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domingo, 15 de setembro de 2013

José Carlos Limeira e Éle Semog: Ogum's Toques do Escritor (vídeos e fotos)


No dia 23 de agosto de 2013, José Carlos Limeira e Éle Semog participaram do evento Ogum’s Toques do Escritor, organizado pelo coletivo literário Ogum’s Toques no CEAO/UFBA, Salvador, Bahia. A ocasião foi uma forma de homenagear os trinta anos do livro “Atabaques” e trinta e quatro anos de “O Arco-Íris Negro”, as duas parcerias desses autores. Fui honrado com a mediação da mesa.

Seguem os dois links para o debate:


 

Algumas fotos do evento.

 








sexta-feira, 30 de agosto de 2013

FLIAFRO Rio de Janeiro 2013


Participarei como coordenador da mesa LITERATURA CABO-VERDIANA com a presença da escritora Vera Duarte e Dra. Maria Teresa Salgado, como debatedora.
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ogum's Toques dos escritores: Éle Semog e José Carlos Limeira



‪#‎OgumsToques‬ : Ogum's Toques dos escritores Éle Semog e José Carlos Limeira.

"A ação dos literatos foi fundamental para a rearticulação dos movimentos sociais negros durante a década de 1970. Autoras e autores reuniam-se em coletivos, trocavam informações em diferentes cidades, mimeografavam seus textos e distribuíam em bailes black music, por exemplo, e outros espaços negros.

Rompia-se a asfixia da ditadura militar com seus poemas e contos que denunciavam de forma explícita a farsa da democracia racial, assim como a discriminação a negras e negros como integrante do cotidiano brasileiro. Como parte histórica incontornável desse processo encontravam-se Éle Semog e José Carlos Limeira. Com atuações marcantes nos movimentos negros, desde cedo desenvolveram uma escrita negra, até que um vai ao encontro “daquele contínuo muito estranho que não saía da biblioteca” e começavam ali uma das mais representativas parcerias da literatura negro-brasileira. A união rendeu dois livros: “O Arco-Íris Negro”, de 1979, e “Atabaques” em 1983.

Para celebrar os 30 anos de “Atabaques”, conhecer como foi aquele encontro, ser escritor negro em plena ditadura e como manter a resistência literária no decorrer de tanto tempo, Ogum’s Toques do Escritor convida o público para reviver essa parceria em um bate-papo com Éle Semog e José Carlos Limeira. Uma excelente oportunidade para conhecermos as trajetórias desses dois autores e um pouco da história da literatura negro-brasileira contemporânea, que passa pelas suas escritas imprescindíveis, plenas de inquietação, conscientização e inquestionável apuro estético."
-Ricardo Riso-

A mediação ficará a cargo de Ricardo Riso.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ogum's Toques da Escritora: CIDINHA DA SILVA


domingo, 30 de junho de 2013

Wanasema e Fliafro (A Nação)

Wanasema e Fliafro
Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário cabo-verdiano A Nação, n. 249, de 7 de junho de 2012, p. E5
A virada de maio para junho deste ano rendeu boas discussões a respeito das relações literatura negro-brasileira e literaturas africanas de língua portuguesa no Rio de Janeiro, durante o evento 1º Wanasema – Festival Internacional de Diálogos Artístico-Interculturais – encontro da literatura negro-brasileira com a literatura moçambicana, e em Belo Horizonte com a FLIAFRO 2012 – Festa Literária de Expressões Indígenas, Africanas e Afro-brasileiras, com o tema Leitura, Diversidade e Sustentabilidade Social.

O Wanasema é um evento com idealização minha e da Drª Fernanda Felisberto (Kitabu Livraria Negra) e tem como principal objetivo estabelecer a aproximação das manifestações artísticas da cultura negro-brasileira com os países africanos e demais países da diáspora africana, tendo a literatura como o principal interlocutor dessas relações. Com a fundamental parceria do Renascença Clube, com o pronto atendimento de seu presidente, Sr. José Evangelista de Oliveira, o empenho da Srª Edilea Sylvério e da Srª Nanci Rosa, VP do Departamento Cultural e Artístico do clube, e patrocínio do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro-COMDEDINE, o Wanasema aconteceu no dia 23 de maio.

Pela primeira vez em comitiva para um evento literário, a nova geração de escritores moçambicanos foi representada por Aurélio Furdela, Lucílio Manjate e Sangare Okapi; enquanto do Brasil marcaram presença os escritores Éle Semog e Helena Theodoro, e o Dr. Henrique Freitas (UFBA) e a Drª Iris Amâncio (UFF/RJ e da Nandyala – Livraria e Editora). Com duas mesas, uma sobre prosa e outra, poesia, as mediações ficaram a cargo da Drª Fernanda Felisberto e deste que aqui escreve, respectivamente. As restrições do mercado editorial hegemônico, a cansativa repetição de autores afro-lusos publicados e alternativas para inserir escritores negros africanos no mercado brasileiro, além do papel da lei 10.639/2003, que obriga o ensino da cultura, história e literaturas africanas e afro-brasileiro em toda a educação básica brasileira, e as relações entre Brasil e Moçambique foram alguns dos pontos abordados pelos palestrantes obtendo excelente retorno do público participante, que lotou a quadra do clube.

A FLIAFRO 2012 é uma festa organizada pela Nandyala Livraria e Editora, e teve mais de 70 palestrantes entre brasileiros e estrangeiros. Nesta edição, os escritores Pedro Matos e Vera Duarte representaram Cabo Verde, sendo que ambos constam no catálogo da editora, Matos com o livro de poesia “Midju de Fogo”, e Duarte lançou durante a festa o premiado romance “A Candidata”, a sua estreia no mercado brasileiro. Os dois integraram a mesa “Literatura Afro-Brasileira e Literaturas Africanas: diálogos e desafios” ao lado dos escritores Waldemar Euzébio, Aldrei Anunciação, Lia Vieira, Miriam Alves, Conceição Evaristo e Cacique Kaun Poty. O bate-papo foi coordenado pelo são-tomense Abdelasay de Sousa (Rádio UFMG) e participei como debatedor.

Devido ao espaço restrito, mencionarei somente a participação dos cabo-verdianos. Vera Duarte abordou a relação Brasil-Cabo Verde em três momentos assim determinados por ela: 1º a dor, os escravos vindos de Cabo Verde para o Brasil; 2º a assimilação, o modernismo brasileiro revolucionando a literatura cabo-verdiana; e 3º o amor, a relação mútua de aproximação cultural Brasil-Cabo Verde na contemporaneidade. Ao final de sua explanação, a autora recebeu aplausos calorosos do público. Já Pedro Matos, também bastante aplaudido, falou do desafio de escrever de uma forma simples e com cuidado estético para o público infanto-juvenil brasileiro a partir de aspectos culturais de Cabo Verde até então desconhecidos, e a preocupação de resgatar as memórias já dispersas da vida rural da Ilha do Fogo.


Imensa é a satisfação de acompanhar os laços culturais cada vez mais fortes entre Brasil, Cabo Verde e países africanos. Na terça, 5 de junho, tem mais: o lançamento de “A Candidata”, de Vera Duarte, na Kitabu Livraria Negra, no Rio de Janeiro.

sábado, 27 de abril de 2013

Memória da noite revisitado e outros poemas de Abelardo Rodrigues

 
Como celebração dos 35 anos da estreia em publicação individual de Abelardo Rodrigues, o relançamento de memória da noite - revisitada & outros poemas.

A seguir, texto de divulgação de Marciano Ventura.

Temos o prazer de convidá-lo para prestigiar o lançamento do livro Memória da noite revisitado e outros poemas de Abelardo Rodrigues, a ser realizado na sede da Ação Educativa, localizada à Rua General Jardim 666, Vila Buarque, São Paulo, no dia 10 de maio de 2013, às 19:h30 horas.

 Nessa noite, além da sessão de autógrafos, teremos leituras de poemas do autor, exposição, projeção de imagens e a participação de Denna Hill e Henrique Elói nos agraciando com um requintado repertório musical.

 Contamos com a presença de tod@s para partilhar esse importante momento da história e vida literária do poeta Abelardo Rodrigues, assim como, da literatura negra brasileira.

 Desde já, agende-se.
 

 Coordenação Editorial – Marciano Ventura
 Revisão: Camila Omena e Taís Lopes
 Revisão Final: Oswaldo de Camargo
 Capa: Edson Ikê
 Edição e Produção: Ciclo Contínuo, Produtora Axé, Elo da Corrente, Col. Esperança Garcia, Perifatividade e 5º Elemento.
 Apoio para o lançamento: Ação Educativa


 Sobre o autor:
 ABELARDO RODRIGUES

 Escritor e poeta, Abelardo Rodrigues nasceu em Monte Azul Paulista -SP, em 1952. Mora na zona leste paulistana a mais de 30 anos. É considerado um dos poetas mais representativo do cenário literário na comunidade negra a partir do final da década de 70.

 Foi cofundador do Quilombhoje Literatura, e depois junto com Oswaldo de Camargo e Paulo Colina seguiu seu itinerário traçando diversas iniciativas relacionadas a literatura. Publicou Memória da Noite(1978), tem participação na premiada antologia Axé– Antologia Contemporânea da poesia negra(1982), O Negro Escrito (1987), entre outras... Abelardo já publicou seus poemas e contos nos Estados Unidos e Alemanha e é geralmente citado em livros de crítica especializada.
 
Abaixo, capa da edição de 1978.
 
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Boaventura Cardoso - Lançamento Livro R



Lançamento do romance Noites de Vigília, do angolano Boaventura Cardoso, com a presença do autor, Drª Laura Padilha (UFF), Drª Carmen Tindó (UFRJ) e Rafael Domingues Lenz Cesar (UFF)

domingo, 4 de novembro de 2012

Emmy Xyx - Contar Ser Gregos (lançamento)


Lançamento do livro da poetisa moçambicana Emmy Xyx, Contar Ser Gregos, em Maputo.




Contar ser gregos
 
Contar um dia ser gregos
Contar segredos infinitos
um por um, viver do rego
em chuva de meteoritos

 
A gregória vem sem glória
nesta quinta categoria
contar ser gregos ou contar a história
fica-se nesta alegoria
 
Ser grego quem conta sem medo?
Conta em que canto a saia curta?
Consta que santo perdeu e cedo
segrega ao poente a gula fruta.
 
Crer segredos
impôr degredos
comungar de gregos
desencontrar medos
desapontar dedos
segregar toledos
contar cem gregos.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Nok Nogueira - Jardim de Estações, lançamento em Luanda

Lançamento terceiro livro de poemas de Nok Nogueira, intitulado "Jardim de Estações", já apresentado em Lisboa. Agora para Luanda, dia 11 de Julho de 2012, na sede da União Dos Escritores Angolanos. Apresentação por conta do ensaísta e poeta angolano Jimmy Rufino.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Vera Duarte lança A CANDIDATA na Kitabu Livraria Negra

Pela primeira vez na Kitabu Livraria Negra a prestigiada escritora cabo-verdiana Vera Duarte, para lançamento do seu primeiro livro editado no Brasil, o romance A CANDIDATA (Nandyala Livraria e Editora). 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

FLIAFRO 2012 - participação Ricardo Riso

Prezadas e Prezados,

Estarei como debatedor no dia 2 de junho, às 9h, na mesa LITERATURAS AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRA: diálogos e desafios / Bate-papo com Autores(as)

Convidados(as): Vera Duarte (Cabo Verde) - Lia Vieira - Miriam Alves - Waldemar Euzébio - Jussara Santos - Conceição Evaristo - Kandjila (Angola) - Pedro Matos (Cabo Verde) - Aldrey Anunciação

Debatedor: Ricardo Riso (Crítico)

Coordenador: Abdelasy de Sousa (São Tomé e Príncipe; UFMG/Rádio UFMG)

Programação completa em www.nandyalalivros.com.br

domingo, 13 de maio de 2012

I WANASEMA - Encontro da literatura negro-brasileira com a literatura moçambicana

I WANASEMA
FESTIVAL INTERNACIONAL DE DIÁLOGOS ARTÍSTICO-INTERCULTURAIS

Encontro da literatura negro-brasileira com a literatura moçambicana

dia 23 de maio, das 17h às 21h
 
 
Rua Barão de São Francisco, 54 - Andaraí - Rio de Janeiro
 
 


 
 
Inscrições gratuitas!
Os participantes que realizarem previamente suas inscrições pelo e-mail wanasemafestival@ymail.com receberão Certificado de Participação.
 
 
 
Hoje a cidade do Rio de Janeiro apresenta-se com enorme destaque no cenário mundial em virtude de eventos que ocorrerão nos próximos anos, tais como a Rio +20, a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas, para além dos diversos movimentos de remodelação e desenvolvimento para a cidade adaptar-se da melhor maneira e receber numerosa quantidade de turistas jamais presentes.
No aspecto cultural torna-se necessário a retomada de debates de cariz intelectual a respeito das questões que envolvem os negros na sociedade brasileira, e na carioca em particular. Esses debates desenvolvem-se gradativamente na esfera acadêmica e ampliam as discussões das lutas antirracistas para um espaço ainda relutante ao embate étnico-racial. Entretanto, sentimos o momento propício para expandir essas inquietações para além das universidades e trazê-las para tradicionais espaços de resistência negra carioca, tal como o RENASCENÇA CLUBE e promover uma parceria com a sua área cultural visando apoiar o Projeto de Memória, colaborando de forma objetiva na produção e preservação de atividades artísticas, que salvaguardam seus 61 anos de resistência na tradição da cultura afro brasileira, em conformidade com o Decreto 3551/00, retoma as suas atividades culturais, as quais prestigiam ilustres artistas e intelectuais negros e negras de diversas áreas no consagrado espaço do samba.
As matrizes culturais negras encontram na resistência do Renascença Clube o espaço de exposição e disseminação dessas manifestações de cultura tradicional, popular e oral negra, tendo no samba a sua principal representação. Esses bens intangíveis enquadram-se na definição de patrimônio imaterial, transmitido de geração em geração e ininterruptamente recriado e apropriado por indivíduos e grupos sociais como fundamentais elementos de sua identidade. O patrimônio imaterial está expresso nos artigos 215 e 216 da Constituição Federal de 1988: “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”. Ressalte-se que esta definição é consonante ao texto da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, ratificada pelo Brasil em 1° de março de 2006.
Por outra vertente, a Kitabu Livraria Negra, já com cinco anos de existência e resistência, presta sua contribuição para a valorização do patrimônio imaterial desenvolvido nas produções acadêmicas de docentes de diferentes áreas do saber que ganhou inestimável estímulo com a promulgação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008. Com um acervo dedicado às temáticas afro-brasileira e africanas, a Kitabu fornece, principalmente, material didático-pedagógico para a formação dos profissionais de Educação, assim como livros na área de Literatura, História, Antropologia etc.
Com a perspectiva de associar os artigos 215 e 216 da Constituição Federal e as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 que propomos a parceria Kitabu Livraria Negra eRenascença Clube para a realização do I WANASEMA – Festival Internacional de Diálogos Artístico-Interculturais, Encontro da Literatura Negro-Brasileira com a Literatura Moçambicana. Wanasema possui o sentido de ‘eles falam’, ‘eles dizem’conversa’ na língua swahili, e é com este intuito que teremos a participação de artífices da literatura negro-brasileira e da literatura moçambicana. Para o primeiro encontro, que também celebrará o Dia da África (25 de maio), visto que simboliza a luta dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação, e representa a data da Libertação da África. Os negros do Brasil e do mundo celebram a oportunidade de medir os progressos, as dificuldades e as obras realizadas no continente conhecido como berço da humanidade, idealizamos uma troca de experiências das tessituras literárias negro-brasileira e moçambicana, dos caminhos da crítica literária de dois segmentos à margem do cânone literário estabelecido e ainda estigmatizados: a literatura negro-brasileira e as literaturas africanas de língua portuguesa, representada pela literatura de Moçambique. Na ocasião, os autores lançarão suas obras mais recentes e haverá uma feira de livros. Frisa-se a pertinência da presença de Moçambique, já que o país passará a presidir os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP’s) a partir de 2012.
Com a participação dos moçambicanos Aurelio Furdela (poeta e contista), Lucilio Manjate (romancista e doutor em Literatura/Universidade Mondlane) e Sangare Okapi (poeta), escritores revelados neste século XXI; e Éle Semog (poeta e ensaísta), Lia Vieira (poeta e contista), entre outros escritores como representantes da literatura negro-brasileira, procuraremos desvendar os rumos convergentes e divergentes dessas literaturas, os percursos e os desafios para publicação e divulgação de obras em nossos países, as polêmicas com a crítica literária canonizada e a inserção dessas literaturas no universo acadêmico, entre outros assuntos.
O Wanasema pretende ser um espaço para fomentar a reflexão dos percursos do passado, do presente e do futuro do(a) Negro(a) no Brasil, nas Américas e na África, as encruzilhadas de ontem e de hoje, com a apresentação de debates que estimulem os diferentes olhares da produção negra nas mais diversas áreas culturais, tendo em vista os espaços ainda restritos para as discussões negras tanto na sociedade civil quanto nas universidades.

OBJETIVOS GERAIS:
- promover o intercâmbio entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs);
- proporcionar o encontro de autores, pesquisadores e público interessado na temática, por conseguinte, fortalecer a construção de espaços de saberes fora da academia;
- estimular a periodicidade de eventos literários e/ou culturais entre os artistas negro-brasileiros com artistas africanos e da diáspora africana;
- promover feira de livros negro-brasileiros e africanos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
- apresentar ao público participante os novos artífices da literatura moçambicana;
- iniciar troca de experiências entre os escritores dessas literaturas;


DATA DO EVENTO:
23 de maio de 2012, com início às 17h e término do evento às 22h.

INSCRIÇÕES:
Gratuitas e por e-mail do evento - wanasemafestival@ymail.com.
blog wanasemafestival.blogspot.com

PALESTRANTES:
AURÉLIO Manuel FURDELA é membro efetivo da Associação dos Escritores Moçambicanos – AEMO. Publicou De Medo Morreu o Susto (contos, 2003), Gatsi Lucere (texto dramático, 2005), e O Golo que Meteu o Árbitro (contos, 2006). Está antologiado em Lusofônica La Nuova Narrativa in Língua Portoghese (2005).
Assinou no jornal “Desafio” a coluna “Foradijogo” e colaborou, como dramaturgo e actor, no programa de teatro radiofônico da Rádio Moçambique “Cena Aberta”, para o qual escreveu cerca de 25 peças originais.
É Prêmio Revelação de Ficção AEMO/ICA (Instituto Camões), 2002; Prêmio Revelação de texto dramático AMOLP/ICA, 2002; Prémio Nacional de Teatro UNESCO/Ministério da Cultura, 2002; e Prêmio Revelação da Revista TVZINE, 2003.
Atualmente escreve uma telenovela e prepara a publicação da sua quarta obra. É Administrador da AEMO e graduando em História.
LUCÍLIO Orlando MANJATE é membro efetivo da AEMO. Publicou manifesto (contos, 2006),  Os Silêncios do Narrador (romance, 2010) e O Contador de Palavras (contos, 2012).
Co-organizou as antologias de contos Esperança e Certeza 2 (AEMO – 2008) e Era uma vez... (AEMO – 2009).
É Prêmio Revelação Bienal TDM – Telecomunicações de Moçambique, 2006, e Prêmio Literário 10 de Novembro (da Cidade de Maputo), 2008.
É editor da revista de artes e letras Proler, do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, ensaísta e docente na Universidade Eduardo Mondlane.
CARDOSO Lindo CHONGO (SANGARE OKAPI) é membro efetivo da AEMO. Publicou a seguinte obra poética: Inventário de Angústias ou Apoteose do Nada(2005), Mesmos barcos ou Poemas de Revisitação do corpo (2007) eMafonematográfico também Círculo Abstracto (2012). Está antologiado na revista brasileira Poesia Sempre, 2007.
É co-autor da antologia de contos Era uma vez... Co-produziu e encenou a peça “Pereto di Onti”, distinguida com mérito no Festival Regional de Teatro Amador Zona Sul, organizado pela Casa da Cultura do Alto-Maé, 1996.
É Prêmio Revelação de Poesia AEMO/ICA, 2004, Menção Honrosa do Prêmio Revelação Rui de Noronha/FUNDAC, 2002, e Menção Honrosa do Prêmio Nacional José Craveirinha, 2008. É professor de Língua Portuguesa.
ÉLE SEMOG, pseudônimo de Luiz Carlos Amaral Gomes, militante do movimento social negro. Na década de 1980 participou da fundação do jornal Maioria Falantee do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, onde também foi presidente. Atualmente é membro do Conselho Executivo do Instituto Palmares de Direitos Humanos.
Na literatura, fundou os grupos Negrícia - Poesia e Arte de Crioulo e Bate Boca de Poesia. Organizou o I e o III Encontro de Poetas e Ficcionistas Negros Brasileiros. Escritor e ensaísta, de sua obra, citamos: O arco-íris negro (coautoria com José Carlos Limeira, 1979), A cor da demanda (poesia, 1997), Tudo que está solto(poesia, 2010), Abdias Nascimento, o griot e as muralhas (coautoria com Abdias Nascimento, ensaio, 2006). Presente em diversas antologias no Brasil e no estrangeiro, integra diversas edições de Cadernos Negros e está em Literatura & Afrodescendência (2011), organizada por Eduardo de Assis Duarte.
LIA VIEIRA, pseudônimo de Eliane Barbosa Vieira (1958), escritora e ativista do movimento negro feminino, é doutoranda em Educação pela Universidade Estácio de Sá, em convênio com a Universidade de Havana. É presidente da Associação de Pesquisa da Cultura Afro-Brasileira (ASPECAB). Estreia na 14ª edição de Cadernos Negros, desde então participou de diversas edições, entre outras antologias. De sua autoria são: Eu mulher – mural de poesia (1990), Chica da Silva (2001) e Só as mulheres sangram (contos, 2010).

PROGRAMAÇÃO:
17h – 19h - Poesia do Atlântico e do Índico
19h – 21h - Narrativas de lá e de cá

 
Profª Drª Fernanda Felisberto
Prof. Ricardo Riso

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Seminário Escritores Contra a Discriminação Racial

INSTITUTO DE PESQUISAS DAS CULTURAS NEGRAS - IPCN

Ao lançar no ano de 2012 o ‘Ano dos escritores contra a discriminação racial’, o IPCN incorpora, com a colaboração de escritores negros ativistas, a realização do Seminário Escritores Contra a Discriminação Racial, iniciativa que visa proporcionar à comunidade negra e ao público em geral um processo de reflexão sobre literatura e sociedade.
O Seminário se realizará durante os meses de maio de 2012 a abril de 2013 (com sessões todas as segundas quartas-feiras de cada mês) considerando a literatura negra e as diversas expressões artísticas que com ela interagem, na perspectiva de combate ao racismo e à discriminação racial.

QUARTA-FEIRA, 9 DE MAIO, DAS 18h. às 21h
 
Tema em discussão Literatura Negra: quebrando paradigmas, criando teorias

Expositores Profª Drª Fernanda Felisberto; crítico literário Ricardo Riso; escritor Éle Semog
Mediador
Professor Paulo Roberto dos Santos
IPCN – AV. MEM DE SÁ 208, CENTRO.

Fonte: e-mail enviado pelo escritor Éle Semog em 3 de maio de 2012.