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sábado, 3 de dezembro de 2011

Shilambwashi Shetu: esta terra é nossa (cinema moçambicano)

Shilambwashi Shetu: esta terra é nossa - 110 anos de um combatente Makonde

(curta-metragem moçambicano)
O filme fala de um antigo combatente, ex-prisioneiro da PIDE que perde toda a sua juventude nos desígnios da Pátria. Um homem marcado pelo sofrimento, e apesar dos seus 110 anos, há sempre tempo para viver um amor.

Para ver o documentário clique no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=39IF2SwdrhI&feature=player_embedded


Direção: Albino Moisés
Câmera: Emílio Baloi
Produção: Natalina Fernando
Assistente de Produção: Teodosio Langa
Música: Helder Mondlane

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Documentários de Cabo Verde no Rio de Janeiro


Documentários de Cabo Verde no Rio de Janeiro

Ricardo Riso
Resenha publicada no semanário A Nação, n. 222, p. E-18, de 1 de dezembro de 2011.

A quinta edição do Encontro de Cinema Negro Brasil, África & Caribe, curadoria de Zózimo Bulbul, no Rio de Janeiro de 24/11 a 01/12, trouxe dois documentários com temas cabo-verdianos: “São Tomé: os últimos contratados” (dir. Leão Lopes) e “Fragmentos de Mindelo” (FM) (Projeto dos cursistas da Especialização em Cinema do M_EIA/2011).
FM reúne seis pequenos curtas com diferentes facetas, em sua maioria marginalizadas, da cidade do Mindelo. O primeiro chama-se “Valentina”, no qual uma velha senhora conta histórias do passado colonial, trata das grandes secas nos anos 1940, recorda os tempos de prosperidade vivenciados na Ilha do Sal e critica os novos hábitos da contemporaneidade.
Já em “Ribeira Bote: primeira zona libertada” mostra o preconceito sofrido pelos moradores da região, histórico lugar de resistência anticolonial. Por ser uma área conhecida pela violência, precisam mentir o local onde vivem para conseguir emprego. Esses jovens desempregados e sem perspectivas chamam o lugar onde moram de B13, em referência ao filme francês homônimo que mostra moradores excluídos pela sociedade em um gueto cercado por um grande muro na Paris contemporânea, e expressam suas indignações através do rap. Tratados como párias sociais no cruel e insensível jogo pós-moderno - recorda-se o “cosmopolitismo do pobre” do crítico Silviano Santiago -, a apropriação e a identificação com o gueto francês B13 pelos jovens mindelenses demonstra, no contexto contemporâneo de um país independente, a guetização permanente sofrida pelos viventes da Ribeira Bote. Seus depoimentos são intercalados aos mais velhos que participaram das rebeliões e criavam barricadas para dificultar o acesso das forças coloniais.
“Trazêm uma cosa” mostra os itens diversos que a comunidade cabo-verdiana nos EUA envia para os familiares no arquipélago. Lembra o que Eugénio Tavares defendia em suas crônicas da importância do ilhéu partir para a emigração e sustentar sua família com a renda recebida na terra-longe, deixando seus parentes em condições de vida melhores as quais permanecesse em Cabo Verde.
“Pinkim Senegal” apresenta o preconceito ao imigrante africano no Mindelo, onde comunidade mulçumana de senegaleses, pejorativamente chamados de “mandjacos”, atua no comércio em feira popular.
“Mandingas” mostra manifestação afro-crioula no carnaval mindelense com o bloco “mandingas”. Participantes – homens e mulheres – pintam-se de preto, usam ornamentos de guerreiros africanos e saem pelas ruas da cidade expressando sua alegria. O bloco contribui para o resgate da autoestima dos moradores e é uma demonstração de valorizar a afro-crioulidade do cabo-verdiano.
“Casalata” demonstra o problema da moradia para os menos favorecidos no Mindelo. Uma família em condições paupérrimas vive amontoada em uma casa feita com pedaços de metal e sofre com as autoridades locais por se tratar de uma construção em local irregular.
“São Tomé: os últimos contratados”. O corrosivo documentário denuncia como vivem hoje os cabo-verdianos que foram contratados para trabalhar nas lavouras de São Tomé e Príncipe no período de 1950 a 1970, considerado o último fluxo de contratados para este arquipélago. Retrata o cotidiano de pobreza extrema de boa parte dos já velhos cabo-verdianos e seus descendentes, cidadãos são-tomenses, e o preconceito que sofrem na sociedade por serem estrangeiros. Depoimentos narram como eram realizadas as contratações, a violenta repressão colonial no arquipélago, as péssimas condições de trabalho que mais era uma escravidão, como fazem para se sustentar, as manifestações religiosas, a confraternização com um campeonato de futebol e o resgate de raízes e autoestima com o batuque realizado por um grupo de mulheres. Documentário forte, por outro lado, sensível e humano.
Um olhar diaspórico e um diversificado panorama do Mindelo contemporâneo. Dois documentários que contribuem para compreensão da cultura cabo-verdiana.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

o cinema da blax ploitation (CCBB)

blax ploitation nos CCBB Rio de Janeiro e São Paulo (3 a 13 de novembro) e no CineSESC (18 a 24 de novembro)

melhores informações em: http://www.blaxploitation.com.br/index.php


DEBATES

DE SUPER FLY A TIÃO MEDONHO: O NEGRO NO CINEMA AMERICANO E BRASILEIRO

Rififi no Harlem, em 1970, foi o primeiro filme de um diretor negro com elenco negro a obter sucesso – tendo sido campeão de bilheteria. Dois anos depois, Super Fly derrubou O poderoso chefão da posição de maior bilheteria dos Estados Unidos. Tanto em Super Fly como em Assalto ao trem pagador, o protagonista vem do mundo do crime: Super Fly é traficante enquanto Tião Medonho é assaltante. Nesse debate consideramos os papéis dos atores negros no cinema americano e brasileiro.

CCBB SP – DIA 4 DE NOVEMBRO 19h
Jeferson De é um cineasta paulista nascido em 1969 e formado em cinema pela ECA/USP. Militante da causa negra no cinema brasileiro, em 2005, lançou o manifesto Dogma Feijoada, uma análise histórica sobre a produção audiovisual dos negros no Brasil – que depois gerou o livro Dogma Feijoada e o Cinema Negro Brasileiro. Em 2003, fundou a produtora Barraco Forte. Dirigiu o curta-metragem Carolina, vencedor do prêmio de melhor curta-metragem e Prêmio da Crítica no Festival de Gramado. Sua estreia em longas-metragens foi em 2010 com o filme Bróder, cujo roteiro foi selecionado para o VI Laboratório de Roteiros do Instituto Sundance, e que estreou no Festival de Berlim. O filme recebeu o Prêmio da Crítica de melhor longa-metragem, além dos prêmios de melhor direção de arte, de som e fotografia no Festival de Paulínia de 2011.

Josiah Howard é autor e crítico americano formado em Filme e Televisão pela Universidade de Nova York. Grande estudioso, colecionador e entusiasta da cultura pop e cinema dos anos 1970, seus contos, artigos e fotografias têm sido publicados em inúmeras revistas e jornais. Ele é autor de Donna Summer: Her Life & Music (2003) e Blaxploitation Cinema – An Essential Guide (2008) – considerada a mais completa obra sobre esse gênero. Seu livro sobre a cantora Cher, Cher: Strong Enough, está em processo de finalização.

CCBB RJ – DIA 5 DE NOVEMBRO 18h
Marcos Romão é jornalista e sociólogo. Coordenador da Rádio Mamaterra de Hamburgo e ativista do movimento negro, é o criador da Mamapress, a primeira agência de notícias com um olhar indígena-afro-brasileiro da Europa. Mora em Hamburgo, Alemanha.


Programação CCBB-RJ - 1 a 13 de novembro
01/11/2011 - Terça-Feira

Sala 1
18:00h - Rififi no Harlem, EUA, 1970, cor, 97 min, 35mm, 16 anos
20:00h - Cleópatra Jones, EUA, 1973, cor, 89 min, 35mm, 16 anos

02/11/2011 - Quarta-Feira
Sala 1
15:30h - Shaft na África, EUA, 1973, cor, 120 min, DVD, 16 anos
18:00h - O grande golpe de Shaft, EUA, 1972, cor, 104 min, DVD, 16 anos
20:00h - Shaft - O filme, EUA, 1971, cor, 100 min, 35mm, 14 anos

03/11/2011 - Quinta-Feira
Sala 1
18:00h - Killer of Sheep, EUA, 1977, p&b, 83 min, 35mm, 16 anos
20:00h - O chefão do gueto, EUA, 1973, cor, 87 min, 35mm, 14 anos

04/11/2011 - Sexta-feira
Sala 1
18:00h - Shaft - O filme, EUA, 1971, cor, 100 min, 35mm, 14 anos
20:00h - Cleópatra Jones e o cassino de ouro, EUA, 1975, cor, 94 min, 35mm, 16 anos

05/11/2011 - Sábado
Sala 1
16:00h - Superfly, EUA, 1972, cor, 93 min, DVD, 16 anos
20:00h - Rififi no Harlem, EUA, 1970, cor, 97 min, 35mm, 16 anos

06/11/2011 - Domingo
Sala 1
16:00h - O chefão do gueto, EUA, 1973, cor, 87 min, 35mm, 14 anos
18:00h - Sweet Sweetback’s Baadasssss Song, EUA, 1971, cor, 97 min, DigiBeta PAL, 18 anos
20:00h - Killer of Sheep, EUA, 1977, p&b, 83 min, 35mm, 16 anos

08/11/2011 - Terça-Feira
Sala 1
18:00h - Foxy Brown, EUA, 1974, cor, 94 min, 35mm, 16 anos
20:00h - Jackie Brown, EUA, 1997, cor, 155 min, 35mm, 18 anos

09/11/2011 - Quarta-Feira
Sala 1
17:30h - Mandingo – O fruto da vingança, EUA, 1975, cor, 127 min, Blu-ray, 16 anos
20:00h - Coffy, EUA, 1973, cor, 91 min, 35mm, 16 anos

10/11/2011 - Quinta-Feira
Sala 1
17:30h - Shaft na África, EUA, 1973, cor, 120 min, DVD, 16 anos
20:00h - O grande golpe de Shaft, EUA, 1972, cor, 104 min, DVD, 16 anos

11/11/2011 - Sexta-feira
Sala 1
18:00h - Sweet Sweetback’s Baadasssss Song, EUA, 1971, cor, 97 min, DigiBeta PAL, 18 anos

12/11/2011 - Sábado
Sala 1
13:00h - Jackie Brown, EUA, 1997, cor, 155 min, 35mm, 18 anos
20:00h - Foxy Brown, EUA, 1974, cor, 94 min, 35mm, 16 anos

13/11/2011 - Domingo
Sala 1
13:30h - Mandingo – O fruto da vingança, EUA, 1975, cor, 127 min, Blu-ray, 16 anos
18:30h - Superfly, EUA, 1972, cor, 93 min, DVD, 16 anos
20:30h - Wattstax, EUA, 1973, cor, 98 min, 35mm, 16 anos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vozes de Moçambique - um paralelo com o Brasil (Documentário)

Estreia do documentário Vozes de Moçambique - um paralelo com o Brasil (17'), direção de Yana Campos, dia 14 de janeiro, às 19h, no Cineclube Atlântico Negro, à rua Sorocaba, 190 - Botafogo - Rio de Janeiro. Em seguida será exibido o documentário moçambicano Timbila mabimba chope (52'), do cineasta Aldino Languana.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mostra Brasilidade - CCJF/RJ

Programação CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL/RIO DE JANEIRO
Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro
cep:20040-009 – Rio de Janeiro- RJ
Até 01 de dezembro.
Fonte: http://mostrabrasilidade.wordpress.com/centro-cultural-justica-federal/programacao/
CURADORIAS: PROGRAMADORA BRASIL, DOC TV CPLP, DOCTV BRASIL.
E CHAMADA PÚBLICA CPLP (filmes brasileiros e estrangeiros inscritos na chamada pública)
Modalidade: SESSÕES DE FILMES & DEBATES

Terça-feira, 23 de novembro

14h – O Judeu (Brasil)
16h – Eugênio Tavares, Coração Crioulo (Cabo Verde)
O Rio da Verdade (Guiné-Bissau)
18h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
20h – Tchiloli – Identidade de Um Povo (São Tomé e Príncipe)
21h – Timbila Marimba Chope (Moçambique)

Quarta-feira, 24 de novembro
14h – Língua – Vidas em português (Brasil)
16h – Timbila Marimba Chope (Moçambique)
Nos Trilhos Culturais da Angola Contemporânea (Angola)
18h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
Victor Lopes (Brasil)
20h – Tchiloli – Identidade de Um Povo (São Tomé e Príncipe)
21h – Timbila Marimba Chope ((Moçambique)

Quinta-feira, 25 de novembro
14h – Li Ké Terra (Portugal)
O Restaurante (Macau)
16h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
18h – Exterior (Brasil)
Uma Lulik (Timor Leste)
20h – Morro do Céu (Brasil / RS)
21h – O Rei do Carimã (Brasil / SP)

Sexta-feira, 26 de novembro
14h – Estado de Seca (Brasil)
Mais que a terra (Brasil)
16h – Segunda Feira (Brasil)
A Grande Feira (Brasil)
18h – O Crime da Imagem (Brasil)
Cinema, Aspirina e Urubus (Brasil)
20h – Avenida Brasília Formosa (Brasil / PE)
21h – HU (Brasil / RJ)

Sábado, 27 de novembro
14h – Macunaíma (Brasil)
16h – Almoço Executivo (Brasil)
A Marvada Carne (Brasil)
18h – Um Dia na Rampa (Brasil)
Bahia de Todos os Santos (Brasil)
20h – Negros (Brasil / BA)
21h – Álbum de Família (Brasil / BA)

Domingo, 28 de Novembro
14h – Iracema, uma transa amazônica (Brasil)
16h – Especial Vídeo nas Aldeias (Brasil)
Cineastas Indígenas
Mokoi Tekoá Petei Jeguatá – Duas Aldeias, Uma Caminhada
18h – DEBATE com realizadores do Vídeo Nas Aldeias
20h – Carta Sonora (Brasil / SP)
21h – Jesus no Mundo Maravilha (Brasil)

Terça-feira, 30 de novembro
14h – Carmem Miranda
Carmen Miranda: Bananas is My business
16h – Os Anos JK – Uma Trajetória Política
18h – Divina Previdência
Cronicamente Inviável
20h – Periferia.com (Brasil / SP)
21h – Bagatela (Brasil / SP)

Quarta-feira, 01 de dezembro
14h – Segunda Feira
A Grande Feira
16h – Carolina
A Negação do Brasil
18h – Serras da Desordem
20h – DEBATE A Brasilidade no Cinema Brasileiro

domingo, 2 de maio de 2010

III Espelho Atlântico - Mostra de Cinema da África e da Diáspora


III ESPELHO ATLÂNTICO
MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA

A III Espelho Atlântico - Mostra de Cinema da África e da Diáspora, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, traz pela terceira vez ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra.

De 11 a 16 de maio, com exibições simultâneas nas salas 1 e 2 da Caixa Cultural, a mostra proporcionará uma abordagem atual e significativa da produção cinematográfica africana contemporânea e da realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.

Falar de diáspora é reconhecer que a África vive. Não só nos territórios africanos de hoje, com sua enorme diversidade de povos e culturas, mas principalmente no Novo Mundo e na Europa. Em todos esses lugares, o que é branco, europeu, ocidental e colonizador sempre foram os elementos considerados positivos, o que reflete na cinematografia. A mostra “Espelho Atlântico” destaca o que comumente é posicionado em termos de subordinação e marginalização: o pensamento, os sentimentos e os traços negros – de africanos, escravizados e colonizados.

A III Espelho Atlântico - Mostra de Cinema da África e da Diáspora é uma rara oportunidade de assistir a importantes títulos, alguns inéditos por aqui, capazes de provocar uma profunda reflexão sobre os pontos de identificação e convergência entre as identidades brasileira, africana e ocidental.

PROGRAMAÇÃO E SINOPSES

Dia 11/05 – terça-feira

O espírito de luta (documentário)
Gana / Estados Unidos / Reino Unido – 2007
Direção: George Amponsah
Documentário, HD, 80’, Cor
Premiado com o AfroPop Award (2008) e no Festival de Documentário Real Life, exibido no New York African Film Festival e no Africa In The Picture Film Festival.
Três boxeadores, dois homens e uma mulher de uma pequena comunidade de Gana, buscam seu caminho para conquistar os maiores prêmios desse esporte, em Nova Iorque e Londres. A realidade da África moderna, os sonhos e ambições de seus jovens lutando por recompensa, respeito e a conquista de seu espaço.
Roteiro: George Amponsah; Produção: Michael Tait; Produção Executiva: Leslie Amponsah, Christi Collier, Jacqui Timberlake; Fotografia: George Amponsah; Montagem: James Devlin; Trilha sonora: Eric Windrich
Produtora: Guardian Films; Produtor Associado: Dionne Walker

Dia 12/05 – quarta-feira



Quero um vestido de noiva
Zimbabwe – 2008
Direção: Tsitsi Dangarembga
Ficção, Beta SP, 26’, Cor
Kundisai está de casamento marcado e deseja comprar um belo vestido de noiva. Tanto ela quanto seu noivo não têm dinheiro para transformar esse sonho tão simples em realidade. Para conseguir o vestido, Kundisai faz escolhas que podem não ter o resultado esperado.
Roteiro: Tsitsi Dangarembga; Produção: Olaf Koschke; Fotografia: Linette Frewin; Montagem: Olaf Koschke; Trilha sonora: Sister Flame; Produtora: Nyerai Films com apoio de UNFPA Zimbabwe

Yandé Codou, uma griot de Senghor
Senegal – 2008
Direção: Agèle Diabang Brener
Documentário, Betacam, 52’, Cor
Prêmio de público de melhor documentário no Festival de Filmes de Dakar (2008).
A cantora Yandé Codou Sène, 80 anos de idade, é uma das últimas mestras da poesia polifônica “sérère”. O filme é um olhar íntimo sobre uma diva que atravessou a história do Senegal perto de um dos seus maiores mitos, o presidente e poeta Léopold Sédar Senghor.
Roteiro e Produção: Angèle Diabang Brener; Diretor de Produção: Fabacary Assymby Coly (Loguiss); Assistente de Produção: Coudy Aly Dia; Fotografia: Florian Bouchet & Fabacary Assymby Coly; Montagem: Yannick Leroy; Edição: Damien Defays; Som: Mouhamet Thior; Mixagem de som: Damien Defays; Trilha sonora: Yandé Codou Sène, Wasis Diop, Youssou Ndour; Produtora: Karoninka; Co-Produção: Africalia Belgium

Dia 13/05 – quinta-feira

Darluz
Brasil – 2009
Direção: Leandro Goddinho
Ficção, MiniDV, 15’, Cor e P&B
“Dei José, dei Antonio, dei Maria. Dei, daria e dou. Não posso criar.”
Premiado no 17º Festival de Vídeo de Teresina – PI e no 16º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. Selecionado para o 10º International Film Festival Hannover.
Elenco: Mawusi Tulani, Antonio Vanfill, Carolina Bianchi, Ricardo Monastero, Ester Laccava, Tayrone Porto, Valdir Grillo, Lucélia Sérgio.
Roteiro: João Fábio Cabral e Leandro Goddinho; Direção de Produção: Juliana Kiçula e Renata Esperança; Produção: Leandro Goddinho; Fotografia: Fred Ouro Preto; Direção de Arte: Antonio Vanfill; Montagem: Leandro Goddinho; Design de som: Leandro Goddinho

Aproveite a pobreza
Holanda – 2008
Direção: Renzo Martens
Documentário, BetaCam, 90’, Cor
Selecionado para a abertura de Amsterdam International Documentary Festival.
Durante dois anos, o diretor viajou pelo Congo, desvendando a indústria da luta contra a pobreza no país pós-guerra civil. Sua conclusão: a pobreza veio para ficar, e "combatê-la" é uma indústria que em nada beneficia os pobres.
Roteiro: Renzo Martens; Produção: Peter Krüger, Renzo Martens; Fotografia: Renzo Martens; Montagem: Jan De Coster; Edição de Som: Raf Enckels; Mixagem de som: Federik van de Moortel; Produtora: Renzo Martens Menselijke Activiteiten; Co-Produtora: Inti Films

Dia 14/05 – sexta-feira



Quase todo dia
Brasil / Estados Unidos – 2009
Direção: Gandja Monteiro
Ficção, 35mm, 18’, Cor
Selecionado para o Los Angeles Latino International Film (2009), Festival do Rio de Janeiro (2009) e Tribeca Film Festival (2009).
Em um dia de inverno, Priscilla e sua filha percorrem uma longa jornada enfrentando engarrafamentos, situações inesperadas e o descaso das pessoas de quem Priscilla mais precisa neste importante momento de sua vida.
Elenco: Priscila Marinho, Agatha Marinho, João Lima, Fernanda Félix, Hélio Braga
Roteiro: Gandja Monteiro; Produção Executiva: Gandja Monteiro, Kevin Sutavee; Produção: Carol Albuquerque; Fotografia: Julia Equi; Montagem: Gandja Monteiro, Bruno Toré; Som: Bruno Fernandes; Mixagem de som: Richard Levengood; Direção de arte: Carolina Britto; Produtora: 6&B Films; Co-produção: Laura Grant; Produtora Associada: Juliana Monteiro, Ana Sette, Bruno Toré

35 doses de rum
França/Alemanha – 2008
Direção: Claire Denis
Ficção, 35mm, 100’, Cor
Selecionado para o Toronto Film Festival (2008) e Festival de Veneza (2008). Premiado em Gijón International Film Festival (2008) e nomeado em Chlotrudis Awards (2010).
O viúvo Lionel vive com sua filha, Josephine no subúrbio de Paris. Enquanto ele atrai a atenção de uma mulher de meia-idade, um taxista do bairro flerta com Josephine. Lionel percebe que a filha está ficando independente e que talvez seja hora deles confrontarem seus passados.
Elenco: Alex Descas , Mati Diop , Nicole Dogué , Grégoire Colin , Jean-Christophe Folly, Julieth Mars, Djedjé Apali, participação especial: Ingrid Caven
Roteiro: Jean-Pol Fargeau e Claire Denis; Direção de Produção: Benoit Pilot; Produção: Bruno Pesery; Fotografia: Agnès Godard; Montagem: Guy Lecorne; Música: Tindersticks; Direção de arte: Arnaud de Moléron; Som: Martin Boissau, Christophe Winding e Dominique Hennequin; Produtora: Soudaine Compagnie; Co-produção: Christophe Friedel e Claudia Steffen

Dia 15/05 - sábado

Black Berlim
Selecionado para o Lateinamerika-Institut (LAI) da Universidade Livre de Berlim (FU Berlin).
Brasil /Alemanha – 2009
Direção: Sabrina Fidalgo
Ficção, DV, 13’, Cor e P&B
Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em uma renomada universidade em Berlim. Leva uma vida hedonista, distante de suas verdadeiras raízes. Tudo muda quando ele passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. As lembranças o remetem a um passado que ele preferia esquecer.
Elenco: Bobby Gomes, Sabrina Fidalgo, Robson „Caracú“ Ramos, Marília Coelho, Walter Chavarry, Luíza Baratz, João Vítor Nascimento,Tonia Reeh, André Schröder, Carolina Ciminelli, Juan Velloso Melo, Clara Buentes e Lucas Cruz
Narração: João Correa; Roteiro: Sabrina Fidalgo; Produção Executiva: Sabrina Fidalgo e Monique Cruz; Fotografia: Ras Adauto; Montagem: Chico Serra e Fernando Oliveira; Trilha sonora: Liz Christine; Direção de arte: Marcelo Moraes; Som: Toninho Muricy; Mixagem de som: Bruno Espírito Santo; Produtora: Kfofo Productions; Co-produção: Eduardo Raccah; Co-produção: Casa Cinco Produções, Associação Cultural & Teatral Ubirajara Fidalgo

Em Quadro - A História de 4 Negros nas Telas
Selecionado para a abertura da Mostra Especial Fora de Competição do 37º Festival de Cinema de Gramado e para o Festival do Rio (2009).
Brasil – 2009
Direção: Luiz Antonio Pilar
Documentário, Color Digital, 93’, Cor
O documentário retrata vida e obra de Ruth de Souza, Zezé Motta, Lea Garcia e Milton Gonçalves. Os cineastas Roberto Farias, Cacá Diegues, Antonio Carlos da Fontoura e Joel Zito Araújo relatam experiências em obras como O Assalto ao Trem Pagador, Xica da Silva, A Rainha Diaba e Filhas do Vento.
Roteiro: Luiz Antonio Pilar; Produção Executiva: Luiz Antonio Pilar; Assistente de direção e produção: Flavia Trindade; Fotografia: Daniel Leite e Werner Lachtermacher; Montagem: Duda Villa Verde e Flavia Trindade; Trilha sonora: Julius Britto; Produtora: Black e Preto Produções Artísticas, LAPILAR Produções Artísticas

Dia 16/05 - Domingo
Doido Lelé
Brasil – 2009
Direção: Ceci Alves
Ficção, 35mm, 15’, Cor
Premiado no 4º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, exibido na mostra Corrida Audiovisuelle, em Toulouse como convidado da École Supérieure d’Audiovisuel (ESAV), França.
Caetano sonha em ser cantor de rádio na década de 1950 e foge todas as noites de casa para tentar, sem sucesso, a sorte num programa de calouros. Até que, uma noite, ele aposta tudo numa louca e definitiva performance.
Elenco: Vinícius Nascimento, Jussara Mathias, Maurício Pedrosa, Nonato Freire
Produção: Vanessa Salles; Roteiro: Ceci Alves; Produção Executiva: Fátima Fróes; Fotografia: Pedro Semanovschi; Montagem: Dedeco Macedo; Direção de arte: Hamilton Lima; Trilha Sonora: Gerônimo Santana; Som: Napoleão Cunha

Bem-vindo à Nollywood
Selecionado para o Full Frame Documentary Film Festival (2007), Avignon Film Festival (2007) e Melbourne International Film Festival (2007).
Estados Unidos – 2007
Direção: Jamie Meltzer
Ficção, 35mm, 56’, Cor
Em Lagos, capital da Nigéria, o diretor segue três dos mais conceituados realizadores de Nollywood, cada um com seu diferente estilo e personalidade, enquanto produzem seus filmes sobre amor, guerra, traição e o sobrenatural.
Roteiro: Jamie Meltzer; Produção: Michael Cayce Lindner, Henry S. Rosenthal; Fotografia: Bruce Dickson, Akinola Davies, Jamie Meltzer; Montagem: Daniel J. Friedman; Música: Ben Krauss e Dave Nelson; Co-produção: National Black Programming Consortium e Infinity Films Nigeria; Produtores Associados: Chris Eriobu, Akinola Davies, Bruce Dickson

III Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinemas 1 e 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel: 21 2544 4080 / 21 2544 4080
Temporada: de 11 a 16 de maio de 2010
Sessões: a partir das 19h
Preço: R$ 4,00 (inteira); R$ 2,00 (meia-entrada) e R$ 10,00 (passaporte para 08 sessões).
Acesso para portadores de necessidades especiais.
Classificação indicativa:14 anos

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Terceiro encontro de Cinema Negro une Brasil, África e Américas

JB Online

RIO - Consolidando cada vez mais o diálogo entre Brasil e África entra em cena, no Rio de Janeiro, o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas, que acontece entre os dias 9 e 18 de novembro, reunindo representantes do cinema negro de diversas partes do mundo. Idealizado pelo cineasta Zózimo Bulbul, o evento funciona como um fórum de reflexões e ideias, difundidas através de diferentes ações ao redor da cidade. Este ano, o Encontro aposta na nova geração da cinematografia afro-descendente e conta, não só com a participação de diretores renomados, como principalmente, de novos realizadores do Brasil, Estados Unidos, Cuba e de diferentes países do continente africano.

Pela terceira vez consecutiva na cidade, em 2009, o Encontro ampliou a participação de filmes internacionais, incluindo não só obras africanas como de todas as Américas. A curadoria, assinada por Zózimo Bulbul, este ano contou com o apoio de dois cineastas: o conceituado diretor africano Mansour Sora Wade (parte da seleção africana) e o cubano Rigoberto Lopez (parte da seleção caribenha). Ambos estiveram presentes no Encontro de 2008 e, este ano, vêm para intensificar a parceria Internacional. Le feux de Mansaré (Mansour), foi premiado no Fespaco 2009 (Festival Pan-Africano de Cinema de Ouagadogou), o mais importante festival da África, no qual Bulbul já esteve presente por duas vezes, em 1997 e 2009. Nesta última, Bulbul foi convidado pela direção daquele festival para ser curador de uma mostra brasileira representada por oito cineastas.

Para esta edição do III Encontro de Cinema Negro Brasil África e Américas foram selecionados cerca de 50 títulos, entre documentários, longas de ficção, médias e curtas-metragens, na maioria, realizados por jovens diretores, na faixa de 20 e 40 anos. Em geral, são obras contemporâneas que trazem um retrato amplo sobre as tradições e as raízes africanas presentes nas diferentes culturas. "São filmes que falam do mundo, das relações entre as pessoas e que valorizam a terra, a tradição e o território. Na minha opinião, nada mais contemporâneo do que isso", explica Bulbul.

Ao todo, serão 23 filmes brasileiros, 14 africanos, 5 caribenhos e 5 americanos, além de um canadense e um colombiano. Mais uma vez, o evento acontece em diversos pontos da cidade, com ingressos a preços populares (R$ 3) ou com entrada franca. De 9 a 15 de novembro, as atividades se concentram no Centro, tendo como palco o Cinema Odeon BR, o Centro Cultural Justiça Federal, a Lapa (onde uma tenda será montada em praça aberta), além do Centro Afro Carioca de Cinema, onde acontecem encontros diários pela manhã. Na Zona Sul, o Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, abriga o Encontro entre os dias 16 e 18.

Como sempre, o objetivo é valorizar a presença do negro e suas temáticas no cinema nacional e internacional. "Nosso objetivo é mostrar a força e a importância da cultura negra que tentaram esconder por tantos anos e que lutamos até hoje para tirar da invisibilidade", afirma Bulbul. Por isso, além de apresentar uma gama diversificada de filmes, o Encontro busca promover a troca de experiências entre profissionais e público, através de oficinas de capacitação gratuitas e debates com produtores, críticos, estudantes e todos os entusiastas da sétima arte. "Nossa meta é promover o diálogo entre Brasil e África e mostrar que há muitas semelhanças entre as duas culturas mesmo após tanto tempo de ruptura. O Encontro é o nosso quilombo cinematográfico, o nosso ponto de resistência", revela Bulbull

Na lista dos brasileiros presentes estão, ao lado de Zózimo Bulbul, Jefferson Dê, Viviane Ferreira (Marcha Noturna), Luiz Antonio Pillar (Em quadro - A história de 4 negros na tela), Lincoln Santos (Santa Erva), além de Dudu Fagundes (Maestro das Ruas), e Waldir Xavier (Barracão). O Encontro também vai contar com a participação de 12 convidados internacionais. Da África estão confirmados os diretores Cheik Fantamady Camara (Guiné Conacry), Daniel Kamwa (Camarões), Mama Keita (Guiné), Missa Hebie (Burkina Faso), Idriss Diabate (Costa do Marfim), além da atriz Khady Nidaye e do cineasta Mansour Sora Wade (Senegal), do filme Le feux de Mansare. Do Caribe, teremos Anne Lescot e Laurence Magloire (ambas do Haiti), e Rigoberto Lopez (Cuba), que terá seu filme Hacer arte, hacer justicia represenado em persona pelo ator Dany Glober. E, finalmente, representando os Estados Unidos, estarão presentes os diretores Yoruba Rinchen e Allen Harris, tidos como discípulos do famoso documentarista Saint Claire Bourne (1943-2008), o homenageado desta edição.

A largada para o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas será dada, dia 9, com uma recepção para convidados no Centro Cultural Justiça Federal, a partir das 17h30. Em seguida, às 18h, a Orquestra de Cordas da Grota faz as honras da casa no Cine Odeon. Lá, os mestres de cerimônia Hilton Cobra e Daniela Ornelas entram em cena para iniciar a mesa de abertura, com as falas do Ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e do Sr. Zulu Araujo, da Fundação Cultural Palmares. Por fim, ao som de tambores africanos, a voz será do convidado especial da noite: o africano Mansour Sora Wade, que apresenta seu filme Le feux de Mansaré, exibido em seguida para o público.


EXIBIÇÕES

Com cerca de 50 obras na programação, este ano o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas ampliou a participação de países, trazendo obras não só africanas e brasileiras como também das Américas do Norte e Central. A grande novidade fica por conta do caráter jovem do Encontro e da presença dos americanos Yoruba Rinchen e Thomas Allen Harris, representando o homenageado desta edição, o documentarista Saint Claire Bourne. Cada um deles apresenta dois filmes. São eles: Promised Land e Sister of Good Death, de Rinchen; e Twelve Disciples of Mandela e That's my Face, de Harris. A mostra americana também inclui uma das obras-primas de Bourne, o longa Paul Roberson- Here I Stand.

Dos filmes caribenhos, fazem parte da programação: Mensajero de Los Dioses, Roble de Olor, e Hacer arte, hacer justicia (com o ator Dany Glober), todos da autoria do cubano Rigoberto Lopez, que também esteve presente no Encontro passado. Além desses, completando a lista, temos o De Hombres y de Dioses, de Anne Lescot e Laurence Magloire; e Rue des Cases Negres, de Euzhan Palcy (Haiti).

Dividida em 3 categorias - Longas, Documentários e Ficção -, a mostra brasileira vem com 23 títulos, sobre bairros, tradições e ficção sobre o cotidiano. Dentre esses, destaque para os longas Em Quadro - A História de 4 Negros na Tela, de Luiz Antonio Pillar, e Barracão, de Waldir Xavier. Na categoria Tradições e Bairros, vale destacar o curta Santas Ervas, de Lincoln Santos e Alexandre, e Estação Realengo, de Carlos Maia, respectivamente. Na lista dos documentários, atenção para Mães do Hip Hop, de Janaina de Oliveira, finalizando com os filmes de Ficção, Não Ganhei Este Edital, de Julio Pecly, Caixa Preta, de Ana Claudia Okuti, e Além do Olhar, da Equipe Cinema Nosso.

A mostra africana apresenta 14 obras feitas por diretores de Guiné, Senegal, Camarões, Mali, Nigéria, Mali, Egito, Congo, Costa do Marfim e Burkina Faso. Dentre esses, seis cineastas estarão presentes no III Encontro: Cheik Fantamady Camara (Guine Conacry), Daniel Kamwa (Camarões), Mama Keita (Guine), Mansour Sora Wade (Senegal), Missa Hebie (Burkina Faso), Idriss Diabate (Costa do Marfim), além da atriz do filme Le feux de Mansare, de Mansour.

Além disso, dos 14 títulos africanos selecionados, seis fizeram parte do Fespaco 2009. São eles: Le feux de Mansaré, de Mansour Sora Wade (premiado em 2009); La Fauteuil, de Missa Hebie (premiado em 2009); La Femme Qui Porte I'Afrique; de Idriss Diabate; e En attendant les hommes; de Katy Lena Ndiaye.

SEMINÁRIOS E OFICINAS

Os seminários e oficinas do III Encontro de Cinema Negro Brasil África e Américas visam promover o debate sobre o cinema negro de forma abrangente através do encontro e a troca de experiências entre diretores renomados e inciantes de diversas partes do país e do mundo. Além disso, busca discutir as novas produções e formas de intercâmbio entre produtores, críticos, estudantes e público interessado em cinema em geral.

A programação conta com a presença de convidados especiais do Brasil, África, América Latina e da América do Norte com o intuito de gerar o conhecimento mútuo e a discussão acerca da produção e da distribuição de filmes realizados por cineastas afro-descendentes.

O principal objetivo é resgatar a memória da presença do negro e suas temáticas no cinema nacional e internacional, onde a tradição e a contemporaneidade se encontram e têm como marcas centrais a ancestralidade, a oralidade e a resistência.

Com exceção do encontro de abertura, realizado no dia 10, no Centro Afro Carioca de Cinema, os seminários serão realizados de 11 a 14 de novembro, no Cine Odeon. Já as oficinas serão realizadas no Centro Cultural Justiça Federal, entre os dias 10 e 15, com direito a certificado de participação para quem tiver o mínimo de 70% de presença.

15:19 - 30/10/2009

fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/30/e301019286.asp

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA (São Paulo - 10 a 15/11)



Após o furor cinematrográfico provocado pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que neste ano não exibiu nenhum filme africano, a Matilha Cultural e a curadora Lilian Solá Santiago promovem a ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA, como programação exclusiva para o Mês da Consciência Negra. A primorosa seleção de filmes propõe um olhar contemporâneo da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes dispersos pelo mundo.

A ESPELHO ATLÂNTICO vem sendo realizada há dois anos na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, acompanhada por um público crescente e fiel. O cronograma do evento paulistano inclui a exibição de 11 filmes, africanos, europeus e brasileiros sobre a temática, a maioria deles inéditos em São Paulo.

A abertura da Mostra acontece na terça-feira, 10 de novembro às 19 horas, no Espaço Matilha Cultural, com coquetel e a primeira exibição em 35mm de “Graffiti”, dirigido por Lilian Solá Santiago.

De 10 a 15 de novembro de 2009 (terça a domingo)
Exibições gratuitas, sempre às 19:00h.
ESPAÇO MATILHA CULTURAL
R. Rego Freitas 542 - São Paulo – Brasil (próx. à R. da Consolação)
fone:11 3256.2636


Mais informações sobre a Mostra:
http://liliansantiago.blogspot.com/
http://matilhacultural.com.br/2009/10/espelho-atlantico-mostra-de-cinema-da-africa-e-da-diaspora/


PROGRAMAÇÃO E SINOPSES
Dia 10/11 - terça-feira - abertura com coquetel
Graffiti
(ficção / documentário)
Lílian Solá Santiago (Brasil, 2008, 10 min.)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das semanas mais sinistras que essa cidade já viveu – dos ataques do PCC, e a violenta revanche da polícia em 2006. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem. Com Sidney Santiago e Chico Santo.
Sessões: 19:30, 20:00, 21:00 e 21:30 horas.

Dia 11/11 – quarta-feira
O som e o resto
(ficção)
André Lavaquial (Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.

Cariocas (documentário)
Ariel de Bigault (França, 1989, 57 min.)
“Cariocas” mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.

Dia 12/11 – quinta-feira
Balé de pé no chão
(documentário)
Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro (Brasil, 2006, 17 min.)
Documentário sobre Mercedes Baptista, principal precursora da dança afro-brasileira. Bailarina de formação erudita, cria seu grupo na década de 50, e estuda os movimentos do candomblé e das danças folclóricas. Participou de vários festivais nacionais e internacionais. A versão de 52 minutos para televisão ganhou, entre outros, o Prêmio de Melhor Documentário no I Hollywood Brazilian Film Festival, 2009.

Esperando os homens (documentário)
Katy Lena Ndiaye (Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Dia 13/11 – sexta-feira
Ossudo
(ficção / animação)
Júlio Alves (Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.

Kuxa Kanema – O nascimento do cinema (documentário)
Margarida Cardoso (Bélgica / França / Portugal, 2003, 52min.)
O governo Moçambicano cria após a independência, em 1975, o Instituto Nacional de Cinema (INC), pois o presidente, Samora Machel, sabia do poder da imagem para a nação socialista. O filme acompanha a ruína do INC após um incêndio e a desilusão dos moçambicanos com o regime. Vencedor do Festival de Nova York de Filmes Africanos, entre outros.

Dia 14/11 – sábado
Maria sem graça
(ficção)
Leandro Godinho ( Brasil, 2007, 14min.)
Maria das Graças, menina negra de 12 anos, moradora da periferia de São Paulo, atormenta a vida de sua mãe para alcançar seu maior sonho: ser a apresentadora Xuxa Meneghel. Selecionado para o Festival Internacional de curta-metragens de São Paulo.

Cabo Verde, meu amor (ficção)
Ana Lisboa (Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.

Dia 15/11 – domingo
Black Berlim
(ficção)
Sabrina Fidalgo (Alemanha / Brasil, 2009, 15 min.)
Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em Berlim. Na capital alemã, leva uma vida muito distante de suas verdadeiras raízes. Porém tudo muda quando ele frequentemente passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. Apesar de ignora-la ele começa a ter visões de personagens estereotipados, que o remetem a um passado que ele prefereria esquecer. Inédito.

O Herói (ficção)
Zezé Gamboa (Angola / França / Portugal, 2004, 97 min.)
Um soldado mutilado na explosão de uma mina volta à Luanda após 20 anos de combates. No elenco o senegalês Makena Diop, as brasileiras Maria Ceiça e Neuza Borges. Premiado no Festival de Sundance (EUA) e no Festival de Cinema Africano de Milão, entre outros.

Fonte: e-mail gentilmente enviado pela organizadora do evento, Lílian Santiago, da Terra Filme Digital, em 03/11/2009.

terça-feira, 3 de março de 2009

II ESPELHO ATLÂNTICO - MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA

Em parceria com o African Film Festival, de Nova York, a mostra traz um panorama contemporâneo de filmes que refletem a herança do continente africano.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, traz mais uma vez ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra.

A mostra proporcionará uma abordagem atual e significativa tanto da produção cinematográfica africana contemporânea quanto a realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.


Para a curadoria dos filmes internacionais a Mostra conta com a parceria da organização sem fins lucrativos AFF – African Film Festival, que contribui para a realização de importantes eventos culturais internacionais, todos de divulgação do cinema africano e da diáspora. Entre esses eventos, podemos destacar a realização do festival de cinema FESPASCO – Festival PanAfricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, o mais importante do continente africano, em Burkina Faso, e do Sidney African Film Festival, na Austrália.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora será uma oportunidade única de assistir a importantes títulos de um acervo praticamente inédito no Brasil, capaz de fomentar discussões e ampliar nosso conhecimento da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes pelo mundo, propondo um novo caminho para a leitura e identificação com a identidade africana por parte do público brasileiro.

PROGRAMAÇÃO – Sempre às 19h

Dia 03
O jardim de outro homem - Dir.: João Luis Sol de Carvalho
(Moçambique/ Portugal/ França, 2006, 80 min.) - (*12 anos)
Maior produção cinematográfica moçambicana realizada até agora, "O Jardim de outro homem" retrata o cotidiano de uma jovem estudante que enfrenta muitas dificuldades para realizar seu maior sonho: tornar-se médica. Na trama, Sol de Carvalho também denuncia a presença da Aids na sociedade local. Indicado ao 3º Cineport, em 2007, na categoria melhor filme.

Cabo Verde, meu amor - Dir: Ana Lisboa
(Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.) - (* 12 anos)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.

Dia 04

Bafata Blues - Dir: Babetida Sadjo
(Guiné Bissau, 2007, 26 min)
Em dezembro de 2004, Babetida volta ao país pela primeira vez desde 8 anos, após viver 13 anos em vários lugares da África, 4 anos no Vietnã e residir na Bélgica, desde 2000. Ela reencontra uma aldeia, um passado, uma família. O filme retrata de modo intimista esse reencontro com seu país de origem, comentado sobre a forma de um livro de viagens.

O Comboio da Canhoca - Dir: Orlando Fortunato
(Angola / Portugal/ França / Tunísia/ Marrocos, 2005, 90 min.) - (*10 anos)
O filme descreve a luta pela sobrevivência de um grupo de angolanos detidos pelas autoridades coloniais portuguesas na província de Malanje. Durante cinco dias, os homens detidos são esquecidos no vagão e chegam a se acusar de traição e morte.

Dia 05

Ossudo - Dir: Júlio Alves
(Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.

Cinderelas, lobos e um príncipe encantado - Dir: Joel Zito Araújo
(Brasil, 2008, 107 min.) - (*12 anos)
O filme vai do nordeste brasileiro a Berlim, buscando entender os imaginários sexuais e raciais de jovens, que se arriscam num caminho até a Europa, para mudar de vida ou encontrar seu príncipe encantado, e que compõem uma realidade de 900 pessoas traficadas para fins de exploração sexual e 1,8 milhões de crianças vítimas de pornografia e turismo sexual.

Dia 06

O som e o resto - Dir: André Lavaquial
(Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.

Cariocas - Dir: Ariel de Bigault
(França, 1989, 57 min.)
"Cariocas" mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.

Dia 07

Doze Discípulos de Nelson Mandela - Dir: Thomas Allen Harris
(EUA/ África do Sul, 2005, 75 min.)
O filme mostra o encontro de 12 amigos que deixaram a cidade de Bloemfontein (África do Sul) nos anos 60 para montar o Congresso Nacional Africano com Nelson Mandela. Com entrevistas, material de arquivo e reconstituições dramáticas, Harris recria essa importante história. Vencedor do Festival de filmes de Pan Africanos de Los Angeles, na categoria melhor documentário, em 2006.

Adeus, até amanhã - Dir: Antonio Escudeiro
(Portugal/ Angola, 2007, 60 min.)
Antonio Escudeiro é conhecido com diretor de fotografia. Forçado a sair de Angola contra sua vontade, a volta só acontece trinta e dois anos mais tarde. O filme é uma viagem pelo tempo, pelas belas paisagens da África e pelas recordações do diretor. Selecionado para a competição o último DocLisboa – Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa.

Dia 08

Graffiti - Dir: Lílian Solá Santiago
(Brasil, 2008, 10 min.) - (* 10 anos)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das noites mais sinistras que essa cidade já viveu. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem (2006), do Governo do Estado de São Paulo, o filme é a estréia na ficção desta premiada documentarista. Com Sidney Santiago e Chico Santo.

Esperando os homens - Dir: Katy Lena Ndiaye
(Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.) - (*12 anos)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Classificação etária livre: exceto quanto indicado *

SERVIÇO:
CAIXA Cultural RJ – Cinema 1 e 2
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
(ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel.: 2544.4080
Ingressos: R$ 4,00 RS 2,00 (meia entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais

CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL
Lilian Solá Santiago, cineasta premiada no Brasil e no Exterior, têm entre seus trabalhos mais recentes o filme curta-metragem "Graffiti" (2008), ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de São Paulo, que também está presente na Mostra.
Seu documentário "Balé de Pé no Chão – a dança afro de Mercedes Baptista" (2006, com Marianna Monteiro) recebeu, entre outras importantes premiações, o prêmio de Melhor Documentário no I Festival de Cinema Brasileiro de Hollywood (fev/2009).
Lilian também produziu e dirigiu o premiado filme documentário "Família Alcântara" (2004, com Daniel Santiago) e, como produtora executiva e assistente de produção, colaborou em vários filmes da retomada do cinema brasileiro, como "Latitude Zero", de Toni Venturi, "Ed Mort" de Alain Fresnot, "Os Matadores", de Beto Brant, entre outros.
Historiadora e Mestre em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo, têm atuado como docente de produção e direção audiovisual em importantes instituições educacionais.
Em 2006, ganhou o prêmio "Zumbi dos Palmares", conferido pela Assembléia Legislativa de São Paulo e o "Prêmio Cooperifa", da Cooperativa Cultural da Periferia, por sua destacada atuação artística em projetos que resgatam e revelam importantes facetas da cultura afro-brasileira e da diáspora.

*Informações enviadas gentilmente pela amiga Denise G. Santos.

domingo, 1 de março de 2009

Clássicos Africanos Restaurados - CCBB/RJ

Clássicos Africanos Restaurados
Cinema
03 a 08 de março de 2009

O cinema africano, em destaque na última edição do Festival de Berlim, constitui uma das mais belas e sensíveis cinematografias do mundo. É um cinema que, à parte de todas as mazelas políticas e sociais que envolvem aquele grande continente, consegue superar as dificuldades mais imediatas e fazer, de forma leve e poética, um verdadeiro libelo à liberdade de expressão e à aceitação das diferenças. Esta mostra, uma parceria com a Embaixada da França e sua Cinemateca, apresenta, em sessões únicas e exclusivas, 16 filmes – entre curtas, média e longas-metragens - de grandes cineastas africanos, restaurados pela Cinémathèque Afrique, entidade que incentiva a produção e a difusão cinematográfica na África e que faz parte do CulturesFrance, órgão de promoção e cooperação cultural francês.
Apoio: Cinemateca da Embaixada da França
Censura: 14 anos

3 terça
19h30 – E não havia mais neve... (22min) + Jom ou a História de um povo (76min)

4 quarta
17h30 – Os combatentes africanos da Grande Guerra (82min)
19h30 – Cartas camponesas (98min)

5 quinta
17h30 – Finzan (105min)
19h30 – Bako, a outra margem (109min)

6 sexta
17h30 – Taafe Fanga, Poder de saia (103min)
19h30 – Safrana, ou o Direito à palavra (121min)

7 sábado
19h30 – África sobre o Sena (21min) + Paris é bonita (23min) + Os príncipes negros de Saint-Germain-des-Près (14min)

8 domingo
16h - Tabataba (79min)
18h – Fad,Jal (113min)
20h – Fary L’Anesse (21min) + O regresso de um aventureiro (34min) + Os cowboys são negros (15min)
África sobre o Sena (Afrique Sur Seine,Senegal, 1957). De Mamadou Sarr e Paulin Vieyra. P&B. 21min.
A África está na África sobre as margens do Sena ou no Quartier Latin? Interrogações "meio-amargas" de uma geração de artistas e estudantes a procura de sua civilização, sua cultura e seu futuro. Dia 07.

Bako, a Outra Margem (Bako, L'autre Rive, Mali/França, 1978). De Jacques Champreux, Cor. 109min. A lenta imersão na miséria, o desprezo e, por vezes, a morte por que passam milhares de homens deslumbrados pela miragem de "Bako", palavra bambara que significa "a outra margem", utilizada pelos imigrantes nordestinos do Mali para designar a França. Dia 05.

Os combatentes africanos da Grande Guerra (Les combattants africains de la Grande Guerre, África/França, 1983). De Laurent Dussaux. P&B. 82min. Constituído de documentários rodados no Senegal e em Burkina Fasso e de documentos de arquivos, este filme propõe um novo olhar da história, por meio de testemunhos de ex-combatentes sobreviventes e registros históricos e raros, como o embarque das tropas em Dakar, a travessia até a França e a vida nas trincheiras. Dia 04.

Os Cowboys São Negros (Les Cow-Boys Sont Noirs, França, 1966). De Serge-Henri Moati. P&B, 15min. Moustapha Alassane, cineasta nigeriano, realizou “O Regresso de um Aventureiro”, primeiro western africano. Este filme conta a historia da gravação deste filme de ação e de amor e mostra-nos como é tênue a fronteira entre a realidade e a ficção, o cinema e a vida. Dia 08.

Crônica Camponesa (Lettre Paysanne, Senegal, 1975). De Safi Faye. P&B. 98min. Serigne Ibra, um camponês abastado e mau caráter, decide se casar. Sua futura esposa deve possuir beleza perfeita e não ter nenhuma cicatriz. Mas, segundo Ibra, as mulheres de sua aldeia não correspondem aos seus critérios de escolha.
Um dia, uma jovem belíssima de passado misterioso aparece... Dia 04.

E Não Havia Mais Neve... (Et la Neige n'etait plus..., França/Senegal, 1965) . De Ababacar Samb Makharam. P&B. 22 min. Um jovem bolseiro senegalês regressa da França. O que ele aprendeu? O que ele esqueceu? Que caminho ele irá escolher para o contato com as novas realidades africanas? Os problemas que se colocam na juventude africana expostos com franqueza, coragem e humor. Dia 03.

Fad, Jal (Senegal, 1979). De Safi Faye. Cor. 113min. Fad,Jal é a crônica de um povoado sérère da região do cultivo do amendoim no Senegal. Os aldeões testemunham, através da fala dos anciãos, a história do povoado transmitida pela tradição oral, e sobre as dificuldades que eles têm para explorar sua terra e para se alimentar de sua produção. Dia 08.
Fary L’Anesse (Senegal, 1989). De Mansour Sora Wade. Cor. 21min. Ngor e Coumba moram num vilarejo árido no Senegal. Há dois anos Ngor deseja esposar Coumba, mas, uma vez mais, a colheita anual foi ruim: as chuvas irregulares não foram favoráveis para que a colheita do amendoim, única cultura herdada da colonização, proporcionasse ganho suficiente para o casamento. Dia 08.

Finzan (Mali, 1989). De Mali Cheick Oumar Sissoko. Cor. 105 min. Este filme confronta as tradições patriarcais do Mali, incluindo a controversa questão da circuncisão feminina. A viúva recente Nanyuma se sente livre do tratamento cruel de seu falecido marido. Ela sai da aldeia com sua sobrinha Fili, mas é eventualmente forçado a regressar. Nanyuma percebe que sua única chance de reclamar a sua própria liberdade será abandonando a comunidade. Dia 05.

Jom ou a História de um Povo (Jom ou l'Histoire d'un Peuple. Senegal, 1981). De Ababacar Samb Makharam. Cor. 76min. O Jom é a origem de todas as virtudes, a dignidade, a coragem, uma certa beleza do gesto, a fidelidade do compromisso, o respeito pelo outro e por si mesmo. Klaly, o feiticeiro africano, encarnação da memória africana, atravessa as épocas para ser uma testemunha da resistência à opressão: a que opõe o colonizador ao povo escravizado, o senhor ao criado, o patrão aos operários. Dia 03.

Paris é Bonita (Paris c'est joli, Nigeria, 1974). De Inoussa Ousseini. Cor. 23min. Um jovem africano chega à França clandestinamente. Em 24 horas ele será enganado e destituído de seus poucos bens. Mesmo assim, após uma noite na capital francesa e apesar de toda sua família ter ficado na África, ele envia uma carta em que escreve "Paris é bonita". Dia 07.

Os Príncipes Negros de Saint-Germain-de-Près (Les Princes Noirs de Saint Germain de Près, Senegal, 1975). De Ben Diogaye Beye. Cor. 14min. Nas esplanadas de Saint-Germain-de-Près, as jovens brancas que procuram exotismo são as preferidas de efebos elegantes e pretensiosos. A imaginação deles nunca é pouca para entreter e convencer as suas crédulas conquistas. Momentaneamente sem dinheiro, eles não serão ao menos "príncipes" vindos de lendários reinados? Dia 07.

O Regresso de um Aventureiro (Le Retour d'un Aventurier, Nigéria, 1966). De Moustapha Alassane. Cor. 34 min. De regresso de uma viagem aos Estados Unidos, um jovem nigeriano oferece aos amigos da sua aldeia equipamentos de cowboys. A gangue vai perturbar a vida da aldeia e vai transformá-la numa cidade do velho oeste americano. Dia 08.

Safrana, ou o Direito à Palavra (Safrana, ou le Droi à la Parole, França, 1978). De Sidney Sokhona. P&B. 121min. Quatro trabalhadores imigrantes africanos decidem abandonar Paris para frequentar estágios de agricultura numa região rural francesa e depois tentar uma reinserção no seu país de origem. Dia 06.

Taafe Fanga, Poder de Saia (Taafe Fanga, Pouvoir de Pagne, Mali, 1997). De Adama Drabo. Cor. 103min. O ilustre feiticeiro africano Sidiki Diabaté nos convida para a falésia de Bandiagara, ao passado do povo Dogon . L'Albarga, a máscara dos espíritos da falésia, símbolo de poder, cai nas mãos de Yayème, uma adolescente, e provoca uma desordem em Yanda. As mulheres trocam a saia pelas calças dos homens. Maldição? Castigo Divino? O poder das mulheres se instala. A nova ordem resistirá a todas as contradições? Dia 06.

Tabataba (Madagascar, 1987). De Raymond Rajaonarivelo. P&B. 79min.
Em 1947, os habitantes da aldeia de Tanala na costa Este de Madagáscar, participam de revoltas na grande revolta contra a colonização francesa. A história da insurreição e da sua repressão é vencida através dos olhos de Solo, jovem rapaz para quem a vida quotidiana e a infância não serão nunca transtornadas. Dia 08.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Rio de Janeiro - RJ

Fonte: e-mail do Universidarte com a programação do Centro Cultural Banco do Brasil, enviado em 20/02/2009.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Festival Pan-Africano de Cinema tem sua primeira mostra brasileira

Festival Pan-Africano de Cinema tem sua primeira mostra brasileira

Monique Cardoso, Jornal do Brasil

http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/26/e260217011.asp

RIO - A cerimônia de abertura começa com discursos do presidente e de ministros diante de um estádio de futebol, com capacidade para mais de 40 mil pessoas, lotado. Pelos telões, o público vê as delegações de diversos países sendo apresentadas, no início de uma competição que dura quase duas semanas. Olimpíada? Não. Mais uma dica: o palco é um país da África. Copa do Mundo? Também não. É o Festival Pan-Africano de Cinema, o Fespaco, que começa neste sábado e tem, este ano, sua primeira mostra de cinema brasileiro.

O festival, que acontece em Burkina Fasso, tem 40 anos e 21 edições. Conhecido como Cannes da África, dele pouco se ouviu falar no Brasil, a segunda nação do mundo em população negra, depois da Nigéria. A resposta para tamanho desconhecimento, o ator e diretor brasileiro Zózimo Bulbul (Terra em transe, Ganga Zumba), que está levando 21 filmes brasileiros (longas, médias e curtas) de cineastas afro-descendentes para lá, tem na ponta da língua.

– Na Europa, a África está nos noticiários, todo mundo sabe o que se passa por lá, e não falo de guerra e refugiados. A gente tem 60% de população negra e por aqui o continente parece não existir – indigna-se Bulbul. – Falta intercâmbio entre os países africanos e o Brasil, tanto comercial como cultural. O abismo é inexplicável.

Entre os filmes, cinco são longas e todos enfocam, por diversos ângulos, a presença da cultura negra no Brasil: Filhas do vento e Cinderelas, lobos e um príncipe encantado, ambos de Joel Zito Araújo; Abdias Nascimento - Memória negra, de Antonio Olavo; Abolição, do próprio Bulbul; e Bom dia eternidade, de Rogério Moura. Também serão exibidas duas produções para TV. Uma delas é Tão perto, tão longe, de Paulo Betti e da documentarista inglesa radicada no Rio Vick Birkbeck. Trata-se de uma coprodução para o Canal Brasil rodada no próprio festival em 2007 que acaba de ser finalizada e terá sua primeira projeção.

– Na África eles conhecem muito do cinema brasileiro dos anos 60 e 70, discutem com propriedades filmes como Terra em transe, Os fuzis e Barravento. E são interessadíssimos no cinema latino – diz Bulbul, que conheceu o Fespaco em 1997 e trouxe ao Brasil, no ano passado, o diretor do evento para a segunda edição do Encontro de Cinema Negro Brasil-África. – É impressionante ver como a África está se fazendo conhecer pelo cinema, como fez a Índia e a China. Eles estão muito interessados em saber como a cultura deles é representada nos lugares para onde os negros foram levados séculos atrás.

Ex-colônia francesa, que faz fronteira com o Mali, Gana, Costa do Marfim, Togo, entre outros países, Burkina Faso estava, em 2006, em último lugar no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU. Sem litoral, no meio do Sahel, é um dos países mais pobres do mundo. Devido ao analfabetismo, o cinema acabou se tornando, ao lado da música, uma das principais formas de consumo cultural. Bulbul quer registrar em vídeo a recepção dos filmes brasileiros e também fazer entrevistas não só com participantes do festival, mas também com integrantes da sociedade local:

– Pretendo elaborar um documento sobre este intercâmbio e distribuir aqui para conseguirmos estreitar o diálogo com a África.

Danny Glover no meio-fio

A comitiva reúne 12 cineastas afro-brasileiros, a atriz Zezé Motta e o secretário do audiovisual Silvio Da-Rin. O único diretor de pele clara a acompanhar o grupo é Paulo Betti. Ele exibiu, na última edição do Fespaco, há dois anos, seu longa Cafundó. Agora, volta para mostrar um filme feito lá. A idéia de rodar um documentário em Burkina Faso surgiu na porta da casa de sua infância, em Sorocaba (SP), hoje sede da instituição Quilombinhos, que atende crianças carentes. De lá saem, todo carnaval, cortejos e blocos à moda antiga, com tambores, maracatus.

– Estava com a passagem na mão. Mas o desfile das crianças naquele ano me impressionou tanto que eu pensava que já estava na própria África – lembra Betti. – Tinha certeza de que conhecia aquele mundo. Até que pouco antes de embarcar encontrei o Eduardo Escorel e ele me perguntou: “Já tomou vacina?”. Então me toquei que não era tão parecido assim.

Tão longe, tão perto registra semelhanças e diferenças entre a cultura brasileira e a africana, além de promover comparações entre a vida nos dois países. Traz ainda entrevistas com artistas e cineastas de diversos países. Na volta ao Brasil, Betti conheceu Vicky, que também tinha vasto material rodado na Fespaco. Os dois resolveram reunir tudo numa produção só, que depois de estrear em Burkina Faso será exibida, ainda neste semestre, no Canal Brasil, dividido em três episódios.

– Fiquei muito impressionado com aquele festival, com a qualidade das projeções. Tambores chamam para as sessões. Não tem jogo de poder, vaidade... É como o um Fórum Social Mundial do cinema – compara Betti. – O cinema africano tem se mostrado muito combativo, voltado para questões importantes. Não tem essa coisa de gente engomadinha. Lá você vê o Danny Glover sentado no meio-fio, conversando com todo mundo.


20:44 - 26/02/2009


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sábado, 21 de fevereiro de 2009

II ESPELHO ATLÂNTICO - MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA (Caixa Cultural/RJ)


II ESPELHO ATLÂNTICO - MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA - 03 A 08 DE MARÇO.

Em parceria com o African Film Festival, de Nova York, a mostra traz um panorama contemporâneo de filmes que refletem a herança do continente africano.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, traz mais uma vez ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra.

A mostra proporcionará uma abordagem atual e significativa tanto da produção cinematográfica africana contemporânea quanto a realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.

Para a curadoria dos filmes internacionais a Mostra conta com a parceria da organização sem fins lucrativos AFF – African Film Festival, que contribui para a realização de importantes eventos culturais internacionais, todos de divulgação do cinema africano e da diáspora. Entre esses eventos, podemos destacar a realização do festival de cinema FESPASCO – Festival PanAfricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou, o mais importante do continente africano, em Burkina Faso, e do Sidney African Film Festival, na Austrália.

A II Espelho Atlântico - Mostra de cinema da África e da Diáspora será uma oportunidade única de assistir a importantes títulos de um acervo praticamente inédito no Brasil, capaz de fomentar discussões e ampliar nosso conhecimento da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes pelo mundo, propondo um novo caminho para a leitura e identificação com a identidade africana por parte do público brasileiro.

PROGRAMAÇÃO – Sempre às 19h

Dia 03
O jardim de outro homem - Dir.: João Luis Sol de Carvalho
(Moçambique/ Portugal/ França, 2006, 80 min.) - (*12 anos)
Maior produção cinematográfica moçambicana realizada até agora, "O Jardim de outro homem" retrata o cotidiano de uma jovem estudante que enfrenta muitas dificuldades para realizar seu maior sonho: tornar-se médica. Na trama, Sol de Carvalho também denuncia a presença da Aids na sociedade local. Indicado ao 3º Cineport, em 2007, na categoria melhor filme.


Cabo Verde, meu amor - Dir: Ana Lisboa
(Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.) - (* 12 anos)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.


Dia 04
Bafata Blues - Dir: Babetida Sadjo
(Guiné Bissau, 2007, 26 min)
Em dezembro de 2004, Babetida volta ao país pela primeira vez desde 8 anos, após viver 13 anos em vários lugares da África, 4 anos no Vietnã e residir na Bélgica, desde 2000. Ela reencontra uma aldeia, um passado, uma família. O filme retrata de modo intimista esse reencontro com seu país de origem, comentado sobre a forma de um livro de viagens.


O Comboio da Canhoca - Dir: Orlando Fortunato
(Angola / Portugal/ França / Tunísia/ Marrocos, 2005, 90 min.) - (*10 anos)
O filme descreve a luta pela sobrevivência de um grupo de angolanos detidos pelas autoridades coloniais portuguesas na província de Malanje. Durante cinco dias, os homens detidos são esquecidos no vagão e chegam a se acusar de traição e morte.


Dia 05
Ossudo - Dir: Júlio Alves
(Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.


Cinderelas, lobos e um príncipe encantado - Dir: Joel Zito Araújo
(Brasil, 2008, 107 min.) - (*12 anos)
O filme vai do nordeste brasileiro a Berlim, buscando entender os imaginários sexuais e raciais de jovens, que se arriscam num caminho até a Europa, para mudar de vida ou encontrar seu príncipe encantado, e que compõem uma realidade de 900 pessoas traficadas para fins de exploração sexual e 1,8 milhões de crianças vítimas de pornografia e turismo sexual.


Dia 06
O som e o resto - Dir: André Lavaquial
(Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.


Cariocas - Dir: Ariel de Bigault
(França, 1989, 57 min.)
"Cariocas" mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.


Dia 07
Doze Discípulos de Nelson Mandela - Dir: Thomas Allen Harris
(EUA/ África do Sul, 2005, 75 min.)
O filme mostra o encontro de 12 amigos que deixaram a cidade de Bloemfontein (África do Sul) nos anos 60 para montar o Congresso Nacional Africano com Nelson Mandela. Com entrevistas, material de arquivo e reconstituições dramáticas, Harris recria essa importante história. Vencedor do Festival de filmes de Pan Africanos de Los Angeles, na categoria melhor documentário, em 2006.


Adeus, até amanhã - Dir: Antonio Escudeiro
(Portugal/ Angola, 2007, 60 min.)
Antonio Escudeiro é conhecido com diretor de fotografia. Forçado a sair de Angola contra sua vontade, a volta só acontece trinta e dois anos mais tarde. O filme é uma viagem pelo tempo, pelas belas paisagens da África e pelas recordações do diretor. Selecionado para a competição o último DocLisboa – Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa.


Dia 08
Graffiti - Dir: Lílian Solá Santiago
(Brasil, 2008, 10 min.) - (* 10 anos)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das noites mais sinistras que essa cidade já viveu. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem (2006), do Governo do Estado de São Paulo, o filme é a estréia na ficção desta premiada documentarista. Com Sidney Santiago e Chico Santo.


Esperando os homens - Dir: Katy Lena Ndiaye
(Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.) - (*12 anos)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Classificação etária livre: exceto quanto indicado *

SERVIÇO:
CAIXA Cultural RJ – Cinema 1 e 2
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
(ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel.: 2544.4080
Ingressos: R$ 4,00 RS 2,00 (meia entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais


CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL
Lilian Solá Santiago, cineasta premiada no Brasil e no Exterior, têm entre seus trabalhos mais recentes o filme curta-metragem "Graffiti" (2008), ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de São Paulo, que também está presente na Mostra.
Seu documentário "Balé de Pé no Chão – a dança afro de Mercedes Baptista" (2006, com Marianna Monteiro) recebeu, entre outras importantes premiações, o prêmio de Melhor Documentário no I Festival de Cinema Brasileiro de Hollywood (fev/2009).
Lilian também produziu e dirigiu o premiado filme documentário "Família Alcântara" (2004, com Daniel Santiago) e, como produtora executiva e assistente de produção, colaborou em vários filmes da retomada do cinema brasileiro, como "Latitude Zero", de Toni Venturi, "Ed Mort" de Alain Fresnot, "Os Matadores", de Beto Brant, entre outros.
Historiadora e Mestre em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo, têm atuado como docente de produção e direção audiovisual em importantes instituições educacionais.
Em 2006, ganhou o prêmio "Zumbi dos Palmares", conferido pela Assembléia Legislativa de São Paulo e o "Prêmio Cooperifa", da Cooperativa Cultural da Periferia, por sua destacada atuação artística em projetos que resgatam e revelam importantes facetas da cultura afro-brasileira e da diáspora.


*Informações enviadas gentilmente pela amiga Denise G. Santos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Identidades em Trânsito - Guiné-Bissau e Cabo Verde (documentário)


Ficha Técnica
Fotografia
Francisco Sérgio Moreira Roteiro Márcio Câmara Daniele Ellery Som Direto Francisco Sérgio Moreira Edição de som Artesanato Digital Argumento Daniele Ellery Mixagem Aurélio Dias - Mega Rio Transfer Movedoll - Ronald Palatnik, Gilberto Santana

Festivais
Araribóia Cine 2007
Cineport 2007
FestCine Amazônia 2007
Festival de Cinema de Maringá 2007
Festival de Guarnicê 2007
Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino 2007
Festival Latino Americano de Curtas de Canoa Quebrada 2007
Goiânia Mostra Curtas 2007
Jornada Internacional de Cinema da Bahia 2007
Mostra Curta Audiovisual de Campinas 2007 2007
Mostra Internacional do Filme Etnográfico/RJ 2007
Mostra Olhar do Ceará 2007
Vitória Cine Vídeo 2007

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vicky Cristina Barcelona

Boas risadas em filme que tinha tudo para ser banal
Por Ricardo Riso

Neste final de semana assisti ao novo filme de Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, uma comédia com garantia de boas risadas diante da qualidade do elenco com destaque para o trio formado por Rebecca Hall (a mulher “certinha” seduzida pelo desejo), Scarlett Johansson (a espevitada que se entrega a qualquer paixão momentânea), Javier Bardem (o típico latin lover) e a mais bela atriz da atualidade, Penélope Cruz (uma estridente e insana mulher). Como podemos perceber, personagens que conduziriam a película a mais uma comédia de clichês, se não fosse dirigida por Woody Allen, um dos raros diretores de cinema em atividade, capaz de construir diálogos inteligentes diante de situações românticas previsíveis.

Com belas locações das cidades de Barcelona e Oviedo, e excelente trilha sonora, o filme narra a história de duas jovens Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) que decidem passar o verão na Espanha. Quando chegam em Barcelona, encontram um artista galanteador muito bem sucedido (Javier Bardem). Ele as convida para conhecer Oviedo e iniciar um breve relacionamento. A partir daí, o desenrolar da história flui com agradável sensibilidade e fina ironia – algo raro –, guardando os momentos de “tensão” para as calorosas e hilárias discussões entre os personagens de Bardem e da histriônica interpretada por Cruz.

Ao mostrar o envolvimento de duas mulheres que se deixam seduzir por um relacionamento longe do que seria “racional”, causando intensos conflitos em suas personalidades, Allen conseguiu criar um filme leve, ainda assim sério e equilibrado. Vicky Cristina Barcelona equipara-se aos seus melhores filmes. O Cinema agradece.

domingo, 16 de novembro de 2008

Siaka, an african musician

por Ricardo Riso

Dei sorte ao escolher o primeiro documentário da Mostra do Filme Etnográfico 2008. Siaka, an african musician, produção francesa de Hugo Zemp, apresenta o multiinstrumentista que dá título ao filme. Siaka toca o “grande” balafone senufo, o “pequeno”balafone maninka, a harpa kora, guitarra elétrica e outros instrumentos no grupo de Soungalo Coulibaly, artista já falecido, líder de um conjunto que tocava em festas tradicionais pelo país, tendo alcançado reconhecimento internacional enquanto esteve em atividade.

Siaka executando o balafone

Passado na Costa do Marfim, o documentário surpreende por mostrar o hibridismo cultural do país metonimizado na figura contagiante do músico Siaka. Apaixonado pela música das suas etnias (mãe Senufo e pai Mande – de Burkina Farso), Siaka transpõe para o seu som ritmos diversos procurando aglutiná-los e revela ótimas misturas. Assim, pega referências da música do Mali, país de sua esposa, ritmos da Costa do Marfim tocados pelo grupo de Soungalo e sons de sua aldeia, sem temer a inserção da guitarra elétrica entre os instrumentos tradicionais africanos.

Sua desenvoltura entre os ritmos e instrumentos é impressionante. Podemos vê-lo compondo, aprendendo novos ritmos, ensinando as crianças e tocando nas várias festas tradicionais da Costa do Marfim; seu respeito aos mais velhos que o ensinaram a tocar o balafone e a generosidade com Soungalo. Siaka é uma pessoa extremamente simples, que faz da música o seu prazer, a forma de sustentar a sua família, de manter a sua cultura sem medo da modernidade, ou seja, a música é sua forma de viver e de expressar-se.

Além de apresentar a figura encantadora de Siaka, o documentário mostra a influência árabe no país, as animadas festas de ritos de passagem organizadas pelas mulheres, a confecção dos instrumentos do grupo de Soungalo Coulibaly e o cotidiano do simpático músico.

Aos sons incríveis extraídos dos balafones e da harpa kora, principalmente, o tempo de duração do filme passa com rapidez e leveza. Recomendo-o para quem quer conhecer a diversidade sonora do continente africano. Para isso, basta ir ao Museu da República (Rio de Janeiro) e solicitá-lo em uma das "cabines de visionamento", até o dia 19/11. É gratis.

O texto a seguir foi extraído de

http://www.worldofworship.org/pdfs/2_films_on_African_music_by_Hugo_Zemp.pdf


Siaka, an African musician
79 minutes
Siaka Diabaté is a musician at Bouaké, the second largest town in the Côte d’Ivoire. Through his mother's family he is Senufo, but through his father's ancestry he considers himself a Mande griot. He is a multi-talented professional musician, and for the local festivals plays five instruments: the Senufo and Maninka balafons, the kora harp, the dundun drum and the electric guitar.
This film shows Siaka playing in the group led by Soungalo Coulibaly before his death in 2004, including the use of jembé drums, which we also see being made.
Using long continuous shots that give priority to the music and to what Siaka and Soungalo have to say, this documentary introduces the audience to a fascinating
world of urban music that incorporates traditional songs and dances by griots. Shot on site during various festivities, this film presents a living portrait of this lovable and highly skilled musician working in a traditional environment, adding another dimension to the pleasure of seeing and hearing him during his international tours.
Easy to use for teaching, with 7 chapters: Introduction; The large Senufo balafon; the little Maninka balafon; Workshop of jembe drums; The dundun drum; The kora
harp; The electric guitar.