segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dina Salústio - Filhas do Vento (livro)


O novo romance de Dina Salústio, Filhas do Vento. A seguir, o texto de contracapa do livro.

DINA SALÚSTIO – Bernadina de Oliveria Salústio – nasceu em Cabo Verde, Ilha de Santo Antão, em 1941. publicações: Mornas eram as noites, contos, 1994; A Louca de Serrano, romance, 1998; Estrelinha Tlim Tlim, infanto-juvenil, 2000; Violência contra as Mulheres, estudo, 2001; O que os olhos não vêem, infanto-juvenil, co-autora com Marilene Pereira, 2002; Cabo Verde, 30 anos de edições – 1975/2005, catálogo enciclopédico, 2005.

Está presente em algumas antologias cabo-verdianas e estrangeiras. A sua escrita foi já matéria de vários estudos, destacando-se duas teses de mestrado e duas de doutoramento, além de alguns trabalhos científicos ligados quer à sua prosa quer à sua poesia. Sócia-fundadora da Associação dos Escritores Cabo-verdianos. 1º Prémio em literatura infanto-juvenil (1994), Cabo Verde e 3º Prémio em literatura infanto-juvenil dos PALOP, Países Africanos de Língua Portuguesa (2000). Galardoada pelo Governo de Cabo Verde com a Ordem do Mérito Cultural (2005).

“Filhas do Vento” narra a relação de uma menina com a avó, um fantasma que vive dentro de um livro. Atormentada por um crime que cometeu pede à neta que a livre de uma maldição que carrega, para que a sua família e a sua terra não se percam no meio de um eclipse do tempo. Um tempo sem dia nem filhos ou noite: sem riso, ódio, vento ou mulher; sem carnaval nem homem; sem emoção e amigos ou o mar de uma baía clara. Para a salvar, a neta terá que abandonar a própria história para cumprir o destino que a avó negara, milhares de gerações atrás. Quando Susane soube do pedido teve um ataque, possivelmente de fúria, quem sabe de riso, talvez de choro. Não, na verdade – conforme a velha ama falou – “deu-lhe uma coisa e caiu para o chão”.

 
SALÚSTIO, Dina. Filhas do Vento. Praia: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro (IBNL), 2009.

2 comentários:

disse...

Ricardo, há muito tenho ouvido falar de Dina, principalmente no que tange as personagens femininas. Porém, só agora o universo permitiu que os escritos dela chegassem a mim. E esse encontro está se dando de uma forma muito bela.Porque está sendo intermediado por alguém muitíssimo especial, vc. Obrigada por reavivar em mim a paixão pelas Literaturas Africanas.

Ricardo Riso disse...

Lú, ótima essa aproximação pelas letras da Dina Salústio.
Beijos!!!!