sexta-feira, 6 de junho de 2008

FESTLIP – FESTIVAL DE TEATRO DA LÍNGUA PORTUGUESA


O FESTLIP – FESTIVAL DE TEATRO DA LÍNGUA PORTUGUESA em sua primeira edição reúne grupos teatrais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal no período de 06 a 15 de junho de 2008. Além de apresentações nos teatros Ginástico e Espaço Sesc, o festival contará com oficinas teatrais, uma exposição - "O teatro no Brasil e a chegada da família real" no Espaço Sesc, festa gratuita no Circo Voador nos dias 7 e 14/06, e uma mostra gourmet no Restaurante 00 com a culinária dos cinco países representantes.

GRUPOS TEATRAIS

PORTUGAL
Grupo da Garagem
Companhia fundada em 1989, dedica o seu trabalho artístico à pesquisa e experimentação, através da investigação de novas formas de escrita para teatro e de novas formas cénicas que a acompanham. A companhia trabalha com um autor/encenador residente, Carlos J. Pessoa, que é também o responsável pela Direcção Artística do Teatro da Garagem, um músico residente que compõe e interpreta a banda sonora dos espectáculos, um núcleo de actores fixos, uma equipa de produção, um dramaturgista, um responsável técnico, um cenógrafo e figurinista e uma designer gráfica.

Para além das criações próprias, a partir de textos originais de Carlos J. Pessoa, e da releitura dos clássicos, a companhia desenvolve um trabalho pedagógico, através do Serviço Educativo, com as escolas e associações da zona onde se encontra situado o teatro.

Assim as personagens vão-se cruzando e moldando, com traços precisos, como num tabuleiro de xadrez: o cavalo, o bispo, a torre, o rei e a rainha…

Sinto que todos nos sentimos, por um instante, vítimas deste, poderosos face a outro, impiedosos… Personagens que aprendem a viver com determinado rótulo, estigma, deveres e obrigações, de acordo com um teatro íntimo em que se enleiam. Maria, vive na clausura de uma torre de marfim, faz um périplo pela sua vida, experimenta as vozes das personagens que fizeram ou ainda, fazem parte da sua vida, da sua encenação.
Ao fazê-lo abdica, por um momento, do papel principal.

Sinto que andei a fazer encenações a vida toda, ou melhor, a encenar a minha vida com os outros. A diferença é que eu fazia parte de um elenco, composto pela minha família, amigos, conhecidos e desconhecidos, no qual as personagens executam um papel muito preciso e, parece-me, previsível. A mãe que sufoca, o pai que oprime, os avós que acarinham, o filho que a dada altura nos vai abandonar e construir a sua vida, o colega que nos quer bem, a professora que nos quer mal, o vizinho com o qual nos cruzamos todas as manhãs e que nos sorri, o marido, a irmã com a qual praticamente não temos ligação, a outra que sempre nos defendeu…

Grupo o Bando
O BANDO é conhecido internacionalmente e começou em 1974, tendo em seu repertório mais de 65 espetáculos montados.

Quem não gostava de ser “mosquinha” e ouvir as conversas secretas dos outros? O casal no café que ri baixinho, os velhos no jardim, os namorados que se beijam dentro dos carros, as mulheres às varandas.

Quem nunca sentiu, mesmo que o esconda, o desejo de conhecer melhor alguém, ouvindo os seus desabafos, numa conversa de que não fazemos parte?

Neste espetáculo do bando vamos espreitar o mundo da clandestinidade. Vai-nos ser permitido pôr uns auriculares e ser “mosquinha” durante meia hora, seguir uns desconhecidos e ouvir uma conversa íntima, sobre medo, perversidade, amor, morte... luto?
E quem sabe se esta experiência de aproximação ao outro não será esclarecedora para vermos melhor o mundo e percebermo-nos a nós próprios? Quem sabe se esta experiência de voyeurismo não será parte de uma viagem introspectiva?

Espectáculo de rua para 50 pessoas/representação, O espetáculo decorre em movimento. Os atores estão equipados com sistema de emissão de rádio e os espectadores com sistema de recepção .

CABO VERDE
Grupo Raiz Di Polon
A Companhia de Teatro e Dança Contemporânea Raiz di Polon foi fundada em Cabo Verde na década de noventa por Mano Preto, diretor do grupo até os dias atuais. Dentre as várias montagens, o grupo se destaca pela preciosidade dos textos em plena composição com a rica expressão corporal e o elemento musical, sempre presente nas peças.

O grupo apresentará durante o FESTLIP dois espetáculos, ambos do músico e escritor Mário Lúcio Souza, a peça Dom Quixote das Ilhas que traz uma leitura cabo-verdiana do original Dom Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes.

A peça fala de Quixote que gostava do vento. E por aqui havia dois bandos: Barlavento e Sotavento. Com os ventos vinham os gafanhotos – esses anjos do deserto. Os moinhos de vento nasciam já cansados de poços que nunca deram de mamar à terra. E na velhice tinham como única ocupação ceifar asas dos gafanhotos.

Quando o vento soprava de um lado Quixote ficava magro, magro, magro. E do engenhoso fidalgo descenderam muitos meninos eternamente magros no tempo e no espaço. Quando o vento soprava do outro lado Quixote se convertia em Sancho Panza, e parecia gordo, mas não o era, estava apenas prenhe de outros tantos meninos gordos no espaço e magro no tempo.

E a vida é um andar que se cruza ao ritmo de tudo: rápido, lento, fugaz, frente a frente, lado a lado, na vertical, em cima, em baixo, com encontros, encontrões, e desencontros fatais porque o que era ódio se fez amor na parte em que o ódio é mais forte. Rasgaram-se, comeram-se mutuamente, mataram-se, sobreviveram, rebelaram, fugiram juntos e um do outro e cada um para dentro e para fora de si. Só então, e para a posteridade dos dois, soube Quixote que ele e o outro eram a mesma pessoa.

A peça trata da presença da mulher como importante símbolo da ritualização e tradição africanas.

A partir deste contexto, surgiu a idéia de transformar o imaginário feminino num dueto feito pelas atrizes e bailarinas da companhia.

O canto e a utilização do corpo como instrumento musical são também constantes na cultura cabo-verdiana, permitindo o multiplicar da linguagem corporal, dos ritmos e sonoridades, obra que levou o grupo ao Prêmio Especial do Júri nos 5º Encontros Coreográficos da África e do Oceano Índico.

O grupo já esteve em turnês por topo o território africano e europeu.

Grupo Teatral do Centro Cultural Português do Mindelo
O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo – Cabo Verde, atua desde 1993 e tem mais de 30 espetáculos montados entre textos de autores conhecidos com leituras “crioulas” ou caboverdianas como: Oscar Wilde, Molière, Garcia Lorca, William Shakespeare e também criações coletivas do grupo. Com participação em inúmeros festivais já se apresentou em palcos de Portugal, Itália, Espanha, Holanda e Brasil, já ganhou por duas vezes o Prêmio do Mérito Teatral por Portugal e por Cabo Verde.

No FESTLIP o grupo apresentará a peça “O Doido e a Morte”, texto de Raul Brandão, autor português, e direção de João Branco. A peça classificada pelo teatrólogo Luiz Francisco Rebello como “a mais singular e genial obra dramática do século XX português” leva à cena dois personagens, um político poderoso, confortavelmente instalado no seu gabinete, e o outro, que adentra pelo gabinete com uma bomba de grande impacto, anuncia com a maior calma do mundo que em instantes irá tudo pelos ares. Traz consigo, diz ele, a morte debaixo do braço

Considerada uma pérola da história da dramaturgia portuguesa – e em língua portuguesa – “O Doido e a Morte”, é uma farsa existencial, onde talvez faça sentido falar de expressionismo, por se tratar da revolta de um indivíduo perante a crueldade, a incongruência, a abjeção do mundo moderno e porque a obra de Raul Brandão está cheia de «gritos» em suas entrelinhas que fazem com que tenhamos sempre presente o quadro de Edward Munch, “O Grito”. A encenação inspira-se, precisamente nesta idéia e neste paradigma. Daí a opção pela utilização das máscaras, o estilo de interpretação, os próprios adereços, figurinos, som e luz. A estética da peça é o retrato de um imenso grito que pode servir, senão para acordar deste estranho sonho que é o presente, pelo menos para nos tornar mais alertas no futuro.


MOÇAMBIQUE
Grupo Mutumbela Gogo
Grupo Mutumbela Gogo de Maputo, capital de Moçambique, foi fundado no ano de 1986, pela diretora cênica Manuela Soeiro.

Hoje o grupo tem sua sede no Teatro Avenida, onde já montou inúmeros espetáculos encenados por toda Europa.

Reconhecido pelo talento dos atores que integram o grupo, dos quais, a maioria já participou de filmes de diretores norte-americanos e ingleses, motivo pelo qual o diretor de cinema Ingmar Bergman dirigiu um dos espetáculos do grupo. O Mutumbela Gogo trará para o FESTLIP a peça “As Filhas de Nora”, uma livre adaptação de Henning Mankell, diretor do grupo, a partir do texto original “Casa de Bonecas”, de Henrik Ibsen.

A versão é adaptada de forma a permitir uma leitura atual tendo como fundo a experiência moçambicana. A contemporaneidade do espetáculo se dá pela força das próprias palavras de Ibsen em confronto com a sociedade moderna africana. A adaptação moçambicana inclui uma mudança de nomes noruegueses para nomes moçambicanos e a ação decorre na época do carnaval.

No texto original Nora, a protagonista, abandona o marido e as suas três filhas porque de repente ela descobre que foi sempre tratada como uma boneca e não como uma mulher. É um escândalo para a sociedade. O Grupo Mutumbela Gogo, através do Henning Mankell, faz uma réplica à peça criando "As Filhas da Nora". O que terá acontecido às três meninas depois da saída brusca da sua mãe? Enfrentamos, nesta peça, as contradições dos indivíduos e os seus esforços para compreender as relações de afeto e o outro que se torna, muitas vezes, sentido da própria individualização e caráter dos sujeitos.

Grupo Gungu
Companhia teatral formada em 1992, pelo escritor e diretor Gilberto Mendes que integrou o elenco do grupo Mutumbela Gogo até a fundação da sua própria companhia, o Grupo de Teatro Gungu o qual se destaca pelas montagens contemporâneas e a forte musicalidade em seus espetáculos já tendo se apresentado em Festivais na Noruega, Portugal, Espanha e França.

Obs.: Num mundo extremamente machista como é o moçambicano, a batalha pela afirmação feminina ganha cada vez mais espaço.

Enquanto o homem macho se serve da sua força e virilidade para se impor, a mulher se utiliza da sua sedução e, acima de tudo, da sua inteligência que , diga-se de passagem, está alguns pontos acima da masculina.

A peça gira em torno de quatro personagens: um executivo próspero e bem posicionado, mas que não consegue a mesma performance em casa; Um deputado "bem sucedido" que não permite que a sua noiva trabalhe; um empresário analfabeto, para quem a posse de dinheiro é sinônimo de poder e grandeza; um homem que, por motivo da morte de seu irmão mais velho, tenta tomar para si a viúva socorrendo-se na tradição do "ku txinga". Esse cenário social e cultural são o mote para esta peça de teatro, um retrato do sociedade moçambicana na atualidadeo.

ANGOLA
Etu-Lene
Fundado 1993, o grupo Etu-Lene conta com dez integrantes e já levou ao palco inúmeras obras, conquistando importantes prêmios entre o "Prêmio Cidade de Luanda / 2001", com a obra "Balumuka", e o "Prêmio Nacional de Cultura e Artes / 2002", com a peça "Uíje-Uijia", espetáculo que também arrebatou o prêmio revelação de teatro "Angola - 20 anos".

Grupo teatral formado há mais de uma década, tem seu repertório, focado em comédias, já angariou duas premiações internacionais de Teatro.

O velho Katy-Ngotè, um sujeito que deu tudo o que tinha para a formação de seu único filho Caetano. Em troca do interesse financeiro o velho exigiu que Caetano ficasse junto de Madó e não da mulher amada. Caetano cedeu às exigências do seu pai. Para a surpresa do velho ele descobre ouvindo um telefonema da sua querida nora o verdadeiro autor da gravidez que ela ostentava, o que o levou a pensar: “Afinal, quem está na barrigada de Madó não é do meu sangue”, para o sofrimento do velho Katy-Ngotè.

Grupo Henriques-Artes
O espetáculo: “Côncavo e Convexo" - Obra vencedora do prêmio de teatro Cidade de Luanda 2008.

O texto de Flávio Ferrão nos faz compreender que o homem em Luanda deve viver uma história de amor tal qual como em Côncavo e Convexo. O espetáculo se passa através de um diálogo onde o casal sobrevive a fortes embates durante todo o texto que é baseado na situação política, econômica e social de Luanda. O texto aborda o tema de forma atípica e espetacular. Uma obra recheada de drama, pois, a reflexão e a nota dominante do espetáculo é a utilização de signos através de velas, latas vazias de cervejas, baldes coloridos, mobílias velhas e cansadas. Os signos estão a espera do público que se propõe a ser vítima desse espetáculo.

BRASIL
Grupo de Curitiba
Capitu Memória Editada é inspirada na obra do maior escritor brasileiro e reúne artistas paranaenses na construção de uma peça teatral que está situada entre a literatura e o leitor, entre o palco e o público, refletindo todo o universo machadiano. O espetáculo escrito e dirigido por Edson Bueno estreou no dia 29 de setembro de 2005 no Teatro da Caixa em Curitiba. Não é uma novela, um romance ou uma adaptação de Dom Casmurro, de Machado de Assis.

A proposta de Capitu Memória Editada não é levar o romance ao palco e sim, a sensação de mistério que o livro traz. “Não é nem o que o leitor entende do livro e não é o livro. É a dúvida, o mistério, a memória e a fantasia”, explica Edson Bueno. A trama de Dom Casmurro é contada não só pela memória de Bentinho, mas também por personagens paralelos e contemporâneos, que interagem com o texto centenário de Machado de Assis e fazem referência a ele, convidando o público (leitor) a preencher as lacunas, assim como fez o grande escritor.

O projeto é uma iniciativa de Janja, que integra o elenco, e foi viabilizado por meio da lei Municipal de Incentivo à Cultura. Segundo a atriz, a idéia de realizar a montagem partiu de um gosto pessoal pelo romance e, trabalhando o texto com Edson Bueno, percebeu que o texto original era sobre memória. “Queríamos privilegiar a literatura. Quando a gente começou a ensaiar, fizemos referência aos contadores de histórias. Isso deu o tom e a linguagem da peça”, comenta Janja. A montagem preserva a prosa original de Machado de Assis quando é levada ao palco. “Fiz questão de manter a forma literária dele, que é moderníssima e deliciosa”, comenta Edson Bueno.

Os ensaios e improvisações dos capítulos do original Dom Casmurro ajudaram a trabalhar a idéia de Capitu, até chegar na concepção final do espetáculo e do texto. “Eu me permiti também brincar com a ilusão e com a realidade do teatro. O texto brinca muito com as convenções teatrais e as perverte muito também”, diz Edson Bueno. Por conta dessa traquinagem, atores e personagens (do romance e outros especialmente criados para a peça) misturam-se aos olhos do público, e também dissimulam a realidade e a ficção, tal como o mistério que cerca o romance. “Foi um desafio para os atores, porque a forma de construção das pessoas no palco não é a convencional”, explica Bueno.

Tropa do Balaco Baco (Arcoverde / Pernambuco)
A TROPA DO BALACO BACO – EQUIPE TEATRAL DE ARCOVERDE surge da junção de dois núcleos de produção teatral da cidade de Arcoverde, no sertão pernambucano, que ante a necessidade de dar visibilidade as suas ações, uniram forças e lançaram-se à empreitada de garantir uma ação mais contundente que denotasse a qualidade e compromisso ético-estético que sempre permearam o fazer teatral em suas trajetórias distintas.

A PAIXÃO E A SINA DE MATEUS E CATIRINA conquistou os prêmios de Melhor Espetáculo, Direção, Figurino e Maquilagem, além das indicações para Melhor Ator, Música e Cenário, no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos – Prêmio APACEPE/2008, na cidade de Recife-PE.

Catirina, grávida já pra mais de doze meses e com desejo de comer língua de boi, arma diversas artimanhas para convencer Mateus, por ela apaixonado, a lhe presentear com esse regalo, pondo em risco o seu próprio desenlace matrimonial. Mateus de sua parte também tenta de mil maneiras driblar as jogatinas de Catirina oferecendo-lhe toda sorte de arreliques, sendo, no entanto, sempre rejeitado até que sucumbindo as lacrimejâncias de Catirina, arranca a língua do boi patrão e oferece-lhe como prova de amor e sujeição de comprometimento, deixando a estrebuchar o famoso e alardeado novilho brasileiro, boi maravilha trazido do Maranhão pelo Coronel para presentear sua filha em seu aniversário.

Satisfeitos os desejos de Catirina, vem a inevitável descoberta do Patrão/Coronel/Amo que esbraveja e pragueja todo tipo de ameaça contra o possível agressor deixando os dois culpados, em uma mútua troca de acusações tentando livrar cada um a própria pele até que Mateus num joguete de palavras convence o Coronel a lhe dar um tempo para providenciar a cura do desfalecido animal. Fechado o acordo, Mateus e Catirina têm a deixa para dar entrada as passagens de três figuras tradicionais do brinquedo do bumba meu boi: o Padre, a Mãe Preta, e o Doutor, que cada um a seu tempo depois de várias tentativas e desistem da empreitada e deixam o boi moribundo.

Vendo extinguir-se o prazo concedido pelo Coronel, Mateus e Catirina, já cansados da longa jornada noite à dentro, dão-se por vencidos e já se considerando perdidos, para comprovar sua redobrada fama de festeiros decidem enfrentar o Coronel não mais choramingando e lamentando, mas da melhor maneira que é dançando e cantando. Armam a maior festança e entretidos nem percebem que esse sim era o melhor remédio para levantar o boi, que vindo do Maranhão, acostumado com a dança, não resiste à tentação, levanta, dança, rodopia e cai na folia varrendo a poeira do chão.

Volta então o Coronel para saber o resultado da contenda sendo recebido por Catirina que entre loas de adulação e elogios de pavulagem ao grande feito pessoal, devolve o boi renascido pra alegria do patrão que faz entrar o Padre, convocado por si para a extrema-unção dos dois, mas que dada paz reinante, celebra o tão esperado matrimônio de Mateus mais a Nega Catirina.

Volta o Mestre Carpina, que inicialmente apresentara a brincadeira e que agora convoca todos os brincantes que retornam à cena para o festejo final quando cantam e dançam a toada de despedida.


PROGRAMAÇÃO - TEATRO
DIA 06/06
TROPA DO BALACO BACO (ARCO VERDE/PERNAMBUCO)
Espetáculo: “A PAIXÃO E SINA DE MATEUS E CATIRINA”
Teatro Ginástico : 19h - Brasil

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GRUPO DE CURITIBA
Espetáculo: ““CAPITU” - MEMÓRIA EDITADA”
Espaço Sesc Arena :21h - Brasil

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GRUPO GUNGU
Espetáculo: “MULHERES DO H MAIÚSCULO”
Espaço Sesc Sala Multiuso:20h - Moçambique


DIA 07/06
GRUPO HENRIQUES-ANTAS
Espetáculo: “Côncavo e Convexo”
Teatro Ginástico: 19h - Angola

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GRUPO TEATRAL GARAGEM
Espetáculo: “A Hora do Arco-Íris”
Espaço Sesc Arena: 21h - Portugal

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GRUPO O BANDO
Espetáculo: “LUTO CLANDESTINO”
Calçadão de Copacabana - Copacabana em frente à Rua Santa Clara, com retirada de senha 1 hora antes do espetáculo no Espaço SESC :20h - Portugal


DIA 08/06
GRUPO TEATRAL DO CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS DO MINDELO
Espetáculo: “O DOIDO E A MORTE”
Teatro Ginástico: 19h - Cabo Verde

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GRUPO RAIZ DI POLON
Espetáculo: “DUAS SEM TRÊS”
Espaço Sesc Arena: 19h30 - Cabo Verde

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ETU-LENE
Espetáculo: “Atiraram o velho Katy-Ngotè para sua última morada”
Espaço Sesc Sala Multiuso: 19h – Angola


DIA 12/06
TROPA DO BALACO BACO (ARCO VERDE/PERNAMBUCO)
Espetáculo: “A PAIXÃO E SINA DE MATEUS E CATIRINA”
Teatro Ginástico: 19h - Brasil

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GRUPO MUTUMBELA GOGO
Espetáculo: “AS FILHAS DE NORA”
Espaço Sesc Arena: :21h - Moçambique

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GRUPO O BANDO
Espetáculo: “LUTO CLANDESTINO”
Calçadão de Copacabana - Copacabana em frente à Rua Santa Clara, com retirada de senha 1 hora antes do espetáculo no Espaço SESC :20h - Portugal


DIA 13/06
GRUPO TEATRAL DO CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS DO MINDELO
Espetáculo: “O DOIDO E A MORTE”
Teatro Ginástico: 19h - Cabo Verde

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GRUPO TEATRAL GARAGEM
Espetáculo: “A Hora do Arco-Íris”
Espaço Sesc Arena: 21h - Portugal

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GRUPO GUNGU
Espetáculo: “MULHERES DO H MAIÚSCULO”
Espaço Sesc Sala Multiuso:20h - Moçambique


DIA 14/06
GRUPO HENRIQUES-ANTAS
Espetáculo: “Côncavo e Convexo”
Teatro Ginástico: 19h - Angola

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GRUPO DE CURITIBA
Espetáculo: “CAPITU” - MEMÓRIA EDITADA”
Espaço Sesc Arena:às 21h - Brasil

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ETU-LENE
Espetáculo: “Atiraram o velho Katy-Ngotè para sua última morada”
Espaço Sesc Sala Multiuso: 20h - Angola


DIA 15/06
GRUPO RAIZ DI POLON
Espetáculo: “DUAS SEM TRÊS”
Teatro Ginástico: 19h - Cabo Verde

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GRUPO MUTUMBELA GOGO
Espetáculo: “AS FILHAS DE NORA”
Espaço Sesc Arena: :19h30 - Moçambique

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Entrega Prêmio Revelação FESTLIP
Espaço Sesc Sala Multiuso: 22h



EXPOSIÇÃO

A exposição “O teatro no Brasil e a chegada da família real”, com curadoria de Álvaro de Sá e design de Isabela Muller, será inaugurada no dia 05 de junho no Espaço Sesc Copacabana.

A mostra pretende traçar um breve painel do teatro no Brasil no século XVIII, com suas casas de ópera, e sua transformação a partir da chegada da família Real em 1808.

“As distrações do teatro progrediam de par com os assuntos de maior importância. Não somente o Regente dava largas ao que nele parecia ser forte inclinação pessoal, comparecendo assiduamente aos espetáculos, como neles aparecia acompanhado da sua família”.

Esse texto escrito no século XIX após a chegada de Don João no livro “Notas sobre o Rio de Janeiro e partes meridionais do Brasil” por John Luccock, nos dá a dimensão das modificações ocorridas no teatro do Brasil após a chegada da Família Real Portuguesa. Uma mudança de um teatro com hábitos provincianos para um teatro mais cosmopolita. Com a chegada da Corte o Rio de Janeiro se transformou na capital teatral do Brasil.


FESTA FESTLIP

Durante os doze dias de atividades, o FESTLIP realiza nos dias 07/06 e 14/06, aos sábados às 22h, uma Festa no Circo Voador, na Lapa reunindo músicos de todos os países participantes. A festa que contará com a presença dos atores do FESTLIP, será aberta gratuitamente ao público, sendo encerrada no final de toda noite pelo DJ português, Señor Pelota, que explora diferentes linguagens de electro, minimal, techno, acid house e disco digital de punk-funk.

ENTRADA FRANCA CIRCO VOADOR : Rua dos Arcos, S/N - Lapa - Rio de Janeiro - RJ - Brasil

MÚSICOS

BRASIL
Macau (Participação Especial de Sandra de Sá)

No inicio dos anos 80, surge no cenário musical “Olhos Coloridos”, uma canção que em meio a tantas canções de protesto da época se destacou pela forma romântica e ao mesmo tempo forte, que denunciava a repressão e a discriminação racial. Seu autor, Macau, tocava essa música canção de uma forma tão peculiar e marcante que parecia entoar tambores africanos que choravam chamando o país a uma reflexão.

“Olhos Coloridos” - música gravada por Sandra de Sá, que se tornou um hino da música negra no Brasil. Com seu suingue black, ela é mais do que uma canção, é um estilo musical, é um grito negro, é amor, uma denúncia, é contestação. Além de Sandra outros artistas e grupos expressivos no Brasil e no exterior a gravaram como, por exemplo, Jim Capaldi na Inglaterra, Les Etoiles na França e Funk como Le gusta, de Paula Brasil. A música também foi tema do filme “ABC Paulista”, interpretada em diversos programas de televisão e fez parte do Projeto Lonas Culturais, onde foi gravada por Fafá de Belém e Sandra de Sá, ao som do violão de Macau.

Hoje Macau possui uma extensa obra que reúne seus antigos sucessos e músicas compostas com Luiz Melodia, Durval Ferreira, Sandra de Sá, Kátia Drumond. Grandes nomes também gravaram suas composições como: Eliana Pitman, Rosana, Elaine Guedes, Dom Mita, Adelmo Casé, Denise Pinaud. A mais recente regravação foi de Preta Gil, que cantou“Estágio do Perigo”, funk feito em parceria com Sandra de Sá, em seu último trabalho.

Sua capacidade de estar de bem com a vida e manter o astral, em todos os momentos fizeram de Macau o “Negro dom do amor”. O cantor e compositor através da leveza de suas composições e interpretações consegue levar ao público a verdadeira música de qualidade.

SANDRA DE SÁ

Considerada a “Rainha do Soul Brasileiro”, Sandra de Sá, cantora e compositora, é considerada a maior representante da Soul Music brasileira da atualidade. Após o seu último CD, “AO VIVO – Música Preta Brasileira”, lançado em 2005, Sandra viajou pelo Brasil e exterior, já ganhou novos prêmios e estreiou no cinema e na tv, sempre com o astral “SANDRA de ser!”.

Música Preta Brasileira, nome deste show/CD/DVD, é um termo criado por Sandra há mais de 10 anos, brincando com a sigla MPB da Música Popular Brasileira. Sandra afirma:
“A nossa música é essencialmente preta, pois começa e termina no tambor, no suíngue. Não há ritmo que cantemos ou toquemos que não contenha este toque de brasilidade. Isto é a nossa ‘pretitude’. Até porque se é popular, é do nosso povo, que é altamente miscigenado.”

É esta atitude que ela coloca em tudo que faz nestes mais de 26 anos de carreira. MPB também é o tema que Sandra carimba em tudo, desde um programa de rádio que apresentou na ong “Viva Rio” até o projeto musical alternativo que fez, por mais de quatro anos, ao lado de Toni Garrido (da banda Cidade Negra) e do parceiro Zé Ricardo. (Projeto com Capítulo 1 – Tim Maia Racional e Capítulo 2 – Jorge Benjor).

Sandra está sempre realizando projetos paralelos, ao lado de grandes amigos como Nana Caymmi, Luiz Melodia, Elba Ramalho, Zezé Motta, Lecy Brandão, Margareth Menezes, Leila Pinheiro, entre muitos outros importantes nomes da nossa Música, pois ela acha fundamental estas parcerias e experimentações dentro e fora do palco.

Como descendente direta de caboverdianos, tem desenvolvido um trabalho em Portugal com shows e eventos, que resultou em apresentações como o Reveillon da Ilha da Madeira, Optimus Open Air e o Rock in Rio Lisboa. Além de participar, em Paris, do Brasil na França e, na Alemanha, da Copa da Cultura de Berlim, como um dos grandes símbolos da nossa música. Esteve presente também no Festival de Gambôa 2007, na África.

Mas não é só no exterior que Sandra tem desenvolvido projetos de grande representatividade cultural. A artista acaba de ser eleita como presidente da “Academia Afro Brasileira de Artes”, onde realizará projetos que visem aprimorar e desenvolver a cultura negra no Brasil; e tem sido com freqüência, escolhida para realizar o show de abertura de importantes eventos culturais, tais como a Conferência dos Intelectuais da África e da Diáspora, a CIAD (subsidiada pelo Ministério das Relações Exteriores), evento social da Petrobrás Loucos por Música (também como diretora musical) e na Feira Música Brasil (em Recife realizada pelo MINC).

Em 2007, Sandra também brilhou nas “telinhas e telonas”, estreando como atriz no filme e seriado “Antônia”, da Rede Globo. Em 2008, já, agitou a Bahia, no Carnaval elétrico de Salvador, no Expresso 2222 de Gilberto Gil e no Bloco Skol D+!, E também já está em estúdio, na pré produção do seu novo CD e DVD, com gravação prevista para Maio e lançamento para o segundo semestre deste ano. Sandra de Sá não só continua realizando shows, “Ao Vivo”, por todo Brasil, destaca-se o projeto experimental BATUCOFONIA, que é seu grande xodó e sua aposta através da interação com o público pra movimentar a Música Preta!

Vivianne Tosto
Vivianne nasceu no bairro carioca do Catete, em 1964. Segunda filha do casal Francesco e Marly, já pequena, demonstrava grande interesse pela música: ficava embevecida durante horas, vendo a mãe tocar piano.

Em 1973 recebeu o primeiro convite para cantar em bar, e então fez sua primeira temporada musical em "O Cortiço", em Laranjeiras, RJ. Logo após aceitou um o convite de passar um mês cantando à bordo do Navio Seawind Crow, que fazia a rota das ilhas caribenhas. Bem, um mês virou dois meses e meio de saudade, prazer e desafio de apresentar-se para um grande e diversificado número de pessoas, entre brasileiros, gregos, americanos, africanos, tchecos, europeus, croatas. Vendo o Brasil de fora, e por estar fora, também foi levada a um interessante encontro com a cultura nacional do próprio país. No navio, só cantava música brasileira, apresentando um repertório altamente eclético que incluía Caetano, Djavan, Milton, Axé music, bossa-nova, forró e samba. Ao retornar, Vivianne deu início a um novo trabalho. Montou uma banda e se apresentou no "Mistura Fina". De volta aos palcos do Rio, e muito feliz por esse encontro definitivo com a música, decidiu que estava na hora de gravar seu CD.

Vivianne sempre quis algo orgânico, sem guitarras, com mais violões, mas acabou seduzida por sons e efeitos eletrônicos, que vieram a somar no resultado final do disco, um trabalho que define como “quase artesanal”. O título foi tirado da faixa que seria a música de trabalho, "PEDAÇOS", de sua autoria. Mas, depois de submeter o CD a audições de amigos e profissionais do ramo, "CONTRAMÃO", composição que também assina, assumiu quase unanimemente o lugar de eleita. O CD foi concebido e concluído. E, sem nenhuma pretensão, já pode ser considerado um sucesso.

Nesse mesmo período, conheceu Alex Sancher, no bar Santa Saideira, em Santa Teresa, onde se apresentava com freqüência. Ele mostrou algumas músicas e Vivianne ficou encantada. Desse novo encontro saíram as faixas "SURPRESA" e "OLHOS CLAROS". Pelas mãos da amiga, Ilka Villardo, conheceu o percussionista e compositor, Luiz Octávio Albornoz, e dele, então, selecionou “PODIA DIZER” que, ao lado ainda de "MOEDA DE UM LADO SÓ", de Moska, fecharam o repertório do disco. Parecia que o céu estava conspirando em seu auxílio. O primeiro show do CD aconteceu no Sesc de Ramos, em 2003. Também em junho de 2003, apresentou um show acústico no Teatro Bibi Ferreira em Botafogo.

O CD PEDAÇOS foi e pré-selecionado para o Prêmio Tim de Música deste ano. Maria Bethânia levou o troféu de melhor disco, com o seu Brasileirinho.

MOÇAMBIQUE
José Mucavele
José Mucavele, foi trompetista nos anos 60 e 70 tocou em vários agrupamentos, Comandante de Luta de Libertação Nacional, investigador etno-cultural músico Moçambicano, Membro fundador do agrupamento musical da Rádio Moçambique, já viajou em espetáculo para os seguintes países: Africa: Zimbabué, Cabo Verde, África do Sul. Europa: Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica, Alemanha e Dinamarca. América Latina: Cuba e Brasil.

Compôs trilhas sonoras para os seguintes filmes: Compass In Mozambique, Granada Television, Children of Austral Afrika, Colheita do Diabo, Fronteiras de Sangue e outros.
Gravou seu primeiro album “Atravessando Rios” em 1985 em Portugal pela E.M.I Valentim de Carvalho, com a produção dos músicos Portugueses: Rui Veloso e Zé Carrapa.

Em 1996 grava na Dinamarca o álbum “Compassos 1” É convidado a dar uma palestra na universidade de Rooskild Dinamarka. Membro da comissão instaladora do Instituto do Património Cultural e Natural de Moçambique. compositor interprete, toca guitarra acústica com afinações descobertas por ele mesmo. Foi quadro sênior do Governo, atualmente é Técnico Superior para a Cultura no Ministério da Educação e Cultura.

CABO VERDE
Mário Lúcio Souza
Mário Lúcio Sousa, natural de Tarrafal, na Ilha de Santiago, Cabo Verde, em 21 de Outubro de 1964 iniciou sua carreia artística e de ativista cultural desde cedo, tornando-se uma personalidade de destaque no campo político através do cargo de Assessor do Ministro da Cultura, que ocupou em 1992. Recentemente foi constituído Embaixador Cultural de Cabo Verde.

Na área artística é o idealizador e líder do grupo musical Simentera, que marcou a tendência da música de Cabo Verde para o acústico e reivindicou a cultura continental africana como elemento da identidade cultural caboverdeana. Multi-instrumentista e arranjador de vários álbuns de solistas caboverdeanos, é também membro fundador da Associação Cultural Quintal da Música, cujo Centro Cultural Privado trabalha na valorização da música tradicional e no acesso das crianças à aprendizagem e à promoção dos seus talentos.

É compositor permanente da companhia de teatro e dança Raiz di Polon, que também participará do FESTLIP, além de outras compisções e trilhas sonoras. Com experiência internacional, Mário Lúcio e a Simentera, já se apresentaram nos em boa parte da Europa, Brasil e África naturalmente. Gravou recentemente em França com o Grupo Simentera o CD Tr'adictional, seu projeto musical sobre a mestiçagem e que conta com a participação do camaronês Manu Dibango, dos senegaleses Touré Kunda, do brasileiro Paulinho da Viola, e dos portugueses, Maria João e Mário Laginha. Mário Lúcio se destaca ainda na literatura com a edição de 02 livros de poesias, 01 peça teatral e 01 livro de ficção como qual conquistou o prêmio do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa. Ainda na pintura o artista soma ao movimento da nova geração de pintores africanos com obras em exposição no seu país e no exterior.

ANGOLA
Trio Vikéia
Criado em 1988 em Benguela, pelos músicos António Hugo de Oliveira Manjenje (TÓ MANJENJE), Loureiro Paulino (LOY) e Josué de Campos (MOISÉS KAFALA).

Constituído por trovadores dedicados a pesquisa, exploração e divulgação dos ritmos da região centro e sul de Angola, como o “Nhatcho”, o “Njando” e o “Tchipuete”.

Composto atualmente por António Hugo de Oliveira Manjenje (Tó Manjenje), Francisco de Sousa Joaquim Barros (Magas) e José Augusto Brás (Zé Brás), o grupo tem passagens por vários países do mundo, como Suécia, Alemanha, Portugal, Polónia, França, Índia, Coreia do Norte, Egipto, Congo e outros.

Possui no seu palmarés, dois títulos do “Variante” Festival Nacional de Música Popular e outras participações em eventos nacionais e internacionais.
O repertório do grupo é vasto e tem por base o cancioneiro tradicional da região centro e sul do país que se entrosa com a balada moderna.

PORTUGAL
DJ Señor Pelota
André Soares começa a sua aventura como um DJ em 1998, tocando em vários bares em torno de Lisboa e também em alguns eventos, mas apenas depois de quatro anos, seu alter ego Señor Pelota é nascido. Hoje ele se vê como um promotor de música avançada, através de conjuntos onde ele explora diferentes linguagens de electro, minimal, techno, acid house, disco digital de punk-funk.

Ele surpreende a platéia porque Senor Pelota não tem limites, qualquer tipo de música pode desembarcar em sua placa giratória enquanto ela dança e faz você se sentir bem. Señor Pelota é um obsessivo perseguidor de novas tendências, sempre fugindo do lugar comum, fazendo uma fusão que reinventa a música do amanhã. Ele tenta encontrar a perfeita simbiose de fazer as pessoas se divertir e soltar a cabeça, promovendo a boa música, mas nunca esquecendo a "cultura club". Neste momento, Señor Pelota é responsável pelo alinhamento da música Velvet bar, um clube pequeno, mas popular no (in) famoso Bairro Alto.

Ele também faz uma aparição mensal no Lounge bar, intituled "Portanto Freshhhhh!", Onde ele convida dj novos talentos para jogar com ele durante toda a noite. Ele está envolvido em vários projetos musicais como: o coletivo FREIMA de Porto, o coletivo "Music Mob dj's" com dj Vahagn associeted para o rótulo Music Mob e "Glam Slam Dance", em parceria com o dj Mário Valente, que, em maio de 2007 eles lideraram a Kubik fase e a fase Radio Soulwax Creamfields Festival de Lisboa. Ele espalhou sua peculiaridade em famosos clubes em todas as regiões de Portugal: Lux, Op Art, Clube Mercado, Fragil, Cabaret Maxime, Incógnito, Industria (Porto), MAUS Hábitos (Porto), Hard Club (Gaia), Office Club (Caldas da Rainha), Marginal (Funchal), Clinic (Alcobaça), Budha Club (Povoa do Varzim), Tamariz (Estoril), Clube da praia (Zambujeira do mar), Horta da Fonte (Cartaxo), T Club (Vilamora), etc… E ele também tocou com música nacional e internacional de celebridades como Spektrum, Digitalism, Soul Wax, Erol Alkan, Tiefschwarz, 2 Muitos Dj's, Mandy Idjut Boys, Prins Thomas, Muallem, Who Made Who, Chloe, SASSE aka Freesltyleman, Putch 79 de Girl Crazy, dj Periférico, Télépathique, Lady Eyedealism, Dezperados, Disorder, Rosa rapaz, Zé Pedro Moura, Nelson Flip, Anthony Myllard, Stereo Adiction, para citar apenas alguns

MOSTRA GOURMET DA LÍNGUA PORTUGUESA
De 04 a 15 de junho a Mostra Gourmet FESTLIP será comandada pelo Chef Ray Cardoso do Restaurante 00, que reunirá em um cardápio especial a culinária de cada país da língua portuguesa participante. São eles Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Brasil.

O Restaurante 00 abre para o jantar às 20:30h.
Reservas: 21 2540-8041
Endereço: Rua Padre Leonel Franca, 240 - Gávea
OFICINAS TEATRAIS

AS OFICINAS TEATRAIS PARA OS ATORES PARTICIPANTES, ABERTA PARA ESPECTADORES, ACONTECERÁ DAS 14 ÀS 18 H NO ESPAÇO SESC ARENA.

09 de Junho
Diretor: GILBERTO GAVRONSKI

Nascido em Porto Alegre, Gawronski se despediu da cidade em 1983, com a peça de Caio Fernando Abreu “Pode Ser que Seja só o Leiteiro lá Fora”. No Rio de Janeiro, trabalhou com Naum Alves de Souza em “Aurora de Minha Vida”, com Moacyr Góes em “Sonho de uma Noite de Verão” e “Eduardo II”, e com Tônio Carvalho em “Chapeuzinho Vermelho – Em Busca do Coração Secreto”, pela qual ganhou o Mambembe de melhor ator em 1990. Ainda naquele ano, Gilberto foi assistente de direção de Luiz Antonio Martinez Correa em “Theatro Muzical Brasileiro” e de Naum em “Cenas de Outono” de Mishima e no show “Francisco” de Chico Buarque. Em 1989, dá os primeiros passos para o que seria um dos espetáculos mais marcantes de sua carreira: “Dama da Noite”, de Caio Fernando Abreu. Uma nova versão estreou em 1996 e cumpriu temporada em Lyon, na França com o titulo “Belle de Nuit”. Desde então tem se apresentado em quase todos os estados brasileiros, e no exterior já marcou presença nos palcos de Londres, Sanary-Sur-Mer, Lyon e Nova York. Com este trabalho, ganha Prêmio Sharp de melhor direção em 1998.

Como diretor Gawronski já dirigiu nomes como Betty Faria em “Um caso de vida ou morte” de Eliane May; Eva Todor e Rubens de Falco em “Cartas na mesa”, de Joe Orton; Lucélia Santos em “Ajuda-me a Lembrar”, de Jean Claude Carriére; Reginaldo Faria em “Um caso de Amor”, de David Stevens.

Seus trabalhos mais recentes são como diretor da montagem de “Pode Ser Que Seja Só o Leitero Lá Fora”, nos dez anos de falecimento de seu autor, Caio fernando Abreu e a criação do poeta Torquato Neto em “Artorquato”, espetáculo de Antonio Quinet. Dirigiu a encenação do texto “Campo de Provas”, de Aimar Labaki, que inaugurou o Teatro Solar. O último trabalho foi com “Gaivota”, criação de Enrique Diaz baseada na obra de Tchekhov.

10 de Junho
Diretor: SÉRGIO FERRARA
O diretor Sérgio Ferrara, depois que deixou o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) supervisionado pelo diretor Antunes Filho, dirigiu espetáculos como “Antígona” de Sófocles na jornada Sesc de teatro com o ator Paulo Autran, Tarsila de Maria Adelaide Amaral, Barrela e Abajur Lilás de Plínio Marcos, “Mãe Coragem” e seus filhos de Brecht com a atriz Maria Alice Vergueiro. Recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor diretor pelo espetáculo “Pobre Super-Homem” de Brad Fraser.

Com o ator Raul Cortez realizou a peça “Fica Frio” do dramaturgo Mario Bortoloto e recentemente no seu espetáculo “O Mercador de Veneza” de William Shakespeare, o ator Luis Damasceno recebeu o Prêmio Shell de melhor ator. Em 2005, em parceria com o escritor Ignácio de Loyola Brandão e a artista plástica Maria Bonomi realizou o espetáculo “A Última Viagem” de Borges. Foi diretor convidado da EAD (Escola de Arte Dramática) da USP, onde dirigiu a peça “Vereda da Salvação” de Jorge Andrade. Dirigiu “O Inimigo do Povo” de Henrik Ibsen, em comemoração ao Centenário de morte do dramaturgo norueguês, com o apoio da Embaixada Real da Noruega no Brasil. Juntamente com o Grupo dos SATYROS dirigiu o texto: “A Noite do Aquário” de Sérgio Roveri. Convidado pelo diretor Antunes Filho, em 2007 dirige seu primeiro trabalho para a Televisão. Em parceria com SESCTV, a TV CULTURA abre espaço para os novos tele teatros. Dirige : “O Encontro das Águas, repetindo a parceria com o dramaturgo Sérgio Roveri, premiado como o melhor dramaturgo do ano, pelo Prêmio Shell.

11 de Junho
Diretor: MOACYR GÓES
Natalense, 48 anos, diretor teatral há 28 anos, formado em Artes Cênicas pela UNIRIO, foi professor de interpretação no curso de formação de Ator da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) durante 04 anos e professor do Curso de Pós-Graduação em Teatro da UFRJ..

No teatro dirigiu espetáculos como os “Os justos” de Camus; “A visita da velha senhora” de F. Dürrenmatt, com Tônia Carrero; “Pinóquio” do próprio Moacyr Góes e Amândio Gomes; “Alarmes” de Michael Frayn; “Bonitinha, mas ordinária” de Nélson Rodrigues; “Bispo Jesus do Rosário” de Clara Góes; “Os 7 gatinhos” de Nélson Rodrigues; “Toda nudez será castigada” de Nélson Rodrigues; “Gata em teto de zinco quente” de Tenessee Williams ; “O Presépio de Vieira” de Padre Antonio Vieira;“Divinas Palavras” de Ramon del Valle-Inclan; “Assembléia de mulheres” de Aristófanes; “Cartas portuguesas” de Mariana Alcoforado; “O Doente imaginário” de Moliére; “Gregório” de Clara Góes; “Trilogia Tebana: Édipo Rei e Antígona” de Sófocles; “Eduardo II” de Christopher Marlowe; “Peer Gynt” de Henrique Ibsen; “O livro de Jó” adaptação de Clara Góes; “Epifanias” adaptação de O Sonho de August Strindberg; “Comunicação a uma Academia” de Franz Kafka; “Antígona” de Sófocles, com: Marieta Severo, Ítalo Rossi e “Romeu e Julieta” de Shakespeare, entre muitos outros espetáculos.

Com o elenco da sua Companhia de Encenação Teatral realizou entre 1990 e 1991, “Os gigantes da montanha” de Pirandello; “A escola de bufões” de Michel de Guelderode; “Othelo” de Shakespearer; “A trágica história do Dr Fausto” de Christopher Marlowe; “Baal” de Bertold Bretch e Nosferatu, sinfonia de vida e morte” de Janice Teodoro da Silva.

Dirigiu ainda os espetáculos infantis “Olho de gato” e “Sonho de uma noite de verão” no Teatro Glauce Rocha, RJ em 1995. Na televisão dirigiu na TV GLOBO as novelas “Vale Tudo”; "Laços de Família"; Diretor "Suave Veneno", além de "Malhação".

Moacyr sempre ampliou seus horizontes e deixou marcas também em direção de shows, como de Chico Buarque, Olívia Byington e Elba Ramalho; Óperas, como A “Flauta Mágica”, de W. A. Mozart noTeatro Municipal do Rio de Janeiro sob a Regência de Silvio Barbato e grandes eventos como o Projeto Aquarius.
No cinema em 2003, além da estréia com “Dom”, consolidou sua parceria com o produtor Diler Trindade dirigindo mais dois longas-metragens: “Maria - A mãe do filho de Deus”, com padre Marcelo Rossi no elenco, e “Xuxa Abracadabra”, totalizando três longas-metragens dirigidos em um mesmo ano. A parceria com Diler continuou em seus filmes seguintes: “Irmãos de fé “(2004), novamente um projeto com padre Marcelo, “Um show de verão” (2004), com Angélica e Luciano Huck, “Xuxa e o tesouro da cidade perdida” (2004), “Xuxinha e Guto contra os monstros do espaço” (2005), de Clewerson Saremba, onde dirigiu o núcleo live action, e “Trair e coçar é só começar” (2006), adaptação de peça de sucesso escrita por Marcos Caruso. Em 2007, lança “O homem que desafiou o diabo”, com produção de Luis Carlos Barreto. Seus próximos projetos são “Iracema”, “Bonitinha mas ordinária”, baseado na obra de Nelson Rodrigues, e “Um amor do outro lado do mundo”.

Dentre os diversos prêmios que conquistou durante sua trajetória estão:
Prêmio Shell
1993 – Melhor diretor por “Antígona”
1990 – Melhor diretor por “A escola de bufões”
1988 – Melhor diretor por “Baal”
Prêmio Moliere
1990 – Melhor diretor por “A escola de bufões”
1988 – Melhor diretor por “Baal”
Prêmio Fundacen
1989 – 05 melhores espetáculos por “Fausto”
1988 –0 5 melhores espetáculos por “Baal”
Troféu Mambembe
1985 – Melhor diretor infantil por “Olho de gato” e
“Sonho de uma noite de verão”
Prêmio Cultura Inglesa de Teatro
1999 – Melhor diretor por “Gata em teto de zinco quente”
Por Ricardo Riso

4 comentários:

angela disse...

que pena!!!!São Paulo não verá um evento tão bom assim!!!!quem sabe algum dia!, grande abraço, seu blog é muito bom, angela

Ricardo Riso disse...

Olá, Angela!!! Obrigadão!! Um grande abraço do Riso.

Tania disse...

Obrigada pelo interesse e divulgação por esse evento que produzimos com tanto zelo e carinho.

"2009 tem mais"

Muito obrigada.

Tânia Pires
Diretora Artística
FESTLIP

festlip@talu.com.br

Ricardo Riso disse...

Olá, Tânia!
Infelizmente só consegui assistir aos espetáculos "Côncavo e Convexo" e "Duas sem três".
Achei ótima a proposta do evento.
Parabéns pela organização!!
Abraço,
Ricardo Riso