quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Circum-navegação literária: andanças de um cabo-verdiano em Salvador na novela “Ptolomeu e a viagem de circum-navegação”, de Tchalê Figueira

Abaixo a comunicação apresentada por mim para o evento Bahia de Todos - III Encontro de Cultura e Literatura, realizado no dia 8 de novembro, na Universidade Veiga de Almeida, campus Tijuca. Meu agradecimento à equipe de apoio e especialmente à Profª Drª Cristina Prates por tão belo e diversificado evento.
Ricardo Riso

Circum-navegação literária: andanças de um cabo-verdiano em Salvador na novela “Ptolomeu e a viagem de circum-navegação”, de Tchalê Figueira
Por Ricardo Riso

Dentro de um processo de afirmação identitária nas antigas colônias africanas sob o jugo de Portugal, é notória a influência do modernismo brasileiro na literatura de Cabo Verde, mais precisamente na geração da revista Claridade (nove edições de 1936 a 1960), representada, dentre tantos outros, por Jorge Barbosa, Baltasar Lopes (Osvaldo Alcântara) e Manuel Lopes. Os claridosos, assim conhecidos, visualizavam no exemplo dos modernistas brasileiros uma vertente para pensar o arquipélago, suas contradições e seus dilemas, distanciando-os da metrópole portuguesa. Surge nos intelectuais desse período, pois a Claridade não era uma revista apenas de literatura e abarcava outras áreas do saber, um olhar aprofundando dos problemas sociais do país, ou como afirma Manuel Ferreira: “Os modernos textos brasileiros andaram de mão em mão no momento em que os jovens intelectuais cabo-verdianos descobriam a urgência de rigorosa objectividade socio-literária” (FERREIRA, 1985, p. 261).

Baltasar Lopes, um dos idealizadores dessa proposta, assim narra a recepção aos textos dos modernistas brasileiros:

Há pouco mais de vinte anos eu e um grupo de reduzidos amigos começamos a pensar no nosso problema, isto é, no problema de Cabo Verde. Precisávamos de certezas sistemáticas que só nos podiam vir, como auxílio metodológico e como investigação, de outras latitudes. Ora aconteceu que por aquelas alturas nos caíram nas mãos fraternalmente juntas, em sistema de empréstimo, alguns livros que consideramos essenciais ‘pro domo nostra’. Na ficção o José Lins do Rego d’O menino de Engenho e do Bangüê, o Jorge Amado do Jubiabá e Mar Morto; o Amândio Fontes d’Os Corumbas; o Marques Rabelo d’O caso da Mentira, que conhecemos por Ribeiro Couto. Em poesia foi um ‘alumbramento’ a “Evocação do Recife”, de Manuel Bandeira, que, salvo um ou outro pormenor, eu visualizava com as suas figuras dramáticas, na minha vila da Ribeira Brava. (SANTOS, 1989, p. 43)

O romance regionalista brasileiro tem presença marcante com Jorge Amado, principalmente no que diz respeito aos costumes e às similitudes da cidade de Salvador com Cabo Verde, o que podemos inferir no depoimento do escritor e ensaísta cabo-verdiano Gabriel Mariano:

Em 1947 comecei a conhecer os contos admiráveis do Marques Rebelo (...) Bom, o Jorge Amado em 48. O primeiro livro que li do Jorge Amado foi Terras do Sem Fim... Aquela passagem ‘Eram três marias numa casa de putas pobres’. Nessa altura eu tinha... 20 anos, foi quando conheci o Jorge Amado e o modernismo brasileiro.

(...) Foi um alumbramento porque eu lia um Jorge Amado e estava em Cabo Verde. de Jorge Amado, o Quincas Berro d’Água, quando eu o li pela primeira vez, a personagem, as características psicológicas da personagem, a reacção das pessoas, quando souberam da morte de Quincas Berro d’Água, eu li isso tudo e eu estava a ver a Ilha de São Vicente, Cabo Verde (...) Estava a ver a Rua de Passá Sabe...” (LABAN, pp. 331-2)

Para além dos romances regionalistas, acrescentamos o impacto causado pela poesia de Manuel Bandeira na geração claridosa e “as reverberações do tema de Pasárgada, colhido da poesia de Manuel Bandeira, alçaram-no a matriz poética do arquipélago, tendo como seu principal cultor o poeta Osvaldo Alcântara (Baltasar Lopes) que o legou entusiasticamente a outros escritores” (GOMES, 2008, p. 115). Dessa maneira, Osvaldo Alcântara, com maior ênfase, e outros escritores cabo-verdianos, seguem o verso de Bandeira, “Não quero mais saber do lirismo que não é libertador”, e incorporam o pasargadismo que inspirou o desejo de evasão para outro espaço conotado à justiça social e ao poder libertador da palavra poética.

O movimento pasargadista foi fundamental para a afirmação da geração claridosa, por outro lado, seu discurso evasionista sofreu severas e, por vezes, injustas críticas das gerações poéticas posteriores comprometidas com a libertação colonial, e aqui citamos Ovídio Martins e o célebre poema “Anti-Evasão” com o brado “não vou para Pasárgada”, assim como o escritor e ensaísta Onésimo da Silveira, ambos recusavam o evasionismo dos claridosos, como recusavam a emigração de cabo-verdianos. Era necessário ficar para resistir ao colonialismo sob a ditadura salazarista.

Para além das mazelas do colonialismo, vários fatores forçam a emigração do ilhéu, e recorremos ao antropólogo cabo-verdiano Dr. João Lopes Filho que aponta possíveis causas para a emigração do ilhéu:

a) – REPULSÃO – Problemas relacionados com frequentes e prolongadas crises de falta de chuvas, por vezes com consequências catastróficas: - Economia débil e de subsistência; - Elevado crescimento demográfico; - Desequilíbrios socioeconómicos.

b) – ATRACÇÃO – Oferta de melhores condições de vida pelos países hospedeiros: - Necessidade de abundante mão-de-obra barata por parte dos países desenvolvidos; - Espírito de aventura dos ilhéus; - Perspectivas de melhoria das condições de vida.

c) – COMUNICAÇÃO – O peso da tradição (emigração histórica): - Informações veiculadas pelos emigrantes de “torna-viagem”; - O estatuto económico que os emigrantes bem sucedidos são portadores no regresso à terra de origem; - Reportagens apresentadas pela comunicação social sobre os países mais desenvolvidos. (FILHO, p. 14)

Como vemos, em razão dos parcos recursos do arquipélago, são vários os motivos para o cabo-verdiano emigrar, e é a questão da emigração que será um dos motes para apresentarmos a novela Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação, do cabo-verdiano Tchalê Figueira. Neste livro pretendemos mostrar as experiências de um ilhéu na diáspora, mais precisamente na cidade de Salvador, Bahia. Mas, antes cabe apresentarmos o autor.

Carlos Alberto Silva Figueira, nome de Tchalê Figueira, nasceu em 1953, na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde. Aos 17 anos, em meio às guerras de libertação nas colônias africanas dominadas por Portugal, em um ato de rebeldia, Tchalê decide sair clandestinamente de Cabo Verde para não servir ao exército fascista português e assim lutar contra seus pares. Ruma a Roterdã, na Holanda, mas pouco tempo aí permanece. Durante dois anos, opta por realizar a sua aventurosa viagem de circum-navegação, tal como o seu herói Ptolomeu Rodrigues, servindo de copeiro em barcos que rasgam os oceanos da Europa à Ásia e às Américas. Em 1974, fixa-se na cidade da Basileia, Suíça, onde frequenta a escola de belas-artes e torna-se artista plástico. Retorna ao Mindelo somente em 1985 onde encontra-se até hoje. Atualmente é um dos mais prestigiados artistas plásticos de Cabo Verde com obra reconhecida por diversos países. Além disso, já possui uma considerável obra literária com os seguintes livros de poesia: “Todos os náufragos do mundo” (1992), “Onde os sentimentos se encontram” (1998) e “O azul e a luz” (2002); enquanto em prosa publicou a novela “Solitário” (2005) e “Contos da Basileia” (2011).

Na novela Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação, publicada pela editora portuguesa Mar da Palavra em 2005, a história do personagem-título confunde-se com a do autor como bem observa Francisco Fortes em apresentação incluída no livro:

Ptolomeu emerge também como alter-ego do pintor Tchalê Figueira. Ambos partilham da ilha na verde juventude e se fizeram marinheiros e aventureiros. Também em ambos há o culto por um conhecimento erudito, um traço psicológico incomum no cidadão que emigra em busca de uma existência mais desafogada. (FIGUEIRA, 2005, pp. 9-10)

Recordamos o contexto histórico de sufoco por ser Cabo Verde uma colônia, colônia sob o fascismo salazarista e em plena guerra de libertação comandada pelo PAIGC (Partido Africano pela Independência de Guiné e Cabo Verde) de Amílcar Cabral em terras guineenses. Enquanto isso, Europa e EUA viviam ainda os ecos do flower Power de 1968 e os movimentos sociais e de valorização de minorias, tanto de gênero quanto raciais. Nesse sentido, o prefácio de Germano Almeida, o mais prestigiado romancista de Cabo Verde, é preciso ao mencionar as expectativas de um jovem ilhéu a desvendar o mundo:

Imagine-se, pois, o deslumbramento e as possibilidades de um jovem ilhéu curioso e irreverente, de repente saído de um meio de repressão familiar, social e política para se confrontar para um mundo onde tudo é permitido em termos de liberdade de cultivar e exprimir e inventar, não sem riscos de qualquer sanção, mas, pelo contrário, acarinhado com desvelo, quer pelo público quer pelos poderes (FIGUEIRA, 2005, p. 6).

A narrativa vale-se da oralidade, pois Ptolomeu conta suas aventuras e desventuras para o autor, referido por ele como “artista”, em um banco da praça:

Hoje, já velho e constantemente bêbado, Ptolomeu Rodrigues vai, todos os dias, pela tarde, sentar-se no seu banco favorito, na Praça de S. Pedro. Dali, ele vê o mar e sonha. Fala, quase sempre, sem parar e nos seus monólogos, aparentemente sem sentido, dilui-se nas intermináveis aventuras vividas.

Para soltar a língua, carrega com ele um grogue fedorento, (...) que o faz retroceder no tempo e reviver, de uma forma entusiástica, a atribulada vida de marinheiro. Num terrível vapor de álcool, os seus solilóquios nem tem um verdadeiro sentido cronológico. Mas, eu, o “artista”, fascinado pela capacidade de narração do ancião, todas as tardes, sento-me a seu lado, para ouvir estórias. (FIGUEIRA, 2005, pp. 18-19)

De certa maneira, Tchalê Figueira subverte e atualiza a importante figura, em diferentes culturas africanas, do griot, o contador de histórias tradicionais, ao deslocar este contador para o espaço da diáspora cabo-verdiana e as experiências contadas na terra-longe. Espaço este pouquíssimo documentado na literatura do arquipélago, como bem observa o Prof. Dr. Manuel Brito-Semedo na ocasião do lançamento em Cabo Verde do mais recente livro de Tchalê, “Contos da Basileia”:

Um dos grandes méritos destes Contos de Basileia é o facto de registar aspectos das vivências da diáspora caboverdiana lá na terra longe, de uma maneira geral ausente na literatura caboverdiana. Compreende-se, até certo ponto, esta falha na nossa literatura, que se justifica, por um lado, por a nossa emigração ser, na sua grande maioria, constituída por homens trabalhadores e não por homens de pena, e por outro, ser preciso uma certa distância física e temporal para se reflectir sobre os factos e as vivências e decantá-las, para se poder produzir arte, quer seja literatura, pintura ou música. (BRITO-SEMEDO, 2011).

O personagem Ptolomeu Rodrigues conta para “seu público invisível” (p. 60) histórias atribuladas, conturbadas e sempre com enredos que envolvem bebedeiras, bordéis, prostitutas, farras sexuais, roubos, brigas, prisões, tortura e interrogatórios, e racismo em diversos portos do mundo. Ptolomeu passa por lugares tais como Roterdã, na Holanda, Vladvostock, na antiga União Soviética, Espanha, Irlanda, Argentina, Japão etc. Essas aventuras são surpreendentes e inusitadas, as quais o então jovem Ptolomeu acaba traído pelo seu impulso sexual incontrolável: “Baixa a cabeça e começa a falar com seu pénis, nestes termos: ‘Sempre foste o meu infortúnio! Naquele tempo, pensei mais com tua cabeça, e não com a cachimônia’” (p. 52). Uma passagem que ilustra a fraqueza do jovem Ptolomeu se dá no relacionamento repentino com duas mulheres – uma irlandesa e a outra, basca – leva-as para o barco no qual trabalha com a promessa de conduzi-las clandestinamente para a Holanda. Entretanto, o plano é descoberto e os três são entregues para a polícia:

A inglesa, filha da mãe, descobriu as senhoritas no meu camarote. (...) Como uma cabra louca, dirige-se ao meu camarote, mete a chave na fechadura e entra de rompante. Com os olhos saindo das órbitas, ela depara com um grande filme de amor... Estou com as gajas na cama. É a desgraça! (...)

E fomos os três conduzidos à ‘casinha de vidro’, nome baptizado pelos meus patrícios a um compartimento onde as autoridades holandesas metem os estrangeiros ilegais que aguardam julgamento. (...) Acredites ou não, artista, meti-me numa encrenca terrível. A polícia criminal, ao investigar sobre as duas mulheres, (...) depois de minuciosamente interrogadas durante horas, descobrem que são simpatizantes dos grupos separatistas IRA e ETA. (FIGUEIRA, 2005, pp. 53-55)

São por esses caminhos tortuosos incluindo prisões e extradições que surgem encontros insólitos, como a vez que encontrou o grande líder da revolução cabo-verdiana Amílcar Cabral em Moscou, na URSS, e posteriormente ao Brasil, “país de seus sonhos” (p. 60), à cidade de Salvador, na Bahia, e chega “ao paraíso das mulheres, da música e do místico” (p. 72) e fica “deslumbrado com aquela cidade, que tem uma arquitetura parecida com esta, da nossa ilha. As pessoas são parecidas com o povo das ilhas...” (p. 73) Em terras baianas, Ptolomeu Rodrigues, vira cafetão de uma prostituta, adere ao candomblé, tornando-se filho de Iemanjá, aprende a jogar capoeira e todos os tipos de jogos de azar, além do envolvimento com várias mulheres. Até que briga com sua prostituta e arruma uma viúva rica, mulher culta e professora, que o acolhe, passa a aturar suas bebedeiras e o faz crescer culturalmente ensinando-lhe a gostar de literatura, pintura e música. Até ter uma recaída, retornar aos prostíbulos, ser preso e extraditado por estadia ilegal, sendo deportado para Cabo Verde.

Assim, encerra-se a viagem de circum-navegação de Ptolomeu que morre afogado por não conseguir subir ao bote que dormiria na noite em que contou a sua última história, a de Salvador, cumprindo o destino que a mãe-de-santo baiana havia traçado, de viver no mar, conhecer o mundo e morrer no mar, que, por sinal, esta mãe-de-santo “disse-me que um dia, viria a encontrar-te e que tu, meu paspalho, irás escrever as minhas memórias” (p. 74), para espanto e incredulidade do artista-ouvinte.

A narrativa termina com uma menção a um célebre poema de Osvaldo Alcântara, pseudônimo de Baltasar Lopes da Silva, “Capitão das Ilhas”. Para Gabriel Mariano, “Osvaldo Alcântara, ‘Capitão das Ilhas’, é um caçador de heranças e, (...) ele é um agente que recebe, enriquece e transmite a herança recebida” (MARIANO, 1991, p. 164). Assim vemos Ptolomeu, que transmite sua sabedoria e conhecimento ao artista-ouvinte, o qual iria repassá-las em livro. Ao encerrar a narrativa retomando Osvaldo Alcântara, temos o evasionismo caro a este poeta e à literatura cabo-verdiana, e que na história se apresenta no fato de o artista-ouvinte viajar pelo mundo conduzido pelas narrativas orais de Ptolomeu, ou seja, sem sair das ilhas, o artista-ouvinte acaba viajando pelo mundo contado por Ptolomeu, que, em analogia ao astrólogo grego homônimo (90? – 168?) considerava a Terra o centro do mundo, e assim como o antigo grego, a personagem Ptolomeu faz de Cabo Verde o centro de seu mundo, pois sai na adolescência, percorre o planeta e encerra sua trajetória na terra-mãe, Cabo Verde. O que consideramos como uma autêntica demonstração de amor ao seu país.

E aqui reproduzimos o poema “Capitão das Ilhas”, de Osvaldo Alcântara:

Morreu hoje o capitão de um navio das ilhas
Não foi porque ele era bom
e puxava afectuosamente o fumo do seu cigarro
quando falava comigo que eu fui ao seu enterro.
Fui ao enterro porque sou caçador de heranças
e queria confessar a minha gratidão pela
riqueza que ele me deixou,
pela sua dimensão desmesurada do mundo
e pela sua incorporação no veleiro em que
todos navegamos. (MARIANO, 1991, p. 171)

Parafraseando Osvaldo Alcântara, temos na narrativa de Tchalê Figueira esse impulso tão cabo-verdiano de dimensão desmesurada do mundo, de enriquecer enquanto homem com a contribuição das diversas mulheres com as quais se relacionou e o fizeram crescer intelectual e culturalmente, ampliando os seus limites, ao fim e ao cabo, grato por ser caçador e autor de heranças a nos conduzir no “veleiro em que todos navegamos”.

Para finalizar, o livro Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação estimula a pensarmos na condição do sujeito fragmentado que constrói e enriquece a sua identidade cabo-verdiana na vasta diáspora, encarando os desafios e as dificuldades encontradas na tão sonhada, e às vezes ilusória, terra-longe. Tchalê Figueira apresenta-nos um sujeito conotado ao seu tempo, e recorrendo a Edward Said e a condição do escritor enquanto intelectual, capaz de “representar o sofrimento coletivo do seu próprio povo, de testemunhar suas lutas, de reafirmar sua perseverança e de reforçar sua memória”, pois a “tarefa do intelectual é universalizar de forma explícita os conflitos e as crises, dar maior alcance humano à dor de um determinado povo ou nação” (SAID, 2005, p. 53).


BIBLIOGRAFIA:

BRITO-SEMEDO, Manuel. Tchalê Figueira e os seus ‘Contos da Basileia’. Disponível em < http://brito-semedo.blogs.sapo.cv/121473.html  > Acessado em 15/06/2011.

FERREIRA, Manuel. Intertextualidade afro-brasileira. In: O discurso no percurso africano I – contribuição para uma estética africana. Lisboa: Plátano, 1989.

FERREIRA, Manuel. Aventura Crioula. Lisboa: Plátamo, 1985.

FIGUEIRA, Tchalê. Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação. Lisboa: Mar da Palavra, 2005.

FILHO, João Lopes. As migrações de cabo-verdianos. Disponível em < http://www.lopesfilho.com/?ID=4&cod=8B6CD4A5508A03241EA  > Acessado em 04/11/2011

GOMES, Simone Caputo. Cabo Verde – literatura em chão de cultura. São Paulo: Ateliê Editorial, 2008.

LABAN, Michel. Encontro com Escritores – Cabo Verde. Porto: Fundação Engenheiro António de Almeida, 1992. V. 2. pp. 331-332. Apud: Cabo Verde e Brasil: um amor pleno e correspondido. In: GOMES, Simone Caputo. Cabo Verde – literatura em chão de cultura. São Paulo: Ateliê Editorial, 2008.

MARIANO, Gabriel. Cultura Caboverdeana - ensaios. Lisboa: Vega, 1991.

SAID, Edward. Manter nações e tradições à distância. In: Representações do Intelectual – as conferências Reith de 1993. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

SANTOS, Elsa Rodrigues dos. As máscaras poéticas de Jorge Barbosa e a mundividência cabo-verdiana. Lisboa: Caminho, 1989.

2 comentários:

Tchale Figueira disse...

BRAVO MEU IRMÃO RICARDO... BRAVO!!!!!!!!!!!!

ABRAÇÃO

Ricardo Riso disse...

Agradecimento todo meu pela passagem por aqui, meu amigo!
Grande abraço deste irmão do outro lado do Atlântico,
Ricardo