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domingo, 16 de setembro de 2012

Oficina de Literaturas Africanas e Literatura Afro-brasileira na Sala de Aula

 
 
"Car@s,
Retomaremos o ciclo de oficinas do projeto "Discutindo a África na Sala de Aula" no dia 27 de Setembro.
O tema da proxima oficina será: "Literaturas Africanas e Literatura Afro-brasileira: (in) formação para a educação das relações étnico-raciais." e será ministrada pela Profª Simone Ribeiro da Conceição.
Ela ocorrerá às 14hs na UERJ –Campus Maracanã Bloco F -Sala 12112.
Inscrições pelo site www.nesuerj.blogspot.com e no local, uma hora antes do início do evento.
Serão emitidos certificados para os participantes das oficinas.
Contato: 2334-0890/2234-1896 e-mail: nes.uerj@gmail.com"
 
 
Informação extraída do Nes Uerj no Facebook.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Shilambwashi Shetu: esta terra é nossa (cinema moçambicano)

Shilambwashi Shetu: esta terra é nossa - 110 anos de um combatente Makonde

(curta-metragem moçambicano)
O filme fala de um antigo combatente, ex-prisioneiro da PIDE que perde toda a sua juventude nos desígnios da Pátria. Um homem marcado pelo sofrimento, e apesar dos seus 110 anos, há sempre tempo para viver um amor.

Para ver o documentário clique no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=39IF2SwdrhI&feature=player_embedded


Direção: Albino Moisés
Câmera: Emílio Baloi
Produção: Natalina Fernando
Assistente de Produção: Teodosio Langa
Música: Helder Mondlane

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Eugênio Tavares
 – Coração Crioulo, dia 26/11 - 22h, TV Brasil

Eugênio Tavares
 – Coração Crioulo
Filme mostra legado que o poeta deixou à cultura cabo-verdiana

Eugênio Tavares – Coração Crioulo, filme de Cabo Verde, dirigido por Júlio Silvão

Eugênio Tavares, o poeta que melhor soube expressar os sentimentos da alma cabo-verdiana, é a figura central do documentário Eugénio Tavares – Coração Crioulo, de Júlio Silvão, e que a TV Brasil exibe nesta sexta (26), às 22h.

O filme foi rodado na Ilha Brava, terra natal do poeta, escritor, músico e jornalista
, na Praia, e em Lisboa. É um elogio à maestria com que Eugênio Tavares explorou na música e na poesia a trilogia Ilha, Mar, Amor, três objetos inseparáveis do seu pensamento poético-literário.

Uma trilogia muito bem explorada. “Ninguém até hoje entrosou melhor do que Eugénio Tavares esses três objetos, e de um modo tão íntimo, quase vivo, servindo ao mesmo tempo de palco para venerar o amor, através da mulher cabo-verdiana, na sua musica “Ô mal de Amor ca bu matan, Ô mal de Amor ca bo dexam”, afirmou o diretor Julio Silvão.

E continuou: “Nunca a alma de um povo encontrou, tão perfeitamente, a sua expressão, numa única manifestação de arte. Através dos poemas e das músicas de Tavares e do cruzamento dessa trilogia com o pensamento dos diferentes escritores de gerações procedente, dos testemunhos dos velhos da ilha, dos músicos e declamadores, pode-se compreender a verdadeira dimensão desta trilogia e a sua manifestação na alma crioula, a maneira de ser, sentir e agir das gentes das ilhas, as histórias de amor, irreverência, emigração, saudades e liberdade”.

Ano: 2010 Gênero: Documentário. Duração: 52 min. País: Cabo Verde. Direção: Júlio Silvão. Co-produção: Júlio Silvão/Silvão Produção, Filmes/Comunidade dos Países de Língua Portuguesa–CPLP.

O DOCTV CPLP é uma iniciativa da Empresa Brasil de Comunicação/TV Brasil, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e da Fundação Padre Anchieta/TV Cultura. A série leva ao público nove documentários inéditos produzidos nos países da CPLP e em Macau, que serão veiculados simultaneamente na grade de programação das TVs que integram a Rede DOCTV CPLP. A iniciativa integra uma operação de fomento e teledifusão do audiovisual em TVs públicas nos nove países da Rede, que são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau.

Horário: Sextas, às 22h

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mostra Brasilidade - CCJF/RJ

Programação CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL/RIO DE JANEIRO
Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro
cep:20040-009 – Rio de Janeiro- RJ
Até 01 de dezembro.
Fonte: http://mostrabrasilidade.wordpress.com/centro-cultural-justica-federal/programacao/
CURADORIAS: PROGRAMADORA BRASIL, DOC TV CPLP, DOCTV BRASIL.
E CHAMADA PÚBLICA CPLP (filmes brasileiros e estrangeiros inscritos na chamada pública)
Modalidade: SESSÕES DE FILMES & DEBATES

Terça-feira, 23 de novembro

14h – O Judeu (Brasil)
16h – Eugênio Tavares, Coração Crioulo (Cabo Verde)
O Rio da Verdade (Guiné-Bissau)
18h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
20h – Tchiloli – Identidade de Um Povo (São Tomé e Príncipe)
21h – Timbila Marimba Chope (Moçambique)

Quarta-feira, 24 de novembro
14h – Língua – Vidas em português (Brasil)
16h – Timbila Marimba Chope (Moçambique)
Nos Trilhos Culturais da Angola Contemporânea (Angola)
18h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
Victor Lopes (Brasil)
20h – Tchiloli – Identidade de Um Povo (São Tomé e Príncipe)
21h – Timbila Marimba Chope ((Moçambique)

Quinta-feira, 25 de novembro
14h – Li Ké Terra (Portugal)
O Restaurante (Macau)
16h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
18h – Exterior (Brasil)
Uma Lulik (Timor Leste)
20h – Morro do Céu (Brasil / RS)
21h – O Rei do Carimã (Brasil / SP)

Sexta-feira, 26 de novembro
14h – Estado de Seca (Brasil)
Mais que a terra (Brasil)
16h – Segunda Feira (Brasil)
A Grande Feira (Brasil)
18h – O Crime da Imagem (Brasil)
Cinema, Aspirina e Urubus (Brasil)
20h – Avenida Brasília Formosa (Brasil / PE)
21h – HU (Brasil / RJ)

Sábado, 27 de novembro
14h – Macunaíma (Brasil)
16h – Almoço Executivo (Brasil)
A Marvada Carne (Brasil)
18h – Um Dia na Rampa (Brasil)
Bahia de Todos os Santos (Brasil)
20h – Negros (Brasil / BA)
21h – Álbum de Família (Brasil / BA)

Domingo, 28 de Novembro
14h – Iracema, uma transa amazônica (Brasil)
16h – Especial Vídeo nas Aldeias (Brasil)
Cineastas Indígenas
Mokoi Tekoá Petei Jeguatá – Duas Aldeias, Uma Caminhada
18h – DEBATE com realizadores do Vídeo Nas Aldeias
20h – Carta Sonora (Brasil / SP)
21h – Jesus no Mundo Maravilha (Brasil)

Terça-feira, 30 de novembro
14h – Carmem Miranda
Carmen Miranda: Bananas is My business
16h – Os Anos JK – Uma Trajetória Política
18h – Divina Previdência
Cronicamente Inviável
20h – Periferia.com (Brasil / SP)
21h – Bagatela (Brasil / SP)

Quarta-feira, 01 de dezembro
14h – Segunda Feira
A Grande Feira
16h – Carolina
A Negação do Brasil
18h – Serras da Desordem
20h – DEBATE A Brasilidade no Cinema Brasileiro

domingo, 2 de maio de 2010

III Espelho Atlântico - Mostra de Cinema da África e da Diáspora


III ESPELHO ATLÂNTICO
MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA

A III Espelho Atlântico - Mostra de Cinema da África e da Diáspora, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, traz pela terceira vez ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra.

De 11 a 16 de maio, com exibições simultâneas nas salas 1 e 2 da Caixa Cultural, a mostra proporcionará uma abordagem atual e significativa da produção cinematográfica africana contemporânea e da realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.

Falar de diáspora é reconhecer que a África vive. Não só nos territórios africanos de hoje, com sua enorme diversidade de povos e culturas, mas principalmente no Novo Mundo e na Europa. Em todos esses lugares, o que é branco, europeu, ocidental e colonizador sempre foram os elementos considerados positivos, o que reflete na cinematografia. A mostra “Espelho Atlântico” destaca o que comumente é posicionado em termos de subordinação e marginalização: o pensamento, os sentimentos e os traços negros – de africanos, escravizados e colonizados.

A III Espelho Atlântico - Mostra de Cinema da África e da Diáspora é uma rara oportunidade de assistir a importantes títulos, alguns inéditos por aqui, capazes de provocar uma profunda reflexão sobre os pontos de identificação e convergência entre as identidades brasileira, africana e ocidental.

PROGRAMAÇÃO E SINOPSES

Dia 11/05 – terça-feira

O espírito de luta (documentário)
Gana / Estados Unidos / Reino Unido – 2007
Direção: George Amponsah
Documentário, HD, 80’, Cor
Premiado com o AfroPop Award (2008) e no Festival de Documentário Real Life, exibido no New York African Film Festival e no Africa In The Picture Film Festival.
Três boxeadores, dois homens e uma mulher de uma pequena comunidade de Gana, buscam seu caminho para conquistar os maiores prêmios desse esporte, em Nova Iorque e Londres. A realidade da África moderna, os sonhos e ambições de seus jovens lutando por recompensa, respeito e a conquista de seu espaço.
Roteiro: George Amponsah; Produção: Michael Tait; Produção Executiva: Leslie Amponsah, Christi Collier, Jacqui Timberlake; Fotografia: George Amponsah; Montagem: James Devlin; Trilha sonora: Eric Windrich
Produtora: Guardian Films; Produtor Associado: Dionne Walker

Dia 12/05 – quarta-feira



Quero um vestido de noiva
Zimbabwe – 2008
Direção: Tsitsi Dangarembga
Ficção, Beta SP, 26’, Cor
Kundisai está de casamento marcado e deseja comprar um belo vestido de noiva. Tanto ela quanto seu noivo não têm dinheiro para transformar esse sonho tão simples em realidade. Para conseguir o vestido, Kundisai faz escolhas que podem não ter o resultado esperado.
Roteiro: Tsitsi Dangarembga; Produção: Olaf Koschke; Fotografia: Linette Frewin; Montagem: Olaf Koschke; Trilha sonora: Sister Flame; Produtora: Nyerai Films com apoio de UNFPA Zimbabwe

Yandé Codou, uma griot de Senghor
Senegal – 2008
Direção: Agèle Diabang Brener
Documentário, Betacam, 52’, Cor
Prêmio de público de melhor documentário no Festival de Filmes de Dakar (2008).
A cantora Yandé Codou Sène, 80 anos de idade, é uma das últimas mestras da poesia polifônica “sérère”. O filme é um olhar íntimo sobre uma diva que atravessou a história do Senegal perto de um dos seus maiores mitos, o presidente e poeta Léopold Sédar Senghor.
Roteiro e Produção: Angèle Diabang Brener; Diretor de Produção: Fabacary Assymby Coly (Loguiss); Assistente de Produção: Coudy Aly Dia; Fotografia: Florian Bouchet & Fabacary Assymby Coly; Montagem: Yannick Leroy; Edição: Damien Defays; Som: Mouhamet Thior; Mixagem de som: Damien Defays; Trilha sonora: Yandé Codou Sène, Wasis Diop, Youssou Ndour; Produtora: Karoninka; Co-Produção: Africalia Belgium

Dia 13/05 – quinta-feira

Darluz
Brasil – 2009
Direção: Leandro Goddinho
Ficção, MiniDV, 15’, Cor e P&B
“Dei José, dei Antonio, dei Maria. Dei, daria e dou. Não posso criar.”
Premiado no 17º Festival de Vídeo de Teresina – PI e no 16º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. Selecionado para o 10º International Film Festival Hannover.
Elenco: Mawusi Tulani, Antonio Vanfill, Carolina Bianchi, Ricardo Monastero, Ester Laccava, Tayrone Porto, Valdir Grillo, Lucélia Sérgio.
Roteiro: João Fábio Cabral e Leandro Goddinho; Direção de Produção: Juliana Kiçula e Renata Esperança; Produção: Leandro Goddinho; Fotografia: Fred Ouro Preto; Direção de Arte: Antonio Vanfill; Montagem: Leandro Goddinho; Design de som: Leandro Goddinho

Aproveite a pobreza
Holanda – 2008
Direção: Renzo Martens
Documentário, BetaCam, 90’, Cor
Selecionado para a abertura de Amsterdam International Documentary Festival.
Durante dois anos, o diretor viajou pelo Congo, desvendando a indústria da luta contra a pobreza no país pós-guerra civil. Sua conclusão: a pobreza veio para ficar, e "combatê-la" é uma indústria que em nada beneficia os pobres.
Roteiro: Renzo Martens; Produção: Peter Krüger, Renzo Martens; Fotografia: Renzo Martens; Montagem: Jan De Coster; Edição de Som: Raf Enckels; Mixagem de som: Federik van de Moortel; Produtora: Renzo Martens Menselijke Activiteiten; Co-Produtora: Inti Films

Dia 14/05 – sexta-feira



Quase todo dia
Brasil / Estados Unidos – 2009
Direção: Gandja Monteiro
Ficção, 35mm, 18’, Cor
Selecionado para o Los Angeles Latino International Film (2009), Festival do Rio de Janeiro (2009) e Tribeca Film Festival (2009).
Em um dia de inverno, Priscilla e sua filha percorrem uma longa jornada enfrentando engarrafamentos, situações inesperadas e o descaso das pessoas de quem Priscilla mais precisa neste importante momento de sua vida.
Elenco: Priscila Marinho, Agatha Marinho, João Lima, Fernanda Félix, Hélio Braga
Roteiro: Gandja Monteiro; Produção Executiva: Gandja Monteiro, Kevin Sutavee; Produção: Carol Albuquerque; Fotografia: Julia Equi; Montagem: Gandja Monteiro, Bruno Toré; Som: Bruno Fernandes; Mixagem de som: Richard Levengood; Direção de arte: Carolina Britto; Produtora: 6&B Films; Co-produção: Laura Grant; Produtora Associada: Juliana Monteiro, Ana Sette, Bruno Toré

35 doses de rum
França/Alemanha – 2008
Direção: Claire Denis
Ficção, 35mm, 100’, Cor
Selecionado para o Toronto Film Festival (2008) e Festival de Veneza (2008). Premiado em Gijón International Film Festival (2008) e nomeado em Chlotrudis Awards (2010).
O viúvo Lionel vive com sua filha, Josephine no subúrbio de Paris. Enquanto ele atrai a atenção de uma mulher de meia-idade, um taxista do bairro flerta com Josephine. Lionel percebe que a filha está ficando independente e que talvez seja hora deles confrontarem seus passados.
Elenco: Alex Descas , Mati Diop , Nicole Dogué , Grégoire Colin , Jean-Christophe Folly, Julieth Mars, Djedjé Apali, participação especial: Ingrid Caven
Roteiro: Jean-Pol Fargeau e Claire Denis; Direção de Produção: Benoit Pilot; Produção: Bruno Pesery; Fotografia: Agnès Godard; Montagem: Guy Lecorne; Música: Tindersticks; Direção de arte: Arnaud de Moléron; Som: Martin Boissau, Christophe Winding e Dominique Hennequin; Produtora: Soudaine Compagnie; Co-produção: Christophe Friedel e Claudia Steffen

Dia 15/05 - sábado

Black Berlim
Selecionado para o Lateinamerika-Institut (LAI) da Universidade Livre de Berlim (FU Berlin).
Brasil /Alemanha – 2009
Direção: Sabrina Fidalgo
Ficção, DV, 13’, Cor e P&B
Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em uma renomada universidade em Berlim. Leva uma vida hedonista, distante de suas verdadeiras raízes. Tudo muda quando ele passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. As lembranças o remetem a um passado que ele preferia esquecer.
Elenco: Bobby Gomes, Sabrina Fidalgo, Robson „Caracú“ Ramos, Marília Coelho, Walter Chavarry, Luíza Baratz, João Vítor Nascimento,Tonia Reeh, André Schröder, Carolina Ciminelli, Juan Velloso Melo, Clara Buentes e Lucas Cruz
Narração: João Correa; Roteiro: Sabrina Fidalgo; Produção Executiva: Sabrina Fidalgo e Monique Cruz; Fotografia: Ras Adauto; Montagem: Chico Serra e Fernando Oliveira; Trilha sonora: Liz Christine; Direção de arte: Marcelo Moraes; Som: Toninho Muricy; Mixagem de som: Bruno Espírito Santo; Produtora: Kfofo Productions; Co-produção: Eduardo Raccah; Co-produção: Casa Cinco Produções, Associação Cultural & Teatral Ubirajara Fidalgo

Em Quadro - A História de 4 Negros nas Telas
Selecionado para a abertura da Mostra Especial Fora de Competição do 37º Festival de Cinema de Gramado e para o Festival do Rio (2009).
Brasil – 2009
Direção: Luiz Antonio Pilar
Documentário, Color Digital, 93’, Cor
O documentário retrata vida e obra de Ruth de Souza, Zezé Motta, Lea Garcia e Milton Gonçalves. Os cineastas Roberto Farias, Cacá Diegues, Antonio Carlos da Fontoura e Joel Zito Araújo relatam experiências em obras como O Assalto ao Trem Pagador, Xica da Silva, A Rainha Diaba e Filhas do Vento.
Roteiro: Luiz Antonio Pilar; Produção Executiva: Luiz Antonio Pilar; Assistente de direção e produção: Flavia Trindade; Fotografia: Daniel Leite e Werner Lachtermacher; Montagem: Duda Villa Verde e Flavia Trindade; Trilha sonora: Julius Britto; Produtora: Black e Preto Produções Artísticas, LAPILAR Produções Artísticas

Dia 16/05 - Domingo
Doido Lelé
Brasil – 2009
Direção: Ceci Alves
Ficção, 35mm, 15’, Cor
Premiado no 4º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, exibido na mostra Corrida Audiovisuelle, em Toulouse como convidado da École Supérieure d’Audiovisuel (ESAV), França.
Caetano sonha em ser cantor de rádio na década de 1950 e foge todas as noites de casa para tentar, sem sucesso, a sorte num programa de calouros. Até que, uma noite, ele aposta tudo numa louca e definitiva performance.
Elenco: Vinícius Nascimento, Jussara Mathias, Maurício Pedrosa, Nonato Freire
Produção: Vanessa Salles; Roteiro: Ceci Alves; Produção Executiva: Fátima Fróes; Fotografia: Pedro Semanovschi; Montagem: Dedeco Macedo; Direção de arte: Hamilton Lima; Trilha Sonora: Gerônimo Santana; Som: Napoleão Cunha

Bem-vindo à Nollywood
Selecionado para o Full Frame Documentary Film Festival (2007), Avignon Film Festival (2007) e Melbourne International Film Festival (2007).
Estados Unidos – 2007
Direção: Jamie Meltzer
Ficção, 35mm, 56’, Cor
Em Lagos, capital da Nigéria, o diretor segue três dos mais conceituados realizadores de Nollywood, cada um com seu diferente estilo e personalidade, enquanto produzem seus filmes sobre amor, guerra, traição e o sobrenatural.
Roteiro: Jamie Meltzer; Produção: Michael Cayce Lindner, Henry S. Rosenthal; Fotografia: Bruce Dickson, Akinola Davies, Jamie Meltzer; Montagem: Daniel J. Friedman; Música: Ben Krauss e Dave Nelson; Co-produção: National Black Programming Consortium e Infinity Films Nigeria; Produtores Associados: Chris Eriobu, Akinola Davies, Bruce Dickson

III Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinemas 1 e 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel: 21 2544 4080 / 21 2544 4080
Temporada: de 11 a 16 de maio de 2010
Sessões: a partir das 19h
Preço: R$ 4,00 (inteira); R$ 2,00 (meia-entrada) e R$ 10,00 (passaporte para 08 sessões).
Acesso para portadores de necessidades especiais.
Classificação indicativa:14 anos

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Terceiro encontro de Cinema Negro une Brasil, África e Américas

JB Online

RIO - Consolidando cada vez mais o diálogo entre Brasil e África entra em cena, no Rio de Janeiro, o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas, que acontece entre os dias 9 e 18 de novembro, reunindo representantes do cinema negro de diversas partes do mundo. Idealizado pelo cineasta Zózimo Bulbul, o evento funciona como um fórum de reflexões e ideias, difundidas através de diferentes ações ao redor da cidade. Este ano, o Encontro aposta na nova geração da cinematografia afro-descendente e conta, não só com a participação de diretores renomados, como principalmente, de novos realizadores do Brasil, Estados Unidos, Cuba e de diferentes países do continente africano.

Pela terceira vez consecutiva na cidade, em 2009, o Encontro ampliou a participação de filmes internacionais, incluindo não só obras africanas como de todas as Américas. A curadoria, assinada por Zózimo Bulbul, este ano contou com o apoio de dois cineastas: o conceituado diretor africano Mansour Sora Wade (parte da seleção africana) e o cubano Rigoberto Lopez (parte da seleção caribenha). Ambos estiveram presentes no Encontro de 2008 e, este ano, vêm para intensificar a parceria Internacional. Le feux de Mansaré (Mansour), foi premiado no Fespaco 2009 (Festival Pan-Africano de Cinema de Ouagadogou), o mais importante festival da África, no qual Bulbul já esteve presente por duas vezes, em 1997 e 2009. Nesta última, Bulbul foi convidado pela direção daquele festival para ser curador de uma mostra brasileira representada por oito cineastas.

Para esta edição do III Encontro de Cinema Negro Brasil África e Américas foram selecionados cerca de 50 títulos, entre documentários, longas de ficção, médias e curtas-metragens, na maioria, realizados por jovens diretores, na faixa de 20 e 40 anos. Em geral, são obras contemporâneas que trazem um retrato amplo sobre as tradições e as raízes africanas presentes nas diferentes culturas. "São filmes que falam do mundo, das relações entre as pessoas e que valorizam a terra, a tradição e o território. Na minha opinião, nada mais contemporâneo do que isso", explica Bulbul.

Ao todo, serão 23 filmes brasileiros, 14 africanos, 5 caribenhos e 5 americanos, além de um canadense e um colombiano. Mais uma vez, o evento acontece em diversos pontos da cidade, com ingressos a preços populares (R$ 3) ou com entrada franca. De 9 a 15 de novembro, as atividades se concentram no Centro, tendo como palco o Cinema Odeon BR, o Centro Cultural Justiça Federal, a Lapa (onde uma tenda será montada em praça aberta), além do Centro Afro Carioca de Cinema, onde acontecem encontros diários pela manhã. Na Zona Sul, o Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, abriga o Encontro entre os dias 16 e 18.

Como sempre, o objetivo é valorizar a presença do negro e suas temáticas no cinema nacional e internacional. "Nosso objetivo é mostrar a força e a importância da cultura negra que tentaram esconder por tantos anos e que lutamos até hoje para tirar da invisibilidade", afirma Bulbul. Por isso, além de apresentar uma gama diversificada de filmes, o Encontro busca promover a troca de experiências entre profissionais e público, através de oficinas de capacitação gratuitas e debates com produtores, críticos, estudantes e todos os entusiastas da sétima arte. "Nossa meta é promover o diálogo entre Brasil e África e mostrar que há muitas semelhanças entre as duas culturas mesmo após tanto tempo de ruptura. O Encontro é o nosso quilombo cinematográfico, o nosso ponto de resistência", revela Bulbull

Na lista dos brasileiros presentes estão, ao lado de Zózimo Bulbul, Jefferson Dê, Viviane Ferreira (Marcha Noturna), Luiz Antonio Pillar (Em quadro - A história de 4 negros na tela), Lincoln Santos (Santa Erva), além de Dudu Fagundes (Maestro das Ruas), e Waldir Xavier (Barracão). O Encontro também vai contar com a participação de 12 convidados internacionais. Da África estão confirmados os diretores Cheik Fantamady Camara (Guiné Conacry), Daniel Kamwa (Camarões), Mama Keita (Guiné), Missa Hebie (Burkina Faso), Idriss Diabate (Costa do Marfim), além da atriz Khady Nidaye e do cineasta Mansour Sora Wade (Senegal), do filme Le feux de Mansare. Do Caribe, teremos Anne Lescot e Laurence Magloire (ambas do Haiti), e Rigoberto Lopez (Cuba), que terá seu filme Hacer arte, hacer justicia represenado em persona pelo ator Dany Glober. E, finalmente, representando os Estados Unidos, estarão presentes os diretores Yoruba Rinchen e Allen Harris, tidos como discípulos do famoso documentarista Saint Claire Bourne (1943-2008), o homenageado desta edição.

A largada para o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas será dada, dia 9, com uma recepção para convidados no Centro Cultural Justiça Federal, a partir das 17h30. Em seguida, às 18h, a Orquestra de Cordas da Grota faz as honras da casa no Cine Odeon. Lá, os mestres de cerimônia Hilton Cobra e Daniela Ornelas entram em cena para iniciar a mesa de abertura, com as falas do Ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e do Sr. Zulu Araujo, da Fundação Cultural Palmares. Por fim, ao som de tambores africanos, a voz será do convidado especial da noite: o africano Mansour Sora Wade, que apresenta seu filme Le feux de Mansaré, exibido em seguida para o público.


EXIBIÇÕES

Com cerca de 50 obras na programação, este ano o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas ampliou a participação de países, trazendo obras não só africanas e brasileiras como também das Américas do Norte e Central. A grande novidade fica por conta do caráter jovem do Encontro e da presença dos americanos Yoruba Rinchen e Thomas Allen Harris, representando o homenageado desta edição, o documentarista Saint Claire Bourne. Cada um deles apresenta dois filmes. São eles: Promised Land e Sister of Good Death, de Rinchen; e Twelve Disciples of Mandela e That's my Face, de Harris. A mostra americana também inclui uma das obras-primas de Bourne, o longa Paul Roberson- Here I Stand.

Dos filmes caribenhos, fazem parte da programação: Mensajero de Los Dioses, Roble de Olor, e Hacer arte, hacer justicia (com o ator Dany Glober), todos da autoria do cubano Rigoberto Lopez, que também esteve presente no Encontro passado. Além desses, completando a lista, temos o De Hombres y de Dioses, de Anne Lescot e Laurence Magloire; e Rue des Cases Negres, de Euzhan Palcy (Haiti).

Dividida em 3 categorias - Longas, Documentários e Ficção -, a mostra brasileira vem com 23 títulos, sobre bairros, tradições e ficção sobre o cotidiano. Dentre esses, destaque para os longas Em Quadro - A História de 4 Negros na Tela, de Luiz Antonio Pillar, e Barracão, de Waldir Xavier. Na categoria Tradições e Bairros, vale destacar o curta Santas Ervas, de Lincoln Santos e Alexandre, e Estação Realengo, de Carlos Maia, respectivamente. Na lista dos documentários, atenção para Mães do Hip Hop, de Janaina de Oliveira, finalizando com os filmes de Ficção, Não Ganhei Este Edital, de Julio Pecly, Caixa Preta, de Ana Claudia Okuti, e Além do Olhar, da Equipe Cinema Nosso.

A mostra africana apresenta 14 obras feitas por diretores de Guiné, Senegal, Camarões, Mali, Nigéria, Mali, Egito, Congo, Costa do Marfim e Burkina Faso. Dentre esses, seis cineastas estarão presentes no III Encontro: Cheik Fantamady Camara (Guine Conacry), Daniel Kamwa (Camarões), Mama Keita (Guine), Mansour Sora Wade (Senegal), Missa Hebie (Burkina Faso), Idriss Diabate (Costa do Marfim), além da atriz do filme Le feux de Mansare, de Mansour.

Além disso, dos 14 títulos africanos selecionados, seis fizeram parte do Fespaco 2009. São eles: Le feux de Mansaré, de Mansour Sora Wade (premiado em 2009); La Fauteuil, de Missa Hebie (premiado em 2009); La Femme Qui Porte I'Afrique; de Idriss Diabate; e En attendant les hommes; de Katy Lena Ndiaye.

SEMINÁRIOS E OFICINAS

Os seminários e oficinas do III Encontro de Cinema Negro Brasil África e Américas visam promover o debate sobre o cinema negro de forma abrangente através do encontro e a troca de experiências entre diretores renomados e inciantes de diversas partes do país e do mundo. Além disso, busca discutir as novas produções e formas de intercâmbio entre produtores, críticos, estudantes e público interessado em cinema em geral.

A programação conta com a presença de convidados especiais do Brasil, África, América Latina e da América do Norte com o intuito de gerar o conhecimento mútuo e a discussão acerca da produção e da distribuição de filmes realizados por cineastas afro-descendentes.

O principal objetivo é resgatar a memória da presença do negro e suas temáticas no cinema nacional e internacional, onde a tradição e a contemporaneidade se encontram e têm como marcas centrais a ancestralidade, a oralidade e a resistência.

Com exceção do encontro de abertura, realizado no dia 10, no Centro Afro Carioca de Cinema, os seminários serão realizados de 11 a 14 de novembro, no Cine Odeon. Já as oficinas serão realizadas no Centro Cultural Justiça Federal, entre os dias 10 e 15, com direito a certificado de participação para quem tiver o mínimo de 70% de presença.

15:19 - 30/10/2009

fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/30/e301019286.asp

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA (São Paulo - 10 a 15/11)



Após o furor cinematrográfico provocado pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que neste ano não exibiu nenhum filme africano, a Matilha Cultural e a curadora Lilian Solá Santiago promovem a ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA, como programação exclusiva para o Mês da Consciência Negra. A primorosa seleção de filmes propõe um olhar contemporâneo da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes dispersos pelo mundo.

A ESPELHO ATLÂNTICO vem sendo realizada há dois anos na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, acompanhada por um público crescente e fiel. O cronograma do evento paulistano inclui a exibição de 11 filmes, africanos, europeus e brasileiros sobre a temática, a maioria deles inéditos em São Paulo.

A abertura da Mostra acontece na terça-feira, 10 de novembro às 19 horas, no Espaço Matilha Cultural, com coquetel e a primeira exibição em 35mm de “Graffiti”, dirigido por Lilian Solá Santiago.

De 10 a 15 de novembro de 2009 (terça a domingo)
Exibições gratuitas, sempre às 19:00h.
ESPAÇO MATILHA CULTURAL
R. Rego Freitas 542 - São Paulo – Brasil (próx. à R. da Consolação)
fone:11 3256.2636


Mais informações sobre a Mostra:
http://liliansantiago.blogspot.com/
http://matilhacultural.com.br/2009/10/espelho-atlantico-mostra-de-cinema-da-africa-e-da-diaspora/


PROGRAMAÇÃO E SINOPSES
Dia 10/11 - terça-feira - abertura com coquetel
Graffiti
(ficção / documentário)
Lílian Solá Santiago (Brasil, 2008, 10 min.)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das semanas mais sinistras que essa cidade já viveu – dos ataques do PCC, e a violenta revanche da polícia em 2006. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem. Com Sidney Santiago e Chico Santo.
Sessões: 19:30, 20:00, 21:00 e 21:30 horas.

Dia 11/11 – quarta-feira
O som e o resto
(ficção)
André Lavaquial (Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.

Cariocas (documentário)
Ariel de Bigault (França, 1989, 57 min.)
“Cariocas” mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.

Dia 12/11 – quinta-feira
Balé de pé no chão
(documentário)
Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro (Brasil, 2006, 17 min.)
Documentário sobre Mercedes Baptista, principal precursora da dança afro-brasileira. Bailarina de formação erudita, cria seu grupo na década de 50, e estuda os movimentos do candomblé e das danças folclóricas. Participou de vários festivais nacionais e internacionais. A versão de 52 minutos para televisão ganhou, entre outros, o Prêmio de Melhor Documentário no I Hollywood Brazilian Film Festival, 2009.

Esperando os homens (documentário)
Katy Lena Ndiaye (Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Dia 13/11 – sexta-feira
Ossudo
(ficção / animação)
Júlio Alves (Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.

Kuxa Kanema – O nascimento do cinema (documentário)
Margarida Cardoso (Bélgica / França / Portugal, 2003, 52min.)
O governo Moçambicano cria após a independência, em 1975, o Instituto Nacional de Cinema (INC), pois o presidente, Samora Machel, sabia do poder da imagem para a nação socialista. O filme acompanha a ruína do INC após um incêndio e a desilusão dos moçambicanos com o regime. Vencedor do Festival de Nova York de Filmes Africanos, entre outros.

Dia 14/11 – sábado
Maria sem graça
(ficção)
Leandro Godinho ( Brasil, 2007, 14min.)
Maria das Graças, menina negra de 12 anos, moradora da periferia de São Paulo, atormenta a vida de sua mãe para alcançar seu maior sonho: ser a apresentadora Xuxa Meneghel. Selecionado para o Festival Internacional de curta-metragens de São Paulo.

Cabo Verde, meu amor (ficção)
Ana Lisboa (Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.

Dia 15/11 – domingo
Black Berlim
(ficção)
Sabrina Fidalgo (Alemanha / Brasil, 2009, 15 min.)
Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em Berlim. Na capital alemã, leva uma vida muito distante de suas verdadeiras raízes. Porém tudo muda quando ele frequentemente passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. Apesar de ignora-la ele começa a ter visões de personagens estereotipados, que o remetem a um passado que ele prefereria esquecer. Inédito.

O Herói (ficção)
Zezé Gamboa (Angola / França / Portugal, 2004, 97 min.)
Um soldado mutilado na explosão de uma mina volta à Luanda após 20 anos de combates. No elenco o senegalês Makena Diop, as brasileiras Maria Ceiça e Neuza Borges. Premiado no Festival de Sundance (EUA) e no Festival de Cinema Africano de Milão, entre outros.

Fonte: e-mail gentilmente enviado pela organizadora do evento, Lílian Santiago, da Terra Filme Digital, em 03/11/2009.

domingo, 4 de outubro de 2009

Cuba, uma odisseia africana (documentário)

Um documentário interessante a respeito dos países africanos no Festival do Rio de Cinema: CUBA, UMA ODISSÉIA AFRICANA. Trata-se da importante contribuição cubana durante as guerras coloniais e nos primeiros passos da construção dos países africanos independentes.

Nas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, o escritor Ondjaki recria com apego a presença dos cubanos nos sistemas educacional e de saúde angolanos, em seus três livros publicados no Brasil: Bom dia Camarada (Agir), Os da minha rua (Língua Geral) e Avódezanove e o segredo do soviético (Cia. das Letras).

O documentário ainda terá três exibições até o final do Festival, no dia 8/10. Dias, cinemas e horários encontram-se no final do texto.

Ricardo Riso

Cuba, uma odisséia africana

"O que é importante para a unidade é a ideologia não a geografia"
Out-door monumental com Agostinho Neto, (do MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola, primeiro presidente de Angola e morto em 1979) e Fidel Castro (líder da revolução cubana).

Sinopse: Durante a Guerra Fria, a África tornou-se um amplo campo de disputa entre interesses conflitantes. Os soviéticos queriam expandir sua influência para um novo território, os EUA planejavam se apropriar das riquezas do continente, e os antigos impérios europeus viam seu poder colonial se dissipar. Precisando defender a independência recém adquirida, as jovens nações africanas foram buscar apoio junto à Cuba de Fidel Castro. Através de depoimentos de envolvidos, o filme lança uma perspectiva histórica pouco explorada sobre os conflitos na África na segunda metade do século XX.

Amílcar Cabral, líder do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde, morto em 1973), e Fidel Castro.

Biografia do diretor: Nascida no Libano, realizou um mestrado em Ciência Política na Universidade Americana no Cairo. Trabalhou como correspondente política no Oriente Médio para a Reuters, a US News e a World Report. Produziu e dirigiu diversos documentários, como House of Saud, Price of Aid, The tragedy of the Great Lakes, a série Israel and the Arabs, cujo livro derivado ela também co-escreveu.

Che Guevara (símbolo da revolução cubana) e Samora Machel (FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique, primeiro presidente do país e morto em 1986)

Titulo Original: Cuba, une odyssée africaine
Titulo em Inglês: Cuba: an Africain Odyssey
Classificação:16
Direção: Jihan El Tahri
Montagem: Gilles Bovon
Música: Les frères Guisse
País: França / Reino Unido
Ano: 2007
Duração: 118min

Mostra: Homenagem a ARTE
Em Exibição
Terça - 06/10/2009 Estação Botafogo 3 15:15:00 hs EB368
Terça - 06/10/2009 Estação Botafogo 3 19:15:00 hs EB370
Quinta - 08/10/2009 Instituto Moreira Salles 20:00:00 hs

terça-feira, 25 de agosto de 2009

África & Brasil: imagens em debate (UFRJ)

Coordenadores: Carmen Tindó, Edna Bueno e Maria Teresa Salgado

Ementa: Ciclo de debates, a partir de curtas e médias-metragens, cujo objetivo é pôr em discussão aspectos literários, históricos, antropológicos, religiosos, enfim, questões culturais relacionadas ao continente africano em sua relação com o Brasil, buscando a desconstrução de estereótipos, apontando os múltiplos campos de trocas culturais entre a África e o nosso país, evidenciando, sobretudo, a pluralidade e a riqueza cultural do continente.

Vagas: 50 ou mais (O curso será no auditório do G1 - Faculdade de Letras/UFRJ)
Dias da semana: Quartas (agosto, setembro e 1ª sem de outubro)
Horário: 13: 30 às 15:30
Período: (9 encontros)

Programa:
12/08 – Oxalá cresçam pitangas
- Uma visão de Luanda na contemporaneidade: os conflitos, sonhos e problemas nos depoimentos de seus habitantes.
Debatedor: Ondjaki - escritor e cineasta angolano

19/08 – O Jongo na Serrinha - Um tributo a mestre Darcy - O jongo, suas origens e sua história em uma das principais comunidades do estado do Rio de Janeiro.
Debatedor: Lúcio Sanfillippo (músico e professor de música e danças brasileiras)

26/08 – Fogata - A cultura e a Literatura moçambicanas discutidas a partir da exibição de um curta-metragem adaptado do conto A fogueira, do escritor Mia Couto.
Debatedora: Carmen Tindó (Professora de Literaturas Africanas)

02/09 – O roubo de uma máscara - A relação entre tradição e modernidade a partir de máscaras africanas
Debatedora: Luena Pereira (Pesquisadora e Professora de Antropologia)

09/09 – A Família Alcântara – A saga da Família Alcântara, cujos primeiros integrantes, descendentes de uma tribo angolana, chegaram escravizados ao Brasil.
Debatedora: Conceição Evaristo (Escritora)

1609 - A Festa – O encontro comemorativo dos descendentes de Francisco Félix de Souza, um descendente de escravos que se tornou um dos maiores traficantes do continente africano.
Debatedor: Rogério Athayde (Pesquisador e Professor de História)

23/09 – A dança das cabaças - Exu no Brasil – Um documentário poético que investiga a divindade africana Exu no imaginário popular brasileiro
Debatedor: Cláudio Falcão (Professor e pesquisador de História)

30/09 - O regresso de um aventureiro seguido de Os cowboys são negros - O primeiro western africano surgido na década de 60, anos da efervescência do cinema africano. O diálogo entre a África e os elementos cultuados do cinema americano em plena efervescência do cinema africano.
Debatedor: Clementino Júnior (Cineasta e produtor cultural)

07/ 10 - A árvore dos antepassados - A importância dos antepassados na tradição oral.
Debatedora: Laura Padilha (Professora de Literaturas Africanas).

Material necessário: data-show, telão.

Sinopse dos Filmes
Oxalá cresçam pitangas (Angola, 2006)
De Ondjaki e Kiluanje Liberdade, DVD, 62 min
Um filme em Angola, sobre Luanda, depois de 30 anos de independência e de três anos de paz. Cruzamento de várias realidades e gentes de todas as províncias, numa metrópole de mais de três milhões de habitantes. A alegria, o ritmo, a graça e a desgraça de viver em Luanda.“Oxalá cresçam pitangas” revela a realidade por detrás da permanente fantasia luandense. Dez vozes vão expondo com ritmo, dignidade e coerência, um espaço ocupado por várias gerações e dinâmicas sociais complexas. Luanda ainda não havia sido filmada sob esta perspectiva realista e humana: conflitos entre a proliferação do setor informal, as desilusões e as aspirações, o questionamento do espaço urbano e do futuro de uma Angola em acelerado crescimento.

O Jongo na Serrinha - Um tributo a mestre Darcy (Brasil, 2005).
De Beatriz Paiva, DVD, 35 min
O filme é um Tributo ao Mestre Darcy do Jongo que, juntamente com sua mãe Vovó Maria Joana iniciaram um movimento de transformação do jongo que sua família viveu em fazenda do Vale do Paraíba, para que esta manifestação não se extinguisse e se tornasse acessível às gerações seguintes, se adaptando inclusive aos palcos. Por causa deste movimento, iniciou-se um processo de valorização de comunidades jongueiras por todo o sudeste e um resgate cultural incomensurável que culminou com o tombamento do Jongo como patrimônio imaterial da Humanidade.

Fogata (Moçambique, 1992)
De João Ribeiro, DVD, 18 min.
Fogata, adaptado do conto A Fogueira, de Mia Couto, expõe a tensão entre a representação no cinema e a arte de contação de histórias da tradição oral africana. As vidas são retratadas de uma perspectiva realista, ainda que com sua magia, se situando, assim, entre a fantasia e as narrativas populares realistas. A forma poética do conto A Fogueira, na sua expressão literária, volta sua atenção para a oralidade de forma muito bem sucedida.
O roubo de uma máscara (L’ envol d’un masque - Burkina Fasso, 1995)
De Phillippe Cassard, DVD, 30 min.
A encenação leve e bem humorada do dilema tradição/ modernidade faz dessa fábula moderna um documento de descoberta da África pela juventude.

A Família Alcântara (Brasil, 2004)
De Daniel Solá Santiago e Lilian Solá Santiago, DVD, 54 min.
Um documentário de longa-metragem foi rodado em João Monlevade, município a 100 km de Belo Horizonte. Família Alcântara é o nome da obra, que leva a assinatura de Daniel Solá Santiago e Lilian Solá Santiago, seus produtores e diretores. O trabalho dos Santiagos, ao contrário do que o título pode sugerir, não se resume à história de um grupo familiar. Em sua realização, ele teve de dar conta de um quadro amplo e muito complexo. Santiago escolheu levar para a tela uma epopéia cultural que teve início em Minas Gerais há 240 anos. Em 1760 os primeiros Alcântara chegaram escravizados ao Brasil. Eram integrantes de uma tribo angolana, os wasili, que viviam em terras próximas de Luanda, atual capital de Angola. De etnia banto, esses escravos wasili foram levados para Minas e postos a trabalhar em plantações de cana-de-açúcar.

A Festa (Portugal - África, 2006)
De Joana da Cunha Ferreira, DVD, 52 min
Um filme sobre Francisco Félix de Souza, Chachá I, que morreu nonagenário em Ajudá, no ano de 1849, rodeado de uma muito extensa família, de várias mulheres, filhos, filhas e corte. A sua fama como traficante de escravos já tinha atingido tais proporções que os abolicionistas ingleses acreditaram que, com a morte de Souza, acabaria o tráfico de escravos. Em Ajudá, onde Francisco se instalou e enriqueceu, os mortos não são considerados mortos, vivem ao nosso lado enquanto quisermos. Ali, como aqui, enquanto houver quem nos recorde, continuamos a ser e a nossa história a crescer.

A dança das cabaças – Exu no Brasil (Brasil, 2006)
De Kiko Dinucci, DVD, 54 min
Trazido pelos escravos com outros Deuses do panteão Yoruba, Exu foi colocado à margem e passou por um processo de demonização que se inicia na missão católica na África e se estende no período colonial brasileiro, onde seus atributos originais foram ocultados. Exu que na África era caracterizado como o princípio da vida, a força que move os corpos, a dinâmica, o senhor dos caminhos e das encruzilhadas, a principal ponte entre os mortais e as divindades que habitam o além, passa a ser visto como a personificação do mal perante o modelo cristão, devido ao seu seu símbolo fálico e seu comportamento astucioso.Dirigido por Kiko Dinucci, o filme passa pelas diversas vertentes das religiões afro-descendentes, dos candomblés (de tradição Nagô, Gege, Bantu), Tambor de Mina, passando pela Umbanda e Quimbanda. Dança das Cabaças-Exu no Brasil conta com participações de Sacerdotes e estudiosos.

O Regresso de um Aventureiro (Le Retour d´un Aventurier, Nigéria, 1966).
De Moustapha Alassane, DVD, Cor, 34 min.
De regresso de uma viagem aos Estados Unidos, um jovem nigeriano oferece aos amigos da sua aldeia equipamentos de cowboys. A gangue vai perturbar a vida da aldeia e vai transformá-la numa cidade do velho oeste americano.

Os Cowboys São Negros (Les Cow-Boys Sont Noirs, França, 1966)
De Serge-Henri Moati, DVD, p&b, 15min.
Moustapha Alassane, cineasta nigeriano, realizou "O Regresso de um Aventureiro", primeiro western africano. Este filme conta a história da gravação deste filme de ação e de amor e mostra-nos como é tênue a fronteira entre a realidade e a ficção, o cinema e a vida.

A árvore dos antepassados (Moçambique, 1994)
De Licínio Azevedo, DVD, 50 min
Em 1984 quando a guerra atingiu a província de Tete, no norte de Moçambique, Alexandre Ferrão foi escolhido pelos tios para levar a família para Malawi. Os que agüentavam caminhar e as crianças foram com ele. Dez anos depois, com o fim da guerra, Alexandre decidiu que era hora de regressar para se reconciliarem com a árvore dos antepassados. Este filme vê a história da viagem de regresso à casa da família.

Fonte: http://www.letras.ufrj.br/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=58&Itemid=73

terça-feira, 3 de março de 2009

II ESPELHO ATLÂNTICO - MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA

Em parceria com o African Film Festival, de Nova York, a mostra traz um panorama contemporâneo de filmes que refletem a herança do continente africano.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, traz mais uma vez ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra.

A mostra proporcionará uma abordagem atual e significativa tanto da produção cinematográfica africana contemporânea quanto a realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.


Para a curadoria dos filmes internacionais a Mostra conta com a parceria da organização sem fins lucrativos AFF – African Film Festival, que contribui para a realização de importantes eventos culturais internacionais, todos de divulgação do cinema africano e da diáspora. Entre esses eventos, podemos destacar a realização do festival de cinema FESPASCO – Festival PanAfricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, o mais importante do continente africano, em Burkina Faso, e do Sidney African Film Festival, na Austrália.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora será uma oportunidade única de assistir a importantes títulos de um acervo praticamente inédito no Brasil, capaz de fomentar discussões e ampliar nosso conhecimento da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes pelo mundo, propondo um novo caminho para a leitura e identificação com a identidade africana por parte do público brasileiro.

PROGRAMAÇÃO – Sempre às 19h

Dia 03
O jardim de outro homem - Dir.: João Luis Sol de Carvalho
(Moçambique/ Portugal/ França, 2006, 80 min.) - (*12 anos)
Maior produção cinematográfica moçambicana realizada até agora, "O Jardim de outro homem" retrata o cotidiano de uma jovem estudante que enfrenta muitas dificuldades para realizar seu maior sonho: tornar-se médica. Na trama, Sol de Carvalho também denuncia a presença da Aids na sociedade local. Indicado ao 3º Cineport, em 2007, na categoria melhor filme.

Cabo Verde, meu amor - Dir: Ana Lisboa
(Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.) - (* 12 anos)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.

Dia 04

Bafata Blues - Dir: Babetida Sadjo
(Guiné Bissau, 2007, 26 min)
Em dezembro de 2004, Babetida volta ao país pela primeira vez desde 8 anos, após viver 13 anos em vários lugares da África, 4 anos no Vietnã e residir na Bélgica, desde 2000. Ela reencontra uma aldeia, um passado, uma família. O filme retrata de modo intimista esse reencontro com seu país de origem, comentado sobre a forma de um livro de viagens.

O Comboio da Canhoca - Dir: Orlando Fortunato
(Angola / Portugal/ França / Tunísia/ Marrocos, 2005, 90 min.) - (*10 anos)
O filme descreve a luta pela sobrevivência de um grupo de angolanos detidos pelas autoridades coloniais portuguesas na província de Malanje. Durante cinco dias, os homens detidos são esquecidos no vagão e chegam a se acusar de traição e morte.

Dia 05

Ossudo - Dir: Júlio Alves
(Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.

Cinderelas, lobos e um príncipe encantado - Dir: Joel Zito Araújo
(Brasil, 2008, 107 min.) - (*12 anos)
O filme vai do nordeste brasileiro a Berlim, buscando entender os imaginários sexuais e raciais de jovens, que se arriscam num caminho até a Europa, para mudar de vida ou encontrar seu príncipe encantado, e que compõem uma realidade de 900 pessoas traficadas para fins de exploração sexual e 1,8 milhões de crianças vítimas de pornografia e turismo sexual.

Dia 06

O som e o resto - Dir: André Lavaquial
(Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.

Cariocas - Dir: Ariel de Bigault
(França, 1989, 57 min.)
"Cariocas" mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.

Dia 07

Doze Discípulos de Nelson Mandela - Dir: Thomas Allen Harris
(EUA/ África do Sul, 2005, 75 min.)
O filme mostra o encontro de 12 amigos que deixaram a cidade de Bloemfontein (África do Sul) nos anos 60 para montar o Congresso Nacional Africano com Nelson Mandela. Com entrevistas, material de arquivo e reconstituições dramáticas, Harris recria essa importante história. Vencedor do Festival de filmes de Pan Africanos de Los Angeles, na categoria melhor documentário, em 2006.

Adeus, até amanhã - Dir: Antonio Escudeiro
(Portugal/ Angola, 2007, 60 min.)
Antonio Escudeiro é conhecido com diretor de fotografia. Forçado a sair de Angola contra sua vontade, a volta só acontece trinta e dois anos mais tarde. O filme é uma viagem pelo tempo, pelas belas paisagens da África e pelas recordações do diretor. Selecionado para a competição o último DocLisboa – Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa.

Dia 08

Graffiti - Dir: Lílian Solá Santiago
(Brasil, 2008, 10 min.) - (* 10 anos)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das noites mais sinistras que essa cidade já viveu. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem (2006), do Governo do Estado de São Paulo, o filme é a estréia na ficção desta premiada documentarista. Com Sidney Santiago e Chico Santo.

Esperando os homens - Dir: Katy Lena Ndiaye
(Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.) - (*12 anos)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Classificação etária livre: exceto quanto indicado *

SERVIÇO:
CAIXA Cultural RJ – Cinema 1 e 2
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
(ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel.: 2544.4080
Ingressos: R$ 4,00 RS 2,00 (meia entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais

CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL
Lilian Solá Santiago, cineasta premiada no Brasil e no Exterior, têm entre seus trabalhos mais recentes o filme curta-metragem "Graffiti" (2008), ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de São Paulo, que também está presente na Mostra.
Seu documentário "Balé de Pé no Chão – a dança afro de Mercedes Baptista" (2006, com Marianna Monteiro) recebeu, entre outras importantes premiações, o prêmio de Melhor Documentário no I Festival de Cinema Brasileiro de Hollywood (fev/2009).
Lilian também produziu e dirigiu o premiado filme documentário "Família Alcântara" (2004, com Daniel Santiago) e, como produtora executiva e assistente de produção, colaborou em vários filmes da retomada do cinema brasileiro, como "Latitude Zero", de Toni Venturi, "Ed Mort" de Alain Fresnot, "Os Matadores", de Beto Brant, entre outros.
Historiadora e Mestre em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo, têm atuado como docente de produção e direção audiovisual em importantes instituições educacionais.
Em 2006, ganhou o prêmio "Zumbi dos Palmares", conferido pela Assembléia Legislativa de São Paulo e o "Prêmio Cooperifa", da Cooperativa Cultural da Periferia, por sua destacada atuação artística em projetos que resgatam e revelam importantes facetas da cultura afro-brasileira e da diáspora.

*Informações enviadas gentilmente pela amiga Denise G. Santos.

domingo, 1 de março de 2009

Clássicos Africanos Restaurados - CCBB/RJ

Clássicos Africanos Restaurados
Cinema
03 a 08 de março de 2009

O cinema africano, em destaque na última edição do Festival de Berlim, constitui uma das mais belas e sensíveis cinematografias do mundo. É um cinema que, à parte de todas as mazelas políticas e sociais que envolvem aquele grande continente, consegue superar as dificuldades mais imediatas e fazer, de forma leve e poética, um verdadeiro libelo à liberdade de expressão e à aceitação das diferenças. Esta mostra, uma parceria com a Embaixada da França e sua Cinemateca, apresenta, em sessões únicas e exclusivas, 16 filmes – entre curtas, média e longas-metragens - de grandes cineastas africanos, restaurados pela Cinémathèque Afrique, entidade que incentiva a produção e a difusão cinematográfica na África e que faz parte do CulturesFrance, órgão de promoção e cooperação cultural francês.
Apoio: Cinemateca da Embaixada da França
Censura: 14 anos

3 terça
19h30 – E não havia mais neve... (22min) + Jom ou a História de um povo (76min)

4 quarta
17h30 – Os combatentes africanos da Grande Guerra (82min)
19h30 – Cartas camponesas (98min)

5 quinta
17h30 – Finzan (105min)
19h30 – Bako, a outra margem (109min)

6 sexta
17h30 – Taafe Fanga, Poder de saia (103min)
19h30 – Safrana, ou o Direito à palavra (121min)

7 sábado
19h30 – África sobre o Sena (21min) + Paris é bonita (23min) + Os príncipes negros de Saint-Germain-des-Près (14min)

8 domingo
16h - Tabataba (79min)
18h – Fad,Jal (113min)
20h – Fary L’Anesse (21min) + O regresso de um aventureiro (34min) + Os cowboys são negros (15min)
África sobre o Sena (Afrique Sur Seine,Senegal, 1957). De Mamadou Sarr e Paulin Vieyra. P&B. 21min.
A África está na África sobre as margens do Sena ou no Quartier Latin? Interrogações "meio-amargas" de uma geração de artistas e estudantes a procura de sua civilização, sua cultura e seu futuro. Dia 07.

Bako, a Outra Margem (Bako, L'autre Rive, Mali/França, 1978). De Jacques Champreux, Cor. 109min. A lenta imersão na miséria, o desprezo e, por vezes, a morte por que passam milhares de homens deslumbrados pela miragem de "Bako", palavra bambara que significa "a outra margem", utilizada pelos imigrantes nordestinos do Mali para designar a França. Dia 05.

Os combatentes africanos da Grande Guerra (Les combattants africains de la Grande Guerre, África/França, 1983). De Laurent Dussaux. P&B. 82min. Constituído de documentários rodados no Senegal e em Burkina Fasso e de documentos de arquivos, este filme propõe um novo olhar da história, por meio de testemunhos de ex-combatentes sobreviventes e registros históricos e raros, como o embarque das tropas em Dakar, a travessia até a França e a vida nas trincheiras. Dia 04.

Os Cowboys São Negros (Les Cow-Boys Sont Noirs, França, 1966). De Serge-Henri Moati. P&B, 15min. Moustapha Alassane, cineasta nigeriano, realizou “O Regresso de um Aventureiro”, primeiro western africano. Este filme conta a historia da gravação deste filme de ação e de amor e mostra-nos como é tênue a fronteira entre a realidade e a ficção, o cinema e a vida. Dia 08.

Crônica Camponesa (Lettre Paysanne, Senegal, 1975). De Safi Faye. P&B. 98min. Serigne Ibra, um camponês abastado e mau caráter, decide se casar. Sua futura esposa deve possuir beleza perfeita e não ter nenhuma cicatriz. Mas, segundo Ibra, as mulheres de sua aldeia não correspondem aos seus critérios de escolha.
Um dia, uma jovem belíssima de passado misterioso aparece... Dia 04.

E Não Havia Mais Neve... (Et la Neige n'etait plus..., França/Senegal, 1965) . De Ababacar Samb Makharam. P&B. 22 min. Um jovem bolseiro senegalês regressa da França. O que ele aprendeu? O que ele esqueceu? Que caminho ele irá escolher para o contato com as novas realidades africanas? Os problemas que se colocam na juventude africana expostos com franqueza, coragem e humor. Dia 03.

Fad, Jal (Senegal, 1979). De Safi Faye. Cor. 113min. Fad,Jal é a crônica de um povoado sérère da região do cultivo do amendoim no Senegal. Os aldeões testemunham, através da fala dos anciãos, a história do povoado transmitida pela tradição oral, e sobre as dificuldades que eles têm para explorar sua terra e para se alimentar de sua produção. Dia 08.
Fary L’Anesse (Senegal, 1989). De Mansour Sora Wade. Cor. 21min. Ngor e Coumba moram num vilarejo árido no Senegal. Há dois anos Ngor deseja esposar Coumba, mas, uma vez mais, a colheita anual foi ruim: as chuvas irregulares não foram favoráveis para que a colheita do amendoim, única cultura herdada da colonização, proporcionasse ganho suficiente para o casamento. Dia 08.

Finzan (Mali, 1989). De Mali Cheick Oumar Sissoko. Cor. 105 min. Este filme confronta as tradições patriarcais do Mali, incluindo a controversa questão da circuncisão feminina. A viúva recente Nanyuma se sente livre do tratamento cruel de seu falecido marido. Ela sai da aldeia com sua sobrinha Fili, mas é eventualmente forçado a regressar. Nanyuma percebe que sua única chance de reclamar a sua própria liberdade será abandonando a comunidade. Dia 05.

Jom ou a História de um Povo (Jom ou l'Histoire d'un Peuple. Senegal, 1981). De Ababacar Samb Makharam. Cor. 76min. O Jom é a origem de todas as virtudes, a dignidade, a coragem, uma certa beleza do gesto, a fidelidade do compromisso, o respeito pelo outro e por si mesmo. Klaly, o feiticeiro africano, encarnação da memória africana, atravessa as épocas para ser uma testemunha da resistência à opressão: a que opõe o colonizador ao povo escravizado, o senhor ao criado, o patrão aos operários. Dia 03.

Paris é Bonita (Paris c'est joli, Nigeria, 1974). De Inoussa Ousseini. Cor. 23min. Um jovem africano chega à França clandestinamente. Em 24 horas ele será enganado e destituído de seus poucos bens. Mesmo assim, após uma noite na capital francesa e apesar de toda sua família ter ficado na África, ele envia uma carta em que escreve "Paris é bonita". Dia 07.

Os Príncipes Negros de Saint-Germain-de-Près (Les Princes Noirs de Saint Germain de Près, Senegal, 1975). De Ben Diogaye Beye. Cor. 14min. Nas esplanadas de Saint-Germain-de-Près, as jovens brancas que procuram exotismo são as preferidas de efebos elegantes e pretensiosos. A imaginação deles nunca é pouca para entreter e convencer as suas crédulas conquistas. Momentaneamente sem dinheiro, eles não serão ao menos "príncipes" vindos de lendários reinados? Dia 07.

O Regresso de um Aventureiro (Le Retour d'un Aventurier, Nigéria, 1966). De Moustapha Alassane. Cor. 34 min. De regresso de uma viagem aos Estados Unidos, um jovem nigeriano oferece aos amigos da sua aldeia equipamentos de cowboys. A gangue vai perturbar a vida da aldeia e vai transformá-la numa cidade do velho oeste americano. Dia 08.

Safrana, ou o Direito à Palavra (Safrana, ou le Droi à la Parole, França, 1978). De Sidney Sokhona. P&B. 121min. Quatro trabalhadores imigrantes africanos decidem abandonar Paris para frequentar estágios de agricultura numa região rural francesa e depois tentar uma reinserção no seu país de origem. Dia 06.

Taafe Fanga, Poder de Saia (Taafe Fanga, Pouvoir de Pagne, Mali, 1997). De Adama Drabo. Cor. 103min. O ilustre feiticeiro africano Sidiki Diabaté nos convida para a falésia de Bandiagara, ao passado do povo Dogon . L'Albarga, a máscara dos espíritos da falésia, símbolo de poder, cai nas mãos de Yayème, uma adolescente, e provoca uma desordem em Yanda. As mulheres trocam a saia pelas calças dos homens. Maldição? Castigo Divino? O poder das mulheres se instala. A nova ordem resistirá a todas as contradições? Dia 06.

Tabataba (Madagascar, 1987). De Raymond Rajaonarivelo. P&B. 79min.
Em 1947, os habitantes da aldeia de Tanala na costa Este de Madagáscar, participam de revoltas na grande revolta contra a colonização francesa. A história da insurreição e da sua repressão é vencida através dos olhos de Solo, jovem rapaz para quem a vida quotidiana e a infância não serão nunca transtornadas. Dia 08.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Rio de Janeiro - RJ

Fonte: e-mail do Universidarte com a programação do Centro Cultural Banco do Brasil, enviado em 20/02/2009.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

II ESPELHO ATLÂNTICO - MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA (Caixa Cultural/RJ)


II ESPELHO ATLÂNTICO - MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA - 03 A 08 DE MARÇO.

Em parceria com o African Film Festival, de Nova York, a mostra traz um panorama contemporâneo de filmes que refletem a herança do continente africano.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, traz mais uma vez ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra.

A mostra proporcionará uma abordagem atual e significativa tanto da produção cinematográfica africana contemporânea quanto a realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.

Para a curadoria dos filmes internacionais a Mostra conta com a parceria da organização sem fins lucrativos AFF – African Film Festival, que contribui para a realização de importantes eventos culturais internacionais, todos de divulgação do cinema africano e da diáspora. Entre esses eventos, podemos destacar a realização do festival de cinema FESPASCO – Festival PanAfricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, o mais importante do continente africano, em Burkina Faso, e do Sidney African Film Festival, na Austrália.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora será uma oportunidade única de assistir a importantes títulos de um acervo praticamente inédito no Brasil, capaz de fomentar discussões e ampliar nosso conhecimento da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes pelo mundo, propondo um novo caminho para a leitura e identificação com a identidade africana por parte do público brasileiro.

PROGRAMAÇÃO – Sempre às 19h

Dia 03
O jardim de outro homem - Dir.: João Luis Sol de Carvalho
(Moçambique/ Portugal/ França, 2006, 80 min.) - (*12 anos)
Maior produção cinematográfica moçambicana realizada até agora, "O Jardim de outro homem" retrata o cotidiano de uma jovem estudante que enfrenta muitas dificuldades para realizar seu maior sonho: tornar-se médica. Na trama, Sol de Carvalho também denuncia a presença da Aids na sociedade local. Indicado ao 3º Cineport, em 2007, na categoria melhor filme.


Cabo Verde, meu amor - Dir: Ana Lisboa
(Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.) - (* 12 anos)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.


Dia 04
Bafata Blues - Dir: Babetida Sadjo
(Guiné Bissau, 2007, 26 min)
Em dezembro de 2004, Babetida volta ao país pela primeira vez desde 8 anos, após viver 13 anos em vários lugares da África, 4 anos no Vietnã e residir na Bélgica, desde 2000. Ela reencontra uma aldeia, um passado, uma família. O filme retrata de modo intimista esse reencontro com seu país de origem, comentado sobre a forma de um livro de viagens.


O Comboio da Canhoca - Dir: Orlando Fortunato
(Angola / Portugal/ França / Tunísia/ Marrocos, 2005, 90 min.) - (*10 anos)
O filme descreve a luta pela sobrevivência de um grupo de angolanos detidos pelas autoridades coloniais portuguesas na província de Malanje. Durante cinco dias, os homens detidos são esquecidos no vagão e chegam a se acusar de traição e morte.


Dia 05
Ossudo - Dir: Júlio Alves
(Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.


Cinderelas, lobos e um príncipe encantado - Dir: Joel Zito Araújo
(Brasil, 2008, 107 min.) - (*12 anos)
O filme vai do nordeste brasileiro a Berlim, buscando entender os imaginários sexuais e raciais de jovens, que se arriscam num caminho até a Europa, para mudar de vida ou encontrar seu príncipe encantado, e que compõem uma realidade de 900 pessoas traficadas para fins de exploração sexual e 1,8 milhões de crianças vítimas de pornografia e turismo sexual.


Dia 06
O som e o resto - Dir: André Lavaquial
(Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.


Cariocas - Dir: Ariel de Bigault
(França, 1989, 57 min.)
"Cariocas" mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.


Dia 07
Doze Discípulos de Nelson Mandela - Dir: Thomas Allen Harris
(EUA/ África do Sul, 2005, 75 min.)
O filme mostra o encontro de 12 amigos que deixaram a cidade de Bloemfontein (África do Sul) nos anos 60 para montar o Congresso Nacional Africano com Nelson Mandela. Com entrevistas, material de arquivo e reconstituições dramáticas, Harris recria essa importante história. Vencedor do Festival de filmes de Pan Africanos de Los Angeles, na categoria melhor documentário, em 2006.


Adeus, até amanhã - Dir: Antonio Escudeiro
(Portugal/ Angola, 2007, 60 min.)
Antonio Escudeiro é conhecido com diretor de fotografia. Forçado a sair de Angola contra sua vontade, a volta só acontece trinta e dois anos mais tarde. O filme é uma viagem pelo tempo, pelas belas paisagens da África e pelas recordações do diretor. Selecionado para a competição o último DocLisboa – Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa.


Dia 08
Graffiti - Dir: Lílian Solá Santiago
(Brasil, 2008, 10 min.) - (* 10 anos)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das noites mais sinistras que essa cidade já viveu. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem (2006), do Governo do Estado de São Paulo, o filme é a estréia na ficção desta premiada documentarista. Com Sidney Santiago e Chico Santo.


Esperando os homens - Dir: Katy Lena Ndiaye
(Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.) - (*12 anos)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Classificação etária livre: exceto quanto indicado *

SERVIÇO:
CAIXA Cultural RJ – Cinema 1 e 2
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
(ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel.: 2544.4080
Ingressos: R$ 4,00 RS 2,00 (meia entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais


CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL
Lilian Solá Santiago, cineasta premiada no Brasil e no Exterior, têm entre seus trabalhos mais recentes o filme curta-metragem "Graffiti" (2008), ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de São Paulo, que também está presente na Mostra.
Seu documentário "Balé de Pé no Chão – a dança afro de Mercedes Baptista" (2006, com Marianna Monteiro) recebeu, entre outras importantes premiações, o prêmio de Melhor Documentário no I Festival de Cinema Brasileiro de Hollywood (fev/2009).
Lilian também produziu e dirigiu o premiado filme documentário "Família Alcântara" (2004, com Daniel Santiago) e, como produtora executiva e assistente de produção, colaborou em vários filmes da retomada do cinema brasileiro, como "Latitude Zero", de Toni Venturi, "Ed Mort" de Alain Fresnot, "Os Matadores", de Beto Brant, entre outros.
Historiadora e Mestre em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo, têm atuado como docente de produção e direção audiovisual em importantes instituições educacionais.
Em 2006, ganhou o prêmio "Zumbi dos Palmares", conferido pela Assembléia Legislativa de São Paulo e o "Prêmio Cooperifa", da Cooperativa Cultural da Periferia, por sua destacada atuação artística em projetos que resgatam e revelam importantes facetas da cultura afro-brasileira e da diáspora.


*Informações enviadas gentilmente pela amiga Denise G. Santos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

África na 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo



A mostra de São Paulo traz algumas das últimas produções de cineastas africanos, assim como daqueles que encontraram seu objeto neste continente. Filmes acessíveis somente em São Paulo, e disponíveis por um período curtíssimo de tempo.

O QUE FAZEMOS AQUI? (2008) de Brandon, Nic, Daniel, T. Klein. Egito, Sudão, Etiópia, Somália, Quênia, Uganda, Ruanda, Tanzânia, Malaui, Zâmbia, Botsuana. História de uma viagem que cruzando a África, na tentativa de entender um dos grandes problemas de nosso tempo: o fracasso em acabar com a pobreza.
21/10 - 17:50, Cinemateca; 23/10 - 17:00, Cine Olido; 30/10 - 17:50, Unibanco Arteplex.

MANDA O DIABO PARA O INFERNO (2008), de G. Reticker. EUA. Um grupo de mulheres da Libéria vão para o meio da sangrenta guerra civil e enfrentam o regime militar de Charles Taylor, em 2003. Essas mulheres – cristãs e muçulmanas –, formam uma linha branca entre as forças de oposição e conseguem pôr fim à luta armada. A demonstração dessa força culmina na eleição de Ellen Johnson Sirleaf, primeira mulher africana presidente.
23/10 - 22:30, Unibanco Arteplex; 24/10 - 17:30, Cinemateca; 25/10 - 20:20, Reserva Cultural, 28/10 - 22:00, Unibanco Augusta.

YOUSSOU N'DOUR: I BRING WHAT I LOVE (2008), de E. Chai Vasarhelyi. EUA. Youssou N'Dour ligou dois mundos – de estrela pop moderna, artista mais vendido no mercado africano em todos os tempos, ao de contador de histórias. A diretora acompanha N'Dour por dois anos – na África, Europa e América – para contar a história de como é lidar com esse desafio.
28/10 - 21:20, Unibanco Arteplex; 29/10 - 21:20, CineSesc; 30/10 - 13:30, Unibanco Arteplex.

PEACE MISSION (2008) de Dorothee Wenner. Alemanha. Desde 1990, a indústria do cinema nigeriano tornou-se o segundo maior empregador do país e atingiu imensa popularidade. O filme é uma visita guiada por Nollywood através dos sets de filmagens, lojas e locais freqüentados por celebridades em Lagos.
24/10 - 20:00; IG Cine, 25/10 - 20:40, Unibanco Pompéia; 30/10 - 18:00, Unibanco Augusta.

TEZA (2008) de Haile Gerima. Etiópia, Alemanha, França. O intelectual Anberber passou vários anos na Alemanha estudando Medicina e volta para a Etiópia apenas para encontrar 24/10 - 21:00, Cine TAM; 25/10 - 23:20, Unibanco Pompéia; 26/10 - 21:50, Cine Bombril; 27/10 - 22:00, Reserva Cultural.o país de sua juventude em guerra.

ADEUS ÀS MÃES (2007) de Mohamed Ismail. Marrocos. O ano 1960 é marcado por ondas de emigrantes judeus voltando para Israel em grande número, influenciados pelo serviço de imigração israelense. Duas famílias, uma judia e outra muçulmana, convivem lado a lado em estreita e sólida amizade. O destino cruelmente separa uma delas, deixando para a outra uma nobre missão a cumprir.
21/10 - 19:50; HSBC Belas Artes; 22/10 - 18:40, Cinemateca; 24/10 - 15:00, Faap.

BASRA (2008) de Ahmed Rashwan. Egito. Cairo, 17 de março de 2003. O ataque contra o Iraque é iminente. Como um fotógrafo egípcio, em seus trinta anos de idade, pode ficar ativo nessa atmosfera opressiva? Ou ele está caminhando para o colapso com a queda de Bagdá?
21/10 - 15:00, Cine Olido; 23/10 - 20:50, Cinemateca; 26/10 - 19:30, Shopping Eldorado; 29/10 - 21:00, Cine TAM.
O site da Mostra é www.mostra.org/32


*E-mail enviado pelo boletim da Casa das Áfricas - boletim@casadasafricas.org.br -, às 11h33, dia 21 de outubro de 2008.

domingo, 3 de agosto de 2008

Filmes afro-brasileiro e africano - Casa da Gávea



"CAFUNDÓ"
Direção de Paulo Betti e Clovis Bueno
Ano: 2006
Duração: 101 minutos - Drama
Com palestra de JORGE MAUTNER

Sinopse:
Cafundó é inspirado em um personagem real saído das senzalas do século XIX. Um tropeiro, ex-escravo, deslumbrado com o mundo em transformação e desesperado para viver nele. Este choque leva-o ao fundo do poço. Derrotado, ele se abandona nos braços da inspiração, alucina-se, ilumina-se, é capaz de ver Deus. Uma visão em que se misturam a magia de suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã. Sua missão é ajudar o próximo. Ele se crê capaz de curar, e acaba curando. O triunfo da loucura da fé. Sua morte, nos anos 40, transforma-o numa das lendas que formou a alma brasileira e, até hoje, nas lojas de produtos religiosos, encontramos sua imagem, O Preto Velho João de Camargo.

Terça-feira, 05 de agosto às 20 horas



Tesouros Africanos – Filmes do Mundo


Sinopse:
Wend Kuuni foi encontrado quase morto na selva quando criança e adotado por uma família. Apesar de ter sido aceito pela comunidade da aldeia, continua a ser tratado como um forasteiro. A vida em família decorre serena até o dia em que Poghnéré, sua irmã adotiva, fica gravemente doente. Wend Kuuni parte em busca de um curandeiro lendário para salvar sua irmã da morte. Sai então de sua aldeia adotiva e começa uma jornada de iniciação que o conduzirá rumo às próprias raízes.

"Buud Yam" (Burkina Faso)

Direção: Gaston Kaboré
Ano de lançamento: 1997
Gênero: Drama, História
Duração: 97 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido

Terça-feira, 19 de agosto


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