantes (totalmente preenchido). Ver no site: http://nblac.cariri.ufc.br
NOTA:Toda a documentação deve ser obrigatoriamente digitalizada e enviada para o e-mail: iniciativasnegras@yahoo.com.br, indicando no campo assunto: SELEÇÃO INE 2011.

Não será admitido o envio impresso.

CONFIRMAÇÃO DA SELEÇÃO
Após a publicação dos selecionados, os mesmos deverão preencher e enviar o formulário “Carta Compromisso” no prazo estipulado neste Edital, como condição de confirmação da inscrição, conferindo-lhes a efetivação da sua seleção.

CRONOGRAMA
Período de inscrições. 15 de julho a 20 de agosto
Análise das inscrições. 23 e 24 de agosto
Publicação preliminar dos selecionados. 27 de agosto
Envio da Carta Compromisso, pelos selecionados, com confirmação da inscrição.
Até 03 de setembro
Publicação final dos selecionados. 05 de setembro
Período do evento. 04 a 14 de outubro

Juazeiro do Norte, 15 de Julho de 2011.
______________________________

Joselina da Silva
Coordenadora do Programa de Extensão Iniciativas Negras

MAIORES INFORMAÇÕES:
http://nblac.cariri.ufc.br/
iniciativasnegras@yahoo.com.br

Universidade Federal do Ceará/ Campus Cariri
Av. Tenente Raimundo Rocha S/N - Cidade Universitária - Juazeiro do Norte - CE
CEP 63000-000 - Fone: +55 (88) 3572-7200 / 3572.7221

Muheres Bantas - evento RJ

(clique na imagem para ampliá-la)

domingo, 10 de julho de 2011

África Diversa - I Encontro de Cultura Afro-Brasileira

Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Cultura apresentam de 17 a 22 de julho de 2011
África Diversa - I Encontro de Cultura Afro-Brasileira
Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian

* O Encontro

O Brasil recebeu e ainda recebe uma grande influência da África na formação de sua identidade. A riqueza e diversidade das manifestações culturais, grupos, artistas e pesquisadores que encontramos em nosso território e que dialogam com a cultura de alguns países do continente africano nos comprovam a veracidade desta afirmação.

O projeto "África Diversa: I Encontro de Cultura Afro-Brasileira" traz uma programação que inclui shows, apresentações, oficinas, mini-cursos, contações de histórias, mostra de cinema, livraria, lançamentos de livros, palestras e um seminário; no intuito de mostrar um panorama da diversidade cultural afro-brasileira e africana.

As atividades vão privilegiar em sua abordagem os seguintes temas: a formação de identidades da cultura afro-brasileira, sua diversidade cultural, a relação entre tradição e contemporaneidade, o diálogo África-Brasil e a importância da transmissão oral nestas sociedades.

O primeiro encontro será de 18 a 22 de julho de 2011 e será realizado no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça Onze com artistas como Naná Vasconcelos (PE), François Moïse Bamba (Burkina Faso), Raíz de Polon (Cabo Verde). No dia 17 de julho, dia anterior à abertura oficial, dois cortejos bastante simbólicos - a Guarda de Moçambique de Nossa Senhora das Mercês e a Guarda de Congo de Nossa Senhora do Rosário da cidade de Oliveira, Minas Gerais - que cantam e dançam uma tradição iniciada antes de 1888, mas que hoje ainda se encontra viva e em constante movimento, farão cortejos pela cidade do Rio de Janeiro. Em Copacabana, estes grupos vão encontrar o mar, cantando e louvando as tradições de Nossa Senhora do Rosário, surgida das águas. Já na Praça XV, local da assinatura da lei que libertou os escravos, os tambores, gungas e patangomes - instrumentos utilizados pelos Congadeiros - vão mostrar a força da cultura negra.

Dentro da programação do "África Diversa", criamos um Seminário que inclui duas mesas, três mini-cursos e oito oficinas para a formação de 120 educadores, com a participação de nomes como Alberto da Costa e Silva, Nei Lopes, Emanoel Araújo. Esta ação vai colaborar na demanda da abordagem de questões ligadas à cultura afro-brasileira em sala de aula, trazendo novas questões, olhares e reflexões sobre essa temática no Brasil e na África, rememorando a nós, brasileiros, quem somos e os diversos caminhos, experiências e realidades que encontramos do lado de lá e de cá do Atlântico.

Daniele Ramalho
Curadoria

contato:
contato@africadiversa.com.br

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Da Cor, Da Raça, Nação Mulher - 21 a 25/julho

RIO DE JANEIRO CELEBRA O 25 DE JULHO COM UM GRANDE ENCONTRO DE PRETAS! DA COR DA RAÇA, NAÇÃO MULHER!


por Adriana Baptista, terça, 5 de julho de 2011 às 02:15
Com o intuito de celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o evento Da Cor, Da Raça, Nação Mulher oferece gratuitamente ao público carioca entre os dias 21 e 25 de Julho, no Centro Cultural Ação da Cidadania(Av. Barão de Tefé,75 - Gamboa), grandes Rodas de bate papo voltadas para o debate de questões atuais da população feminina e afro-descendente.

O evento ainda conta com várias atividades artísticas, culturais e gastronômicas.

CRONOGRAMA DAS PALESTRAS:
21/07 – 5ª Feira – 18h
TEMA: REPENSANDO O NEGRO OLHAR E A DIVERSIDADE
CONVIDADAS:
● Magali da Silva Almeida – Profª. Faculdade de Serviço Social/UERJ – Coordenadora do PROAFRO/UERJ
● Joilson Santana - Mestre em Ciências/FIOCRUZ com o tema “Racismos e Homofobia: dois elos de uma mesma corrente”
● Luane Bento - Bacharel em ciências Sociais/ UERJ com o tema “Etnomatemática e Penteados afros”
● Scheila Dias – Assistente social/UFRJ
● Allyne Andrade - Advogada/UERJ
“Feminismo Negro”

22/07 – 6ª Feira – 18h
TEMA: MULHER NEGRA: AS MINHAS, AS SUAS, AS NOSSAS HISTÓRIAS
CONVIDADAS:
● Gisele Gomes Carvalho - Ex-detenta e integrante do Projeto Empregabilidade do AfroReggae
● Claudia Miranda - Prof. Dra. UniRio
● Maria Amália - Consulesa de Angola
● Luanda S. Moraes – Profª. Dra. Ciências Tecnologia de Polímeros/IMA-UFRJ

23/07 – SÁBADO – 11h30
TEMA: SAÚDE - EU QUERO!
CONVIDADAS:
● Dra. Katleen Conceição - Dermatologista referência em pele negra
● Dra. Berenice Aguiar - Ginecologista e Obstetra
● Dra. Rogéria Cláudia - Gastroenterologista

24/07 – DOMINGO – 11h30
TEMA: EMPREENDORISMO: REFLEXÕES SOBRE GÊNERO E RAÇA
CONVIDADAS:
● Flávia Oliveira – Jornalista titular da coluna “Negócios e Cia” – O Globo / Comentarista do telejornal “Bom Dia Rio” / Voluntária do EDUCAFRO
● Glória Santos – Catadora / Pólo de Reciclagem de Jardim Gramacho
● Lia Vieira – Empresária / Pesquisadora/ Escritora / Doutoranda em Educação pela Universidade de La Habana – Cuba

25/07 - SEGUNDA-FEIRA - 10h
Encerramento do Evento
TEMA: MULHER NEGRA, SEUS DESAFIOS, PERCURSOS E PERSPECTIVAS
CONVIDADA
Conceição Evaristo - Escritora/Profa./Dra.Literatura comparada UFF
Homenagem da Base Rio à Vó Maria
Desfile Afro Fashion

Axé!
Adriana Baptista
http://www.adrianabaptista.com/
Produtora Rodas de Conversa Da Cor da Raça Nação Mulher
Uma realização Base Rio Entretenimento
55 21 9545 8156
55 21 3107 1923
 
E-mail enviado por Geny F. Guimarães em 06/07/2011.

domingo, 3 de julho de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Abdias do Nascimento - Sonhos não envelhecem de luto

Faleceu hoje (dia 24/05) pela manhã Abdias do Nascimento.

Poeta, político, artista plástico, jornalista, ator e diretor teatral, Abdias foi um corajoso ativista na denúncia do racismo e na defesa da cidadania dos descendentes da África espalhados pelo mundo (cf. Correio Nagô).
Ex-militante da Frente Negra Brasileira, Fundador do Teatro Experimental do Negro, do qual fez parte, dentre outras atrizes e atores, Ruth de Souza, ex-deputado federal e ex-senador, Abdias deixa um legado de luta e dignidade, que é preciso manter vivo, seja por meio da leitura de seus livros, seja aprendendo com sua atitude de insubordinação ou por meio da discussão de seus ideais humanitários.

Axé, Abdias, vivo sempre em nossa memória!

Para saber um pouco mais sobre a vida desse ícone do movimento negro, é fundamental a leitura da maravilhosa biografia feita por Éle Semog, publicada pela Editora Pallas: Abdias - o Griot e as Muralhas.

Dois vídeos também mostram um pouco a face humana e a história desse ativista:
http://www.youtube.com/watch?v=kjT-nbvV0uE
http://www.youtube.com/watch?v=fvSvdDwvVaw&feature=related
 
 
fonte: quilombhoje, e-mail de 24 de maio de 2010.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eu sou Rio de Janeiro, por Luis Simas

Um texto bastante lúcido do Prof. Luis Simas acerca dos recentes conflitos no Rio de Janeiro e a postura deprimente - como sempre, racista e excludente - do nosso principal veículo de comunicação.
Ricardo Riso

EU SOU DO RIO DE JANEIRO
Luis Simas
Publicado no blog Histórias Brasileiras - http://hisbrasileiras.blogspot.com/2010/01/o-povo-de-sao-sebastiao.html - em 24 de novembro de 2010.

O Jornal O Globo resolveu, definitivamente, apostar na ideia de que a solução para os problemas urbanos do Rio de Janeiro é mais simples do que se imagina: basta transformar a cidade em uma imensa casa do Big Brother Brasil, em que todo mundo fuxica a vida de todo mundo, o cotidiano se transforma em um espetáculo midiático, o dedo-duro é elevado à categoria de cidadão exemplar e a sensação do medo é usada como poderoso instrumento de controle social. O discurso do jornal - em nome do interesse coletivo - tão somente reforça o individualismo mais tacanho que inviabiliza a urbanidade.

A última investida do jornalão é sintomática. O Globo criou uma conta no twitter para que o carioca denuncie ilegalidades que vão desde carros estacionados de forma irregular até barraquinhas de cachorro quente, botequins e bancas de flores que ameaçam o incontrolável desejo conservador da cidade-enfermaria. O polemista, advogado e centroavante carioca Eduardo Goldenberg já desancou aqui , com propriedade, os aspectos jurídicos da coisa e a histeria coletiva dos volantes de contenção.

Vou insistir mais uma vez, por vício de formação e clamando feito um João Batista no deserto, que as reflexões sobre os problemas urbanos do Rio de Janeiro ( e de qualquer cidade ) devem ser feitas em uma perspectiva que encare a urbe como um organismo vivo feito de história, lugares de memória, espaços de conflito, instâncias de urbanidade, relações tensas e intensas entre os diferentes grupos que habitam a aldeia, etc. Darei meu pitaco, nessa dimensão, sobre o twitter alcagüete (mantenho o trema) que o jornal criou e outras coisas mais.







Os primeiros governos republicanos criminalizaram as diversas manifestações da cultura popular no Rio de Janeiro - quase todas marcadamente vinculadas às áfricas que existem nas nossas ruas. Jogar capoeira passou a ser crime no Código Penal de 1890, os terreiros de macumba foram grosseiramente reprimidos e a posse de um pandeiro era mais que suficiente para a polícia enquadrar o sambista na lei de repressão à vadiagem . Os intelectuais do período - com raras exceções - pregavam a necessidade de se promover um branqueamento da população brasileira; única garantia de civilizar as nossas gentes. Chamarei atenção para esse fato quantas vezes for necessário.

Quando a escravidão foi pra cucuia, houve uma deliberada política de atrair imigrantes europeus para cá. Não há qualquer registro de iniciativa pública que tenha pensado na integração do ex-escravo ao exercício pleno da cidadania e ao mercado formal de trabalho. A ideia era estimular a imigração de brancos do velho mundo. O modelo de abolição da escravatura no Brasil foi descrito e analisado em 1.500 teses acadêmicas. Todas elas podem ser resumidas em uma única frase do samba da Mangueira de 1988: "...livre do açoite da senzala / preso na miséria da favela" (Hélio Turco e Jurandir - 100 anos de liberdade, realidade ou ilusão).

Uma das primeiras leis de estimulo à imigração no período falava que o Brasil abria as portas, sem restrições, para a chegada dos imigrantes europeus. Africanos e asiáticos, porém, só poderiam entrar com autorização do Congresso Nacional, em cotas pré-estabelecidas. Traduzindo o babado: que venha o imigrante, contanto que seja branco e cristão. Mais do que encontrar mão de obra, a imigração no Brasil foi estimulada como meio de branquear a população e instituir hábitos europeus entre os nossos. O negro foi tolerado no Brasil apenas enquanto o meio de transporte para chegar às nossas praias foi o navio negreiro, assim como certos segmentos das elites (não todos, que fique claro) toleram as camadas populares porque precisam de empregadas domésticas, babás, porteiros, lavadores de carros e catadores de lixo.

É exatamente dentro desse contexto racista e discriminatório do pós-abolição que começa a ser gerada a reação a essa política pública elitista: a cultura da fresta como meio de reinvenção da vida e construção de uma noção de pertencimento ao grupo e ao espaço urbano. A ilegalidade no Rio de Janeiro, do ponto de vista histórico, foi portanto a opção que um estado racista e excludente deu à maioria da população da nossa cidade. Foi o poder público que não quis incluir.

Desnecessário dizer que quando falo em raça não uso o termo no sentido biológico ( pois que se sabe que raça como conceito biológico não existe). Uso raça no sentido social, histórico, político e econômico. Raça não existe nos laboratórios de biologia mas continua existindo nas cadeias, nas salas de tortura, nas grandes empresas e nas caçambas dos camburões.

Quando ouço falar, portanto, em choque de ordem, proibição de cerveja no Maracanã, ordenação das torcidas nos estádios, remoção de favelas e quejandos, me ocorre o seguinte: As pessoas que atuam na mídia mais poderosa e os responsáveis pelas políticas públicas têm alguma dimensão sobre o que significa, do ponto de vista cultural, a relação entre legalidade e ilegalidade por aqui? A coisa está sendo pensada apenas em termos criminais, quando até as pinturas rupestres da Serra da Capivara sabem que o buraco é mais embaixo.

Incluir é simplesmente enfiar a polícia no morro, reprimir a violência, colocar o moleque pra tocar violino em orquestra de música clássica e estimular o garoto a praticar esportes? Isso pode ser um passo necessário (acho, com uma outra ponderação, que é) mas tento ir além e escapar da reflexão imediatista que a histeria da sociedade do espetáculo e do consumo acrítico da notícia impõe. E o além é dar a esse garoto o direito de conhecer de onde vem sua cultura, seus modos de sentir, amar, comer, se expressar, conviver na rua, respeitar o mercado [o de Exu, e não o financeiro] e, sobretudo, reconhecer que nós tentamos embraquecer o negro mas foi ele que nos empreteceu e nos civilizou poderosamente. Isso se faz com Educação maiúscula, e não com a reprodução pura e simples nos bancos de escolas de conteúdos desprovidos do contato com a realidade de quem aprende.

O povo bateu tambor em fundo de quintal, jogou capoeira, fez a sua fé no bicho, botou o bloco na rua, a cadeira na calçada, o despacho na esquina, a oferenda na mata, a bola na rede e o mel de Oxum na cachoeira - já que sem um chamego acolhedor ninguém vive direito. Excluído dos salões do poder, o carioca inventou o ano novo na praia, zuelando atabaques em louvor a Iemanjá, Janaína, Yara e Kianda. Colocamos na Virgem da Conceição e na Senhora dos Navegantes os seios fartos de deusa africana.

O povo do Rio teve que inventar a cidade [e a cidadania] que lhe foi covardemente negada e criou esse modo de ser que atropela convenções, confunde, seduz, agride e comove. Qualquer tentativa de ordem pública deve partir desse pressuposto e tramar, aí, instâncias de interlocução e o fomento de diálogos entre a população e o poder instituído. Há que se perceber, nos meandros do legal e do ilegal, a maneira que o carioca encontrou, ao longo de sua história, para subverter a escuridão dos tumbeiros, a caça aos índios tamoios e a ferida aberta pelos trezentos anos de chibata. Nós somos o povo que bateu tambor na fresta e criou a subversão pela festa.

Qualquer debate que ignore isso é provisório, equivocado e, como sempre, excludente. A leitura meramente institucional ou criminal de um processo que, como qualquer outro, é histórico e cultural, empobrece a discussão, estimula o erro e aponta soluções imediatistas que não se sustentam em um prazo mais longo.

Eu quero o convívio urbano e as ruas pacificadas. E rua pacificada é rua cheia, não é rua vazia de gente onde vez por outra se escutam tiros ou onde prevaleça a bandidagem mais deslavada ou a Ordem do Choque. Os mocinhos de O Globo, que encaram a cidade fomentando o individualismo mais tacanho, o olhar enviezado e o clima de desconfiança entre seus habitantes, prestam um desserviço. A política pública, estimulada pela mídia mais reacionária e imediatista, que negue nossa peculiaridade e atue pelo viés exclusivo da repressão é fadada ao mais retumbante fracasso. Peço apenas isso: que se reflita sobre a atuação e o papel do Estado sem se perder a dimensão profunda do que nós, os cariocas, somos e construímos no tempo e no espaço. Administrar uma cidade, falar sobre uma cidade, escrever sobre ela, propor políticas públicas, implica conhecimento, reflexão, amor e interação com os seus modos de recriação da vida e produção de cultura, função que nos faz humanos e nos redime do absurdo da morte.

Eu continuarei daqui, dessa parte que me cabe no latifundio da grande rede, a bradar louvores pela civilização peculiar que João Candido, Zé Pelintra, Pixinguinha, Paulo da Portela, Cunhambebe, Cartola, Noel Rosa, Bide, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, Tia Ciata, Meia Noite, Madame Satã, Lima Barreto, Paula Brito, Marques Rebelo, Manduca da Praia, Silas, Anescar, Dona Fia, Fio Maravilha, Leônidas da Silva, Di Cavalcanti, os judeus da Praça Onze, a pomba gira cigana, a escrava Anastácia, o Cristo de Porto das Caixas, o Zé das Couves, o vendedor de mate, o apontador do bicho, o professor, o aluno, o gari, os líderes anarquistas da greve de 1919, a Banda do Corpo de Bombeiros, a torcida do Flamengo, o pó-de-arroz, a cachorrada, a nau do Almirante, o Bafo da Onça, o Cacique de Ramos, o Domingo de Ramos, a festa da Penha, a festa na lage e a cerveja criaram nesse extremo ocidente. Com baixaria na sétima corda.

A nossa maresia, conforme mestre Darcy Ribeiro ensinou, traz na asa do vento o cecê das pretas de Angola.

Abraço

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

IPEAFRO SANKOFA 2010

IPEAFRO SANKOFA 2010

Auditório do Arquivo Nacional, RJ
Praça da República (Campo de Santana)
Próximo à Central do Brasil

A Oficina “Matriz Africana e Ação Educativa”, um espaço de reflexão e ação para educadores e para estudantes de pedagogia, licenciatura e formação de professores (ensino médio) acerca da matriz africana no cotidiano escolar, em duas sessões de duas horas e meia, dias 9 e 10 de junho às 10h. Certificado. Vagas limitadas. Para se inscrever, envie um email para ipeafro@gmail.com com o assunto INSCRIÇÃO OFICINA.

O Fórum Educação Afirmativa Sankofa é um espaço para discussão e debate sobre políticas afirmativas de diversidade e inclusão no ensino brasileiro em todos os níveis, contemplando a população afrodescendente e sua história e cultura, em quatro sessões nas tardes dos dias 7, 8, 9 e 10 de junho. Cerificado. Para se inscrever, envie um email para ipeafro@gmail.com com o assunto INSCRIÇÃO FÓRUM.

O novo Site Ipeafro apresenta o conteúdo digitalizado do Acervo Abdias Nascimento / Ipeafro por meio do projeto “Acessando a História e a Cultura Afro-Brasileiras”.

O Kit Ipeafro para Educadores é um conjunto de textos e materiais para apoiar a ação educativa acerca da história e da cultura de matriz africana.

PROGRAMAÇÃO
Segunda-feira, dia 7 de junho.
14h - Sessão de Abertura.
15h - Apresentação do Site Ipeafro e do Kit Ipeafro para Educadores.
16h - Exibição do vídeo “Acervo Abdias Nascimento - Acessando a História e a Cultura Afro-Brasileiras”.
17h - Coquetel.

Terça-feira, dia 8 de junho.
14h30 - Políticas Afirmativas: Interfaces entre Acesso e Conteúdo.
“Ações Afirmativas nas Universidades Públicas: a Lei 10.639/03 como política de ação afirmativa”. Elielma Ayres Machado (UERJ).
“Quais Áfricas Ensinar? Críticas e possibilidades a partir da Lei 10.639/03". Wilson Mattos (UNEB e CNE).
"Afrocentricidade e Educação: os princípios gerais para um currículo afrocentrado". Renato Nogueira (UFRRJ).
“Perspectiva do universitário”. Leomir Dornellas (FEOP).
Moderador - Carlos Alberto Medeiros, Coordenador Especial de Promoção da Igualdade Racial do Município do Rio de Janeiro.

Quarta-feira, dia 9 de junho.
10h - Oficina “Matriz Africana e Ação Educativa” - Sessão I.
Espaço de reflexão e ação para educadores e para estudantes de pedagogia, licenciatura e formação de professores (ensino médio), acerca da matriz africana no cotidiano escolar.
Coordenadoras - Professoras Azoilda Loretto da Trindade (SME/RJ, FFP/UERJ) e Carla Lopes (Arquivo Nacional, CE Professor Sousa da Silveira).
14h - Faces e Enlaces das Matrizes Africanas.
“África e Diáspora no Ensino Brasileiro”. Alain Pascal Kaly (UFRRJ e Unicamp).
“Matriz africana no Brasil, Ativismo e educação”. Renato Emerson (FFP/UERJ).
Moderador - Ibrahima Gaye, Consul Honorário do Senegal e diretor do Centro Cultural Casa África em Belo Horizonte.
16h - Guerreiras de natureza:
Gênero, cosmogonia e natureza no ensino de nossas crianças.
Mãe Beata de Yemanjá - Mãe de santo e chefe da comunidade terreiro de candomblé Ilê Omiojuaro, localizado no município de Belford Roxo, Estado do Rio de Janeiro.
“Ecologia e Sustentabilidade da Cultura do Candomblé”. Aderbal Moreira, coordenador do Ponto de Cultura Omo Aro Companhia Cultural.
“Guerreiras do Samba”. Helena Theodoro (CEDINE / RJ e ETA/FAETEC).
“Educadoras de Natureza: Mulher negra e religiosidade afro-brasileira”. Maria de Lourdes Siqueira (E.H.S.S., Paris, UFBA, Ilê Aiyê).
Moderador - Éle Semog, poeta e pedagogo; atua na área de educação com especial ênfase no processo de implantação da Lei 10.639/03.
18h - Filme Gisèle
Omindarewa, 71′, 2009, de Clarice Peixoto. Documentário sobre a vida de uma mãe de santo francesa e o cotidiano do seu terreiro em Santa Cruz da Serra, RJ.

Quinta-feira, 10 de junho.
10h - Oficina “Matriz Africana e Ação Educativa” - Sessão II.
14h - Diálogo: Matriz Africana, Escola e Academia.
Apresentação dos resultados da oficina pelas coordenadoras Azoílda Trindade e Carla Lopes. Comentários e debate com Mônica Lima, doutora em história, com tese sobre história da África, e professora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
17h - Encerramento do Fórum
O encerramento será a cerimônia de entrega do Prêmio Ipeafro Sankofa à Dona Aparecida Silva Prudente, mãe dos Drs. Wilson Prudente, Procurador do Ministério Público do Trabalho, mestre em ciências jurídicas e sociais pela UFF, e Celso Prudente, antropólogo, cineasta, doutor em cultura pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, curador da Mostra Internacional do Cinema Negro, ambos ativistas do movimento negro e autores de diversas publicações.
Participação de Dulce Vasconcellos, Professora Conselheira do Comdedine / Rio, homenageada no Fórum Ipeafro 2007, e Madiagne Diallo, cidadão senegalês e professor de engenharia industrial da PUC-Rio.

Realização: Ipeafro.
Patrocínio: Petrobras e Seppir.
Apoio: Fundação Kellogg e Arquivo Nacional ____________________________________________________________­

IPEAFRO  -   INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS
Rua Benjamin Constant, 55 /1101 – Rio de Janeiro, RJ – 20241.150 – Brasil
tel 21.2509.2176 / fax 3217.4166
e-mail: ipeafro@terra.com.br
site: http://www.ipeafro.org.br/

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Reflexões sobre a cultura Afro: história, consumo, identidade e tendências

ESPM-RJ debate sobre a cultura afro-brasileira - 12/11/2009

Rio de Janeiro, novembro de 2009. No próximo dia 26 de novembro, às 19h, a ESPM – RJ realiza um debate importante sobre a cultura africana no Brasil. O objetivo do encontro é refletir sobre a importância do resgate histórico, a preservação da identidade e a oferta de produtos e serviços voltados para a população afro-descendente dando início a uma pesquisa, qualitativa e quantitativa, em 2010.

Com o debate, a ESPM – RJ tem o intuito de analisar as ofertas do mercado, as estratégias de marketing criadas pelas empresas, percepção do consumidor, satisfação entre outros assuntos. Temos no Brasil, a cultura africana incorporada ao nosso dia-a-dia, mesclada a outras influênicas. O mercado por sua vez não tem atendido aos desejos de consumo.

Diante do início de crescimento da oferta para este público, o mercado passa a oferecer produtos diferenciados como cosméticos, maquiagens específicas, crescendo 26%, quando os convencionais tiveram uma expansão entre 6% e 11%. Já para setor de brinquedos, tiveram vendas acima das expectativas.

Além disso, eventos como a Copa do Mundo na África, a 3ª Edição do Festival Mundial das Artes Negras – Fesman, ambas agendadas para 2010, e o Dia da Consciência Negra, comemorado todo dia 20 de novembro são bons exemplos da importância de manifestações culturais que interferem sobretudo na educação brasileira e como a cultura é abordada nas escolas e universidades.

Com isso, além dos estudos de marketing, a ESPM – RJ pretende criar um banco de dados como referência para as empresas interessadas no mercado afro e contextualizar as pesquisas sobre as de oportunidades de oferta de produtos para este segmento.

Para este encontro foram convidados: Elisa Larkin Nascimento, doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo e mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade de Nova York; Eliane Borges da Silva, chefe de Gabinete da Fundação Cultural Palmares/ Ministério da Cultura; João Bosco de Oliveira Borba, presidente da Associação Nacional dos Coletivos de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros; Ong’s 4E e Estimativa; Grupo de Cinema Afro-Carioca; Maurício Pestana, presidente do Conselho Editorial da revista Raça Brasil, membro do Conselho Executivo do Museu Afro Brasil e autor de diversas obras relacionadas à cultura afro; e representantes da empresa Niely: João Freitas, gerente de criação e Delane Azevedo, gerente da linha Permanente afro. O evento conta com o apoio da revista Raça, IPEAFRO, grupo de estudos Diasporando, Niely, Kiva cosméticos, editora Pallas e Livraria Kitabu.

Informações: Reflexões sobre a cultura Afro: história, consumo, identidade e tendências

Data: 26 de novembro de 2009, quinta-feira
Horário: 19h
Local: Rua do Rosário, 90 – Centro, Rio de Janeiro
Mais informações pelo telefone: (21) 2216-2002

Fonte: http://www.espm.br/ConhecaAESPM/AconteceNaESPM/Noticias/Pages/NoticiaExibir.aspx?noticiaId=1005

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A HISTÓRIA DA ÁFRICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA, de Rosa Margarida de Carvalho Rocha (livro)


A incansável Profa. Rosa Margarida de Carvalho Rocha lança mais um livro essencial para o professor da Educação Básica trabalhar com as temáticas exigidas pela Lei 10.639/03. Trata-se do A HISTÓRIA DA ÁFRICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA - Almanaque Pedagógico (referenciais para uma proposta de trabalho), publicado pela Nandyala - Livraria e Editora.

Para comprar e adaptar as propostas pedagógicas às suas aulas.

Ricardo Riso