quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Terceiro encontro de Cinema Negro une Brasil, África e Américas

JB Online

RIO - Consolidando cada vez mais o diálogo entre Brasil e África entra em cena, no Rio de Janeiro, o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas, que acontece entre os dias 9 e 18 de novembro, reunindo representantes do cinema negro de diversas partes do mundo. Idealizado pelo cineasta Zózimo Bulbul, o evento funciona como um fórum de reflexões e ideias, difundidas através de diferentes ações ao redor da cidade. Este ano, o Encontro aposta na nova geração da cinematografia afro-descendente e conta, não só com a participação de diretores renomados, como principalmente, de novos realizadores do Brasil, Estados Unidos, Cuba e de diferentes países do continente africano.

Pela terceira vez consecutiva na cidade, em 2009, o Encontro ampliou a participação de filmes internacionais, incluindo não só obras africanas como de todas as Américas. A curadoria, assinada por Zózimo Bulbul, este ano contou com o apoio de dois cineastas: o conceituado diretor africano Mansour Sora Wade (parte da seleção africana) e o cubano Rigoberto Lopez (parte da seleção caribenha). Ambos estiveram presentes no Encontro de 2008 e, este ano, vêm para intensificar a parceria Internacional. Le feux de Mansaré (Mansour), foi premiado no Fespaco 2009 (Festival Pan-Africano de Cinema de Ouagadogou), o mais importante festival da África, no qual Bulbul já esteve presente por duas vezes, em 1997 e 2009. Nesta última, Bulbul foi convidado pela direção daquele festival para ser curador de uma mostra brasileira representada por oito cineastas.

Para esta edição do III Encontro de Cinema Negro Brasil África e Américas foram selecionados cerca de 50 títulos, entre documentários, longas de ficção, médias e curtas-metragens, na maioria, realizados por jovens diretores, na faixa de 20 e 40 anos. Em geral, são obras contemporâneas que trazem um retrato amplo sobre as tradições e as raízes africanas presentes nas diferentes culturas. "São filmes que falam do mundo, das relações entre as pessoas e que valorizam a terra, a tradição e o território. Na minha opinião, nada mais contemporâneo do que isso", explica Bulbul.

Ao todo, serão 23 filmes brasileiros, 14 africanos, 5 caribenhos e 5 americanos, além de um canadense e um colombiano. Mais uma vez, o evento acontece em diversos pontos da cidade, com ingressos a preços populares (R$ 3) ou com entrada franca. De 9 a 15 de novembro, as atividades se concentram no Centro, tendo como palco o Cinema Odeon BR, o Centro Cultural Justiça Federal, a Lapa (onde uma tenda será montada em praça aberta), além do Centro Afro Carioca de Cinema, onde acontecem encontros diários pela manhã. Na Zona Sul, o Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, abriga o Encontro entre os dias 16 e 18.

Como sempre, o objetivo é valorizar a presença do negro e suas temáticas no cinema nacional e internacional. "Nosso objetivo é mostrar a força e a importância da cultura negra que tentaram esconder por tantos anos e que lutamos até hoje para tirar da invisibilidade", afirma Bulbul. Por isso, além de apresentar uma gama diversificada de filmes, o Encontro busca promover a troca de experiências entre profissionais e público, através de oficinas de capacitação gratuitas e debates com produtores, críticos, estudantes e todos os entusiastas da sétima arte. "Nossa meta é promover o diálogo entre Brasil e África e mostrar que há muitas semelhanças entre as duas culturas mesmo após tanto tempo de ruptura. O Encontro é o nosso quilombo cinematográfico, o nosso ponto de resistência", revela Bulbull

Na lista dos brasileiros presentes estão, ao lado de Zózimo Bulbul, Jefferson Dê, Viviane Ferreira (Marcha Noturna), Luiz Antonio Pillar (Em quadro - A história de 4 negros na tela), Lincoln Santos (Santa Erva), além de Dudu Fagundes (Maestro das Ruas), e Waldir Xavier (Barracão). O Encontro também vai contar com a participação de 12 convidados internacionais. Da África estão confirmados os diretores Cheik Fantamady Camara (Guiné Conacry), Daniel Kamwa (Camarões), Mama Keita (Guiné), Missa Hebie (Burkina Faso), Idriss Diabate (Costa do Marfim), além da atriz Khady Nidaye e do cineasta Mansour Sora Wade (Senegal), do filme Le feux de Mansare. Do Caribe, teremos Anne Lescot e Laurence Magloire (ambas do Haiti), e Rigoberto Lopez (Cuba), que terá seu filme Hacer arte, hacer justicia represenado em persona pelo ator Dany Glober. E, finalmente, representando os Estados Unidos, estarão presentes os diretores Yoruba Rinchen e Allen Harris, tidos como discípulos do famoso documentarista Saint Claire Bourne (1943-2008), o homenageado desta edição.

A largada para o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas será dada, dia 9, com uma recepção para convidados no Centro Cultural Justiça Federal, a partir das 17h30. Em seguida, às 18h, a Orquestra de Cordas da Grota faz as honras da casa no Cine Odeon. Lá, os mestres de cerimônia Hilton Cobra e Daniela Ornelas entram em cena para iniciar a mesa de abertura, com as falas do Ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e do Sr. Zulu Araujo, da Fundação Cultural Palmares. Por fim, ao som de tambores africanos, a voz será do convidado especial da noite: o africano Mansour Sora Wade, que apresenta seu filme Le feux de Mansaré, exibido em seguida para o público.


EXIBIÇÕES

Com cerca de 50 obras na programação, este ano o III Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas ampliou a participação de países, trazendo obras não só africanas e brasileiras como também das Américas do Norte e Central. A grande novidade fica por conta do caráter jovem do Encontro e da presença dos americanos Yoruba Rinchen e Thomas Allen Harris, representando o homenageado desta edição, o documentarista Saint Claire Bourne. Cada um deles apresenta dois filmes. São eles: Promised Land e Sister of Good Death, de Rinchen; e Twelve Disciples of Mandela e That's my Face, de Harris. A mostra americana também inclui uma das obras-primas de Bourne, o longa Paul Roberson- Here I Stand.

Dos filmes caribenhos, fazem parte da programação: Mensajero de Los Dioses, Roble de Olor, e Hacer arte, hacer justicia (com o ator Dany Glober), todos da autoria do cubano Rigoberto Lopez, que também esteve presente no Encontro passado. Além desses, completando a lista, temos o De Hombres y de Dioses, de Anne Lescot e Laurence Magloire; e Rue des Cases Negres, de Euzhan Palcy (Haiti).

Dividida em 3 categorias - Longas, Documentários e Ficção -, a mostra brasileira vem com 23 títulos, sobre bairros, tradições e ficção sobre o cotidiano. Dentre esses, destaque para os longas Em Quadro - A História de 4 Negros na Tela, de Luiz Antonio Pillar, e Barracão, de Waldir Xavier. Na categoria Tradições e Bairros, vale destacar o curta Santas Ervas, de Lincoln Santos e Alexandre, e Estação Realengo, de Carlos Maia, respectivamente. Na lista dos documentários, atenção para Mães do Hip Hop, de Janaina de Oliveira, finalizando com os filmes de Ficção, Não Ganhei Este Edital, de Julio Pecly, Caixa Preta, de Ana Claudia Okuti, e Além do Olhar, da Equipe Cinema Nosso.

A mostra africana apresenta 14 obras feitas por diretores de Guiné, Senegal, Camarões, Mali, Nigéria, Mali, Egito, Congo, Costa do Marfim e Burkina Faso. Dentre esses, seis cineastas estarão presentes no III Encontro: Cheik Fantamady Camara (Guine Conacry), Daniel Kamwa (Camarões), Mama Keita (Guine), Mansour Sora Wade (Senegal), Missa Hebie (Burkina Faso), Idriss Diabate (Costa do Marfim), além da atriz do filme Le feux de Mansare, de Mansour.

Além disso, dos 14 títulos africanos selecionados, seis fizeram parte do Fespaco 2009. São eles: Le feux de Mansaré, de Mansour Sora Wade (premiado em 2009); La Fauteuil, de Missa Hebie (premiado em 2009); La Femme Qui Porte I'Afrique; de Idriss Diabate; e En attendant les hommes; de Katy Lena Ndiaye.

SEMINÁRIOS E OFICINAS

Os seminários e oficinas do III Encontro de Cinema Negro Brasil África e Américas visam promover o debate sobre o cinema negro de forma abrangente através do encontro e a troca de experiências entre diretores renomados e inciantes de diversas partes do país e do mundo. Além disso, busca discutir as novas produções e formas de intercâmbio entre produtores, críticos, estudantes e público interessado em cinema em geral.

A programação conta com a presença de convidados especiais do Brasil, África, América Latina e da América do Norte com o intuito de gerar o conhecimento mútuo e a discussão acerca da produção e da distribuição de filmes realizados por cineastas afro-descendentes.

O principal objetivo é resgatar a memória da presença do negro e suas temáticas no cinema nacional e internacional, onde a tradição e a contemporaneidade se encontram e têm como marcas centrais a ancestralidade, a oralidade e a resistência.

Com exceção do encontro de abertura, realizado no dia 10, no Centro Afro Carioca de Cinema, os seminários serão realizados de 11 a 14 de novembro, no Cine Odeon. Já as oficinas serão realizadas no Centro Cultural Justiça Federal, entre os dias 10 e 15, com direito a certificado de participação para quem tiver o mínimo de 70% de presença.

15:19 - 30/10/2009

fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/30/e301019286.asp

Quilombos do Brasil - Curso (UNEB)

Fonte: e-mail gentilmente enviado pela Profa. Hildete Santos Costa em 05/11/2009.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Áfricas em Nós - Programação Completa - 16 e 17/11, Univ. Veiga de Almeida/Tijuca-RJ

Caríssimos,
O II ENCONTRO DE CULTURA E LITERATURA - ÁFRICAS EM NÓS a ser realizado nos dias 16 e 17 de novembro, no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida/Rio de Janeiro, está com sua programação completa. Além dos debates, o Encontro proporcionará oficinas, lançamentos e venda de livros entre outras atividades.
No dia 16 de novembro, às 10h30, participarei de uma mesa-redonda e ministrarei a palestra Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique – diálogo entre as artes plásticas dos países de língua portuguesa. Procurarei demonstrar como os artistas plásticos africanos e brasileiros utilizaram, a partir das vanguardas europeias, a arte como afirmação da identidade nacional, absorvendo-as para em um momento seguinte, rebelarem-se contra este processo e construírem a identidade artística de seus países.

O Encontro, sob a coordenação da Profa. Cristina Prates, tem entrada franca.

Para melhores informações, acompanhem o blog Áfricas em Nós - http://africasemnos.wordpress.com/ ou envie e-mail para africaemnos@gmail.com ou ligue para (21) 2255.66661 – 2255.4614 (falar com Maria Fernanda).
Abraços,
Ricardo Riso







Fonte: e-mail gentilmente enviado pela organizadora do evento, Profa. Cristina Prates, em 2/11/2009

ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA (São Paulo - 10 a 15/11)



Após o furor cinematrográfico provocado pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que neste ano não exibiu nenhum filme africano, a Matilha Cultural e a curadora Lilian Solá Santiago promovem a ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA, como programação exclusiva para o Mês da Consciência Negra. A primorosa seleção de filmes propõe um olhar contemporâneo da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes dispersos pelo mundo.

A ESPELHO ATLÂNTICO vem sendo realizada há dois anos na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, acompanhada por um público crescente e fiel. O cronograma do evento paulistano inclui a exibição de 11 filmes, africanos, europeus e brasileiros sobre a temática, a maioria deles inéditos em São Paulo.

A abertura da Mostra acontece na terça-feira, 10 de novembro às 19 horas, no Espaço Matilha Cultural, com coquetel e a primeira exibição em 35mm de “Graffiti”, dirigido por Lilian Solá Santiago.

De 10 a 15 de novembro de 2009 (terça a domingo)
Exibições gratuitas, sempre às 19:00h.
ESPAÇO MATILHA CULTURAL
R. Rego Freitas 542 - São Paulo – Brasil (próx. à R. da Consolação)
fone:11 3256.2636


Mais informações sobre a Mostra:
http://liliansantiago.blogspot.com/
http://matilhacultural.com.br/2009/10/espelho-atlantico-mostra-de-cinema-da-africa-e-da-diaspora/


PROGRAMAÇÃO E SINOPSES
Dia 10/11 - terça-feira - abertura com coquetel
Graffiti
(ficção / documentário)
Lílian Solá Santiago (Brasil, 2008, 10 min.)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das semanas mais sinistras que essa cidade já viveu – dos ataques do PCC, e a violenta revanche da polícia em 2006. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem. Com Sidney Santiago e Chico Santo.
Sessões: 19:30, 20:00, 21:00 e 21:30 horas.

Dia 11/11 – quarta-feira
O som e o resto
(ficção)
André Lavaquial (Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.

Cariocas (documentário)
Ariel de Bigault (França, 1989, 57 min.)
“Cariocas” mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.

Dia 12/11 – quinta-feira
Balé de pé no chão
(documentário)
Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro (Brasil, 2006, 17 min.)
Documentário sobre Mercedes Baptista, principal precursora da dança afro-brasileira. Bailarina de formação erudita, cria seu grupo na década de 50, e estuda os movimentos do candomblé e das danças folclóricas. Participou de vários festivais nacionais e internacionais. A versão de 52 minutos para televisão ganhou, entre outros, o Prêmio de Melhor Documentário no I Hollywood Brazilian Film Festival, 2009.

Esperando os homens (documentário)
Katy Lena Ndiaye (Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Dia 13/11 – sexta-feira
Ossudo
(ficção / animação)
Júlio Alves (Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.

Kuxa Kanema – O nascimento do cinema (documentário)
Margarida Cardoso (Bélgica / França / Portugal, 2003, 52min.)
O governo Moçambicano cria após a independência, em 1975, o Instituto Nacional de Cinema (INC), pois o presidente, Samora Machel, sabia do poder da imagem para a nação socialista. O filme acompanha a ruína do INC após um incêndio e a desilusão dos moçambicanos com o regime. Vencedor do Festival de Nova York de Filmes Africanos, entre outros.

Dia 14/11 – sábado
Maria sem graça
(ficção)
Leandro Godinho ( Brasil, 2007, 14min.)
Maria das Graças, menina negra de 12 anos, moradora da periferia de São Paulo, atormenta a vida de sua mãe para alcançar seu maior sonho: ser a apresentadora Xuxa Meneghel. Selecionado para o Festival Internacional de curta-metragens de São Paulo.

Cabo Verde, meu amor (ficção)
Ana Lisboa (Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.

Dia 15/11 – domingo
Black Berlim
(ficção)
Sabrina Fidalgo (Alemanha / Brasil, 2009, 15 min.)
Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em Berlim. Na capital alemã, leva uma vida muito distante de suas verdadeiras raízes. Porém tudo muda quando ele frequentemente passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. Apesar de ignora-la ele começa a ter visões de personagens estereotipados, que o remetem a um passado que ele prefereria esquecer. Inédito.

O Herói (ficção)
Zezé Gamboa (Angola / França / Portugal, 2004, 97 min.)
Um soldado mutilado na explosão de uma mina volta à Luanda após 20 anos de combates. No elenco o senegalês Makena Diop, as brasileiras Maria Ceiça e Neuza Borges. Premiado no Festival de Sundance (EUA) e no Festival de Cinema Africano de Milão, entre outros.

Fonte: e-mail gentilmente enviado pela organizadora do evento, Lílian Santiago, da Terra Filme Digital, em 03/11/2009.

Filinto Elísio - Outros sais na beira mar (romance)

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Novo livro do cabo-verdiano Filinto Elísio, agora em romance, Outros sais além do mar, a ser lançado pela editora Letras Várias, Lisboa.


Fonte: e-mail gentilmente enviado por Filinto Elísio em 03 de novembro de 2009.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Jornal A NAÇÃO (Cabo Verde): resenhas de Ricardo Riso

Prezados(as),

As imagens a seguir são do jornal A NAÇÃO, de Cabo Verde, Nº113 DE 29 DE OUTUBRO DE 2009. Nesta edição, na página 14, encontra-se a minha primeira resenha crítica - FILINTO ELÍSIO: LI CORES & AD VINHOS - para este veículo. A periodicidade será quinzenal. O texto, na íntegra e com alguns poemas do livro, encontra-se em http://ricardoriso.blogspot.com/2009/10/filinto-elisio-li-cores-ad-vinhos.html
Na próxima, o escritor a ser resenhado será o cabo-verdiano Mário Fonseca e o seu livro Se a luz é para todos; nas seguintes comentarei Praianas de José Luis Hopffer C. Almada e Lisbon Blues seguido de Desarmonia de José Luiz Tavares.

Para quem quiser conferir a versão em .pdf do jornal, basta deixar um recado aqui no blog ou enviar e-mail para risoatelie@gmail.com
Agradeço a todos os que me acompanham e incentivam nessa estrada.

Abraços,
Ricardo Riso


terça-feira, 27 de outubro de 2009

III Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras, SESC/Tijuca-RJ





Fonte: material gentilmente cedido por Armando Neto, da produção do III Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras, em 27 de outubro de 2009.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ondjaki e Léonora Miana - Prosa nas Livrarias


clique na imagem para ampliá-la.

Conceição Evaristo - Ponciá Vicêncio (excerto)

"Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia todas as letras. Quando sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas o que negro ia fazer com o saber de branco? O pai de Ponciá Vicêncio, em matéria de livros e letras, nunca foi além daquele saber."

(EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2003)

sábado, 24 de outubro de 2009

ÁFRICAS EM NÓS - 16 e 17/11 (U.Veiga de Almeida), palestra Ricardo Riso


Caríssimos,

No dia 16 de novembro, às 10h30, participarei de uma mesa-redonda e ministrarei a palestra “Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique – diálogo entre as artes plásticas dos países de íngua portuguesa”, durante o evento ÁFRICAS EM NÓS – II Encontro de Cultura e Literatura da Universidade Veiga de Almeida.

O Encontro, sob a coordenação da Prof. Cristina Prates, realizar-se-á nos dias 16 e 17 de novembro, com entrada franca, na Unidade Tijuca da Universidade Veiga de Almeida, à rua Ibituruna, 118.

Para melhores informações, acompanhe o blog Áfricas em nós - http://africasemnos.wordpress.com/ ou envie e-mail para africaemnos@gmail.com ou ligue para (21) 2255.66661 – 2255.4614 (falar com Maria Fernanda).

A seguir, a programação provisória do Encontro.

Torço para que possam comparecer.

Abraços,
Ricardo Riso


ÁFRICAS EM NÓS: PARTICIPANTES (HORÁRIOS TEMAS E MINI-CURRÍCULO)
Segunda - Feira: 16 de novembro de 2009
● 8h30: Inauguração do evento
● 10.30: Mesa-redonda:
Lucio Sanfilippo: Jongo da Serrinha – a comunidade se manifesta
Profª Mestre Lúcia Martins: Jongando na Serrinha - reatando os nós África- Brasil
Profª Mestre Lúcia Martins: MESTRE em Antropologia da Arte (UFRJ)
Profº Mestre Jorge Marques: Uma “Nação” negra – análise semiológica de uma música do repertório de Clara Nunes.
Ricardo Riso: Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique – diálogo entre as artes plásticas dos países de íngua portuguesa
●14h00min: Oficina:
● 16h00: Oficina:
Terça- Feira: 17 de novembro de 2009
● 8h30: mesa-redonda
Cláudio de Sá Capuano: Identidades e exílio o caso de A Geração da Utopia, de Pepetela
Profª Dra. Tatiana Alves Soares Caldas (CEFET/RJ): Do vislumbre do sonho em Estórias abensonhadas, Mia Couto.
Profª Mestre Patrícia Rosa Simões:
╚ Priscilla da S. Figueiredo (Aluna de graduação em Letras Inglês/Literaturas, UERJ): O olhar e a voz do outro: questões de gênero e/ou etnia em literatura em língua inglesa.
● 10h30: mesa-redonda: Que África ensina o professor?
Profª Dra. Maria Teresa Salgado (UFRJ)
Profª Dra. Tânia Muller: A imagem do negro nos livros didáticos
Profº Doutor Roberto Borges (Pós- CEFET):
●14h00min: Oficina:
● 16h00: Oficina:
● 18h30min: Mesa-redonda:
Profº Doutor Carlos Alberto de Carvalho: Narrativas negras: construções identitárias
Profª Doutora Elisabete Nascimento: Memória e Oralidade.
Profª Mestre Georgina da Costa Martins: Minha família é colorida
Profº Mestre Marco Antônio Guerra: Mediador
● 20h30min: Mesa-redonda:
Profª Dra. Fátima Maria de Oliveira (CEFET/RJ): A correspondência como memória da exclusão: Cruz e Sousa
Profº Dr. Sérgio Barcellos (UERJ e PUC/RJ): O diário como espelho retorcido: Carolina Maria de Jesus
Profº Mestre Paulo Roberto T. do Patrocínio: Entre contos e cantos negros, a linguagem em Marcelino Freire.
●14h00min: Oficina: ● 8h30: Mesa-redonda
● 16h00: Oficina:
● 18h30min: Mesa-redonda:
Sonia Rosa: Escritora, contadora de histórias: Literatura infantil e afro-brasilidade
Luiz Antonio Simas (a combinar)
Rogério Athayde (a combinar)
Cláudio Ribeiro Falcão (a combinar)
● 20h30min: Mesa-redonda:
Adriana Facina (UFF): Novas batidas, velhos batuques: o funk carioca como música diaspóricas
╚ Sandra de Sá: cantora e compositora
Grupo musical “Réus Confessos”